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42% das mulheres preferem ter um pet a uma vida sexual

Foto: Getty Images

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título original: Cães ‘diagnosticam’ câncer pelo olfato; veja curiosidades sobre pets

Patrícia Zwipp, no Terra

Os animais de estimação colaboram com o bem-estar físico e emocional de seus donos. Entre os benefícios estão diminuição do estresse, aumento de atividade física e até melhora na socialização de crianças autistas. Há também algumas curiosidades: 42% das mulheres preferem ter um pet a uma vida sexual. Confira essas e outras ligações entre bichos e humanos mostradas em pesquisas pelo mundo.

Sem estresse
Quem tem animal de estimação é menos propenso a sofrer com estresse do que quem não o possui. A pesquisa, realizada ao longo de três anos pelo Instituto de Pesquisa Médica Baker, na Austrália, revelou que os pets auxiliam seus donos a rirem mais, o que diminui os índices de cortisol, hormônio do estresse, e aumenta os níveis de serotonina,  substância responsável pela sensação de bem-estar. Fora isso, promovem o controle da pressão sanguínea e do colesterol, além de melhorar a respiração.

Apoio social e emocional
Animais domésticos proporcionam apoio social e emocional às pessoas. Segundo uma pesquisa da Associação Psicológica dos Estados Unidos, os seus donos mantêm uma relação tão estreita com as pessoas próximas quanto a que têm com seus pets. O cientista Allen McConnel disse que têm mais qualidade de vida e conseguem resolver melhor diferenças individuais.

Menos alergia
Muitos pais se preocupam com a possibilidade de os bebês se tornarem alérgicos a gato ou cachorro por conviver com o animal em casa. Mas, de acordo com uma pesquisa do Hospital Henry Ford, nos Estados Unidos, a exposição no primeiro ano de vida tem efeito contrário: reduz pela metade as chances. Os especialistas acreditam que a proteção esteja relacionada à maior quantidade de germes na casa. Estilos de vida muito limpos impulsionariam o aumento de alergias e asma, porque não conseguiriam despertar o sistema imunológico.

Sexo x animal de estimação
O livro Money Honey: The Power Of Capital Eroticin (em tradução livre, Dinheiro Doce: O Poder do Capital Erótico) investigou pesquisas internacionais sobre o desejo sexual e a conclusão foi que 42% das mulheres preferem ter um animal de estimação a uma vida sexual.

Autismo
Crianças autistas donas de um cão ou de um gato, por exemplo, a partir dos 5 anos, relacionam-se melhor socialmente do que aquelas que nunca tiveram um, de acordo com um levantamento do Centro de Pesquisa do Hospital de Brest, na França.

No trabalho
Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth, nos Estados Unidos, constataram que cães no ambiente de trabalho podem reduzir o estresse e fazer com que o emprego seja mais satisfatório aos funcionários. Durante uma semana, os cientistas compararam os empregados que levavam seus cães para trabalhar com os que não levavam e não possuíam animais de estimação.

Gestantes saudáveis
Ter cachorro ajuda gestantes a serem mais saudáveis, segundo uma pesquisa da Universidade de Liverpool em parceria com o Centro de Pesquisas Waltham, ambos na Inglaterra. Constatou-se que, em conjunto com uma dieta saudável, caminhar com o cão pode ajudar a administrar o ganho de peso e manter a saúde durante a gravidez. As futuras mamães que possuem pets têm aproximadamente 50% mais probabilidade de atingir os 30 minutos recomendados de atividade física por dia.

Cães colaboram não só com carinho e companheirismo, mas também com a saúde Foto: Getty Images

Cães colaboram não só com carinho e companheirismo, mas também com a saúde        Foto: Getty Images

Câncer de próstata
Os cães são conhecidos como melhores amigos do homem e dão mais uma prova de amizade. De acordo com pesquisadores do Hospital Tenon, de Paris, França, podem indicar quem tem câncer de próstata por meio do olfato, 100 mil vezes mais aguçado que o de um ser humano.

Mais atividade física
Cães colaboram não só com carinho e companheirismo, mas também com a saúde. É que, de acordo com uma pesquisa da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, os seus donos se exercitam mais. Constatou-se que cerca de dois terços dos que têm cachorros relataram caminhar com eles regularmente. Fora isso, mostraram-se mais ativos de maneira geral, com 34% mais chances de atingir metas de atividade física.

Emoções
Cães são capazes de ter empatia com os humanos a ponto de compartilhar as mesmas emoções de seus donos. A pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, de Portugal, observou que os animais de estimação, principalmente os cachorros, podem ficar aborrecidos como crianças quando expostos a situações familiares de conflito. As possíveis explicações listadas pelos cientistas são o fato de eles serem descendentes dos lobos, animais muito sociais e cooperativos, e a seleção feita pela domesticação pode ter escolhido exemplares mais inteligentes e mais ligados aos sentimentos das pessoas.

Esvaziar a cabeça é fundamental para produzir mais

Aumentar a eficiência, sem perder a qualidade de vida: esse é o objetivo do programa criado por David Allen, o guru mundial da produtividade

   Divulgação

Marisa Adán Gil, no Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Você liga o computador e encontra quinhentos e-mails o aguardando. A secretária eletrônica pisca com dezenas de recados ainda por responder. Seu bloco de anotações tem uma lista enorme de tarefas que você provavelmente não terá tempo de cumprir. Quando começa a se debruçar sobre os itens, o telefone toca: é um fornecedor, querendo marcar uma reunião urgente. Como se organizar diante de tantas demandas? É possível ter um alto índice deprodutividade e, ao mesmo tempo, manter a qualidade de vida? As duas questões estão no centro do método GTD, ou Getting Things Done (em uma tradução livre, “Realizando tarefas”), criado pelo consultor norte-americano David Allen, de 65 anos. Considerado uma espécie de guru da produtividade, o autor do best-seller A Arte de Fazer Acontecerviaja pelos Estados Unidos levando o programa GTD a empresas como Sony e Microsoft e instituições como a Força Aérea Norte-Americana. Apesar de contar com técnicas e ferramentas sofisticadas, o método tem como base um pensamento simples: libere sua mente, e a produtividade virá.

Você criou um método para aumentar a produtividade que também promete melhorar a qualidade de vida de executivos e empresários. Como isso funciona?
Eu acredito que as duas coisas andam juntas. Quanto melhor for a sua qualidade de vida, mais produtivo você será, e vice-versa. Desde a época da faculdade, sempre me interessei por métodos e técnicas capazes de ampliar a minha capacidade de produzir, de realizar. Eu me envolvi com essa questão porque eu estava focado na experiência humana, queria saber que tipo de coisas eu poderia fazer sem mudar quem eu era. Meu objetivo não era ganhar mais dinheiro, e sim melhorar a qualidade da experiência, ser mais livre, mais flexível. Depois de passar por 30 empregos diferentes, percebi que eu mesmo teria que encontrar a resposta.

Vamos falar da sua vida antes de você criar o método. Você estudou história americana, mas largou a faculdade, certo?
Sim. Eu era fascinado pela história americana, mas depois descobri que queria ter mais experiências mais ligadas à vida real. Estava mais interessado em modelos culturais do que em datas, se é que você me entende.

Você costuma dizer que, nessa época, iniciou uma busca por Deus, pela verdade e pelo universo. Como foi isso? E como esse processo de autoconhecimento está relacionado com o mundo dos negócios?
Eu ainda estou em busca de tudo isso. Bom, a busca está relacionada com Deus, mas também com o modo como você lida com as pessoas, com a maneira como enxerga a sua vida. Se o seu destino é estar aqui na Terra e viver novas experiências, seja na vida pessoal ou na profissional, então deve aproveitar para aprender mais sobre si mesmo. Acredito que, se agimos conscientemente no dia a dia, podemos aprender muito sobre quem somos. É maluco isso, mas muita gente faz as coisas sem saber por que está fazendo. Quanto mais atento você está ao que faz, quanto mais você direciona a sua energia, menor é o desperdício e maior é o seu crescimento. É bom para os negócios, mas também o ajuda a crescer como ser humano.

Seu programa, o GTD, segue alguns passos básicos. O primeiro deles seria “esvaziar a cabeça” e “colocar tudo em um lugar seguro”.
Para começar, é preciso identificar e capturar ideias, projetos e objetivos que são significativos para você, e fazer uma grande lista, a mais completa possível. Você tem que externalizar tudo isso e colocar em algum lugar onde os dados fiquem seguros: pode ser no papel, em uma pasta no computador, no iPad, não importa – desde que você saiba onde está e como acessar. O segundo estágio consiste em avaliar tudo que está na lista, sendo bem específico sobre cada item. O que aquilo significa para você? É algo que precisa de atenção imediata ou não? Que resultados espera alcançar? Qual o próximo passo para chegar lá? Isso vale tanto para um e-mail quanto para um projeto de vendas. Em seguida, vem o terceiro estágio, em que você organiza os resultados das suas decisões de uma maneira que torne fácil localizar todas as resoluções. Por fim, a quarta fase é a da revisão e da reflexão. É preciso dar um passo para trás e observar todos os seus projetos, colocando no papel o que já foi feito e o que ainda precisa ser feito. Depois de tudo isso, se você decidir tomar uma taça de vinho, vai fazer isso com tranquilidade, porque saberá exatamente o que está deixando de fazer, e isso não será um problema.

Eu faço listas o tempo todo, mas isso não parece resolver o problema.
Fazer as listas é apenas a primeira fase. Se você não seguir para os outros estágios, realmente não vai adiantar nada. Diga algo que está na sua lista de pendências, qualquer coisa…

Empresas investem em espaço para soneca no horário de trabalho

Uma delas aluga espaço para quem quer tirar cochilo depois do almoço. Outra deixa funcionário parar e dar uma ‘dormidinha’ durante o expediente.

sonecapublicado no G1

Tirar uma soneca depois do almoço pode ser produtivo e rentável. É um descanso que dá fôlego novo para o funcionário continuar a jornada de trabalho.

Em São Paulo, empresas criam o “cantinho do cochilo” para os funcionários e outras inovam e criam o negócio do sono. Uma delas montou um espaço com cabines individuais para alugar para quem quer tirar um cochilo depois do almoço.

São Paulo é conhecida como a cidade que não dorme: trabalho, negócios, diversão. A megalópole de mais de 11 milhões de habitantes não para. Será?

A meia quadra da famosa Avenida Paulista, uma novidade chama a atenção. Às 11h30, hora que normalmente está todo mundo trabalhando, em um cantinho, as pessoas dormem. A empresa vende cochilos. São quatro cabines de aluguel. No meio de um dia estressante de trabalho, a pessoa paga para dormir um pouquinho.

O negócio é do empresário Marcelo Von Ancken e da filha Camila. Eles investiram R$ 80 mil em pesquisas, projetos e montagem das cabines.

“Em questão de qualidade de vida, acho que todos hoje nessa vida corrida da cidade necessitam de ter um descanso diário. Então, assim como se procura hoje se alimentar bem, também o descanso faz parte dessa qualidade de vida. Então acho que existe aí um nicho muito grande a ser explorado”, afirma o empresário.

A “empresa soneca” foi pensada para ter o máximo de aproveitamento no mínimo de espaço. Com 1,2 m de largura e 2,10 de comprimento, cada cabine tem revestimento acústico, cama anatômica e painel de controle.

“A gente tem o controle do ar condicionado, um interfone para falar com a recepção, temos a luz azul, que também tem essa propriedade de calmante e o fone de ouvido, com uma música agradável para tirar um bom cochilo”, relata a filha.

Uma soneca de 15 minutos custa R$ 15. Meia hora de descanso sai por R$ 20; e uma hora, por R$ 30. Quando termina o tempo, uma luz pisca e a cama vibra para avisar o cliente. Para acordar de vez, ele ainda ganha um cafezinho de brinde.

“Novo, em folha, bateria recarregada. Pronto para a parte da tarde, agora”, diz o cliente Marco Polo Marmo.

A empresa é recente – foi inaugurada em julho de 2012. Para torná-la conhecida, os empresários distribuem máscaras de dormir e fazem convênios com empresas, com descontos de até 50 %. O movimento ainda é pequeno – dez clientes por dia. Mas a meta é espalhar o negócio e a soneca pela cidade.

“Os planos são expandir para que todo mundo que tem aquele sono depois do almoço tenha um lugar tranquilo para isso, então sejam franquias, investidores, a gente aposta muito nessa idéia, acredito que vai dar certo”, aponta Camila.

Outra empresa apostou no sono para ser competitiva. Ela faz propagandas para internet, como animações, banners e mensagens.

Só no último ano, a empresa cresceu 200% e, acredite, o desempenho e a energia dos dedicados funcionários têm pelo menos uma boa razão. Na empresa, o cochilo no meio do trabalho é livre. Quem trabalha no local pode dar uma dormidinha na hora que quiser. Seja no sofá, seja na rede.

“É sempre legal dar uma descansadinha, para voltar melhor”, diz o programador João Pinto.

O negócio é dos empresários Denis Marin e Felipe Nakasima. Para eles, grandes criações surgem depois de uma soneca. “Só do pessoal dar aquela paradinha, às vezes ele está indo muito para um só caminho, dá uma paradinha, encontra novos caminhos”, diz Marin.

O médico Fernando Morgadinho, do Instituto do Sono, em São Paulo, confirma: a soneca é produtiva. “Os trabalhos científicos realmente tem mostrado que as pessoas que dormem depois de receber uma informação, ou previamente receberam uma informação ou uma função, melhoram a performance, a atividade, depois de um cochilo, com certeza.”

Para estimular mais a criatividade, o ambiente de trabalho na empresa de propaganda é leve, descontraído. Tem TV com videogame e uma cadela que passeia de sala em sala. Na cozinha, também não faltam mimos par os funcionários.

“Na geladeira a gente deixa uma coisa para o pessoal comer à tarde, um pão, um requeijão, refrigerante, bolo, a gente deixa um sorvete também (…). É um investimento. Faz o pessoal render bem”, diz Marin.

Para oferecer lazer e descanso, os empresários investiram R$ 2500 no sofá, redes, TV e videogame. E gastam R$ 800 por mês para oferecer lanches e bebidas.

Mas é claro que, mesmo dormindo em serviço, trabalho na empresa é coisa séria, e os lucros só aumentam. “O plano é continuar crescendo, que a empresa cresça mais 200% no ano que vem, e manter todas essas regalias que são lanchinho da tarde, sonecas, e continuar produtividade 100%”, revela Nakasima.