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O que aconteceu nos quadros depois que todo mundo vai embora?

Bence Hajdu, um estudante da Universidade de Belas Artes, Hungria, teve uma ideia original durante suas aulas de geometria descritiva. Como sua tarefa resumia-se a encontrar e desenhar a perspectiva e a linha do horizonte em pinturas renascentistas e outras imagens com perspectiva de espaço significativo.

“Tarefa chata desenhar só linhas. Por que não pegar as pinturas renascentistas e apagar os personagens, para visualizar como os autores criaram a perspectiva?”, pensou.

“Eu vi que isso poderia ser algo excitante e continuei pensando e trabalhando. Depois de um tempo, me vi interessado pela nova atmosfera e os novos pensamentos gerados ao ver as obras sem seus personagens principais”, explica.

Ao ver-se o resultado desse experimento, criou-se um efeito interessante, que dá uma ideia do que aconteceu naquelas cenas depois que todo mundo foi embora.

A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, 1495-1497
O juramento de Horacio, de Jacques-Louis David, 1784
Porto com as embarcações de Saint Ursule, de Claude Lorrain, 1641.
A Anunciação, de Fra Angelico, 1450
A Câmara dos Noivos, de Andrea Mantegna, 1465-1467
Anunciação, de Sandro Botticelli, 1489-1490

Fonte: Dailymail

Tradução: Agência Pavanews

Nicolas Cage vai estrelar a nova versão dos filmes cristãos Deixados para Trás

Marcelo Hessel, no Omelete

Nicolas Cage  vai enveredar agora pelos filmes cristãos. O ator está negociando para estrelar o primeiro projeto da recém-criada Stoney Lake Entertainment, um recomeço da cinessérie de ação Deixados para Trás (Left Behind), que rendeu três longas entre 2001 e 2005 protagonizados pelo astro de filmes cristãos Kirk Cameron.

Na trama de ação, que interpreta passagens da Bíblia para contar o fim dos tempos nos dias de hoje, os verdadeiros cristãos são arrebatados e conduzidos ao Paraíso, deixando a Terra à mercê do Anticristo – personificado no novo Secretário-Geral da ONU, Nicolae Jetty Carpathia. Cabe a um grupo de cristãos-novos conhecidos como Comando Tribulação salvar o planeta e ajudar todos os “deixados para trás” a alcançar o Reino dos Céus.

A Stoney Lake é a nova empresa do produtor Paul Lalonde, dono da Cloud Ten Pictures, que produziu a trilogia original, baseada nos livros de Tim LaHaye e Jerry Jenkins. Lalonde produzirá o reboot com Michael Walker, corroteirista de Deixados para Trás III: Mundo em Guerra.

O primeiro filme estrelado por Cage, orçado em US$ 15 milhões, deve ser filmado entre março e abril de 2013, para estrear nos EUA já no final de 2013. Ao contrário da trilogia original, porém, que se concentrava no mercado de DVD, o plano é lançar Left Behind com Cage nos cinemas.

Sobre todos nós

Marina Silva

Já se disse tudo sobre os guarani-kaiowá. Nada parece comover a “civilização brasileira” de que o extermínio desse povo é um crime imperdoável e o sangue de suas crianças recai sobre todos nós.

Dói na alma ler a carta da comunidade Pyelito kue”"Mbarakay, de Iguatemi (MS), divulgada depois que a Justiça de Naviraí (MS) determinou sua retirada da beira de um rio.

É um daqueles documentos que testemunham momentos graves na formação do país, como os relatos de Canudos e do Contestado, da Revolta da Chibata, da escravidão, da ditadura, dos incontáveis massacres e chacinas que tingem o chão de nossa pátria.

Ouçamos a voz guarani-kaiowá: “(…) avaliamos a nossa situação e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos acampados a 50 metros do rio Hovy, onde já ocorreram quatro mortes, sendo que dois morreram por meio de suicídio e dois em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas. Moramos na margem deste rio Hovy há mais de um ano, estamos sem assistência nenhuma, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Tudo isso passamos dia a dia para recuperar o nosso território antigo Pyelito kue-Mbarakay”.

Onde estão os poderes da República, o sistema político, as grandes empresas que se dizem salvadoras da economia nacional? Onde está a opinião pública? Onde está o brasileiro cordial?

Escutemos: ” (…) ali estão o cemitérios de todos nossos antepassados. Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação/extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais”.

Há um suicídio a cada seis dias entre os guarani-kaiowá. Quase 50 são assassinados por ano. Agressões incontáveis. Falta ética, respeito à vida e responsabilidade para com os mais frágeis.

Não faltam anestesiadores de consciência sempre dispostos a minimizar a gravidade da situação, ao dizer que os índios estão blefando, que as “ONGs estrangeiras” estão por trás, conspirando contra o Brasil.

A pergunta é: até quando assistiremos o genocídio sem fazer nada? Cada um sabe se é um destinatário da pergunta e em que medida participa da resposta.

fonte: Folha de S.Paulo