Ei, Dilma vai….

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Alexis Carvalho, no Novos Diálogos

Gritavam na paulista, de ódio.

Ode ao ódio.

Mas… por que tanto ódio?

O ódio não é pela Copa, pois nos jogos — dos camarotes — gritaram a mesma coisa.

O ódio não é pelo mensalão, pois nem ligam para o mineiro, muito maior.

O ódio não é pelos programas sociais, pois dizem que o pai é FHC.

O ódio não é por ela, pois também fariam com o outro.

Como numa democracia representativa o eleitor elege seu representante, o ódio se dirige àquilo que ela representa: A estricção da cultura da diferença.

Almoço com vizinhos no fim de semana: — Voto contra a Dilma porque por causa dela meu porteiro comprou uma TV maior que a minha.

O problema é quando o ódio canta no coral, assiste escola dominical, ora na devocional, e prega no sermão pastoral.

Avisou-nos Cervantes, pois se Quixote enfrentou gigantes e dragões, parou quando viu uma capela: — Sancho Panza, é a igreja, convém recuar. Ninguém pode com ela.

Naquele dia eles não escolheram o ladrão porque o amavam, mas porque odiavam o outro. O povo escolhido, quando acolhe o ódio, escolhe Barrabás.

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‘O pastor Silas Malafaia terá influência no governo Marina?’

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Sérgio Pavarini

Em meio ao tiroteio político nas redes sociais, militantes dos partidos alvejam sem piedade (e, muitas vezes, sem noção) outros candidatos. A situação se agrava quando jornalistas  acrescentam em suas receitas ingredientes como a desinformação e o preconceito, desandando a massa. Infelizmente, com trocadilho.

A pergunta que duas colegas fizeram nesta semana a um assessor de Marina Silva ilustra a série de equívocos no tratamento dispensado ao rebanho durante a campanha eleitoral. Segundo o chavão insanamente repetido, “os evangélicos podem decidir as eleições”. #zzzz

Apesar de o texto (excelente) do Ricardo Alexandre na CartaCapital ter mais de 103 mil likes, muitos jornalistas parecem não ter apre(e)ndido as lições e continuam tratando os crentes como um bloco ignaro monolítico. Embora seja meio constrangedor, é hora de fazer novamente uma confissão pública: somos desunidos e, pior, marcados por (in)diferenças.

Apressados na hora da pesquisa, alguns veem no Google que Malafaia é da Assembleia de Deus, a maior igreja pentecostal brasileira. Quase isso.  Malafaia é figura controvertida e contestada dentro da própria denominação. Basta pesquisar vídeos no Youtube para vê-lo surtado (como sempre) porque seus produtos eram boicotados na rede de lojas da denominação.

Com a morte do sogro em 2010, Malafaia assumiu a igreja Assembleia de Deus da Penha (RJ) e marotamente trocou o nome para “Vitória em Cristo”, o mesmo de seu programa de TV. Em números, a Convenção das Assembleias de Deus tem mais de 12 milhões de membros. Malafaia, 25 mil. O nome é o mesmo, porém o sobrenome e o grupo são beeem diferentes. Fácil entender os decibéis de seus tuitaços.

Dizer que Marina e Silas são assembleianos (e, por maldade eleitoreira inferência, muito parecidos) equivale a afirmar que Marisa Monte e Valesca Popozuda são cantoras. Campanhas pré- eleições sempre confirmam o provérbio iídiche que “uma meia-verdade é uma mentira inteira”.

Para reforçar um pouco mais a questão das divisões, quem conseguiria promover um prosaico aperto de mão entre Edir Macedo e o cunhado R.R. Soares? Vídeos da Universal mostram ~demônios~ dizendo que gostam da Mundial, igreja liderada por Valdemiro Santiago, outro desafeto máster de Macedo. Interpretações bíblicas nos separam e brigas denominacionais criam inimizades que só devem ser resolvidas na vida eterna. Qualquer que seja o destino das partes envolvidas.

charge: Internet
charge: Internet

Uma ilustração recorrente diz que “A igreja é como a arca de Noé, cheia de animais esquisitos” (de perto ninguém é normal, né, Caetano). Essa “fauna” reúne gente como Anivaldo Padilha, perseguido por sua luta pela democracia durante o regime militar, atletas como Kaká, David Luiz e Victor Belfort e celebridades como Heloísa Perissé, Claudia Leitte e Marlene Mattos.  Para confirmar a diversidade, não podemos nos esquecer de gente como Gretchen, Monique Evans e Kid Bengala (Kid Varão?) que (para desespero de alguns) em diferentes momentos testemunharam sobre sua relação com igrejas evangélicas. É ou Noé?

Em exames de sangue, uma amostra é suficiente para fazer a análise. O mesmo não acontece com o rebanho. Por favor, não tipifiquem os pastores usando os 5 que aparecem na lista da Forbes. Não tentem rotular os políticos cristãos tendo como parâmetro o histrionismo jeca de Marco Feliciano (até hoje chamado de “Marcos” por jornalistas distraídos).

Como acredito que política e religião se discutem (apenas o meu desmatado Palmeiras é assunto proibido), selecionei alguns trechos de uma matéria mega interessante publicada na Impacto. A revista circula há 15 anos e a última edição tem o duo às vezes desafinado “política e evangélicos” como tema.

Por aquele tipo de acaso que no dialeto brega-cristão é chamado de “jesuscidência”, quem assina a matéria também é o Ricardo Alexandre. Ele entrevistou meu amigo Carlos Alberto Bezerra Jr (deputado estadual pelo PSDB-SP) e Marina Silva, colunista do Pavablog, entre outros predicados de responsa. A entrevista aconteceu antes do acidente que vitimou Eduardo Campos.

O site da revista traz um trecho maior e, claro, os detalhes para adquirir (ou assinar) a publicação. #recomendo

ed79A liberdade, por exemplo, é um valor cristão. As sociedades que foram “salgadas” pelo evangelho normalmente experimentam mais liberdade. O respeito aos que pensam e vivem de forma diferente da nossa é uma realidade muito presente no Evangelho e isso de forma até revolucionária. O cristão que envereda pelo caminho da política precisa ter isso em mente. (Marina Silva)

Minha fé vale mais do que qualquer posição política, mas o que vejo nas bancadas religiosas não me parece reflexo dos princípios bíblicos. A contribuição evangélica na política precisa exceder o campo moral e a defesa de privilégios para impérios eclesiásticos. (Carlos Alberto Bezerra Jr)
 
Meu entendimento sobre a política como um serviço de natureza republicana e meus princípios pessoais, orientados pela fé que professo, me ensinam que devo procurar, nas ações políticas, o benefício de todas as pessoas, independentemente de suas diferenças políticas, socioculturais e religiosas. (Marina)
 
Sonho com o dia em que os cristãos do país farão “marchas para Jesus” pelas mulheres vítimas de violência, pela erradicação da miséria, da exploração sexual de crianças e do trabalho escravo. (Bezerra)
 
Ao longo de minha vida pública, tenho tido o cuidado de não fazer de púlpitos palanques e nem falar em palanques como se fossem púlpitos, por mais que essa mistura possa parecer pragmaticamente vantajosa em termos eleitorais. (Marina)
 
Onde sobra discurso, falta ação – não foi à toa que Jesus chamou de “guias cegos” aqueles que coavam mosquitos e engoliam camelos. Precisamos nos importar com temas morais. Mas é preciso ir além. Às vezes, parece que a única maneira de fazer com que certas bancadas evangélicas se importem com a corrupção, por exemplo, é tornando-a atentado ao pudor. (Bezerra)
 
Política é serviço. A visão republicana da política é servir ao bem comum. E a Bíblia orienta para que façamos isso com integridade, pois o sal evita a degradação, e com justiça, que é respeitar e defender direitos de todos. É defender o que traz luz para as trevas da injustiça. Às vezes, “ser sal e luz” significa nos posicionar em defesa dos interesses dos pobres, dos que não têm voz como os índios ou os negros, os que perambulam pelas ruas sem moradia. Às vezes, significa defender a integridade dos biomas, os “jardins” citados em Gênesis 2.15. Às vezes, é lutar por uma ideia mais do que por coisas práticas. (Marina)

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A força dos evangélicos

Como a identificação de Marina Silva com o influente eleitorado evangélico poderá ser o fator de desequilíbrio numa disputa acirrada

849_capa_home Aline Ribeiro, Ruan de Sousa Gabriel e Tiago Mali,  na Época

Vários sinais contundentes mostraram, na semana passada, como as questões morais, de cunho religioso, passaram a guiar os políticos brasileiros – com uma força que só encontra paralelo, entre as grandes democracias ocidentais, com o que ocorre hoje nas campanhas políticas nos Estados Unidos.

Um dia depois de lançar seu programa de governo, a candidata Marina Silva (PSB), hoje favorita a conquistar o Palácio do Planalto, depois de pressionada nas redes sociais pelo pastor Silas Malafaia, um dos líderes da Assembleia de Deus, voltou atrás numa série de compromissos. O primeiro dizia respeito à união civil homossexual. Marina é a favor – e reafirmou isso em vários programas de televisão ao longo da semana. Mas não queria que a união civil constasse, em seu programa de governo, com o nome de “casamento”, um sacramento religioso.

O segundo ponto dizia respeito à lei que torna a homofobia um crime, defendida na primeira versão de seu programa. Essa lei já foi rejeitada no Senado. Religiosos alegaram na ocasião que ela não dizia com clareza se dogmas pregados nos templos, sem intenção ofensiva, poderiam ser classificados como “homofobia”.

Com a atitude, Marina ganhou o aplauso dos religiosos. “Ela teve coerência. Tem coisa que o candidato promete e não dá para fugir”, diz Malafaia. “Tínhamos dificuldades para falar com ela, porque ela dava respostas para agradar a gregos e troianos”, afirma o pastor Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC de São Paulo. Feliciano é execrado pelo movimento LGBT, por ter defendido, na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o projeto da “cura gay”. “No momento em que Marina teve de se decidir de fato, ela se colocou como uma cristã de verdade”, diz ele. Marina atribuiu o vaivém a um “erro no processo de editoração” de seu programa.

Percebendo um flanco para atacar contradições da rival, a presidente Dilma abraçou a defesa da lei contra a homobofia – embora ela tenha  recuado na decisão de distribuir material didático a favor da tolerância sexual, tachado como “kit gay” pelas lideranças evangélicas.

O recuo de Marina choca os marineiros “sonháticos”, mas, de um ponto de vista estritamente eleitoral, faz sentido. Embora conserve o título de país com o maior número de católicos do mundo, o Brasil avança com rapidez para se tornar uma nação mais evangélica. Em dez anos, os evangélicos passaram de 15,4% da população para 22,2%, um total de 42,3 milhões. Com 22% do eleitorado, somam hoje quase 27 milhões de votos.

Embora Marina Silva não seja da bancada evangélica e, em sua carreira política, tenha sempre defendido valores laicos, a maioria dos evangélicos vota nela – 43%, contra 32% de Dilma, segundo a pesquisa do Ibope divulgada na semana passada. Um outro dado da mesma pesquisa, que passou despercebido, explica ainda melhor por que é tão importante para um candidato à Presidência não se indispor contra os valores religiosos.

De forma geral, os candidatos evangélicos se opõem – com diferentes nuances de tolerância – ao casamento gay, a mudanças na lei da interrupção da gravidez e à liberação das drogas. A pesquisa do Ibope mostrou que a maior parte dos brasileiros, independentemente de religião, pensa como os evangélicos: 79% são contra o aborto; 79%, contra a liberação da maconha; e 53%, contra o casamento gay.

A mesma pesquisa revela que 75% dos brasileiros são a favor do Bolsa Família. Isso significa que, se é majoritariamente a favor de políticas sociais, a sociedade brasileira é conservadora em temas ligados a família e comportamento.

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Pastores brasileiros usam psicanálise para cativar fiéis evangélicos

Por meio do estudo das teorias de Freud, religiosos tentam aumentar o rebanho e o dízimo

Fieis tiram fotos em frente ao Templo de Salomão, sede mundial da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo (foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)
Fieis tiram fotos em frente ao Templo de Salomão, sede mundial da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo (foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

Amanda Massuela, na Revista Cult [via Opera Mundi]

Numa noite chuvosa de quarta-feira, desci do ônibus na rua Brigadeiro Luis Antônio, região central de São Paulo, quase em frente a uma das unidades da Igreja Universal do Reino de Deus situadas na capital paulista. No portão, uma senhora e dois jovens distribuíam exemplares da Folha Universal, periódico evangélico que circula semanalmente por todo o país há vinte e um anos. Ela estendeu o jornal e convidou-me a voltar “qualquer dia desses para conhecer a palavra de Deus”. Respondi que estava prestes a fazer isso. “Entre que o Senhor vai te abençoar, querida”, disse sorrindo. Entrei.

A Universal do Reino de Deus é a maior entre as igrejas neopentecostais existentes no Brasil. Segundo o Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela reúne mais de 1,8 milhão de fiéis espalhados por todas as regiões do país. Fundada em 1977 pelo bispo Edir Macedo num subúrbio do Rio de Janeiro, faz parte do movimento das igrejas evangélicas surgidas no final dos anos 1970, que se distanciam do pentecostalismo tradicional, principalmente porque pregam a prosperidade como via de aproximação com Deus.

Naquela quarta-feira à noite, perdi as contas de quantas vezes o pastor evocou a imagem do diabo para representar todos os males existentes na Terra. Mas num momento específico, ele decidiu falar sobre males mais concretos, muito contemporâneos, e comumente associados a tratamentos psicoterápicos, psicanalíticos ou mesmo psiquiátricos: o medo e a síndrome do pânico.

“Grande parte das igrejas neopentecostais se pretende especializada no cuidado de três conhecidos ‘problemas’ humanos: a saúde, o amor e o dinheiro”, diz o psicanalista Wellington Zangari, doutor em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo e vice-coordenador do Laboratório de Psicologia Social da Religião do Instituto de Psicologia da USP. “Para alguns pastores, não importa se existem médicos, psicólogos e outros profissionais de saúde para lidar com questões de doença. Há sempre uma interpretação bíblica para oferecer e vender saúde”.

A estratégia das igrejas neopentecostais e de seus pastores, segundo Zangari, tem sido a da assimilação, reinterpretação e incorporação dos diversos discursos presentes na cultura. Inclui-se aí o discurso da psicanálise, que cada vez mais é objeto de estudo por parte dos próprios pastores evangélicos – tanto neopentecostais, quanto pentecostais (batistas, presbiterianos e metodistas).

Psicanálise no templo

Izilmar Finco é pastor batista desde 1986, quando começou a atuar como missionário em Prado, na Bahia. Hoje, Izilmar trabalha na Igreja Batista de Eldorado (IBEL), em Serra, no Espírito Santo, e é filiado à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB). Em 1998, formou-se em Psicanálise pela Sociedade Psicanalítica Ortodoxa do Brasil (SPOB), criada em 1996 com a missão de popularizar e disseminar a psicanálise por todos os cantos do país. “Foi uma experiência muito enriquecedora e sou grato pela oportunidade que tive. A SPOB foi pioneira no Brasil na modalidade de formação de psicanalistas e deu a chance a muitas pessoas, assim como eu, de conhecer a psicanálise e seu valor na clínica, para ajudar as pessoas”, diz.

A psicanálise não é uma profissão regulamentada, ou seja, não existem cursos universitários especializados na prática criada por Sigmund Freud, tampouco leis que guiem especificamente seu exercício. A formação tradicional de um psicanalista passa pela graduação em Psicologia ou Medicina e pela associação a alguma sociedade psicanalítica, além da análise em si.

Na Sociedade Brasileira de Psicanálise, a primeira a ser criada na América Latina, em 1927, tal formação é oferecida somente a médicos e psicólogos registrados nos respectivos Conselhos Regionais, e a aceitação de profissionais graduados em outras áreas do conhecimento fica sob responsabilidade de uma Comissão de Ensino. Se aprovado, o pretendente deve se submeter a cinco anos de análise – com frequência mínima de quatro sessões semanais – além de realizar 160 seminários obrigatórios e atender a dois pacientes adultos ao menos quatro vezes por semana sob supervisão de um analista membro da sociedade. (mais…)

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Marina não tem ‘nenhum resquício de fanatismo’, diz pastor

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Fabiano Maisonnave, na Folha de S.Paulo

Integrante da Igreja Assembleia de Deus desde o final dos anos 1990, Marina Silva (PSB) se aproximou de grupos evangélicos mais progressistas, repetindo o que fizera na juventude católica.

Atualmente um dos pastores mais próximos da candidata do PSB à Presidência é Caio Fábio D’Araújo Filho, 59. Na comunidade evangélica, acumula polêmicas pelas posições mais abertas sobre casamento gay e divórcio e também pelas críticas ferinas a líderes conservadores.

No mundo político, Caio Fábio, como é chamado, ficou conhecido pelo envolvimento no “dossiê Cayman”.

Em 2011, foi condenado em primeira instância a quatro anos de prisão por elaborar documentos com denúncias envolvendo a cúpula do PSDB na campanha de 1998. O pastor nega responsabilidade e recorreu da decisão.

Atualmente “desigrejado”, como se define, Caio Fábio disse à Folha que se tornou íntimo de Marina nos últimos dez anos, quando passou a viver em Brasília.

Ao descrever a influência da religiosidade nas posições da candidata, disse que Marina não tem “nenhum resquício de fanatismo”. “Seus dogmas são pessoais. A fala dela é a do bom senso.”

“É uma coisa idiota alguém pensar que o Brasil pode se tornar um Irã, um califado evangélico, um país evangélico taleban. Isso é idiotice, loucura e insanidade”, complementou o pastor.

Questionado sobre a popularidade de Marina entre as denominações evangélicas, afirmou que a candidata formou sua própria rede de apoio e de eleitores, que, segundo ele, sofrem cada vez menos influência de suas lideranças religiosas.

“Esse tempo de encabrestamento só existe na cabeça dos lideres oportunistas.”

Marina tem mais votos entre os eleitores evangélicos do que sua média total, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta (29).

No primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff e Marina aparecem empatadas com 34% das intenções de voto. Mas a candidata do PSB leva vantagem entre os evangélicos pentecostais (41% a 30%) e entre os não pentecostais (44% a 29%).

Segundo o pastor, Marina também é rejeitada por não participar de iniciativas conservadoras, como a manifestação em junho do ano passado contra o aborto e o casamento gay.

“Eles querem dela um grito de ruptura, que ela proponha um movimento evangélicos contra isso ou aquilo’. Aí ela vira persona non grata‘ por ser uma pessoa infinitamente superior à mentalidade desses trogloditas.”

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