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Foto de jovem com rosto ‘perfeito’ faz sucesso na internet

Fotos de Ahmed Angel já foram visualizadas por 1 milhão de pessoas. ’Eu não sou modelo, apesar de ser Top Model’, disse Angel a site dos EUA.

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publicado no Planeta Bizarro

Imagens de um adolescente de 18 anos repercutem estrondosamente na internet, com quase 1 milhão de visualizações. O motivo? Sua pele extremamente lisa, cabelos bem tratados e olhos claros.

O nome do rapaz é Ahmed Angel e pouco se sabe sobre ele – apesar de existirem, desde janeiro de 2012, 400 retratos dele espalhados pelo Facebook. Alguns questionam até se Ahmed é real.

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Mas, há pouco mais de três meses, descobriu-se uma conta de Ahmed numa rede social russa, a VK. Lá diz que ele é muçulmano, prioriza “fama e influência” e busca nas pessoas “intelecto e criatividade”.  Na sua conta no Facebook, diz que ele sabe falar russo, inglês, árabe e francês.

O site norte-americano International Business Times falou que tem garantias de uma entrevista com  “o anjo Ahmed”. Segundo o site, o adolescente foi contactado via Facebook e teria dito que tem recebido milhares de ofertas para trabalhar com cinema, arte e agência de moda. “Eu não sou um modelo, apesar de ser Top Model. A coisa mais importante da minha vida é estudar medicina”.

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“Hashtag é a fogueira da era digital”, diz executivo do Twitter

Em sua primeira visita ao Brasil, presidente de receitas globais da companhia revela próximos passos do microblog e diz que o uso de marcações, reconhecidas pelo símbolo ‘#’, modifica a maneira como as pessoas compartilham suas histórias

Adam Bain, presidente de receitas globais do Twitter (Noah Berger/Reuters)

Adam Bain, presidente de receitas globais do Twitter (Noah Berger/Reuters)

Rafael Sbarai, na Veja on-line

Aos 39 anos, o americano Adam Bain tem uma missão fundamental para o crescimento do Twitter em todo o planeta: angariar novas receitas para o microblog fundado em 2006 por Evan Williams, Biz Stone e Jack Dorsey. Só em 2013, segundo levantamento produzido pela empresa de análise de marketing digital eMarketer, a receita publicitária da empresa deve somar 582,8 milhões de dólares, quase o dobro do que foi apresentado no ano passado. Em 2014, esse número pode chegar a 1 bilhão – e o Brasil terá participação especial nessa fatia, uma vez que tem a segunda maior base de usuários do Twitter no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Há três anos no cargo de presidente de receitas globais da companhia, Bain desembarcou nesta semana em São Paulo para conhecer o mercado nacional junto com outros executivos da companhia. Um, contudo, chamou atenção: Jean-Philippe Maheu, ex-CEO da Bluefin Labs, empresa que analisa comentários em redes sociais para medir a eficácia de comerciais e programas de TV e que foi adquirida recentemente pelo Twitter. Sua presença revela outra estratégia velada da empresa no país: explorar o nascente mercado da segunda tela, como é chamado o uso de smartphones ou tablets para comentar ou complementar a programação da TV em tempo real. Para tanto, Bain acredita no poder das hashtags, espécie de marcação de um tema de discussão no Twitter, reconhecida pelo símbolo “#”. “Hashtags são como uma fogueira. As pessoas se reúnem digitalmente a sua volta”. Confira a entrevista a seguir, concedida em um hotel em São Paulo:

Na sua opinião, qual é a importância do Twitter? Fico impressionado com o papel desempenhado pelas hashtags e o microblog. No passado, o ser humano se reunia em torno do fogo para relatar momentos especiais. Hoje, as pessoas usam o Twitter para compartilhar o que sabem e se informar. Para acompanhar esse relato, nossos usuários geralmente antepõem ao assunto o símbolo sustenido “#”. A hashtag virou a fogueira da era digital. As pessoas se reúnem digitalmente em sua volta e, de uma maneira tão simples, conseguem se aproximar de pessoas de um mesmo interesse. O Twitter é só um intermediário.

Como isso tem funcionado na prática? Em 2011, durante a última paralisação na liga de basquete do mundo, a NBA, o americano Kevin Durant, um dos maiores astros do esporte, enviou um tuíte em seu perfil pessoal perguntando se alguém queria disputar na cidade de Oklahoma uma partida de flag football (variante do futebol americano que é praticada até em parques de São Paulo). Em segundos, um estudante de uma universidade enviou uma resposta ao jogador, dizendo que amigos se reuniriam para participar de um jogo. Durant se interessou e agradeceu o convite – e compareceu de fato à partida de flag football. Esse relato mostra como é possível aproximar anônimos de famosos.

O que faz o Twitter ser uma empresa rentável? Não podemos compartilhar números, mas nossas fontes de receitas publicitárias, que permitem que pessoas e marcas alcancem um público maior, são baseadas em três recursos: o envio de mensagens automáticas na página do usuário e a possibilidade de promover algum perfil no microblog de acordo com interesses dos cadastrados, além da inserção e destaque de termos ou palavras entre os assuntos mais discutidos na rede, popularmente conhecidos pelos brasileiros como Trending Topics.

Durante sua passagem no Brasil, o que mais lhe chamou atenção?
Fiquei impressionado com a quantidade de pequenos estabelecimentos, como restaurantes e bares, que adotam o passarinho (símbolo do Twitter) para ampliar o diálogo de seus consumidores nas redes sociais. Devemos aproveitar e vamos abraçar o setor de pequenas e médias empresas aqui no país. Essa é a importância de conhecer novos locais: você acaba se adaptando a eles. Acredito que devemos ter um time dedicado a isso.

Recentemente, o Twitter recrutou um experiente jornalista do The Guardian para coordenar uma área de dados. Afinal, após sete anos de existência, o Twitter é uma empresa de mídia, uma rede social, um microblog ou uma companhia de dados? O Twitter tem em seu DNA o seguinte valor: que as pessoas sejam informadas e conheçam o que está acontecendo ao seu redor e no mundo. Logo, todas essas características mencionadas por você se cruzam em algum momento.

Qual o futuro que é reservado ao Twitter? Algo voltado ao conceito de segunda tela? Sim. A empresa tem uma participação nada desprezível no mercado de segunda tela. No Brasil, temos eventos genuinamente populares em nossa plataforma, como jogos de futebol, reality-shows e, principalmente, novelas. Nesta semana, acompanhei de perto os comentários relativos à novela Salve Jorge, da Rede Globo. Em sua grande maioria, fiquei atento às mensagens da autora da trama, Gloria Perez. Antes mesmo do início do capítulo, ela mesmo fornece algumas pistas ou relata detalhes do que vai acontecer. É um ótimo uso da ferramenta para incentivar ainda mais telespectadores a acompanhar o desfecho da novela.

Pai faz um desenho por dia nos saquinhos de lanche dos filhos

David começou tentando desenhar no próprio pão, com um material próprio, mas acabou preferindo os saquinho

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publicado no Blog Criativo

Há quase 5 anos, o pai David LaFerriere inventou uma técnica para que os lanches dos seus filhos se tornassem inconfundíveis: ele ilustra, todos os dias, os saquinhos de sanduíche que os meninos levam para a escola. “Eles amam, e nada me faz mais feliz do que ouvir reação deles no final do dia”, conta ao Flickr.

O pai é designer gráfico e teve esta ideia quando os meninos tinham apenas 9 e 10 anos. Evan, agora com 15 anos, e Kenny, com 14, levam os lanches caseiros até hoje, e a graça é que eles não podem ver os desenhos até a hora do intervalo.

David começou tentando desenhar no próprio pão, com um material próprio, mas acabou preferindo os saquinhos. Além de ser um agrado aos filhos, a ação do pai é uma forma de estimular sua própria criatividade, essencial no seu ambiente de trabalho.

No total, ele já fez mais de 1100 ilustrações. Veja boa parte delas em sua galeria no Flickr.

 

Lobão e João Barone: roqueiros historiadores

Lobão e João Barone lançam livros em que revisam a história do Brasil. Será que eles têm credenciais para isso?

Luís Antônio Giron, na Época

Qualquer pessoa pode escreve o que quiser da forma que puder. Não me 42109234espanta que dois dos mais representativos músicos do rock brasileiro dos anos 80 estejam lançando livros. E que os livros tratem de momentos da história do Brasil. São eles João Barone, baterista da banda Paralamas do Sucesso, e o cantor e compositor Lobão. Barone lança 1942 – O Brasil e sua guerra quase desconhecida (Nova Fronteira, 288 páginas, R$ 35,90), um compêndio que conta a história e analisa a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Lobão envereda pelo ensaísmo cultural em Manifesto do nada na Terra do Nunca (Nova Fronteira, 248 páginas, R$ 39,90). Os dois chegaram à maturidade, estão com 50 anos, e agora podem tentar uma segunda carreira, ainda que tardia, na área cultural. Devem estar cansados de fazer as músicas de sempre. Conseguirão?

Minha dúvida é se Lobão e Barone possuem de fato credenciais para tratar dos respectivos assuntos a que se dedicam. Estarão eles cultural e intelectualmente preparados para isso? Entre os avatares do passado tropicalista, Caetano Veloso realizou o sonho de ser crítico cultural, lançou um ensaio importante – Verdade tropical – e ganhou um coluna semanal no jornal O Globo. Ora, virar intelectual é possível. Até mesmo os roqueiros coetâneos de Barone e Lobão já partiram para a literatura. É o caso de Tony Bellotto, que redige romances policiais de relativo êxito há mais de uma década. Bellotto tem pelo menos o consolo de ser um escritor péssimo, mas não pior do que sua atuação como integrante da banda Titãs. Contrariamente a Bellotto, Barone e Lobão são músicos de boa qualidade. O problema é que a comparação entre suas obras musicais e suas empreitadas analíticas pode ser desvantajosa para estas últimas.

Examinemos a obra “reflexiva” dos dois. Barone tornou-se fanático em Segunda Guerra Mundial por devoção ao tema e amor ao pai, que foi pracinha. Lobão dedica-se a praticar a difícil arte de polemizar a qualquer custo – e tem obtido sucesso em brigar com Deus e o mundo.

Barone revela-se dócil, domesticado. Ele se debruça sobre a participação dos pracinhas com interesse. Mas não se sai bem, já que não tira todas as consequências da pesquisa que realizou. Entre suas teses, a mais curiosa é a que afirma que cidadãos nascidos no Brasil lutaram dos dois lados da Guerra.. Mas ele não vai fundo. Em um tom de enciclopédia estudantil, passeia pelos fatos, arrola dados, apresenta caixas com informações pitorescas. E não sai disso. Conclui seu estudo afirmando que os pracinhas, “caboclos brasileiros”, foram bravos e deixaram boas lembranças entre a população do Sul da Itália. Uma conclusão sem graça. Sua obra é a de um louco louco pelo assunto. O livro poderia ter sido sobre a saga da bateria, o instrumento que Barone conhece como poucos. Talvez tivesse sido mais útil – e menos divertido para ele.

42110391Lobão merece atenção mais demorada pela pretensão e a destemperança que exibe. Adota o tom apocalíptico desde o prólogo versificado. O início parece promissor. Com a intenção de “mergulhar na alma do brasileiro”, define o Brasil como “pocilga” e manifesta o seu ódio à intelligentsia nacional. Em seguida, porém, descamba. Ao modo de um velho polemista à direita de Átila, o Huno – Olavo de Carvalho -, Lobão exala todo seu rancor para fenômenos como o da música popular brasleira dos anos 60 e 70. Diz ele que Gonzaguinha é, ao lado de Edu Lobo, “uma das figuras mais insuportáveis da nossa MPB. Talvez o ser mais emblematicamente MPBístico que já habitou este país, músicas politicamente engajadas, uma certa alteridade sexual e alguns sambões maníaco-depressivos. Música para se ouvir comendo linguiça com cachaça”. Os brasileiros não passam de “um bando de frouxos”.

A única coisa interessante produzida no Brasil, segundo Lobão, foi o modernismo, e, ainda assim, “terminou por se fixar como a doutrina dominante”. O ponto máximo do livor é o diálogo que ele trava com o escritor Oswald de Andrade (1890-1954), por quem ele nutre “carinho e admiração”, a fim de entender por que ele foi banido e “por que a gente é assim”. O diálogo resultante só podia ser de surdos egocêntricos: Oswald vomita seus manifestos para Lobão revomitá-los com constatações do tipo: “você ficaria apavorado ao testemunhar a asfixia intelectual, cultural e ideológica, o ufanismo vagabundo, descabido e paralisante, a morte da complexidade, da vontade, da ousadia, da excelência, da memória em detrimento do simplório”. Em Lobão, não há análise, apenas erupções de ódio com o Brasil No final, Lobão convida Oswald para beber no centro de São Paulo. Assim, Lobão nos presenteia com mais uma manifestação de frouxidão intelectual. Ele tem punch, mas não argumentos. Lamento muito. Teria dado um ótimo polemista.

Ainda que Barone e Lobão pareçam ter preparo intelectual para qualquer tipo de reflexão, nem um nem outro se mostra intérprete confiável dos universos que aborda. Eles são a prova de que envelhecer não traz sabedoria nem prudência a ninguém. Em vez de oferecer uma interpretação sobre o passado brasileiro, apresentam não mais que preconceitos e esboços mal delineados de ideias ligeiras sobre os assuntos. Por isso, vale fazer uma última pergunta: por que editoras de grande porte estão lançando esses títulos, ao mesmo tempo que refugam obras fundamentais de história ou romances importantes?

A resposta é pueril: as editoras creem que a mera menção de nomes de ídolos do rock é capaz de vender livros. E pode ser que os livros da dupla vendam como sucessos do iTunes. É menos pelo conteúdo das obras do que pelo sucesso popular de seus autores. Ou seja, Lobão e Barone poderiam se dedicar tanto a publicar livros como a vender cebolas, ou tomates, com suas marcas. Fariam sucesso de qualquer maneira.

Barone e Lobão me surpreenderam, embora negativamente. Cada um à sua maneira, mostram fragilidade e falta de formação. O fato de ser famosos credenciou-os a publicar suas obras. No entanto, não possuem pré-requisitos mínimos para lançar ensaios estéticos e historiográficos nem para se arvorar em intérpretes do Brasil. Barone é um historiador ruim. Lobão prega no vazio, o que o desautoriza como o autor controverso que gostaria de ser. Os dois produziram textos amadores. Agiram como fãs – logo eles que têm tantos fãs e não precisam passar para o lado de lá e muito menos cometer pecadilhos literários. Não se trata de menosprezar um e outro, e sim de reclamar da leviandade dos editores. Para usar o chavão, o leitor é que perde – o leitor desavisado, bem entendido.

Novos Comportamentos: geração de minorias

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A rebeldia ganha uma bandeira para lutar… do nosso jeito

Rafael Bittencourt, no TrendCoffe

Por anos Os Sonhadores foi (e ainda é) um dos meus filmes preferidos e, por isso, um dos que eu mais vi. Lembro que a primeira vez que assisti, foi meio por acaso, quando estava passando num canal a cabo de madrugada e eu zapeava procurando por alguma coisa minimamente interessante quando me lembrei que queria ver aquele filme.

Quando acabou fui preenchido por aquele sentimento de “Nossa! Agora eu entendi tudo!”. Era mais uma epifania cinematográfica que ia me acompanhar diariamente e que me levaria a rever a aplaudida obra de Bertolucci diversas vezes, em busca do mesmo sentimento de compreensão universal, identificação e de pertencimento a algo maior que a cidadezinha provinciana onde morava e, claro, detestava.

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A verdade é que eu não entendi exatamente o motivo real de tanto encantamento, a não ser pela beleza óbvia e a magia de um filme que se passava na Primavera de 68. Algum tempo depois eu estava falando sobre o filme e todo o movimento cultural da época sob uma perspectiva psicanalítica, quando me dei conta de que, na verdade, o filme ilustrava muita coisa que eu pensava sobre o mundo.

Algumas vezes discuti, quase que com ar de militante, com pessoas mais velhas que eu sobre o olhar nostálgico delas sobre a juventude. Aquele papo de “mas na nossa época era melhor”, ou “vocês são uns acomodados por não lutarem pelos direitos de vocês” não me descia – hoje eu só desdenho. Quando a conversa chegava no ponto de “a maconha fumada naquela época não é a maconha de hoje em dia, pois representava indignação e protesto”, eu geralmente me levantava da mesa.

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Só existe protesto se há indignação contra alguma coisa nomeada, identificada, caso contrário, seria uma rebeldia sem causa e, logo, sem futuro. Os jovens de 2013 não tinham, até então, sequer um motivo real de indignação, visto que a corrupção sempre existiu e, infelizmente, sempre existirá. Mas a corrupção nunca ofendeu diretamente a ninguém. Nunca disse que seu ídolo foi assassinado em nome de Deus, que os negros são amaldiçoados e igualou homossexuais aos piores assassinos. A indignação de hoje passou a ter nome, cargo político, endereço e diversos videos no YouTube, infinitamente compartilhados pelas minorias. O compartilhamento é uma grande arma de uma geração criada na internet. Geração esta, composta majoritariamente por diferentes tipos de minorias. E o melhor: minorias influentes.

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