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Vocalista de banda de metal cristão nega ter planejado o assassinato da ex-mulher

Tim Lambesis, do As I Lay Dying, é acusado de pagar US$ 1 mil pela morte de Meggan Lambesis.

Foto: AP

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Fonte: Rolling Stone

Tim Lambesis, o vocalista do As I Lay Dying, se declarou inocente diante das acusações de que teria pago US$ 1 mil a uma pessoa para que ele estrangulasse sua mulher, noticiou a agência Associated Press. O cantor de heavy metal cristão, de 32 anos, foi acusado de assassinato pela corte de San Diego. Um juiz determinou sua fiança em US$ 3 milhões e afirmou que o cantor deve usar aparelho de GPS e sofrer restrições de viagem caso seja solto.

Lambesis foi preso na terça, 7, em uma livraria perto de San Diego, na Califórnia, depois de terem sido obtidas gravações em que ele diz a um agente de nome “Red” que queria que sua mulher, Meggan Lambesis, morresse. Tim Lambesis deu a Red um envelope cheio de dinheiro e forneceu instruções para o modo como matar a mulher, o endereço dela, senha do portão de segurança, fotografias e datas em que ele estaria com as três crianças para um álibi.

As autoridades fizeram a investigação depois que Lambesis disse a um homem em sua academia no mês passado que gostaria de ver a mulher morta porque estava dificultando o encontro dele com os filhos e a resolução do processo de divórcio. O advogado do caso, Anthony Salerno, disse à imprensa que o caso era uma armação.

“A aplicação da lei foi incentivada por alguém que eu acredito fortemente ser um delator, que tentava salvar a própria pele exagerando nas coisas”, disse Salerno, que insiste que o vocalista nunca teve a intenção de machucar ninguém.

O casal se separou em setembro do ano passado depois que o cantor enviou e-mail para a mulher durante uma turnê e afirmou que não a amava mais, disse o promotor do caso. Meggan Lambesis descobriu mais tarde que o marido estava envolvido com outra mulher.

No documento do divórcio, a mulher acusa o marido de dormir enquanto deveria estar cuidando das crianças perto de uma piscina e que estava gastando muito tempo e dinheiro com academia e tatuagens. Ela também diz que ele viaja seis meses por ano e fez duas viagens de última hora para a Flórida, onde encontrava a namorada.

Salerno diz que acredita que Lambesis irá arcar com a fiança, que inclui condições que o proíbem de entrar em contato com os filhos. O cantor também não poderá deixar San Diego, exceto para visitar o advogado em Los Angeles, o que frustra planos de uma turnê do As I Lay Dying por 30 cidades, que deveria começar no dia 30 de maio, em Oklahoma City.

Os outros integrantes da banda não deram declarações além de comunicado postado no site oficial na quarta, 8: “Nossos pensamentos agora estão com Tim, a família dele, e todo mundo que foi afetado por esta situação terrível.”

 

 

Jornalista estuprada por adolescente é contra redução da maioridade penal

Luiza Pastor, 56, estuprada nos anos 1970 por um menor de idade

Luiza Pastor, 56, estuprada nos anos 1970 por um menor de idade

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

O principal argumento dos defensores da redução da maioridade penal pode ser sintetizado em uma frase: “Queria ver se fosse com você”.

Pois foi com a jornalista Luiza Pastor, 56, casada e mãe de uma menina. Com apenas 19 anos, Luiza, ainda estudante da USP, foi estuprada por um garoto menor de idade. Experiência tão traumática, entretanto, não a transformou em defensora da redução da maioridade penal.

*

Eu fui estuprada por um menor de idade e sou contra a redução da maioridade penal.

Era o ano de 1976 e eu, estudante ainda, trabalhava como secretária de um pequeno escritório em um prédio cheio das medidas de segurança ainda novas para a época –crachás, catracas de acesso, registro de documentos na entrada e montes de seguranças fardados, espalhados pelo saguão.

A porta do escritório estava aberta, à espera de alguém que havia marcado de vir na hora do almoço. O menino entreabriu a porta, perguntou alguma coisa, aproveitou para espiar e confirmar que só estava eu no local, e daí a pouco retornou, revólver em punho, fechando a porta atrás de si.

“Tire a roupa”, foi tudo o que ele disse, apontando a arma. E eu, morta de medo, obedeci.

Era óbvio que ele era muito novo, subnutrido provavelmente, a arma tremia em suas mãos. A única coisa que eu conseguia pensar era que não devia reagir. Aguentei a humilhação e a violência do estupro, chorando de raiva e vergonha, mas finalmente tudo acabou e ainda estava viva.

Ele me mandou ficar dentro do banheiro e sumiu, depois de ter escondido minhas roupas e levado uma pulseira de ostensiva bijuteria, além dos trocados para o ônibus.

A certa altura que considerei segura, me atrevi a sair. Um segurança do prédio, que havia visto a porta trancada com a chave do lado de fora e estranhou, veio perguntar se estava tudo bem. Não, não estava, explodi, gritei e, chorando, larguei tudo aberto e fui embora, em busca do colo de minha mãe.

Não, não fiz boletim de ocorrência, muito menos exame de corpo de delito. Eram tempos bicudos em que, estudante de jornalismo na USP, tinha mais medo da polícia que do bandido, por pior que ele fosse. Fiz os exames necessários no meu médico e me preparei para ir embora do Brasil para uma longa temporada.

JUSTIÇA x JUSTIÇAMENTO

Dias depois, chegou em casa uma intimação para que fosse identificar um suspeito, um certo P. S., detido a partir de denúncia feita pelos seguranças do prédio. Na delegacia, ao lado de meu pai, ouvi barbaridades sobre a ficha corrida do garoto.

Egresso de várias detenções, tinha o estupro por atividade predileta, mas sempre se safara. Filho de mãe prostituta e pai desconhecido, havia sido criado pela avó, uma senhora evangélica que tentara salvar-lhe a alma à custa de muitas surras. Era óbvio que algo havia dado muito errado no processo.

Enquanto o delegado nos contava tudo aquilo, outro policial entrou na sala e mandou a pérola: “Ah, de novo esse moleque? Esse não adianta prender, que o juiz manda soltar, o melhor é a gente deixar ele escapar e mandar logo um tiro. Vocês não acham?”

Não, eu não achava. Eu tinha claro que a vítima, ali, era eu. Que, se tivesse tido ferramenta, oportunidade e sangue frio, eu teria gostado de poder matar o safado que me violentara –e dormiria tranquila o resto da vida. Mas tinha mais claro ainda que a vingança que meu sangue pedia não cabia à Justiça, muito menos àquele que pretendia descontar no criminoso sua própria impotência.

Recusei-me a depor; nada mais disse. Eles não precisavam de mim para condená-lo; já tinham acusações suficientes e não me deram maior importância. Ainda me chamaram de covarde, por me discordar de um justiçamento.

E insinuaram que, se eu tinha pena dele, era porque, vai ver, tinha até gostado. Não preciso dizer do alívio que senti ao embarcar, dois dias depois, para fora deste país.

Nunca soube que fim levou o criminoso, nem quero saber. Não me sinto mais nobre ou generosa pelo que fiz, mas apenas cidadã que raciocina sobre a vida real.

Toda vez que ouço alguém defender a redução da maioridade penal como solução para o crime de menores, me lembro daquele P. S., de sua história, e renovo minha crença no que, naquele momento terrível, me ajudou a superar o trauma.

Sem dar a todos, menores e maiores, uma oportunidade de educação e de recuperação, algo que exige investimento e vontade política, uma política de Estado consciente de suas responsabilidades, teremos criminosos cada vez mais cruéis, formados e pós-graduados nas cadeias e “febens” da vida.

Se os políticos quiserem fazer algo realmente eficaz para combater o crime na escalada absurda que vivemos, terão que enfrentar os pedidos de vingança dos ofendidos da vez e criar um sistema penitenciário que efetivamente recupere quem pode e deve ser recuperado. Sem isso, qualquer mudança nas leis será pura e simples vingança. E vingança não é Justiça. Continue lendo

Letícia Sabatella: “O pastor Feliciano é uma bênção de Deus”. Entenda

Letícia Sabatella: mal que vem para bem

Letícia Sabatella: mal que vem para bem

Publicado originalmente no Glamurama

Glamurama acaba de cruzar com Letícia Sabatella no Projac e, sabendo da veia politizada da atriz, puxou papo sobre o pastor Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “O Feliciano é uma bênção de Deus. Ele é tão nazista, arcaico e egoísta que enfim estamos acordando para a homofobia e o preconceito. É um mal que vem pra bem. É tão absurdo e forte, como se quem não pensa como ele estivesse associado ao demônio, possuído. Aconteceram coisas que doeram na minha alma. E, para ser contra essa aberração, quem antes não queria chocar a bisavó está se assumindo. Graças a isso, a homofobia daqui a pouco vai acabar, como acabou a escravidão.”

dica do Alexandre Melo Franco Bahia

Motorista embriagado reza antes de teste do bafômetro em Porto Alegre

Jovem de 21 anos capotou com o carro na zona sul da capital gaúcha.
Apesar das preces, teste apontou índice 11 vezes acima do permitido.

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Publicado originalmente no G1

Após capotar o carro nesta sexta-feira (8) em Porto Alegre, um motorista pediu aos agentes de trânsito dois minutos antes de se submeter ao teste do bafômetro. O motivo: ele queria rezar para que o resultado do exame não apontasse que ele estava alcoolizado.

O fato inusitado ocorreu pela manhã, na Zona Sul da capital gaúcha. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o condutor perdeu o controle do veículo na Avenida Vicente Monteggia, atravessou a Estrada João Vedana, capotou e ainda derrubou uma árvore. Dois dos cinco ocupantes do veículo ficaram feridos.

Abordado pelos agentes de trânsito, o motorista (foto), de 21 anos, pediu um tempo para ficar sozinho. Se afastou, fez o sinal da cruz e rezou, segundo a EPTC. Apesar da oração, o teste do bafômetro apontou índice 11 vezes acima do permitido pela Lei Seca. Como ele não quis pagar a fiança de R$ 1.915,40, foi preso e levado ao Presídio Central.

dica do João Marcos

A intimidade dos Super-Heróis

 Fabbio Canto Oliveira, no Desafio Criativo

Greg Gullemn é gamer e ilustrador. Ele criou esta hilária série de cartazes atrevidos onde são retratados super-heróis que todos nós conhecemos, envolvidos com atividades fúteis do nosso dia-a-dia.

Greg queria nos mostrar que até mesmo super-heróis têm coceiras que eles precisam coçar; e quando não estão salvando nosso mundo, eles também são obcecados com a higiene oral. Isso sem mencionar os vícios…

Na série a seguir, você vai ver que os super-heróis são retratados como vazios de força de vontade, quando se trata de beber, fumar e ceder a desejos de fast-food. Eles, em alguns casos, são carentes de boas maneiras. As ilustrações que mostram o Super-Homem tirando meleca e fazendo sinal feio, não me deixam mentir, rs.

Você pode adquirir os impressos de Greg clicando aqui. Divirta-se com a série ‘The Secret Life of Heroes‘ ou ‘A Vida Secreta dos Heróis’: