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Pastor Marcos Pereira é preso acusado de estupro

Ainda há acusações por homicídio, envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O pastor Marcos nega as acusações (foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)

O pastor Marcos nega as acusações (foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)

Leonardo Barros, em O Globo

RIO – Com dois mandados de prisão preventiva expedidos com base em acusações de estupros, o pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, na noite de terça-feira. Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) realizaram a prisão quando o pastor estava em seu carro, um Passat branco, indo para o seu apartamento, na Avenida Atlântica, em Copacabana. A investigação, que durou um ano, ainda aponta a participação de Marcos Pereira em mais quatro estupros, quatro homicídios, além de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Esses últimos três crimes baseados em denúncias do coordenador do Afroreggae, José Júnior.

Os mandados foram decretados pelos juízes Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota Lima, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca, na última quinta-feira. De acordo com informações da DCOD, o pastor realizaria ‘orgias’ no apartamento de Copacabana, avaliado em R$ 8 milhões. A maior parte das vítimas seria fiéis da igreja, chamadas até o local para a realização de cultos, em que Marcos Pereira, com ações violentas, obrigava as mulheres a fazerem sexo com ele e com outros homens da igreja. Também haveria sexo de mulheres com mulheres e homens com homens.

Das seis vítimas, três teriam sido atacadas quando eram menores de idade. Os crimes foram denunciados na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de São João de Meriti. Uma jovem relatou que foi estuprada pelo pastor dos 14 aos 22 anos. Em um dos seis casos de estupro, a vítima seria a sua própria ex-mulher, Ana Madureira da Silva, que também revelou ter sofrido abuso sexual. Os dois ficaram casados até 1998.

Um dos homicídios que o pastor está sendo acusado seria de uma jovem que descobriu as ‘orgias’ e teria tentado fazer denúncias. De acordo com o delegado da da DCOD, Márcio Mendonça, um sobrinho de Marcos Pereira também está envolvido no assassinato.

O pastor não possui formação em teologia e, por isso, deverá ser encaminhado, nesta quarta-feira, para uma prisão comum no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste. A Polícia Civil vai conceder uma entrevista coletiva para apresentar mais informações do caso.

Seguido por fiéis

O pastor Marcos Pereira no momento em que foi fichado pelos policiais (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

O pastor Marcos Pereira no momento em que foi fichado pelos policiais (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Na sede da delegacia, o pastor Marcos Pereira não quis falar com a imprensa. Porém, atendendo ao seu chamado, cerca de 30 dos seus seguidores foram até o local, além de seis advogados. Entre os fiéis, o ex-cantor de pagode, Waguinho, que é missionário da Assembleia de Deus dos Últimos Dias há nove anos. Ao sair da delegacia, Waguinho fez críticas a ação da polícia e as denúncias de José Júnior.

— Ficamos surpresos com a forma em que foi feita a prisão contra uma pessoa que comparece toda vez que é convocada para explicar essas acusações. Foi uma ação, em via pública. São acusações antigas que não há provas. Porém, todos nós aqui sabemos que existe uma guerra pública que foi declarada há cerca de dois anos, pelo José Júnior. O Afroreggae faz as suas ações e gasta milhões. O pastor Marcos Pereira faz o seu trabalho com o amor, sem receber nenhum dinheiro por isso. Quero ver o José Júnior explicar isso — disse Waguinho, defendendo Marcos Pereira.

— Todos que convivem com o pastor sabem que ele é uma pessoa que só faz o bem. O trabalho dele já tirou oito mil pessoas das drogas. Na história, várias pessoas que fizeram o bem já sofreram esse tipo de injustiça. Quem é do bem, conhece quem é do bem — encerrou o missionário, que disputou a prefeitura de Nova Iguaçu, nas eleições do ano passado.

José Júnior, do Afroreggae, elogia polícia por prisão do pastor Marcos: ‘Arrebentou’

Publicado no Extra [via O Globo]

O coordenador do Afroreggae, José Júnior, elogiou no Twitter a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) pela prisão do pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, na noite desta terça-feira.

A prisão do pastor Marcos, acusado de seis estupros, é resultado de uma investigação que começou após uma denúncia de José Júnior sobre o suposto envolvimento do pastor com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, há cerca de um ano.

“Quero agradecer a NOVA GESTÃO da DCOD pelo excepcional trabalho nessa prisão. Dr. Márcio Mendonça num curto espaço de tempo arrebentou”, afirmou o coordenador no microblog.

Romário pede prisão de Marin: “está na hora de dar exemplo ao Brasil”

O deputado federal Romário (PSB-RJ) voltou a proferir duros ataques ao presidente da CBF (foto: Marcelo Camargo/Folhapress)

O deputado federal Romário (PSB-RJ) voltou a proferir duros ataques ao presidente da CBF (foto: Marcelo Camargo/Folhapress)

Publicado originalmente no UOL

O deputado federal Romário (PSB-RJ) pediu nesta quarta-feira a prisão do presidente da CBF, José Maria Marin. Romário fez referência a um vídeo de autoria desconhecida, publicado no Youtube e reproduzido no blog do Juca Kfouri (veja/ouça no final do post), que traz uma gravação supostamente de Marin dando a entender que tem conhecimento de negociatas.

No vídeo, uma voz que parece ser a de Marin conversa com interlocutores não identificados sobre um recado que daria aos irmãos Balsinelli, donos da BWA, que estariam usando indevidamente o nome dele e de Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista e vice-presidente da CBF.

“Este último vídeo do Marín comprova que a CBF está nas mãos de uma quadrilha”, falou Romário no microblog. “Prende esses caras, está na hora de dar um exemplo para o Brasil”.

Ainda nesta quarta, Romário conseguiu aprovar  um requerimento para uma audiência pública para debater a relação entre futebol e a ditadura no Brasil.

Romário e Marin viveram ‘entre tapas e beijos’ desde que o presidente da CBF assumiu o cargo há pouco mais de um ano. Em abril do ano passado, o deputado trocou afagos com o dirigente em encontro na Câmara e prometeu apoio.

Mas desde o fim de 2012, Romário iniciou uma cruzada contra Marin. O deputado tem batalhado por uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na CBF e pedido mais transparência na entidade.

Os ataques ao presidente da CBF aumentaram após a divulgação do envolvimento de Marin com a Ditadura Militar. “As suspeitas sobre o presidente da CBF são graves e constrangedoras”, disse Romário em discurso no último dia 14.

O discurso áspero do deputado contra Marin tem sido cada vez mais eloquente no último mês. Após ser chamado de “sem expressão” como político pelo presidente da CBF, Romário devolveu. “Um cara que rouba medalhas e energia de um vizinho não tem moral para falar de Romário ou de qualquer deputado nesta Casa”.

Igreja Batista de Curitiba paga mensalidade de faculdade de Beira-Mar

“Oramos juntos, antes e depois da prova”, diz tutor de Beira-Mar.

Foto: Guilherme Pinto/Extra

Foto: Guilherme Pinto/Extra

Publicado originalmente no Jornal Extra.

Uma Igreja Batista de Curitiba está bancando os estudos de Fernandinho Beira-Mar, que cursa o 1º semestre de Teologia na Faculdade Teológica Batista do Paraná. A igreja está arcando com a mensalidade de R$ 242 paga pelo curso, que dará ao traficante uma das opções de se tornar pastor.

Fé, diz o professor Robson Ghedini, supervisor dos tutores de Teologia à distância da faculdade, o criminoso tem.

‘Oramos juntos, antes e depois da prova’, diz tutor de Beira-Mar

— Ele disse: “Acredito em Deus”. E falou que seria uma oportunidade para aprender mais. Oramos juntos, antes e depois da prova — conta Ghedini, que percorreu mais de 400 quilômetros de carro de Curitiba, capital paranaense, a Catanduvas, para aplicar o teste e falar sobre o curso com Beira-Mar.

 

Pastor para adolescente: ‘Jesus apoia o sexo entre nós’

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Fernando Moreira, no Page not Found

Um pastor evangélico de Hammond (Indiana, EUA) admitiu ter tido um relacionamento sexual com uma menor de idade. Jack A. Schaap (foto) fez um acordo com a promotoria a fim de ter a pena reduzida para dez anos de prisão.

Na investigação, a polícia descobriu que Schaap enviara mensagens por celular à adolescente afirmando que “Jesus apoiava uma relação sexual” entre os dois. Schaap era conselheiro espiritual da jovem.

“Você abriu totalmente o seu coração para mim. Você fez de mim mais do que um pastor. Você fez de mim seu amigo e seu confidente, seu amado. Você me deu sua confiança, seu coração, seu amor, sua afeição”, escreveu pelo celular o pastor, que acabou sendo demitido da Primeira Igreja Batista de Hammond.

De acordo com promotores, a jovem havia sido encaminhada ao pastor por apresentar um comportamento autodestrutivo, de acordo com reportagem do “Chicago Tribune”.

dica do Nietzsche Ribeiro Robson

Mulher filmada em praia de Rio das Ostras se defende: ‘Não aconteceu nada demais’

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Luã Marinatto e Herculano Barreto Filho, no Extra

A recepção inicial é fria. Na porta de casa, no Vale do Ipê, em Belford Roxo, Wanderlea dos Santos Silva, de 41 anos, reluta em falar sobre as cenas quentes que protagonizou no carnaval de Rio das Ostras ou do vídeo que correu a internet esta semana. Aos poucos, mais solta, ela revela: ‘Eu não transei’. Nas imagens acima, Wanderlea aproveita para se defender das críticas que vem recebendo na internet.

- Estou pensando em processar o Youtube se eles não tirarem essas imagens do ar. Eu já tenho um advogado, mas também posso procurar um defensor público, não sei ainda. Essa situação toda me causou muita dor de cabeça. Olhei os comentários do vídeo e até tinha bastante gente me defendendo, mas outros falavam muita bobagem.

É isso mesmo. Wanderlea tem um companheiro, Johne Max Geraldo dos Santos, de 38 anos (ou apenas Max). Os dois se relacionam há cerca de dois meses, mas foi justamente logo após o flagrante com outro homem que o casal passou a dividir o mesmo teto, dormindo lado a lado pelas últimas duas semanas.

— Eu mesma contei pra ele sobre isso tudo assim que voltei de viagem, antes de saber dessa coisa de vídeo — diz Wanderlea, que apenas ontem, em uma lan house, assistiu às cenas em questão: — Não transei com o rapaz. Acho que ele só disse na delegacia que fez para aparecer. A gente se beijou, foi bom e faria de novo, mas quem pode dizer se eu estava com o biquíni abaixado? Estão falando demais, e eu não devo nada a ninguém.

Já Max, surpreendido ao chegar do trabalho e encontrar a amada dando uma entrevista, parece realmente ter levado numa boa toda a situação. No entanto, embora não tenha hesitado em perdoar Wanderlea, o funcionário de uma transportadora preferiu não assistir ao vídeo. Afinal, o que os olhos não veem, o coração não sente (ou sente menos).

— Tem que entender, né. Gosto muito dela. E se veio me contar por conta própria, não tenho por que duvidar de nada. Eu confio — assegura.

Ontem, mais detalhes sobre a aventura em Rio das Ostras de Wanderlea, que é mãe de um casal de gêmeos de 9 anos, vieram à tona. Ela e o rapaz de 27 anos, auxiliar de serviços gerais na cidade do Norte Fluminense, se conheceram horas antes de entrarem juntos no mar, na sexta-feira anterior à folia. O mergulho caliente aconteceu depois de um bate-papo animado e algumas cervejas

Na noite de ontem, no aconchego do lar, Wanderlea conseguiu até brincar com o apelido que ameaça vingar: “Cicarelli de Rio das Ostras”.

— Se fosse com o Max, eu com certeza teria chegado aos finalmente — garante.

Max, sorrindo, apenas concorda com a cabeça.

Wanderlea e o companheiro, Johne Max Geraldo dos Santos Foto: Urbano Erbiste

Wanderlea e o companheiro, Johne Max Geraldo dos Santos Foto: Urbano Erbiste

Veja a entrevista com a dona de casa

O que aconteceu na praia?

Não aconteceu nada demais. Não mantive relações sexuais com ninguém dentro d’água. Fui com os meus filhos para a praia. Conheci um rapaz. Tomamos cerveja em frente à praia e depois fomos para a água. Ficamos conversando e rolou um beijo. Qual o problema se eu beijar alguém? Mas não transamos. Meus filhos estavam perto de mim.

Por que, então, você foi parar na delegacia?

A guarda me chamou e falou que eu tinha sido vista fazendo sexo. Falei: “Não estava fazendo isso”. Chamaram uma conselheira tutelar, que ficou com os meus filhos. Fiquei quase três horas na delegacia. Pedi para fazer exame de corpo de delito para provar que não tinha transado.

Você veio para Rio das Ostras passar o carnaval?

Vim na quinta-feira (um dia antes do incidente na praia), para ver a minha filha mais velha, que tem 19 anos e mora na cidade. Moro em Belford Roxo, com os gêmeos (um casal de 9 anos). Não trabalho porque o pai deles paga pensão e prefere que eu fique em casa cuidando.

Como foram os dias após o episódio?

Fiquei com medo de voltar à praia e que as pessoas ficassem me olhando e apontam para mim. Me senti constrangida. Ia ficar uma semana, mas fui embora na segunda-feira. Acabou com o meu carnaval.

Você pretende tomar alguma providência?

Estou pensando em processar o Youtube se eles não tirarem essas imagens do ar. Eu já tenho um advogado, mas também posso procurar um defensor público, não sei ainda. Essa situação toda me causou muita dor de cabeça. Olhei os comentários do vídeo e até tinha bastante gente me defendendo, mas outros falavam muita bobagem.