Papa Francisco rezou com evangélicos em Manguinhos

Pontífice parou em uma igreja evangélica da Assembleia de Deus Complexo de Manguinhos e fez uma oração com o pastor e os cristãos protestantes

Papa Francisco visita a comunidade de Varginha, no Complexo de Manguinhos, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro (foto: Tânia Rêgo/ABr)
Papa Francisco visita a comunidade de Varginha, no Complexo de Manguinhos, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro (foto: Tânia Rêgo/ABr)

Vinícius Lisboa, na Exame

Em sua caminhada pela comunidade de Varginha, no Complexo de Manguinhos, na zona norte da capital fluminense, o papa Francisco parou em uma igreja evangélica da Assembleia de Deus e fez uma oração com o pastor e os cristãos protestantes, informou o padre Márcio Queiroz, que acompanhou o pontífice na visita à favela.

“Caminhando pela comunidade, chegamos até a igreja evangélica. Eu mostrei a ele que eles estavam no templo, e ele pediu para ir até lá para cumprimentá-los. O papa falou com o pastor e com as pessoas que estavam lá, e os convidou a rezarem um Pai Nosso”, disse.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, também comentou a parada do pontífice na Assembleia de Deus. “O papa parou em frente à igreja e rezou com os fiéis da Assembleia de Deus que estavam na porta. Até eles pediram bênção. Foi um momento ecumênico, espontâneo e muito bonito”, ressaltou.

Os padres também deram mais detalhes da visita de Francisco à moradia de uma família da comunidade. Segundo Federico, a casa era muito pequena, de 5 por 4 metros e estava lotada, com mais de 20 pessoas da família.

“Estavam lá todas as gerações de uma família. Foi um momento de muita comoção. Uma das coisas mais bonitas foi que todas as crianças pequenas foram ao colo do papa e ele abençoou uma por uma. No fim, todos fizeram uma oração juntos. Foi um momento de muita espiritualidade”.

O padre Márcio explicou que a casa estava cheia porque a família da dona é da Paraíba, e todos tinham vindo ao Rio para a visita do papa. Segundo ele, havia uma criança de 15 dias de vida e uma idosa de 93 anos, e o pontífice perguntou o grau de parentesco de cada um. “Como tinha medo que alguém enfartasse, tive que ligar na noite anterior e avisar que aquela seria a casa escolhida. Quando contei, ouvi um silêncio e pensei que a dona da casa tinha desmaiado”, brincou o padre.

Outro detalhe da passagem do papa pela favela destacado pelos sacerdotes foi a parte em que o papa entrou em uma capela local. “Ele ficou muito comovido, e tinha lágrimas nos olhos”, disse o porta-voz do Vaticano.

O padre Queiroz informou que apresentou a mãe ao papa, e disse que ela rezava diariamente por todos os sacerdotes. Segundo ele, por causa disso, ela ganhou um terço de presente do pontífice. “Ele [o papa Francisco] estava saindo da capela e voltou para presenteá-la”, declarou.

dica da Ana Carolina Ebenau

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Cão ajuda a aliviar o estresse no trabalho

Vanessa Queiroz e a golden retriver Bumi no Estúdio Colletivo; até os clientes se derretem pelos animais
Vanessa Queiroz e a golden retriver Bumi no Estúdio Colletivo; até os clientes se derretem pelos animais

Carla Uerlings, no UOL

Uma lambida aqui, um carinho ali… Assim é a rotina do Colletivo, estúdio multidisciplinar que atua nos mais diversos segmentos do design. Bumi, Amy, Billie Jean e outros cães fazem a alegria de todos, que podem trazer para o trabalho seus bichos de estimação.  Vanessa Queiroz, uma das sócias, conta que um funcionário começou e depois outros compraram a ideia. “Sempre adorei cachorro, mas meus pais não queriam no apartamento. Quando fui morar sozinha, comprei a Bumi e comecei a trazê-la comigo para a agência. Isso já faz cinco anos.”

Alexandre Pessoa é outro adepto dos cachorros no trabalho. Ele traz todos os dias a Amy, sua vira-lata de dois anos.  “Meu avô encontrou a Amy abandonada em uma estrada, ainda filhote. Ela vem para o Colletivo desde bebê”, conta enquanto a cachorra corre agitada, brincando com a golden retriever Bumi.

Em outros países, como Canadá e Inglaterra, essa prática é mais comum. Nos Estados Unidos, há até uma campanha, a “Take Your Dog to Work Day”, propondo que empregadores permitam o acesso de animais ao local do trabalho.

Estudos apontam que a presença de animais de estimação no trabalho traz bem-estar e diminui o estresse do dia a dia. Pesquisadores da Universidade Virginia Commonwealth (EUA) colheram amostras de saliva de 450 funcionários de uma empresa de varejo durante uma semana. Cerca de 30 pessoas levaram seus cachorros para o trabalho pelo menos um dia. Nesse grupo, o nível de estresse caiu da manhã para a noite, diferente das pessoas que deixaram o bicho em casa. Quem não tinha qualquer animal apresentou maiores quantidades de cortisol, um dos hormônios associados ao estresse.

O psiquiatra Elko Perissinotti, vice-diretor do Hospital Dia, do Instituto de Psiquiatria (IPq-HCFMUSP) afirma que a interação do ser humano com animal é fundamental. Segundo ele, a troca de carinho com o cão libera no organismo os neurotransmissores endorfina, ocitocina e serotonina, que proporcionam sensação de bem-estar.  “Essas reações – psicológica e química – trazem uma mudança benéfica ao organismo que funcionam como antiestresse”, explica o psiquiatra.

Com certeza, no Colletivo o clima é menos estressante por conta das cachorras. Elas têm completa liberdade, circulam por todas as salas do estúdio, que fica em uma casa de dois andares com um quintal bem agradável. “A galera dá muita risada com as brincadeiras que a Bumi e Amy fazem. Até os clientes gostam da ideia, quando vêm aqui para reuniões eles se derretem”, comenta Vanessa Queiroz, garantindo que as “colegas de trabalho” trazem aconchego ao ambiente.

PetDay

A SimGroup, que desenvolve ações motivacionais para empresas em São Paulo, também percebeu os benefícios de ter bichos uma vez por semana em seu “território”. O “PetDay”, que ocorre toda sexta-feira, começou este ano e causou euforia. A diretora-executiva, Sueli Brusco Aftimus, tomou conhecimento da pesquisa americana e resolveu aplicá-la na agência. “No início, o pessoal quase brigava para ver quem traria o pet. Começamos com sorteio e agora temos uma escala dos bichos”, relembra a assessora de imprensa Thais Volkweis. Segundo ela, a lista já teve até cobra e papagaio!

Muitas vezes, o animal é um estímulo para quebrar barreiras que surgem no dia a dia. O assistente comercial César Martiniano teve essa percepção quando trouxe sua cachorra. “Colegas que eram de outros setores, que eu não conhecia bem, vieram falar comigo, perguntar sobre a raça, o nome dela. Foi um dia gostoso e de total integração”, conta o tutor de Cindy, garantindo que para a cadela a paparicação também foi muito gratificante.

O psiquiatra Perissinotti explica que o cachorro funciona como um catalisador nas relações entre as pessoas seja no trabalho, durante a terapia assistida em um hospital ou apenas passeando na rua. “Atualmente, as pessoas não estão mais acostumadas a se aproximar umas das outras. O cão acaba sendo um agente, um facilitador, o objeto que canaliza a amizade”, conclui.

O grupo da SimGroup acredita que essa simples ação diminui a ansiedade e eleva a autoestima, além de tornar as pessoas mais afetivas. “Foi uma ideia fantástica. O ambiente fica mais leve e lúdico, pois o cão traz alegria e descontração”, ressalta a redatora Lígia Prada, que já teve cachorro e agora curte o dos outros durante uma criação e outra.

Nem sempre é possível

Tanto a SimGroup quanto o Estúdio Colletivo estão instalados em casas, o que dá a liberdade de se trazer os cães para trabalhar.  Outras empresas já não podem se dar a esse luxo. Muitas ficam em condomínios comerciais cujos estatutos não permitem animais em seus andares ou salas.

Esse é o caso do Google, considerada uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil e nos Estados Unidos, que não pode implantar aqui a mesma prática adotada em Mountain View, na Califórnia .  Lá, o prédio é próprio e a presença dos pets é liberada a qualquer hora. Em São Paulo, os funcionários trabalham em andares de um edifício e não têm a mesma chance dos colegas norte-americanos.

ONG RECOMENDA ALGUNS CUIDADOS AO LEVAR OS ANIMAIS AO TRABALHO

Leandro Moraes/UOL

Local deve ser adequado e confortável

A ARCA Brasil (Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal) acredita que levar o pet para o trabalho pode ser uma ótima ideia, em especial para animais que sofrem com a chamada “síndrome da ansiedade da separação”, nome dado quando o bicho de estimação começa a dar sinais de estresse ao ser deixado sozinho ou ser separado da pessoa com quem ele é mais apegado. Algo que acontece muito com quem trabalha fora o dia todo e deixa o pet sozinho em casa.

Mas os tutores devem estar atentos e tomar alguns cuidados ao levarem seus bichos de estimação para as empresas:

  • O local deve ter área compatível e confortável, onde o animal possa se deitar e observar o ambiente à sua volta;
  • É importante passear uma ou duas vezes durante o dia, em especial para os pets hiperativos;
  • Os animais devem estar em bom estado de saúde, com as vacinas em dia e ter boas maneiras.

Bruno Schuveizer, da área de Comunicação, acredita que essa prática aumenta os laços entre as pessoas e os bichos e também pode significar mais chances de adoção em todo país. A própria ARCA Brasil já teve uma experiência nesse sentido.

Durante anos, a ONG manteve em sua sede administrativa o mascote Tingo, cão retirado das ruas pelo presidente Marco Ciampi. Além de ganhar um lar, Tingo virou uma espécie de celebridade. “Nos 10 anos em que ficou aqui, ilustrou inúmeros cartazes, folders e cartões de Natal, além de matérias em jornais e revistas”, recorda-se Bruno Schuveizer.

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Carlinhos Cachoeira está se convertendo, diz pastor evangélico que o casou

Chico Felitti, no blog Digo Sim [via Folha de S.Paulo]

O pastor que realizou no último dia 28 a cerimônia religiosa de casamento de Carlinhos Cachoeira, 49, diz estar se encontrando com o empresário para sessões de oração desde que ele saiu da prisão, em 11 de dezembro.

“Nós temos nos reunido com eles semanalmente. A maior parte das vezes na casa deles mesmo [no condomínio Alphaville, em Goiânia]. Oramos. Acredito que ele esteja se convertendo”, diz Vitor Hugo Queiroz,  pastor da igreja Nova Vida de Anápolis (GO), que a noiva Andressa Mendonça, 30, frequenta.

O líder religioso disse ao blog por telefone que a cerimônia foi “sucinta e objetiva”. Depois de abençoar a união por cerca de dez minutos, ele reservou espaço para que o casal fizesse seus votos.

“A noiva falou brevemente, o noivo em vez de falar se ajoelhou e beijou os pés dela.” Foi a cena que Cachoeira repetiu para a imprensa que esperava no portão da mansão, depois que a celebração e o casamento civil haviam terminado.

O trecho bíblico escolhido para a celebração religiosa foi Mateus 7. “A passagem é sobre construir sua casa sobre rocha ou sobre areia. A pedra é Jesus, em que devemos basear nossas vidas, e em que o casal se baseou”, diz Queiroz.

A palavra proferida por Vitor Hugo também versou sobre períodos difíceis do casal, diz ele. “Jesus sempre esteve no casamento, mas houve momentos em que faltou vinho, que é a alegria. Espero que não falte mais.”

dica do Bruno Barak

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De joelhos, Cachoeira beija os pés de Andressa após se casar em Goiás

Casamento Cachoeira e Andressa em Goiás (Foto: Carolina Simiema/ G1)Andressa e Cachoeira após se casarem na noite desta sexta-feira (Foto: Carolina Simiema/ G1)

Publicado originalmente no G1

O contraventor Carlinhos Cachoeira se casou com a companheira, a empresária Andressa Mendonça, na noite desta sexta-feira (28), no condomínio de luxo onde o casal mora, em Goiânia. Após a cerimônia, o casal saiu da residência para conversar com os jornalistas, quando o bicheiro se ajoelhou e beijou os pés da mulher (veja vídeo).

“Estou repetindo uma cena que fiz durante o casamento. Este foi o pior ano da minha vida, mas vocês não sabem a força que essa mulher tem”, disse. As imagens são do cinegrafista da TV Anhanguera Hebert Bruno.

O casamento foi restrito a cerca de 50 familiares e amigos mais próximos. A imprensa não foi autorizada a acompanhar a cerimônia. “Estamos muito felizes”, afirmou Andressa, que se casou com um vestido branco, de manga longa, de renda com pedrarias.

O cartorário Antônio do Prado conduziu o casamento civil, que durou cerca de 15 minutos. “Foi tudo tranquilo, na própria casa deles. Tinham poucos convidados”, contou aos jornalistas, ao deixar o local por volta das 20h50.

Em seguida, aconteceu a bênção religiosa, comandada pelo pastor Vitor Hugo Queiroz, da igreja evangélica que Andressa frequenta. Os convidados começaram a chegar por volta das 19h40. Poucos minutos depois, já havia fila de carros na portaria de visitantes do condomínio, na região sul da capital.

Inicialmente, o casamento aconteceria no último dia 22, mas foi adiado. Segundo um amigo do casal, que preferiu não se identificar, o cartório cancelou o casamento porque o edital de proclamas não foi publicado a tempo. O G1 entrou em contato com o cartório, que disse que não se pronunciaria sobre o assunto.

Cachoeira prometeu se casar com a companheira, ainda em dezembro deste ano, após receber alta médica no dia 30 de novembro. Ele esteve internado por cinco dias no Instituto de Neurologia de Goiânia com diarreia, náuseas, insônia e estresse.

A primeira vez que Cachoeira falou publicamente sobre se casar com a mulhere oficializar a relação foi em 25 de julho deste ano, durante uma das audiências do processo Monte Carlo na Justiça Federal em Goiânia. Ele havia prometido se casar com ela no primeiro dia em que estivesse fora da prisão. A declaração foi dada na frente do Juiz Alderico Rocha Santos, dos réus, dos advogados e dos presentes à sessão.

Andressa Mendonça tem dois filhos, um de 4 e outro de 6 anos, com o ex-marido, Wilder Pedro de Morais (DEM-GO), que assumiu a vaga do senador cassado Demóstenes Torres (Sem partido-GO).

Além dos dois filhos de Andressa, Cachoeira também tem outros três filhos – dois meninos de 14 e 9 anos e uma menina de 6 – com a ex-mulher, Andréa Aprígio.

Hugo Queiroz é pastor da Igreja Evangélica Videira, de Anápolis. De acordo com o Diário da Manhã, Cachoeira se converteu após ter sido preso.

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Vereador de Caruaru sai no tapa com estudante que protestava contra reajuste de salário do Legislativo e Executivo

Jénerson Alves, para o Pavablog

A partir de 2013, o prefeito de Caruaru-PE, Zé Queiroz (PDT), vai receber R$ 25 mil. O valor é um pouco menor do que o salário bruto da presidenta Dilma Rousseff (PT), que recebe o bruto de R$ 26.723,13. O vice-prefeito do município, Jorge Gomes (PSB), terá o subsidio afixado para R$ 12,5 mil, os secretários terão os valores aumentados para 11 mil e os vereadores para R$ 12 mil. Atualmente, os subsídios pagos ao prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários chegam a R$ 16 mil, R$ 8 mil e R$ 9 mil, respectivamente.

Vale lembrar que a cidade de Caruaru, a 130km do Recife, tem uma população de pouco mais de 300 mil habitantes e um orçamento previsto para o próximo ano de R$ 957.420.000,00 (novecentos e cinquenta milhões quatrocentos e vinte mil reais), ou seja, o maior já registrado na história do município.

A votação para o aumento ocorreu em sessão ordinária na terça-feira (11), na sede da Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras (Acaccil), local em que as reuniões da Câmara estão acontecendo, pois a Casa Legislativa está em reforma.

No entanto, o que chamou mais atenção foi o clima de pé de guerra que marcou a reunião. Como as galerias estavam lotadas de manifestantes – que se articularam para expressar a contrariedade ao aumento – a tensão predominou entre os ‘representantes do povo’ e os seus representados.

Após o término da sessão, um vereador – por sinal, o mais antigo da Casa, com quase 40 anos de mandatos – literalmente saiu no braço com um estudante, que estava protestando contra o reajuste salarial. Conforme registrado por um blog local, o edil Leonardo Chaves (PSD) “foi para as vias de fato” com o estudante Silvio Félix, de 17 anos, que o provocava.

Quando ele tentou novamente sair da sede provisória da Câmara, uma das pessoas que o acompanhava, o líder comunitário Paulo Sérgio, se envolveu em uma agressão com outro manifestante, Pablo Aristedes, 20 anos, e os dois foram encaminhados para a delegacia, enquanto Leonardo foi embora do local.

O blog ainda registra que naquele momento a Polícia Militar já estava no local, mas era tarde demais e a situação já tinha fugido ao controle da Presidência do Legislativo e maculado a imagem da Câmara, na reta final da atual legislatura.

Para a cientista política Ana Maria Barros, uma das primeiras mobilizadoras contra o reajuste, isso revelou um desrespeito à democracia. “Quem não quer enfrentar a revolta do povo não propõe imoralidade, honra é mais importante que dinheiro, hoje tivemos o pior exemplo de imoralidade dos 30 anos que moro em Caruaru”, refletiu.

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