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Marcha pela família e a liberdade: “quem já viu este filme?”

É difícil não encontrar semelhanças entre o movimento articulado por evangélicos em 2013 e o que foi liderado por católicos em 1964

Magali do Nascimento Cunha, no blog Mídia, Religião e Política

marcha-da-famc3adliaSem “teorias da conspiração” ou paranoias persecutórias, mas a velha expressão popular “este filme eu já vi” não deixa de ser evocada quando se acompanha as movimentações em torno da Manifestação pela Família Tradicional e a Liberdade de Expressão a ser realizada em Brasília no próximo dia 5 de junho. A articulação liderada pelo pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Silas Malafaia, conta com o apoio de grupos evangélicos de distintas denominações e de segmentos católicos romanos, além de parlamentares não-religiosos, como Jair Bolsonaro (PP). Esta movimentação tem raízes na campanha eleitoral de 2010 mas ganhou potência em 2013 com a indicação do deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC) como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, assumindo o lema “em defesa da liberdade de expressão, liberdade religiosa, da família tradicional e da vida” para marcar posição contra o casamento gay, o aborto e o Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. Ganha força entre grupos religiosos também com a ação de pessoas ligadas à Frente Parlamentar Evangélica que passam a falar e disseminar materiais redigidos e em vídeo numa retórica do terror de que as famílias estão em risco por conta de ações governamentais federais.

Ao se acompanhar essas articulações e a base pública com que se colocam – família e liberdade – não há como não se lembrar do “filme assistido” em 1964 que inclui as manifestações que representaram apoio às articulações que promoveram a ditadura militar que assolou o Brasil e que tem efeitos sobre a vida do país até o presente, levando à criação de uma Comissão da Verdade em 2012 para trazer à tona a memória apagada e silenciada daqueles tempos sombrios.

O “filme” ontem

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade é, na verdade, um título de uma série de eventos realizados em março de 1964 como manifestação contrária à considerada “ameaça comunista” configurada no governo do presidente João Goulart e identificada no comício que ele havia realizado em 13 de Março de 1964, apresentando as Reformas de Base: administrativa, jurídica, econômica, agrária para dar novo fôlego ao país. Essas reformas se opunham aos interesses dos grupos socialmente dominantes, já que envolvia distribuição de bens e terras, o que em muito incomodava os setores sociais hegemônicos.

As Marchas da Família com Deus pela Liberdade foram organizadas principalmente por clérigos católicos romanos e por entidades femininas da sociedade civil e da igreja e congregou segmentos da classe média, temerosos do “perigo comunista”, contrários às reformas e favoráveis à deposição do presidente João Goulart. A primeira dessas manifestações ocorreu em São Paulo, a 19 de março, no dia de São José, padroeiro da família. A marcha contou com a participação de cerca de trezentas mil pessoas, entre elas o presidente do Senado Auro de Moura Andrade, e o governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda. A Marcha começou na Praça da República e terminou na Praça da Sé com a celebração da missa “pela salvação da democracia”. Na ocasião, foi distribuído o Manifesto ao povo do Brasil, convocando a população a reagir contra João Goulart.

“Com ‘vivas’ à democracia e à Constituição, mas vaiando os que consideram ‘traidores da pátria’, os manifestantes se posicionaram defronte da catedral e nas ruas próximas. Ali, oraram pelos destinos do país. E, através de diversas mensagens, dirigiram palavras de fé no Deus de todas as religiões e de confiança nos homens de boa-vontade”. Era um “repúdio a qualquer tentativa de ultraje à Constituição Brasileira e a defesa dos princípios, garantias e prerrogativas democráticas constituíram a tônica de todos os discursos e mensagens dirigidos das escadarias da catedral aos brasileiros, no final da passeata” (Folha de São Paulo, 20/3/1964).

Preparada com o auxílio da Campanha da Mulher pela Democracia (Camde), da União Cívica Feminina, da Fraterna Amizade Urbana e Rural, entre outras entidades, a marcha paulista recebeu também o apoio da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo e do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes). O Ipes foi fundado por empresários paulistas e cariocas, em 1961, logo após a controversa posse de João Goulart, tendo como presidente o general Golbery do Couto e Silva. O Ipes recebeu entre 1961 e 1964 uma alta verba de empresários empenhados em tirar João Goulart do poder. O instituto realizava investigações particulares, um sistema de monitoramento de informações, identificando parceiros e simpatizantes do governo. Foi também o general Golbery responsável por estabelecer relações entre o Ipes e a Escola Superior de Guerra, de onde foi originada a doutrina de “segurança nacional” que deveria garantir o progresso do Brasil, baseado na expansão da economia brasileira que ocorreria apor meio da concentração de renda e do arrocho salarial.

20110317-200364O Senador Padre Calazans discursou na Praça da Sé: “Aqui estão mais de 500 mil pessoas para dizer ao presidente da República que o Brasil quer a democracia, e não o tiranismo vermelho. Vivemos a hora altamente ecumênica da Constituição. (…) Depois, o Pe. Calazans lembrou [que a manifestação é pacífica] que ‘aqui estamos sem tanques de guerra, sem metralhadoras. Estamos com nossa alma e com nossa arma, a Constituição. (…) Coube à profa. Carolina Ribeiro, ex-secretária da Educação, orar ao microfone por São Paulo e pelo Brasil. Todos a acompanharam no Pai Nosso e ouviram-na dizer: ‘Temos que pedir a Deus, neste momento em que nossos corações fervem de indignação, que não caiamos na tentação da revolta, porque só a Deus compete levar-nos pelo caminho certo’. A deputada Conceição da Costa Neves também dirigiu saudação aos brasileiros, dizendo: ‘Aqui, mercê de Deus, se encontra o Brasil unido contra a escravatura vermelha. De São Paulo partirá a bandeira que percorrerá todo o país, para dizer a todos os partidos que a hora é de união, para dizer basta ao sr. presidente da Republica’” (Folha de São Paulo, 20/3/1964).

“O último orador a ocupar a tribuna foi o sr. Auro Soares de Moura Andrade, presidente do Congresso Nacional. E disse: ‘Sentimos que hoje é um dia de importância histórica para o Brasil. O povo veio à praça pública para demonstrar sua confiança na democracia. Veio para afirmar perante a Nação que os democratas não permitirão que os comunistas sejam os donos da Pátria. Democratas do Brasil, confiem, não desconfiem das gloriosas Forças Armadas de nossa pátria. Dentro de cada farda, não está somente um corpo, mas também uma consciência e um juramento feito. Que sejam feitas reformas, mas pela liberdade. Senão, não. Pela Constituição. Senão, não. Pela consciência cristã do nosso povo. Senão, não’. E todos os presentes o acompanharam no ‘senão, não’” (Folha de São Paulo, 20/3/1964).

A Marcha da Família repetiu-se em outras capitais, e, após a derrubada de João Goulart pelos militares com o golpe militar de 31 de março, passaram a ser divulgadas como “marchas da vitória”. A marcha do Rio de Janeiro, articulada pela Camde, levou às ruas cerca de um milhão de pessoas no dia 2 de abril de 1964. As marchas de Belo Horizonte e de Curitiba foram vistas pelos militares como um consentimento ao Golpe. Os grupos envolvidos nestas marchas aceitaram a imposição militar, já que era melhor ter seus bens garantidos à custa da ausência de democracia, a perder tudo diante a “ameaça vermelha”, que era o comunismo, já que os militares garantiriam a segurança e a estabilidade do país. Curiosamente foi a última vez, por longas décadas que se seguiram, que as pessoas puderam sair às ruas livremente para expressar suas vontades políticas.

O “filme” hoje

Quase 50 anos depois, como já mencionado aqui, são vistas as articulações por novas manifestações de caráter religioso. As de 1964 e as de 2013 têm em comum se apresentarem como “pacíficas” e defensoras da Constituição. Os temas de 2013 são os mesmos “família” e “liberdade”, também colocados na confrontação de um inimigo. Se no passado o inimigo era o comunista, classificado nas expressões “ameaça comunista”, “tirania vermelha”, “escravatura vermelha”, e identificado nas ações do governo João Goulart, o inimigo do presente é o homossexualismo, classificado na expressão “ditadura gay”, identificado em ações do governo Dilma Rousseff. O apoio de parlamentares afinados com a causa, interessados em frear “reformas” e conquistas de direitos, manifesta-se hoje tal como em 1964.

O que isto quer dizer? O que aprender desta reflexão? Vale transcrever o que já foi indicado no texto publicado neste Blog “Caso Marco Feliciano: um paradigma na relação midia-religião-política”:

“Torna-se nítida uma articulação política e ideológica conservadora em diferentes espaços sociais – do Congresso Nacional às mídias – que reflete um espírito presente na sociedade brasileira, de reação a avanços sociopolíticos, que dizem respeito não só a direitos civis homossexuais e das mulheres, como também aos direitos de crianças e adolescentes, às ações afirmativas (cotas, por exemplo) e da Comissão da Verdade, e de políticas de inclusão social e cidadania. Nesta articulação a religião passa a ser instrumentalizada, uma porta-voz.
(…)
Nesse sentido é possível afirmar que os grupos políticos e midiáticos conservadores no Brasil descobriram os evangélicos e o seu poder de voz, de voto, de consumo e de reprodução ideológica. A ascensão de Celso Russomano nas eleições municipais de São Paulo, em 2012, já havia sido exemplar: um católico num partido evangélico, apoiado por grupos evangélicos os mais distintos. A eleição da presidência da CDH é paradigmática no campo nacional e ainda deve render muitos dividendos a Feliciano, ao PSC, à Bancada Evangélica e a seus aliados. O projeto político que se desenha, de fato, pouco ou nada tem a ver com a defesa da família… os segmentos da sociedade civil, incluindo setores evangélicos não identificados com o projeto aqui descrito, que defendem um Estado laico e socialmente justo, têm grandes tarefas pela frente”.

2014, a Copa que o Brasil já perdeu

Marin, Ronaldo e Valcke: trio está na cabeça da 'operação Copa do Mundo'

Marin, Ronaldo e Valcke: trio está na cabeça da ‘operação Copa do Mundo’

Thiago Arantes, no ESPN

O Brasil será o grande derrotado na Copa do Mundo de 2014. Esqueçam esquemas táticos, análises técnicas, convocações, gols ou arbitragem. A derrota não virá numa zebra nas oitavas de final contra a Bélgica, num duelo épico de quartas contra a Itália, numa semifinal angustiante contra a Espanha ou num Maracanazzo reloaded contra a Argentina.

O Brasil perdeu, leiam bem. O que vai acontecer com a seleção brasileira é outra história. Uma história que muda pouco o que realmente importa. O Brasil perdeu a Copa de 2014.

Um evento como a Copa é a chance de um país mudar, se redescobrir, sanar problemas e construir soluções, mesmo que seja sob a fajutíssima desculpa de “o que o mundo vai pensar da gente se não estiver tudo dando certo?”. Que seja, dane-se a pequenez da desculpa, desde que sejam construídas estradas, linhas de metrô, corredores de ônibus, elevadores, hotéis, e, vá lá, até um ou outro estádio.

A Copa do Mundo é, para os tempos de hoje, o que foram as tais

O resultado do time de Felipão pouco importa: o Brasil já perdeu

O resultado do time de Felipão pouco importa: o Brasil já perdeu

“Exposições Mundiais” no século 19. Era preciso se arrumar para receber visitas em casa.

Mas o Brasil hoje corre para retocar a maquiagem, empurra a vassouradas a sujeira para debaixo do tapete, tranca os cachorros pulguentos na despensa e manda a criançada dormir mais cedo, porque sabe como é criança quando chega visita, desanda a falar cada coisa…

Faltam pouco menos de dois meses para a Copa das Confederações, e o estádio da final não está pronto. Aquele estádio na Zona Norte do Rio, que foi erguido no lugar do Maracanã ao preço mirabolante de 1 bilhão de reais; e que terá de ser reformado para a Olimpíada.

(Aqui, um parêntese: todas as reportagens sobre estádios da Copa têm a obrigação de falar quanto custou e quem financiou a obra; isso é utilidade pública, antes de mais nada).

Faltam menos de dois meses para a Copa das Confederações e nenhum aeroporto teve reformas significativas concluídas. Pouco mais de um ano para a Copa do Mundo e os taxistas que falam inglês continuam a ser uma raridade, as placas de trânsito seguem indecifráveis para estrangeiros, os hotéis e vias públicas não vão dar conta do recado, obras de mobilidade urbana de Manaus, Brasília e São Paulo não ficarão prontas – umas foram canceladas, outras postergadas, todas custaram irreversíveis milhões e não é difícil adivinhar quem pagou a conta.

O 'novo Maracanã': para 2016, mais reformas

O ‘novo Maracanã’: para 2016, mais reformas

A um ano e dois meses do começo da Copa, o presidente do Comitê Organizador Local está cercado por denúncias, e não é para menos. José Maria Marin, o homem que gere a operação Copa do Mundo no Brasil, passou seus mandatos de deputado bajulando delegados ligados às torturas da ditadura, superfaturou a sede da CBF, negociou apoio na aprovação de contas da confederação dando cheques a seus eleitores.

Enquanto isso, o secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, diz que a organização da Copa do Mundo no Brasil seria mais fácil se o país fosse menos democrático e tivesse menos esferas de governo, legal é a Rússia, que tem um poder centralizado e menos palpiteiros.

A organização da Copa do Mundo seria mais fácil, monsieur Valcke, se ela estivesse nas mãos de gente diferente.

De gente que não estivesse interessada apenas em sugar dinheiro do país com o benefício de isenção de impostos. A organização da Copa do Mundo seria mais fácil se ela fosse feita para, de fato, deixar o país com algumas pequenas vitórias em áreas que vão muito além do campo de jogo.

O Brasil de Felipão, de Neymar, de Ronaldinho ou Kaká, o Brasil pentacampeão, seja com volantes classudos ou brucutus, pode ganhar ou perder a Copa de 2014.

O Brasil de 200 milhões de pessoas, aquele que acordará no dia 14 de julho de 2014 para trabalhar, este sairá da Copa derrotado. Qualquer que seja o resultado da final.

Casamento feliz engorda e divórcio emagrece, diz estudo

Falta de motivação para buscar novos parceiros influencia no ganho de peso (Foto: Getty Images)

Falta de motivação para buscar novos parceiros influencia no ganho de peso (Foto: Getty Images)

Publicado originalmente no Terra

Uma pesquisa com 320 recém-casados descobriu que quanto mais felizes eram, mais peso ganhavam. A falta da motivação para encontrar um novo parceiro também contribui para os quilos a mais, de acordo com o estudo que foi feito em quatro anos. As informações são do site Female First.

A psicóloga Andrea Meltzer, que liderou o estudo, disse: “em média, os cônjuges que estavam mais satisfeitos com o casamento ganharam mais peso ao longo do tempo”. “Em contraste, casais que estavam menos satisfeitos em suas relações tendem a ganhar menos peso ao longo do casamento”, comparou.

Aqueles que ficaram juntos tendem a engordar, enquanto o divórcio foi associado com perda de peso.

Personal trainer de Chalita era ‘laranja’, diz delator

Infográfico: Editoria de Arte/Folhapress

Infográfico: Editoria de Arte/Folhapress

Publicado no Estadão [via A Tarde]

Em novo depoimento ao Ministério Público, o analista de sistemas Roberto Grobman afirmou que o deputado Gabriel Chalita (PMDB) determinou a contratação de seu personal trainer para um cargo de confiança no governo paulista quando o parlamentar foi secretário de Educação do Estado, entre 2002 e 2006.

O educador físico Alexandre Eduardo de Freitas foi contratado em abril de 2004 como assessor da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), com um salário de R$ 10 mil, e foi sócio da Editoras Associadas do Brasil, até janeiro de 2005. Segundo o denunciante, a empresa era usada como laranja pelo grupo COC para manipular licitações da gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

Grobman disse à Promotoria que Alexandre trabalhava na academia Bio Ritmo antes de ser contratado pelo governo paulista. Segundo o denunciante, ele “não comparecia regularmente à Secretaria de Estado da Educação” depois que foi contratado.”Como Alexandre recebia da Secretaria de Educação e da FDE, Chalita não pagava os honorários pelos serviços prestados como personal trainer”, disse.

Grobman alega que a Editoras Associadas do Brasil participava dos processos de contratação do governo paulista e apresentava preços altos para induzir a FDE a comprar produtos de outras empresas ligadas ao grupo COC.

Entre os anos de 2004 e 2006, a Interactive firmou três contratos para fornecer softwares educacionais para a FDE, no valor total de R$ 3,75 milhões. A Editora COC foi contratada em 2004 para vender 7 mil “cadernos digitais” por R$ 1 milhão.

A Editoras Associadas, onde o personal trainer havia trabalhado, também foi contratada pela FDE. Seis meses depois que Alexandre deixou o governo, em janeiro de 2006, a fundação assinou um contrato de R$ 2,45 milhões com empresa para a aquisição de softwares educacionais.

Alexandre trabalhou na FDE entre 2 de abril de 2004 e 8 de junho de 2005, com a responsabilidade de desenvolver um programa de qualidade de vida para funcionários da Secretaria de Educação. À época da rescisão de seu contrato, seu salário era de R$ 10.629,64.O grupo Bio Ritmo confirmou que Alexandre foi diretor técnico da rede até outubro de 2003.

A assessoria de Chalita informou que Alexandre não era personal trainer do deputado, negou a suspeita de favorecimento e disse acreditar na apuração correta do Ministério Público. Alexandre de Freitas não foi encontrado para comentar as declarações de Grobman. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após confusão, eleição de pastor Marco Feliciano para presidência de comissão é adiada

Pastor Marco Feliciano, em sua casa em Orlândia (SP)

Pastor Marco Feliciano, em sua casa em Orlândia (SP)

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

Indicado pelo seu partido para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) não conseguiu ter o nome ratificado no cargo nesta quarta-feira. A eleição para a mesa diretora do colegiado foi adiada após confusão.

“Vou procurar o presidente da Casa e o líder do PT para colocar a questão. Não tenho condições de fazer a eleição com a comissão nesta situação”, disse o deputado Domingos Dutra (PT-MA), que presidia a sessão.

O adiamento ocorreu após pedidos dos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Érica Kokay (PT-DF), ex-presidente da mesma comissão. Os dois protestaram contra a indicação de Feliciano, que é pastor evangélico e já externou opiniões consideradas homofóbicas e racistas.

A sessão foi marcada pela presença por muitos militantes da causa em favor dos homosexuais, que gritaram todo o tempo. “O PSC sabia que essa indicação era polêmica “, disse Dutra.

Em seu Twitter, a assessoria de Feliciano afirmou que ele saiu da sessão com “lágrimas nos olhos”, escoltado por seguranças e quase agredido.

Em 2011, Feliciano declarou no Twitter que os “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé”. Depois, disse que foi mal compreendido: “Minha família tem matriz africana, não sou racista”.

O pastor diz que não é homofóbico, mas afirma ser contra o ato sexual entre pessoas do mesmo sexo.

O papel da comissão é receber e investigar denúncias de violações de direitos humanos e discute e vota propostas na área. E é o presidente da comissão quem determina a pauta dos projetos que devem ser votados.

dica do Moisés Gomes