Criança protesta contra o racismo em prova da escola e faz sucesso na web

foto: Reprodução/Facebook
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Publicado no Extra

A professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa ao receber a prova bimestral de um de seus alunos do 5º ano, da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ao ver mais uma vez um desenho com personagens que não se pareciam com ele, a criança, identificada como Cleidison, resolveu fazer uma manifestação artística contra a falta de representatividade para as crianças negras e pintou todos os personagens.

Joice abraçou a causa do menino e compartilhou a imagem no Facebook. Na mensagem, ela dá a entender que vai procurar diversificar os desenhos.

“Todo bimestre tem votação na minha sala para escolher a capa da prova. A capa desta vez foi da Turma da Mônica. Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim’. Recado dado”, escreveu a professora no Facebook.

A história, claro, fez sucesso entre os usuários das redes sociais. Alguns deles brincaram com a professora, torcendo por uma nota dez para o aluno engajado. A imagem já foi compartilhada mais de 1.200 vezes.

foto: Reprodução/Facebook
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Valesca Popozuda fala em preconceito após ser chamada de pensadora em prova

Publicado no UOL Música

Valesca Popozuda usou seu perfil no Facebook, na manhã desta terça-feira (8), para comentar a polêmica causada depois que um professor de filosofia do Distrito Federal elaborou uma questão em uma prova em que os alunos deveriam completar um trecho da música “Beijinho no Ombro”. O enunciado ainda dizia que a letra é de “uma grande pensadora contemporânea”.

“Eu acho uma bobagem isso tudo, talvez se ele tivesse colocado um trecho de qualquer música de MPB ou até mesmo de qualquer outro gênero musical que não fosse o Funk, talvez não tivesse gerado tal problema”, escreveu Valesca em seu perfil.

A questão foi elaborada pelo professor Antonio Kubitscheck, que trabalha uma escola pública de Ensino Médio do Distrito Federal. Surpreendidos com a questão, alguns alunos fotografaram a prova e publicaram nas redes sociais.

No depoimento, ela ainda escreve que gostaria de agradecer ao professor por se sentir honrada pela homenagem, mas se recusou a aceitar o título de pensadora. “Diva, Diva sambista, Lacradora, essas coisas eu já estou pronta, ok, mas PENSADORA CONTEMPORANEA ainda não ( mas prometo que vou trabalhar isso)”, escreveu.

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Ela ainda critica os que se julgam capazes de criticar o professor. “É todo mundo perfeito, o funk não presta e a Popozuda não pode ser pensadora contemporânea. Então vamos tacar pedra na professora (sic) porque o resto vai continuar da mesma forma”.

Para a cantora, o que mais espanta é o fato das pessoas se preocuparem com isso sem analisar o que há por trás. “E se o professor colocou a questão dentro do contexto da matéria? E se o professor quis ser irônico com o sucesso das músicas de hoje em dia? E se o professor quis apenas distrair a turma e fez a questão apenas pra brincar?”.

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Professora que ironizou passageiro é afastada de cargo na PUC-Rio

Duas semanas após post polêmico, Rosa Marina Meyer deixa Coordenação de Cooperação Internacional da universidade
Docente continua dando aulas no Departamento de Letras

Post de professora com foto de passageiro no Santos Dummont (Reprodução da página Dilma Bolada no Facebook)
Post de professora com foto de passageiro no Santos Dummont (Reprodução da página Dilma Bolada no Facebook)

Publicado em O Globo

RIO – A professora que ironizou a aparência de um passageiro no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, perdeu um cargo interno que exercia na PUC-Rio. Rosa Marina de Brito Meyer continua ministrando aulas de duas disciplinas do Departamento de Letras, mas foi afastada do comando da Coordenação Central de Cooperação Internacional (CCCI).

Em portaria enviada aos funcionários nesta segunda-feira, o reitor José Carlos de Siqueira comunica que o professor Carlos Frederico Borges Palmeira, do Departamento de Matemática, assume a função, em caráter interino. Entre outras attibuições, o CCCI administra parcerias de intercâmbio da PUC com universidades no exterior.

Rosa Marina caiu em desgraça na semana retrasada, quando publicou no Faceboook um post com a foto de um passageiro na sala de embarque do Santos Dummont acompanhada da legenda: “Rodoviária ou aeroporto?”. Na imagem, o advogado Marcelo Santos, até então não identificado, estava de bermuda e camisa regata. Colegas de profissão de Rosa, como o reitor da Unirio, Luiz Pedro Jutuca, e a professora Daniela Vargas, também da PUC-Rio, comentaram o post com mais ironias. O episódio recebeu uma chuva de críticas nas redes sociais.

Segundo rumores, a docente chegou a entregar uma carta de demissão à direção do Departamento de Letras, mas seus chefes não aceitaram a decisão. Ela continua dando aulas de Linguística e Aspectos Culturais do Português como Segunda Língua. De acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO, Rosa Marina estaria deprimida desde que o post começou a gerar repercussão negativa. Ela própria apagou a publicação e, no dia seguinte, divulgou um pedido de desculpas em sua página, que, depois, foi deletada do Facebook. Daniela Vargas e Luiz Pedro Jutuca também lamentaram seus comentários no post infame.

Nos corredores da PUC-Rio, o assunto dominou rodas de conversas entre professores desde a volta às aulas, na semana passada. Os colegas de Rosa Marina comentam que ela “deu mole” e procuram entender qual foi o sentido de expor daquela maneira uma pessoa desconhecida.

Depois do post polêmico, uma página foi criada com o nome de Rosa Marina Meyer para criticar a publicação. O espaço, que já tem mais de 26 mil curtidas, vem servindo para dar destaque a diferentes casos de preconceito noticiados na imprensa ou relatados pelos próprios seguidores. O advogado Marcelo Santos, que aparece na foto, falou sobre o caso. Ele mora em Nova Serrana, Minas Gerais, e estava voltando de Cruzeiro que terminou no Rio. Em entrevista a diversos sites, o profissional se disse surpreso ao saber do post, e contou que ficou bastante triste quando viu a maneira como foi retratado.

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Pastor e vereador mineiro ofende professora e diz que “daria um coro nela”

 

Publicado no UOL

O vereador Pastor Altemar (PSDB), de Montes Claros (418 km de Belo Horizonte), fez ofensas e ameaças à professora Iara Pimentel durante entrevista à TV Câmara do município, realizada no último dia 26. O parlamentar estava irritado com as manifestações de protesto da docente em sessões da Câmara.

“Pense numa mulher desclassificada, sem caráter (…) ela vem inferniza, faz as manifestações. Se pudesse eu mesmo dava um coro nela. Pensa numa mulherzinha de baixo nível. É aquela Iara”, afirmou.

Em seguida, Pastor Altemar ataca a professora ao dizer que ela vai à Câmara porque quer “arranjar um marido”. “Tá aí, encalhada, e vem pra cá querendo arranjar um marido. Ou então tá interessada em algum vereador (..) É um lugar público, não é uma zona, um cabaré não. Eu vomito ela (sic).”

O caso provocou revolta nas redes sociais. A professora, que integra movimentos sociais que acompanham as sessões plenárias na Câmara, apresentou denúncia na Casa e pediu a cassação do parlamentar.

Na segunda-feira (9), a abertura de processo de cassação de Pastor Altemar foi rejeitada por 13 votos a nove. Agora, a Comissão de Ética analisa a conduta do vereador.

A reportagem telefonou na noite desta sexta-feira (13) para o gabinete do Pastor Altemar, mas ninguém atendeu.

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‘Lulu reproduz mentalidade sexista’, diz professora da PUC-Rio

‘Adesão mostra nosso atraso no que diz respeito a relações entre homens e mulheres’, diz a pesquisadora Adriana Braga

Marina Cohen em O Globo

Site do app LuluFoto: Reprodução
Site do app LuluFoto: Reprodução

RIO – Não tem escapatória: o assunto da semana é o Lulu, aplicativo criado nos EUA e lançado recentemente no Brasil que permite às mulheres avaliar homens de quem são amigas no Facebook em quesitos como “aparência”, “sexo” e “educação”. No app, os rapazes ganham perfis não autorizados aos quais as garotas atribuem hashtags elogiosas e/ou negativas. A ferramenta, então, confere nota ao cidadão.

O tema está sendo discutido na redes sociais, em blogs e até nos grandes jornais. A ferramenta estimula o sexismo? Coloca as mulheres em posição de poder? Ou é apenas brincadeira? A atriz americana Sam Ressler escreveu um artigo para o jornal “Huffington Post” em que chama o Lulu de “o pior aplicativo para mulheres, feito por mulheres”. Ao usar o serviço, Sam diz que a ferramenta permitiu que ela se lembrasse de toda a raiva dos ex-namorados. “O Lulu derramou sal em suas feridas mais recentes e te afastou do cara legal com quem você saiu na noite passada”, escreveu.

Já Kelly Clay, especialista em mídias sociais, disse, na “Forbes”, que o app “não somente encoraja jovens mulheres a destruírem os homens pela vingança, como, sem dúvida, terá um impacto de longo prazo sobre a vida desses homens”. Michael Anthony, escritor e veterano da Guerra do Iraque, escreveu no “Business Insider”: “Se os homens virem o impacto que têm causado nas mulheres e em suas vidas, talvez isso os force a mudar”.

Entre as hashtags atribuidas aos marmanjos, há expressões do tipo #AiSeEuTePego, #NãoLigaNoDiaSeguinte, #NãoFazNemCócegas e até #CurteRomeroBritto. A professora Adriana Braga, do departamento de Comunicação Social da PUC-Rio, acredita que mais importante do que listar as qualidades e defeitos do aplicativo é perceber o que ele demonstra sobre a nossa sociedade.

– O fato desse aplicativo ter conseguido uma adesão em massa aponta o quanto a nossa mentalidade está atrasada no que diz respeito às relações entre homens e mulheres – analisa Adriana, que é pesquisadora do CNPq sobre questões de gênero nas redes sociais. – Olhando apressadamente, até pode parecer que o Lulu representa uma tomada de poder das mulheres, um ambiente para elas se expressarem, mas, observando com mais cuidado, dá para notar que o app apenas reproduz a mentalidade sexista, em que o outro é tratado como um objeto. O aplicativo reforça a lógica que as feministas e os movimentos sociais vêm combatendo há décadas.

A maior parte dos grupos feministas não está mesmo contente com o aplicativo. O papo do “empoderamento das mulheres” não convence muitas integrantes do movimento, que veem na rotulação dos homens como #BemCriado ou #MaisBaratoQueUmPãoNaChapa a perpetuação de estereótipos sexistas. Militante da Marcha Mundial das Mulheres, a carioca Carolina Peterli ainda chama atenção para os possíveis efeitos do app na vida social dos “avaliados”.

– É como se não fôssemos pessoas, mas coisas ou mercadorias que podem ser vendidas e classificadas como boas ou ruins. O impacto que um aplicativo como este pode ter na vida das pessoas é imensurável – observa Carolina, formada em Relações Internacionais. – Quando a mulher ou o homem é avaliado como alguém que não corresponde aos critérios previamente definidos, sua autoestima fica abalada e isso pode influenciar inclusive nas relações no mundo real, pois as pessoas se sentem diminuídas e não se acham capazes de se relacionar.

Apesar da enorme quantidade de críticas que o Lulu tem recebido, ele tem também uma enorme adesão do público feminino – mais de 1 milhão de usuárias já baixaram o programa somente nos Estados Unidos. E muitas delas veem a ferramenta simplesmente como um passatempo. Sem querer defender ou crucificar o app, a escritora gaúcha Clara Averbuck vem provocando a ira de muitos internautas ao afirmar, no Twitter, que a reação dos homens está sendo exagerada.

“Não tem nem como devassar alguma vida com hashtags bobas fechadas. Simplesmente não tem”, disse a autora de “Máquina de Pinball” na rede.

Ao jornal O GLOBO, ela explica melhor seu ponto de vista:

– O Lulu não é um medidor de performance sexual, como alguns homens desinformados estão achando por aí. E por mais “objetificante” que seja a ideia de passar por uma avaliação, os homens não têm seu caráter julgado por causa de sua vida sexual – analisa Clara. – A maior preocupação da galera é com a nota baixa, o que, vamos combinar, é ainda mais infantil do que as hashtags disponíveis.

A jornalista Raisa Carlos de Andrade, que também chegou a baixar o app para matar a curiosidade, logo dispensou a ferramenta. (mais…)

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