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Ser feliz faz mal para você

Thiago Perin, da Super Interessante.

Um estudo americano, publicado no Washington Post, que fala sobre os efeitos-colaterais da felicidade, concluiu que as pessoas felizes vivem menos. Compilados várias pesquisas, concluiu-se que a felicidade tem seus “efeitos colaterais”:

Pra começar, os felizes realmente morrem mais cedo — isso porque são mais propensos a cair em comportamentos de risco, como beber demais, comer demais, usar drogas demais e preocupar-se menos com os perigos que tudo isso representa.

O raciocínio também é afetado pela felicidade: o pensamento das pessoas felizes é menos sistemático, e elas são menos atentas aos detalhes — por isso, tendem a fazer julgamentos mais rápidos, e potencialmente errados.

Os alegress também são mais fáceis de enganar — em 2 estudos, voluntários mal-humorados detectaram mentiras mais facilmente do que os bem-humorados.

A felicidade mexe com o bolso, também. Noutro estudo, voluntários que se tinham declarado muito satisfeitos com a vida numa primeira entrevista tinham, 20 anos depois, salários menores (cerca de 3.500 dólares – mais de 2.650€- anuais a menos) do que os participantes apenas satisfeitos. Porquê? Muitos deles tinham parado de estudar antes.

Ah, outra coisa que pode influenciar a trajetória profissional: as pessoas muito felizes tendem a ser menos criativas. O estudo também concluiu que a alegria também deixa as pessoas mais egoístas (tendo que dividir bilhetes de loteria entre eles mesmos e colegas de estudo, voluntários pegavam mais para si próprios do que as pessoas tristes) e menos eloquentes (os argumentos dos felizes são mais fracos).

Então, o quão feliz precisa estar para ser feliz o suficiente? Na sequência do trabalho, os cientistas irão explorar a noção de que, alcançar um bom equilíbrio seria experimentando três emoções positivas, como alegria, compaixão, gratidão, ou esperança; para cada um negativo (nojo, vergonha, medo, culpa e tristeza).

Quanto mais você bebe, mais bonito se sente (e mais feio fica)

Publicado por Hype Science

Quer ficar mais atraente, mas precisa de um pouco de confiança engarrafada? Talvez não seja uma boa ideia. Um novo estudo afirma que quanto menos álcool, melhor para você.

E a pesquisa foi ainda mais longe: no fim, você nem precisa realmente beber para se sentir melhor “no jogo”. Basta pensar que bebeu.

O experimento pediu para que 19 pessoas em um bar (sendo que dois terços eram homens) avaliassem sua própria atratividade, de um a sete. Então o nível alcoólico foi mensurado com um bafômetro. Adivinhem só? Quando mais bebida, mais atraente a pessoa se julgava.

Depois, os pesquisadores trouxeram 94 homens para o laboratório, onde eles beberam um coquetel novo de frutas que supostamente era “uma pesquisa de mercado”. De acordo com os pesquisadores, metade dos voluntários iria receber uma versão sem álcool e outra metade, com álcool, sem saber qual era qual.

Após os drinks, cada homem gravou uma mensagem em vídeo, que seria supostamente usada na campanha da “marca”. Cada um então assistiu a gravação, e classificou a “atratividade, inteligência, originalidade e humor”. As quantidades de álcool variaram do zero até o dobro do permitido a um motorista.

Aqueles que acreditavam estar sob efeito do álcool deram as maiores notas, mesmo que não tivessem bebido a versão alcoólica do drink. Já os que pensavam não ter bebido o drink com álcool deram as piores notas, mesmo quando estavam sob efeito.

No fim, o álcool mostrou-se um placebo. A boa notícia é que você não precisa dele para se sentir mais bonito. Só precisa enganar sua mente.

A má notícia é que enquanto os homens pensavam estar mais atraentes após beber, as outras pessoas não pensavam da mesma forma. Juízes independentes assistiram às gravações, e as notas foram compatíveis com a bebedeira: quanto melhor a pessoa se sentia, pior parecia. Ouch… [Jezebel, foto de Matiasjajaja]

Como Deus emerge no processo evolucionário?

Leonardo Boff, no leonardoBOFF.com

A nova cosmologia, derivada das ciências do universo, da Terra e da vida, vem formulada no arco da evolução ampliada. Esta evolução não é linear. Conhece paradas, recuos, avanços, destruições em massa e novas retomadas. Mas, olhando-se para trás, o processo mostra uma direção: para frente e para cima.

Somos conscientes de que renomados cientistas se recusam a aceitar uma direcionalidade do universo. Ele seria simplesmente sem sentido. Outros, cito apenas um, como o conhecido físico da Grã-Bretanha Freeman Dyson que afirma:”Quanto mais examino o universo e estudo os detalhes de sua arquitetura, tanto mais evidências encontro de que ele, de alguma maneira, devia ter sabido que estávamos a caminho”.

De fato, olhando retrospectivamente o processso evolucionário que já possui 13,7 bilhõs de anos, não podemos negar que houve uma escalada ascendente: a energia virou matéria, a matéria se carregou de informações, o caos destrutivo se fez generativo, o simples se complexificou, e de um ser complexo surgiu a vida e da vida a consciência. Há um propósito que não pode ser negado. Efetivamente, se as coisas em seus mínimos detalhes, não tivessem ocorrido, como ocorreram, nós humanos não estaríamos aqui para falar destas coisas.

Escreveu com razão o conhecido matemático e físico Stephen Hawking em seu livro Uma nova história do tempo (2005):”tudo no universo precisou de um ajuste muito fino para possibilitar o desenvolvimento da vida; por exemplo, se a carga elétrica do elétron tivesse sido apenas ligeiramente diferente, teria destruído o equilíbrio da força eletromagnética e gravitacional nas estrelas e, ou elas teriam sido incapazes de queimar o hidrogênio e o hélio, ou então não teriam explodido. De uma maneira ou de outra, a vida não poderia existir”.

Como emerge Deus no processo cosmogênico? A ideia de Deus surge quando colocamos a questão: o que havia antes do big-bang? Quem deu o impulso inicial? O nada? Mas do nada nunca vem nada. Se apesar disso apareceram seres é sinal de que Alguém ou Algo os chamou à existência e os sustenta no ser.

O que podemos sensatamente dizer, é: antes do big bang existia o Incognscível e vigorava o Mistério. Sobre o Mistério e o Incognoscível, por definição, não se pode dizer literalmente nada. Por sua natureza, eles são antes das palavras, das energia,da matéria, do espaço e do tempo.

Ora, o Mistério e o Incognoscível são precisamente os nomes que as religiões e também o Cristianismo usam para significar aquilo que chamamos Deus. Diante dele mais vale o silêncio que a palavra. Não obstante, Ele pode ser percebido pela razão reverente e sentido pelo coração como uma Presença que enche o universo e faz surgir em nós o sentimento de grandeza, de majestade, de respeito e de veneração.
Colocados entre o céu e a terra, vendo as miríades de estrelas, retemos a respiração e nos enchemos de reverência. Naturalmente nos surgem as perguntas: Quem fez tudo isso? Quem se esconde atrás da Via-Lactea?

Como escreveu o grande rabino, teólogo e místico, Abraham Heschel, de Nova York: “Em nossos escritórios refrigerados ou entre quatro paredes brancas de uma sala de aula podemos dizer qualquer coisa e duvidar de tudo. Mas inseridos na complexidade da natureza e imbuidos de sua beleza, não podemos calar. É impossível desprezar o irromper da aurora, ficar indiferentes diante do desabrochar de uma flor ou não quedar-se pasmados ao contemplar uma criança recém-nascida”. Quase que espontaneamente dizemos: foi Deus quem colocou tudo em marcha. É Ele a Fonte originária e o Abismo alimentador de tudo.

Outra questão importante é esta: que Deus quer expressar com a criação? Responder a isso não é preocupação apenas da consciência religiosa, mas da própria ciência. Sirva de ilustração o já citada Stephen Hawking, em seu conhecido livro Breve história do tempo (1992): “Se encontrarmos a resposta de por que nós e o universo existimos, teremos o triunfo definitivo da razão humana; porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus”(p. 238). Até hoje os cientistas e os sábios estão ainda buscando o desígnio escondido de Deus.

A partir de uma perspectiva religiosa, suscintamente, podemos dizer: O sentido do universo e de nossa própria existência consciente parece residir no fato de podermos ser o espelho no qual Deus mesmo se vê a si mesmo. Cria o universo como desbordamento de sua plenitude de ser, de bondade e de inteligência. Cria para fazer outros participarem de sua suberabundância.

Cria o ser humano com consciência para que ele possa ouvir as mensagens que o universo nos quer comunicar, para que possa captar as histórias dos seres da criação, dos céus, dos mares, das florestas, dos animais e da próprio processo humano e religar tudo à Fonte originária de onde procedem.

O universo está ainda nascendo. A tendência é acabar de nascer e mostrar as suas potencialidades escondidas. Por isso, a expansão significa também revelação. Quando tudo tiver se realizado, então se dará a completa revelação do desígnio do Criador.

dica do George Huxcley

Homofobia tende a ser maior entre pessoas que têm atração pelo mesmo sexo, diz estudo

Estudo defende que atração homossexual reprimida pode se manifestar pelo ódio
Estudo defende que atração homossexual reprimida pode se manifestar pelo ódio

Publicado originalmente no UOL

Um estudo realizado pelas universidades de Rochester, Essex e Califórnia, nos Estados Unidos, revela que as pessoas homofóbicas sentem atração por pessoas do mesmo sexo. O comportamento agressivo em relação aos homossexuais seria uma forma de reprimir o desejo sentido que, por uma série de motivos, o indivíduo considera errado (a criação recebida dos pais, por exemplo).

Publicada no mês de abril no “Journal of Personality and Social Psychology“, a pesquisa foi composta por quatro experimentos distintos, cada  um envolvendo em média 160 estudantes universitários, entre alemães e norte-americanos. Com o intuito de explorar a atração sexual explícita e implícita dos participantes, os pesquisadores mediram as discrepâncias entre o que as pessoas diziam sobre sua orientação sexual e como eles reagiam durante uma tarefa.

Para o primeiro experimento, palavras e imagens eram mostradas aos participantes na tela de um computador e, então, era pedido para que as classificassem como “gay” ou “hétero”. Para a segunda parte, os estudantes foram incentivados a buscar fotos de pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto. Ambos os testes foram realizados para entender a atração sexual implícita.

Nos dois testes finais, os pesquisadores buscaram saber qual o tipo de criação familiar dos estudantes e suas opiniões políticas e crenças. Para medir o nível de homofobia na própria casa, os participantes responderam questões como: “Seria perturbador para minha mãe descobrir que ela estava sozinha com uma lésbica” ou “Meu pai evita homens gays sempre que possível”.

Segundo a pesquisa, os resultados fornecem novas evidências para apoiar a teoria psicanalítica de que a ansiedade, medo e aversão por pessoas homossexuais pode ser uma reação de quem se identifica com o grupo, mas não aceita isso. Segundo o estudo, são pessoas que, com medo do julgamento alheio, reprimem e negam seus instintos e desejos.

Testes anteriores

Em coluna que assina no jornal Folha de S. Paulo, o psicanalista Contardo Calligaris conta como foi realizada uma pesquisa com o o mesmo intuito (de compreender a homofobia) e com resultados semelhantes:

A Universidade da Georgia selecionou 64 homens que se apresentavam como sendo exclusivamente heterossexuais. Todos foram entrevistados e classificados em um índice de homofobia, de 0 a 100. Com isso, foram compostos dois grupos: os não homofóbicos (de 0 a 50) e os homofóbicos (de 50 a 100).

Os participantes usaram um aparelho que mede qualquer sinal de ereção. Exposto a vídeos pornográficos entre adultos heterossexuais e homossexuais masculinos e femininos, o grupo classificado como homofóbico teve tumescência e ereção significativas diante dos vídeos de sexo entre homossexuais masculinos (leia a íntegra da coluna aqui – para assinantes).

Punk Rock Jesus | Jesus Cristo é clonado e vira astro de reality em minissérie da Vertigo

Publicado por Omelete

Sean Murphy é roteirista e desenhista da minissérie em preto e branco

Jesus Cristo foi clonado para virar estrela de reality show. Mas, aos 14 anos, revoltado com o mundo, resolve rebelar-se contra seus “criadores”.

É a trama de Punk Rock Jesus, minissérie que a Vertigo anunciou esta semana de autoria de Sean Murphy (Joe, o Bárbaro). Será a primeira vez que Murphy tanto escreve quanto desenha para a editora – ele já havia criado sozinho outros projetos independentes.

Em cinco edições, a minissérie trata da personalidade punk do novo JC, de seu guarda-costas – um ferrenho católico irlandês, ex-membro do IRA, que considera seu dever na terra proteger o Messias -, e de Gwen, a garota escolhida num esquema American Idol para gestar o filho de Deus. Fora as adorações e protestos da comunidade religiosa em todo o mundo.

A minissérie sairá em preto e branco, o que é pouco usual para a Vertigo. Em entrevista ao Newsarama, Murphy diz que está seguindo a proposta original de seu projeto, mas diz que no futuro pode haver uma versão colorida.

Punk Rock Jesus estreia em julho nos EUA.

Leia mais sobre Sean Murphy.

dica do Fernando Passarelli