Relacionamentos que começam na internet duram menos, aponta estudo

A vasta oferta de parceiros em potencial que o território online dificultaria relacionamentos monogâmicos. (foto: Reprodução)
A vasta oferta de parceiros em potencial que o território online dificultaria relacionamentos monogâmicos. (foto: Reprodução)

Publicado no Extra

Sites e aplicativos de relacionamentos se multiplicam na tentativa de fazer seus usuários encontrarem o amor, mas uma pesquisa das Universidades Estaduais de Stanford e Michigan concluiu que relacionamentos que começam online duram menos do que aqueles cujos os envolvidos se conheceram “na vida real”.

O estudo considerou, além de casamentos (principal alvo de análises deste tipo), os namoros que começaram online e também as taxas de divórcio e rompimento entre as 4002 pessoas entrevistadas.

Os pesquisadores apontaram três fatores que poderiam justificar esta diferença na duração nos relacionamentos:

– A vasta oferta de parceiros em potencial que o território online oferece reduziria as possibilidades de firmar relacionamentos monogâmicos estáveis;

– A logística da comunicação na internet faz com que os relacionamentos que surgem na rede levem mais tempo para se desenvolverem;

– Por conta da variedade de perfis e personalidades que podem ser encontrados na web, as pessoas levam mais tempo para confiar nos outros, por medo de não saber o que esperar do possível parceiro.

De acordo com os cientistas, as intenções de cada um são mais importantes para o sucesso do relacionamento do que a forma como o casal se conheceu. “Para os casados, a qualidade do relacionamento garante a longevidade do casamento, enquanto os solteiros românticos acreditam que é o tempo gasto no desenvolvimento da relação que evita os términos”, diz o estudo.

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NASA transmite imagens da Terra em tempo real

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Publicado no Estadão

A estação espacial internacional ISS iniciou um experimento para mostrar a Terra em tempo real através de um streaming de vídeo. Quatro câmeras foram acopladas do lado de fora da estação para a captação contínua das imagens.

O projeto se chama High Definition Earth Viewing (HDEV), ou Visualização da Terra em Alta Definição, e está sendo feito em parceria com estudantes do ensino médio inscritos em um programa de criação de hardware com a agência espacial. Os alunos ajudaram a projetar algumas partes das câmeras, que também servirão para estudar os efeitos da radiação solar nos equipamentos.

O sinal da transmissão está sujeito a falhas, o que pode deixar a tela cinza. A visibilidade também ficar prejudicada quando a estação está sobrevoando o lado escuro do planeta. Mesmo assim, é possível ver imagens espetaculares ao longo do trajeto que a ISS realiza em torno do planeta azul a cada 90 minutos.

Assista no player abaixo:

Live streaming video by Ustream

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De volta à infância: conheça a verdadeira vila do Popeye

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Publicado no Nômades Digitais

Escondido em Anchor Bay, na pequena ilha deMalta, está um verdadeiro tesouro e uma boa surpresa. Composta por 19 casas de madeira, a Sweethaven, conhecida como Vila Popeye, faz alusão ao marinheiro mais conhecido dos desenhos animados, que fez parte da infância de muita gente.

A construção demorou sete meses para ser concluída, em 1970, e não veio à toa. Era o cenário do filme live action “Popeye”, estrelado por Robin Williams em 1980. O conjunto se manteve aberto após as filmagens, convertendo-se em museu a céu aberto e parque de diversões, consolidando-se como uma das maiores atrações turísticas de Malta.

Na época, não havia florestas na ilha, então toda a madeira teve de ser transportada da Holanda, enquanto as telhas vinham do Canadá. Além da aldeia, a equipe construiu também um quebra-mar para conter a maré e as ondas e preservar a charmosíssima vila.

Confira as fotos abaixo e apaixone-se:

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Por que o botão “não gostei” está fora do Facebook

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Publicado no Papo de Homem

O Facebook nos trata como crianças.

A justificativa para manter o botão “não gosto” fora de seus domínios é estimular o reforço positivo e evitar a punição.

Nas palavras de Tom Whitnah, engenheiro do Facebook:

Enquanto muitos usuários amam a ideia do Facebook adicionar um botão “não gosto”, não creio que existam muitos usuários loucos para terem seu conteúdo desaprovado. Como a opção de música com auto-play em seus perfis e a opção de ter backgrounds animados, há muitas coisas que os usuários querem para si, mas que não apreciam quando outros têm em sua rede social.

Apesar de existirem posts nos quais o botão “não gosto” poderia ser usado para expressar simpatia ou comiseração, estimo que a grande maioria de seu uso seria apenas de negatividade ambígua, que desmoralizasse o autor da postagem.

O que poderia frequentemente ser uma brincadeira para quem clicou “não gosto” poderia gerar um sentimento de crítica ou julgamento em quem recebeu o “não gosto”. As pessoas podem expressar sentimentos amplos em suas respostas nos comentários, incluindo críticas, negatividade, simpatia e piedade. Mas ao remover o aspecto negativo desses comentários e cementá-los como uma interação proeminente, o Facebook iria encorajar e facilitar muito mais negatividade do que os usuários gostariam de ver fluindo em sua comunidade.

“Não gostar” dá um tipo de feedback que, de modo geral, desencorajaria o compartilhamento. “Gostar” dá feedback ao autor do conteúdo postado e é também um mecanismo que auxilia no compartilhamento de bom conteúdo com amigos nos News Feeds. “Não gostar” resultaria em nada sendo compartilhado (porque algum de seus amigos gostaria de ver o conteúdo que você “não gostou”?), então seria uma funcionalidade bem mais castradora do que o “gostar”.

Traduzindo: Receber muitos likes é reforço positivo, estimula a continuidade do ato de postar.

A simples ausência dos likes, ou apenas receber menos do que se espera, tende a estimular mais postagens desejáveis – embora não garanta. E, nesse caso, as postagens desejáveis são conteúdos apreciados por seu círculo de amigos e conhecidos.

A punição tende a eliminar a ação como um todo. Ou seja, o Facebook acredita que a tendência das pessoas após serem punidas seria parar de postar; e não postar menos conteúdo pouco apreciado por seus amigos.

Além disso, as pessoas estão bem mais inclinadas a serem agressivas gratuitamente do que a elogiarem. Um botão “não gostei” detonaria inúmeros processos de bullying, talvez tornando a própria plataforma um local onde não se quer estar.

A punição castra, gera reação de fuga. Uma rede social na qual ninguém posta perderia seu propósito – para os usuários e, em especial, para os investidores.

Portanto, toma-se a escolha de reforçar a positividade. A decisão de Mark faz bastante sentido, tendo em vista a escala e contexto atuais do Facebook. Mas condicionar as pessoas a expressões emotivas de um click tem seus contras.

Dêem uma olhada nesse vídeo, inspirado na obra “Alone together” (Conectado mas só), de Sherry Turkle:   

Nos tornarmos experts em editar perfis, respostas e personalidades, maximizando o reforço positivo obtido, continuamente. Atores de nós mesmos.

Como seria o Facebook com o botão “não gostei”?

Menos popular, com certeza.

Hoje o padrão é ter tudo que publicamos acessível a todos que nos adicionaram. Em um contexto no qual há um instrumento punitivo à disposição de todos, talvez nossa escolha envolvesse não só postar menos, mas também reduzir o tamanho de nossos círculos e pensar com mais cuidado a quem disponibilizar cada coisa. Seríamos mais reservados, oferecendo e aceitando menos pedidos de amizade. Menor quantidade de interações e mais atenção a cada uma delas. Arrisco palpitar que, por termos mais atenção disponível a ser dividida entre menos pessoas e menos postagens, teríamos melhores conversas.

Afinal, é justo pensar que crianças fogem após palmadas. Mas adultos são um tanto mais capazes ao lidar com situações complexas. O Facebook poderia se tornar mais maduro – e não somente um hub de entretenimento e lubrificante turbinado de interações.

O norte estaria nos poucos likes de quem realmente importa pra mim, nos círculos de pessoas que possuem significado em minha vida.

A serendipidade (descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso) seria menor, é verdade. Mas será mesmo tão útil fazermos incontáveis descobertas cotidianas? Sturgeon nos diz que 90% de tudo é lixo. Eu certamente perco bem mais tempo com bobagem do que gostaria.

Claro, posso estar viajando por completo. A presença do botão “não gostei” poderia ser um desastre, dar vazão a surtos terríveis de negatividade e depressão entre os usuários.

O que nos leva a outra ótima questão…

Qual a real utilidade do like?

É gostoso receber. Mas se alguém deu 50 likes em um único dia, teria aquela pessoa visto 50 coisas espetaculares? Ou teria usado um crivo mais frouxo, ambíguo e automatizado ao distribuir seus cumprimentos?

O like é um excelente motor para o crescimento da rede, mas não necessariamente favorece maior significado e relevância nas interações. Ainda que uma vasta rede social seja atraente às pessoas – e aos investidores –, buscar torná-la cada vez maior pode jogar contra elas.

Minha rede social dos sonhos seria orientada a relações e conversas mais significativas e menos ansiosas. Nada de investidores anjo por trás, colocando 10 milhões hoje para receber 1 bilhão amanhã. Nada de anunciantes, financiamento direto pelas pessoas. Sem botões nos condicionando a interações vazias e busca eterna por aplausos. Que as pessoas se expressem, seja positiva ou negativamente, com mais lucidez. Menos “amigos”, menores círculos e menos ruído.

Pagaria R$10/mês sem piscar para algo assim. Uma rede social para adultos.

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