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De volta à infância: conheça a verdadeira vila do Popeye

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Publicado no Nômades Digitais

Escondido em Anchor Bay, na pequena ilha deMalta, está um verdadeiro tesouro e uma boa surpresa. Composta por 19 casas de madeira, a Sweethaven, conhecida como Vila Popeye, faz alusão ao marinheiro mais conhecido dos desenhos animados, que fez parte da infância de muita gente.

A construção demorou sete meses para ser concluída, em 1970, e não veio à toa. Era o cenário do filme live action “Popeye”, estrelado por Robin Williams em 1980. O conjunto se manteve aberto após as filmagens, convertendo-se em museu a céu aberto e parque de diversões, consolidando-se como uma das maiores atrações turísticas de Malta.

Na época, não havia florestas na ilha, então toda a madeira teve de ser transportada da Holanda, enquanto as telhas vinham do Canadá. Além da aldeia, a equipe construiu também um quebra-mar para conter a maré e as ondas e preservar a charmosíssima vila.

Confira as fotos abaixo e apaixone-se:

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Por que o botão “não gostei” está fora do Facebook

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Publicado no Papo de Homem

O Facebook nos trata como crianças.

A justificativa para manter o botão “não gosto” fora de seus domínios é estimular o reforço positivo e evitar a punição.

Nas palavras de Tom Whitnah, engenheiro do Facebook:

Enquanto muitos usuários amam a ideia do Facebook adicionar um botão “não gosto”, não creio que existam muitos usuários loucos para terem seu conteúdo desaprovado. Como a opção de música com auto-play em seus perfis e a opção de ter backgrounds animados, há muitas coisas que os usuários querem para si, mas que não apreciam quando outros têm em sua rede social.

Apesar de existirem posts nos quais o botão “não gosto” poderia ser usado para expressar simpatia ou comiseração, estimo que a grande maioria de seu uso seria apenas de negatividade ambígua, que desmoralizasse o autor da postagem.

O que poderia frequentemente ser uma brincadeira para quem clicou “não gosto” poderia gerar um sentimento de crítica ou julgamento em quem recebeu o “não gosto”. As pessoas podem expressar sentimentos amplos em suas respostas nos comentários, incluindo críticas, negatividade, simpatia e piedade. Mas ao remover o aspecto negativo desses comentários e cementá-los como uma interação proeminente, o Facebook iria encorajar e facilitar muito mais negatividade do que os usuários gostariam de ver fluindo em sua comunidade.

“Não gostar” dá um tipo de feedback que, de modo geral, desencorajaria o compartilhamento. “Gostar” dá feedback ao autor do conteúdo postado e é também um mecanismo que auxilia no compartilhamento de bom conteúdo com amigos nos News Feeds. “Não gostar” resultaria em nada sendo compartilhado (porque algum de seus amigos gostaria de ver o conteúdo que você “não gostou”?), então seria uma funcionalidade bem mais castradora do que o “gostar”.

Traduzindo: Receber muitos likes é reforço positivo, estimula a continuidade do ato de postar.

A simples ausência dos likes, ou apenas receber menos do que se espera, tende a estimular mais postagens desejáveis – embora não garanta. E, nesse caso, as postagens desejáveis são conteúdos apreciados por seu círculo de amigos e conhecidos.

A punição tende a eliminar a ação como um todo. Ou seja, o Facebook acredita que a tendência das pessoas após serem punidas seria parar de postar; e não postar menos conteúdo pouco apreciado por seus amigos.

Além disso, as pessoas estão bem mais inclinadas a serem agressivas gratuitamente do que a elogiarem. Um botão “não gostei” detonaria inúmeros processos de bullying, talvez tornando a própria plataforma um local onde não se quer estar.

A punição castra, gera reação de fuga. Uma rede social na qual ninguém posta perderia seu propósito – para os usuários e, em especial, para os investidores.

Portanto, toma-se a escolha de reforçar a positividade. A decisão de Mark faz bastante sentido, tendo em vista a escala e contexto atuais do Facebook. Mas condicionar as pessoas a expressões emotivas de um click tem seus contras.

Dêem uma olhada nesse vídeo, inspirado na obra “Alone together” (Conectado mas só), de Sherry Turkle:   

Nos tornarmos experts em editar perfis, respostas e personalidades, maximizando o reforço positivo obtido, continuamente. Atores de nós mesmos.

Como seria o Facebook com o botão “não gostei”?

Menos popular, com certeza.

Hoje o padrão é ter tudo que publicamos acessível a todos que nos adicionaram. Em um contexto no qual há um instrumento punitivo à disposição de todos, talvez nossa escolha envolvesse não só postar menos, mas também reduzir o tamanho de nossos círculos e pensar com mais cuidado a quem disponibilizar cada coisa. Seríamos mais reservados, oferecendo e aceitando menos pedidos de amizade. Menor quantidade de interações e mais atenção a cada uma delas. Arrisco palpitar que, por termos mais atenção disponível a ser dividida entre menos pessoas e menos postagens, teríamos melhores conversas.

Afinal, é justo pensar que crianças fogem após palmadas. Mas adultos são um tanto mais capazes ao lidar com situações complexas. O Facebook poderia se tornar mais maduro – e não somente um hub de entretenimento e lubrificante turbinado de interações.

O norte estaria nos poucos likes de quem realmente importa pra mim, nos círculos de pessoas que possuem significado em minha vida.

A serendipidade (descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso) seria menor, é verdade. Mas será mesmo tão útil fazermos incontáveis descobertas cotidianas? Sturgeon nos diz que 90% de tudo é lixo. Eu certamente perco bem mais tempo com bobagem do que gostaria.

Claro, posso estar viajando por completo. A presença do botão “não gostei” poderia ser um desastre, dar vazão a surtos terríveis de negatividade e depressão entre os usuários.

O que nos leva a outra ótima questão…

Qual a real utilidade do like?

É gostoso receber. Mas se alguém deu 50 likes em um único dia, teria aquela pessoa visto 50 coisas espetaculares? Ou teria usado um crivo mais frouxo, ambíguo e automatizado ao distribuir seus cumprimentos?

O like é um excelente motor para o crescimento da rede, mas não necessariamente favorece maior significado e relevância nas interações. Ainda que uma vasta rede social seja atraente às pessoas – e aos investidores –, buscar torná-la cada vez maior pode jogar contra elas.

Minha rede social dos sonhos seria orientada a relações e conversas mais significativas e menos ansiosas. Nada de investidores anjo por trás, colocando 10 milhões hoje para receber 1 bilhão amanhã. Nada de anunciantes, financiamento direto pelas pessoas. Sem botões nos condicionando a interações vazias e busca eterna por aplausos. Que as pessoas se expressem, seja positiva ou negativamente, com mais lucidez. Menos “amigos”, menores círculos e menos ruído.

Pagaria R$10/mês sem piscar para algo assim. Uma rede social para adultos.

Mulher de 104 anos é obrigada a mentir idade em conta no Facebook

Rede social impede que ela coloque sua data de nascimento real. Ela nasceu em 1908, mas site muda data para 1928

publicado no Tecnologia Games

A norte-americana Marguerite Joseph pode ser perdoada por mentir sua idade no Facebook. O motivo é que a mulher de 104, segundo sua neta, não consegue publicar sua idade real na rede social, já que o sistema do Facebook a impede.

Gail Marlow disse que toda a vez que ela tenta colocar a data de nascimento da avó, que nasceu em 1908, o Facebook muda automaticamente a data para 1928. Então, há dois anos, a moradora do estado de Michigan mente a idade na rede social.

Emissora entrevistou mulher de 104 anos que não consegue publicar sua idade real no Facebook (Foto: Reprodução)Emissora entrevistou mulher de 104 anos que não consegue publicar sua idade real no Facebook (Foto: Reprodução)

Marguerite está totalmente cega e tem dificuldades para escutar, mas a neta lê e responde todas as suas mensagens no Facebook.

Gail disse à emissora de TV WDIV-TV que o que mais ela gostaria de ver é “a idade real de sua avó no Facebook, que é impedida de mostrar por conta de uma falha de sistema”.

O Facebook ainda não se manifestou sobre o caso até o momento.

Procurador é ameaçado por cristãos após pedido para retirar expressão “Deus seja louvado” das cédulas

Procurador Jefferson Dias SP revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão Deus seja louvado nas cédulas de Real. Foto: Talita Zaparolli/Especial para Terra
Procurador Jefferson Dias revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão “Deus seja louvado” nas cédulas de Real

Talita Zaparolli, no Terra

Procurador da República há 16 anos em Marília, interior de São Paulo, Jefferson Aparecido Dias foi destaque na mídia nacional e internacional após uma ação contra o Banco Central exigindo a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de Real. Ele também é autor de outras ações polêmicas, como uma ajuizada em 2009 que pedia a retirada de símbolos religiosos que estivessem expostos em repartições públicas federais. O argumento proposto era o de que, apesar de ter uma população majoritariamente cristã, o Brasil é um País laico e, por isso, não poderia haver vinculação entre o poder público e qualquer igreja ou crença religiosa.

Em outra ação judicial, desta vez contra a prefeitura de Marília, Dias exigia que a cor da bandeira do município, adotada há quase três décadas, voltasse a ter a cor vermelha. Na época, o então prefeito Mário Bulgarelli, alegou que a mudança ocorreu em razão da cor do uniforme do time de futebol da cidade, o Mac (Marília Atlético Clube) e pelo fato dos prédios públicos municipais ostentarem a cor azul. Para Dias, a mudança lesava o patrimônio cultural da cidade, além do que, a população não havia sido consultada sobre a alteração. O pedido foi aceito pela Justiça e houve a troca do azul pelo vermelho.

O procurador moveu ainda duas ações contra uma das maiores emissora de TV do País. Em uma delas, a exigência era para que a emissora explicasse, durante um reality show, as formas de transmissão do HIV. A medida foi tomada depois que um participante do programa disse que heterossexuais não contraíam aids. Já na outra, Dias ajuizou uma ação civil pública para que cenas que pudessem estar relacionadas a crimes não fossem exibidas. A ação foi motivada depois que a emissora exibiu imagens de um suposto estupro ocorrido no mesmo programa.

Além de ocupar o cargo de procurador da República em Marília, no interior de São Paulo, Jefferson Dias também responde pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), com sede na capital. O mandato à frente da PRDC é de dois anos, podendo haver reeleição. Ele encerra quatro anos no comando da procuradoria no início de 2013. A escolha do sucessor será feita mediante eleições internas.

Em entrevista exclusiva ao Terra, ele fala sobre os motivos que o levaram a propor a ação, se diz católico e revela que vem sofrendo ameaças de morte.

Como surgiu essa ação?
Jefferson Dias –
Uma pessoa ateia entrou com uma representação na PRDC questionando a existência do “Deus seja louvado”. Na procuradoria, as queixas são distribuídas e, dependendo da temática, vai para a PRDC. Toda essa temática de liberdade religiosa vai para a PRDC e aí eu passo a investigar. A reclamação era só no aspecto de laicidade do Estado, um estado laico. E aí nós constatamos também que não tem uma lei autorizando, que era um pedido pessoal do ex-presidente da República num primeiro caso e, depois, um pedido pessoal do ministro da Fazenda. Então aí a ação é proposta sob dois aspectos: violação da legalidade e violação do princípio da laicidade do Estado.

A pessoa que entrou com a representação se sentia incomodada com a expressão?
Jefferson Dias –
Ela relata que se sentia afetada na sua liberdade religiosa pelo fato dela não crer em Deus e ter que conviver com a manifestação estatal de predileção por uma religião. Se chegar uma representação pra mim, independente de qual for a temática, eu sou obrigado a investigá-la. É uma obrigação legal minha.

A substituição das cédulas vai gerar despesas ao Banco Central?
Jefferson Dias –
Não vai gerar nenhum gasto. As cédulas vão se danificando e vão sendo substituídas gradativamente. Ela tem um tempo de vida útil e aí ela acaba se deteriorando e sendo substituída. Na ação nós pedimos que, nessa substituição de cédulas, elas sejam trocadas sem a expressão. Nem que demore 10, 15 ou 20 anos. Mas acredito que demore menos.

Um ateu entrou com a representação por se sentir ofendido, mas fato de retirar a expressão “Deus seja louvado” das cédulas não vai ofender uma população 64% católica, além das demais religiões cristãs?
Jefferson Dias –
O Estado não pode manifestar predileção religiosa. O Brasil optou em 1890 por ser um estado laico. O mais grave que um eventual sentimento dos católicos, é o fato de ser ilegal. Por exemplo, eu não gosto de pagar impostos, então não quero pagar impostos, mas é ilegal. Mesmo sendo católico, eu ouso discordar um pouco. Porque, se você for estudar a Bíblia, Jesus nunca teve uma posição materialista. Jesus disse que, quando lhe é perguntado se ele deveria dar dinheiro, pagar imposto a César, ele fala “A César o que é de César, a Cristo o que é de Cristo”. Quando ele encontra vendedores no templo, ele os expulsa de lá dizendo que “A casa do Senhor não é casa de comércio”. Perguntado sobre o rico, ele fala que “seria mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Então, em nenhum momento Jesus deu a atender, para quem é cristão, que o dinheiro deveria trazer o nome dele ou o nome de Deus. Acho que é uma inversão de valores.

Com tantas injustiças e violência, essa não seria uma forma de ressaltar certa religiosidade, pregar o cristianismo?
Jefferson Dias –
Mas essa é uma injustiça e uma violência. Eu estou sendo ameaçado por causa dessa ação, por cristãos. Recebi alguns emails com ameaças, em nome de Deus. Continue lendo