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De onde surgiu a brilhante ideia de ir ao cinema 3D e ver o filme sem os óculos 3D?

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Leo Martins, no Gizmodo

Ninguém aqui é muito fã do 3D no cinema, e temos algumas razões para tal – o escurecimento da tela, a dificuldade para quem já tem óculos e muitas vezes não há nenhuma vantagem em relação ao filme em 2D. Mas, se eu compro um ingresso para um filme 3D, eu sei que vou ter que colocar um óculos para meus olhos lidarem bem com as imagens, e sei que não faz o menor sentido assisti-lo com os olhos nus. Parece que o pessoal do portal R7 não acha isso e, acima de tudo, ainda acredita que tal experiência – o 3D sem ver em 3D – rende uma pauta.

O repórter Thiago Calil, do R7, relata sua experiência em uma galeria de 10 fotos (tudo em prol dos pageviews) e já abre a matéria contando que “o R7 aceitou o desafio de encarar uma exibição de Wolverine: Imortal sem o incômodo acessório [óculos 3D]“. Que desafio foi esse? Quem entrou lá na redação e disse “DUVIDO VOCÊ VER UM FILME 3D SEM ÓCULOS 3D” e alguém disse “ah, mas eu não sou de negar desafios!”?

Mas o que segue a partir daí, meus amigos, é uma série de surrealismo analítico. Para você não ter que visitar o site, enchê-lo de audiência e fazer com que algum editor diga “viu só, valeu a pena, tá bombando na net!”, separamos os melhores momentos do texto para você acompanhar:

A primeira sensação quando se decide abrir mão dos óculos 3D no cinema é de rebeldia.

(Aqui, eu só consigo imaginar ele fazendo um horn metal com a mão no meio do cinema, sozinho, meio cabisbaixo, mas se sentindo bem rebeldão.)

As imagens, como já era esperado, ficam embaçadas. Em dez minutos na sala, a cabeça já dói e o olho começa a incomodar.

(“Como já era esperado”: essa é a máxima do texto. Como já era esperado, essa ideia não fez o menor sentido.)

Pode ser que a rebeldia de não querer usar óculos 3D resulte em usar óculos de grau no futuro, mas pelo menos é possível chegar até o final do filme

(Certo, então para vencer o desafio imposto pela entidade misteriosa, talvez você ganhe uns graus de miopia. Realmente, o que importa é chegar até o final.)

Chama a atenção, porém, a quantidade de tempo em que Wolverine (Hugh Jackman) aparece com total nitidez na tela, como se fosse um filme convencional

(A incrível constatação de que nem tudo em um filme 3D é realmente 3D. Daí para não usar os óculos existe um gigantesco passo lógico.)

Para quem está de óculos, são nestes momentos onde o efeito de profundidade é mais impressionante

(Acho que você não tem condições de atestar isso, já que… bem… você estava sem os óculos.)

E, por fim:

Conclusão: Confesso que não sou muito fã de filmes de heróis. Isso me permite assistir ao filme sem lamentar tanto pelos detalhes perdidos — seja pela falta de nitidez das imagens ou por estar prestando atenção em outras curiosidades que surgem em uma aparência dessa. Mas, se você se incomoda com o óculos 3D, a melhor coisa é escolher uma sessão convencional em vez de ficar bancando o rebelde/babaca nos cinemas

É isso. Thiago Calil gastou 3.553 toques, usou 637 palavras e 10 fotos de divulgação de um filme para concluir que, bem, se você não gosta de cinema 3D, é melhor achar uma sessão sem 3D. Espero que isso sirva de lição para muitas e muitas gerações de rebeldes cinematográficos: dor de cabeça, miopia, depressão e tristeza não valem a rebeldia de ver um filme 3D sem os óculos 3D.

Fabricante de ração pede desculpas após ser acusada de patrocinar rinhas entre cães e ursos na Ucrânia

A fabricante francesa de ração animal Royal Canin foi acusada pela ONG Four Paws (quatro patas, em tradução livre) de patrocinar o evento

 No vídeo da Four Paws, dois cães aparecem perseguindo e mordendo o urso, que está acorrentado a uma árvore (foto:  Reprodução/huffingtonpost.co.uk)

No vídeo da Four Paws, dois cães aparecem perseguindo e mordendo o urso, que está acorrentado a uma árvore (foto: Reprodução/huffingtonpost.co.uk)

Publicado no R7

A fabricante francesa de ração animal Royal Canin foi acusada pela ONG Four Paws (quatro patas, em tradução livre) de patrocinar um evento na Ucrânia que promoveu uma rinha entre cães e um urso.

Segundo o jornal britânico The Huffington Post, o nome da empresa foi envolvido no caso após donos de cães que venceram as lutas terem recebido troféus com o logotipo da Royal Canin.

O logotipo também aparece em uma fita de plástico usada para demarcar o local onde a rinha acontece.

Na semana passada, a ONG de proteção aos direitos dos animais publicou um vídeo que mostrava a luta feroz entre cães e um urso que estava acorrentado.

Ainda segundo o The Huffington Post, os ursos tinham suas unhas arrancadas e ficavam praticamente inofensivos diante dos cães. Depois das lutas, os animais ficavam com fortes sangramentos e ferimentos, principalmente no pescoço.

Os animais vivem em pequenas gaiolas e recebem pouca comida para que se tornem adversários mais fracos durante a luta, considerada uma prática ilegal no país.

Em nota, a empresa pediu desculpas e afirmou que “já tomou as medidas cabíveis, como a determinação de que o evento não seja mais patrocinado, bem como qualquer outra iniciativa que cause sofrimento ou risco a animais ao redor do mundo”.

A Royal Canin é de propriedade do grupo americano Mars, que também é dono das famosas marcas Kitekat, Snickers, M&Ms e Whiskas.

Homem tenta roubar loja de umbanda, se assusta com imagem, desmaia e é preso

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Publicado no R7

A polícia prendeu nesta quinta-feira (18) Marcone Alves da Silva, de 24 anos, que desmaiou durante uma tentativa de roubo a uma loja de umbanda, em Cidade Ocidental, município goiano do Entorno do Distrito Federal. Após quebrar duas portas, ele se assustou com a imagem do Preto Velho, uma divindade africana, que balançou durante a ação. Segundo a polícia, o acusado tropeçou em uma corda que fez a imagem se movimentar e ele imaginou que tivesse visto um espírito.

O vigilante da loja, que passava pelo local encontrou o rapaz desmaiado e chamou a polícia. O acusado foi preso, levado para a delegacia e encaminhado para o (CPP) Centro de Prisão Provisória de Luziânia (GO).

De acordo com a polícia, o acusado disse, em depoimento, que iria roubar a loja para pagar uma dívida que tinha com traficantes de drogas.

Japoneses inventam casaco que abraça garotos sem namorada

O casaco é para garotos que estão sozinhos e precisam de carinho nas horas vagas.

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Publicado originalmente no R7

Estudantes da Universidade de Tsukuba, no Japão, inventaram um casaco que abraça como se fosse uma namorada. A invenção tem um cinto especial que cria a sensação do usuário ser abraçado por trás.

O engenheiro de hardware Hikaru Sugira, acredita que todos possam ter uma namorada, mesmo que seja apenas a sensação. O dispositivo é chamado de “Riajyuu Coa”, reproduz uma voz feminina que diz palavras doces e frases como: “desculpe o atraso”.

O casaco não está disponível para compra. Em outra universidade do Japão, jovens estão projetando um simulador de beijo.

Dica da Willyana Rodrigues

Fernandinho Beira-Mar diz que estuda teologia em presídio

Traficante responde por dois homicídios e uma tentativa de homicídio em 2002

Beira-Mar respondeu às manifestações de familiares e amigos, que acompanhavam o julgamento dele, mandando beijos e cumprimentando a plateia

Beira-Mar respondeu às manifestações de familiares e amigos, que acompanhavam o julgamento dele, mandando beijos e cumprimentando a plateia

Carlyle Jr., no R7

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, disse na tarde desta terça-feira (12), durante julgamento na 4ª Vara Criminal da Capital, no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), que está estudando teologia. O curso, segundo ele, que está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR), acontece à distância. O traficante disse que, no momento, não está trabalhando, porque o presídio não ofereceria trabalho aos detentos.

Beira-Mar negou que tenha ordenado a morte de três pessoas da favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, enquanto estava preso em Bangu 1, na zona oeste do Rio de Janeiro, em julho de 2002.

Durante o julgamento, ele admitiu que tinha acesso a telefone celular dentro do presídio e que fez uma reunião por telefone com seus homens de confiança e outros de uma facção rival, que tentavam dominar o tráfico de drogas na favela, para tentar desarmá-los e expulsá-los do local. Segundo ele, nesta época houve confrontos na comunidade e criminosos e pelo menos dez inocentes morreram.  Entre os mortos estava Bone, um de seus comparsas, e outros dois homens de confiança do traficante.

— Eu nasci e fui criado nesta favela. Os moradores pagaram um advogado para me procurar no presídio, pois um morador presenciou eles [os bandidos da facção rival] matando o Bone, que trabalhava para mim. Matou ainda um morador e o filho dele [do morador]. Eu não era comparsa destes caras, eles eram meus rivais.

Beira-Mar disse ainda que era amigo de Ednei Thomaz Santos, que foi morto na época, e de Adailton Cardoso de Lima, que sobreviveu ao atentado. Segundo o traficante, Antonio Alexandre Vieira Nunes, conhecido como Playboy, que também morreu em julho de 2002, não pertencia ao seu grupo.

Apesar de citar outra facção rival, o bandido disse, durante o interrogatório nesta terça-feira, que não pertence a nenhuma facção criminosa.

— Minha facção sou eu.

Beira-Mar manda beijos para familiares

O traficante causou alvoroço ao entrar na sala da 4ª Vara Criminal da Capital, nesta terça-feira, no TJ-RJ. O criminoso respondeu às manifestações de familiares e amigos, que acompanhariam o julgamento dele, mandando beijos e cumprimentando a plateia.

O julgamento do bandido começou por volta das 14h. Antes mesmo dos interrogatórios, o juiz Murilo André Kieling, que presidia a sessão, pediu para a plateia parar de provocar o criminoso para não atrapalhar o julgamento. Quem não obedecesse, seria retirado da sala.

Segundo o TJ-RJ, seis testemunhas (quatro de acusação e duas de defesa) foram convocadas a comparecer ao julgamento, mas faltaram. O oficial de Justiça não conseguiu localizá-las. Das testemunhas de acusação, o Ministério Público fazia questão da presença de Adailton Cardoso de Lima, que sobreviveu ao atentado em 2002. O Ministério Público acusa Beira-Mar de ter mandado matar Antonio Alexandre Vieira Nunes e Edinei Thomaz Santos dentro da favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. O motivo do crime, segundo MP, teria sido um acerto de contas dentro da própria quadrilha de Fernandinho Beira-Mar.

De acordo com o TJ-RJ, a defesa de Beira-Mar chegou a cogitar a possibilidade de chamar os traficantes Marcinho VP (principal chefe da maior facção criminosa do Estado do Rio) e Chapolin (braço-direito de Beira-Mar), mas desistiu, pois os depoimentos ocorreriam por videoconferência.