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Minimize os riscos no Facebook

Tecno

Publicado no Diário do Nordeste

Com a popularidade das redes sociais e sua disponibilidade em qualquer lugar via dispositivos móveis, os usuários publicam informações pessoais instintivamente. Basta tirar o smartphone do bolso e, com alguns toques na tela, uma postagem corre o mundo e dispara centenas de curtidas. Essa facilidade que se tem em tornar público um fato e a consequente aprovação dos amigos acaba virando uma tentação para o usuário compartilhar mais e mais momentos de seu cotidiano. O problema vem quando não se pensa duas vezes antes de tornar público os eventos da vida pessoal.

Para alertar sobre as consequências de alguns hábitos nas redes sociais, a empresa de segurança Kaspersky Lab elaborou uma lista com os cinco principais erros que os usuários cometem no Facebook. Entre as consequências de incorrer nos erros listados pela empresa estão a possibilidade de ter prejuízo financeiro, manchar a reputação ou arranhar as boas relações com amigos e conhecidos. Confira então os cinco erros que devem ser evitados para não ser prejudicado pela onda de postagens nas redes sociais.

Publicar a biografia

Embora seja tentador ter muitas lembranças e “likes” na dia de aniversário ou em datas especiais, como aniversário dos filhos ou de casamento, convém considerar quantos serviços, incluindo os de bancos e instituições financeiras, contam com esses mesmos dados – como a data de nascimento – para ter acesso à sua conta. Quando miram uma vítima, os cibercriminosos costumam avaliar suas postagens pois muitas informações ali publicadas lhes permitem recolher todo o tipo de dados, que depois utilizam para violar as contas.

O que fazer: Não publique sua data de nascimento, ou pelo menos não indique o ano. Evite também revelar os nomes de familiares ou de animais de estimação e outros dados parecidos que podem ser usados para ataques de engenharia social.

Posts públicos

Qualquer um pode ler o que você publica – os seus amigos, a sua mãe, os seus filhos, o seu chefe, o seu ex, agências de emprego, além de múltiplas empresas de marketing e possíveis “inimigos” que estiverem planejando algum tipo de fraude online. Normalmente, consideramos que os posts do Facebook são uma forma moderna de contar histórias a um pequeno público, como se o estivéssemos fazendo isso na sala de estar com um grupo de amigos ou familiares. Mas quando o post é público, a coisa muda de figura. Alguém pode, acidentalmente ou com intenção, interpretar de forma errada suas palavras e contar a sua versão dos fatos a uma pessoa que é importante para você. Ou simplesmente pode usar as suas palavras para o incomodar ou preparar algum tipo de golpe, roubar a sua identidade, etc. A lista é infinita. Isto pode mesmo acontecer e, como efeito, são muitos os casos em que alguma postagem imprudente foi compartilhado nas redes sociais, tendo provocado inclusive a demissão do autor da mensagem.

O que fazer: Defina a sua conta do Facebook para que os seus posts sejam compartilhados “apenas com amigos” ou “amigos de amigos”. É fácil ignorar este ajuste e compartilhar o post com os mais de milhões dos usuários do Facebook. Além disso, preste atenção ao público com o qual compartilha as suas fotos.

Senhas fracas

Provavelmente você tem muitas galerias de fotos e mensagens privadas no Facebook e, sem dúvida, não deseja que qualquer pessoa as veja. Também é importante lembrar que a maioria das pessoas utiliza o Facebook como login de outros serviços na internet. Por isso, se alguém conseguir obter acesso à sua conta do Facebook, todos esses outros serviços estarão também comprometidos.

O que fazer: Escolha uma senha forte e segura para a sua conta. Se preferir incrementar ainda mais essa segurança, ative a dupla verificação para se proteger. E não use a sua senha do Facebook em nenhum outro serviço. Ela deve ser única.

Compartilhar localização

Isso permite que outras pessoas saibam onde você está, onde vive e onde trabalha. Isto pode ser especialmente perigoso para crianças e jovens. Além disso, mesmo quando faz algo “inocente”, como se registar num restaurante ou num hotel, você indica que não está em casa, o que pode ser uma informação de muito valor para os ladrões.

O que fazer: O usuário deve desativar a geolocalização (opção de adicionar o local) nas fotos que publica nas redes sociais. Não use a função de localização ou crie uma lista muito restrita e controlada de pessoas que podem ver onde está. É importante também ficar atento para que desconhecidos não tenham acesso a esse tipo de informação.

‘Amigos’ desconhecidos

Provavelmente isto já lhe aconteceu muitas vezes. Alguém lhe pede amizade, mas trata-se de um conhecido. Porém, o fato de ter amigos em comum com a pessoa te faz aceitar o pedido de amizade. Isto não deveria acontecer. Sendo seu “amigo”, esta pessoa desconhecida tem acesso a suas informações publicadas no modo “apenas amigos”. Isso também compromete a segurança de seus amigos, já que muitos usam o modo “amigos de amigos” para permitir que outros vejam suas publicações. Além disso, este desconhecido pode enviar mensagens (spams e links maliciosos) e tornar-se amigo de ainda mais usuários, já que sua amizade aumenta a autoridade desta pessoa.

O que fazer: Aceite pedidos de amizade apenas de pessoas que conheça pessoalmente. Talvez convenha fazer uma avaliação da sua rede de amigos no Facebook – isto poderá evitar qualquer tipo de atitude estranha entre as pessoas com quem tem amizade na redes social.

Usuário pode solicitar seus dados pessoais

Muitos usuários do Facebook não sabem, mas podem pedir à rede social para ter acesso a todas as informações que o serviço guarda sobre seu perfil. A rede social oferece a opção de fazer download de todos esses dados. Entre eles está não somente a cópia de suas publicações, fotos e vídeos, mas também de conversas com amigos, dos locais e horários de acesso e, mais interessante, dos metadados que o site guarda sobre o usuário – que incluem até suas “visões políticas” – e que servem para, entre outras coisas, apresentar anúncios personalizados na linha do tempo.

O Facebook também tem o registro de todos os anúncios clicados pelo usuário, bem como uma lista de tópicos para os quais o usuário pode ser direcionado com base nas curtidas, nos interesses e em outros dados informados em sua Linha do Tempo. Até mesmo características do rosto do usuário estão salvas pelo Facebook, baseado em uma comparação das fotos em que está marcado.

Para ter acesso a esse material completo sobre sua vida digital, o usuário deve solicitar o download dos dados no menu “Configurações” (localizado na parte superior direita da tela) e em seguida a opção “Baixe uma cópia dos seus dados do Facebook”. Como o material é extenso, o serviço enviará um e-mail ao usuário com o link para que seja feito o download, mediante a digitação de uma senha.

10 maneiras de irritar seus amigos com atualizações de status

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Publicado no Hype Science

Você está satisfeito com seu corpo? Quantas calorias perdeu hoje na academia? Responda isso mentalmente, por favor, e não em seu Facebook. A coisa que mais irrita seus amigos na rede social são informações pessoais sobre dietas e exercícios. Isso é o que indica uma nova pesquisa do site Sweatband.

No levantamento, foram entrevistados 1.793 usuários. Os pesquisadores descobriram que 52% deles usaram menos o Facebook por causa de atualizações irritantes de pessoas que eles seguem. Mais de um terço do grupo afirmou que já abandonou o serviço completamente por algum tempo por causa dessas atualizações de status chatas.

Confira abaixo 10 coisas que mais irritam no Facebook:

1. Dietas e exercícios

Ninguém quer sabe o quanto você correu hoje e quantos quilos perdeu nessa semana.

2. Fotos de comida

A sua comida pode ser bonita e parecer deliciosa… mas nada justifica você fotografar todas as suas refeições e postar no Facebook. Isso é realmente chato.

3. Fazer mistério

Se você quer dizer algo no Facebook, conte tudo ou cale-se para sempre. As pessoas detestam frases misteriosas, como “Eu não acredito no que aconteceu!”. Pior ainda é quando alguém pede mais detalhes e recebe como resposta “Eu não quero falar sobre isso”.

4. Solicitações de jogos

Tudo bem você ser um agricultor ou mafioso virtual em jogos do Facebook, mas nem todos seus amigos gostam disso. Por isso, nada de mandar solicitações de jogos descontroladamente.

5. Pais corujas

É claro que seu filho é muito especial e surpreendente. Para você. O resto das pessoas não precisa saber de cada passo, palavra nova ou suspiro que ele dá.

6. Detalhes muito pessoais

Algumas pessoas compartilham informações no Facebook que deveriam contar apenas para amigos muito, muito próximos.

7. Check-ins em todo o lugar

Quer dizer que agora você está em um café? E agora no cinema? Bom para você, mas seus amigos não precisavam saber disso.

8. Spam de eventos

Tudo bem se for seu aniversário ou uma festa realmente legal. Mas mandar dezenas de convites de eventos que provavelmente nem você vai, diariamente, para todos os seus amigos, vai te fazer uma pessoa menos amada.

9. Viciados em comentários e “likes”

Todos gostam quando têm suas atualizações de status curtidas e comentadas. Mas se você fizer isso o tempo todo com um amigo, ele vai pensar que você está o perseguindo.

10. Autopromotores

Ok, você tem um ótimo trabalho e faz muito sucesso. Mas que tal parar de se promover pelo Facebook?

Luto na web: redes sociais mudam relação das famílias com a morte

Amanda Tinoco perdeu seu filho adolescente há 5 meses. A internet a ajuda a lidar com o luto. - Camilla Maia

Amanda Tinoco perdeu seu filho adolescente há 5 meses. A internet a ajuda a lidar com o luto. – Camilla Maia

Perfis póstumos continuam sendo alimentados após a partida dos entes queridos

Thiago Jansen, em O Globo

Em janeiro passado, Amanda Tinoco, de 36 anos, sofreu a maior dor que pode se abater sobre uma mãe: em coma por quatro dias depois de ser atropelado, seu filho, Gabriel, morreu aos 16 anos. Em choque pela perda e em meio à saudade, a analista de telecomunicações encontrou no Facebook um canal para processar seus sentimentos, a partir das mensagens de solidariedade que recebeu na rede, das visitas ao perfil virtual de Gabriel e da oportunidade de interagir com os únicos capazes de entender o que ela sente, outros pais que perderam seus filhos.

O caso de Amanda não é exceção. Onipresentes na vida de milhões, as redes sociais transformaram a forma como nos relacionamos com o mundo, extinguindo, para muitos, as fronteiras entre o real e o virtual. Um grande impacto na vida e também na morte. Num fenômeno já notado por terapeutas e pesquisadores, esses sites vêm adicionando novos elementos à forma como lidamos com a perda de pessoas amadas, seja pela presença dos perfis dos mortos ou de grupos que os reúnem.

MENSAGENS DE AMIGOS E ESTRANHOS

Esta semana, o luto digital mostrou sua força global. Somente algumas horas depois de anunciada a trágica queda do avião da Malaysia Airlines sobre o Leste da Ucrânia, matando 298 pessoas, parentes e amigos de muitos deles iniciaram uma corrente de posts de despedida que se espalharam pela internet. Um texto postado por um dos passageiros que desistiram do voo — um holandês que publicou em sua página no Twitter uma foto do avião em que embarcaria — acompanhado de uma mensagem que fazia referência ao avião da Malaysia sumido em março, no qual ele também quase embarcou, foi compartilhado por centenas de milhares de internautas mundo afora. Sempre com palavras de luto e pesar. As redes se tornam, assim, a um só tempo, canais de informação e homenagem.

— Quando o acidente (com o filho, Gabriel) aconteceu, o Facebook acabou servindo como ferramenta de informação para nosso círculo de amigos, que passou a acompanhar a nossa luta durante o coma. O que vimos pela rede foi uma grande mobilização por meio de preces, mensagens de apoio e canalização de energia — lembra Amanda.

Nas primeiras semanas após a perda de Gabriel, marcadas por “entorpecimento e reclusão total”, Amanda diz que navegar na web era uma das poucas atividades que conseguia fazer devido à falta de disposição para conversar com outras pessoas. Nesse momento, o site a ajudou a descrever o seu desespero, mas também a encontrar conforto em homenagens de amigos do filho registradas no perfil do jovem — ainda mantido on-line por ela.

Em maio, com a aproximação do Dia das Mães, Amanda criou uma página na rede dedicada a mães que, assim como ela, perderam seus filhos.

— Isso foi importante, ajudou a formar uma rede de solidariedade. Só uma mãe nessa situação entende a dor que a morte de um filho provoca. Por isso, a cumplicidade encontrada nos ajuda — afirma, em referência à página “Mães para sempre”. — No meu caso, isso só foi possível por causa das redes.

Médica e terapeuta especializada em luto há 14 anos, Adriana Thomaz afirma que, há pelo menos cinco, nota os impactos que sites como o Facebook têm nas pessoas que perderam entes queridos.

— Se, antes, as redes eram usadas para homenagear os mortos, agora elas estão se tornando espaços de busca por solidariedade. Além disso, há também uma tendência na formação de grupos envolvendo pessoas com experiências semelhantes, que se associam para buscar compreensão — explica Adriana. — Há ainda uma necessidade de não deixar a memória do ente desaparecer, a partir da manutenção do seu perfil virtual.

Adriana diz observar que, em diversos casos, como o de Amanda, as redes digitais vêm ajudando os enlutados a lidar com a ausência da pessoa querida. No entanto, isso não é regra:

— Há aspectos negativos também. No luto, a negação também é uma fase, e, ainda que saudável e natural, quando prolongada pode tornar a vida da pessoa complicada. Nesses casos, a dificuldade de lidar de maneira saudável com as dinâmicas das redes pode fazer com que o enlutado as use como forma de evitar a realidade.

Maria de Lourdes Casagrande, de 53 anos, diz ter consciência sobre a dualidade dos efeitos que o virtual pode ter sobre aqueles que perderam alguém. Depois da morte do filho Denis, de 21 anos, em setembro de 2013, ela conta que decidiu preservar o perfil do jovem no Facebook como forma de “mantê-lo vivo”.

— Nesse momento, você só pensa em preservar a memória da pessoa. E como, para os jovens, o site é muito usado, faz sentido manter a página no ar para que as pessoas que o conheceram possam se lembrar dele — afirma a gerente comercial, que, apesar da decisão, diz ainda não se sentir preparada para visitar a página. — Ainda é muito doloroso.

denis.jpg.pngNo entanto, a rede também tem sido fonte de alento. Após a morte do jovem, assassinado em uma festa na Universidade de Campinas (SP), onde estudava, os amigos dele criaram a página “Somos todos Denis” no Facebook, para homenageá-lo. Ainda que a visite apenas às vezes, Maria de Lourdes diz que as mensagens deixadas nela lhe fazem bem:

— Não tiram a minha dor, mas aliviam. Agora, queiramos ou não, essa presença na rede também remete à dor da perda. Então, tento não acessá-la nos momentos em que estou me sentindo frágil.

Após a morte de um usuário, as redes sociais permitem que o seu perfil possa ser retirado da web ou assumido por parentes, mediante solicitação e envio de documentos. Mas essas informações costumam ficar meio escondidas. Para aqueles que optarem por assumir os perfis dos que se foram, é importante explicitar que o gerenciamento está sendo feito por outra pessoa.

— Isso evita que, em momentos de fragilidade, pessoas enviem mensagens achando que ninguém vai lê-las, mas que podem causar constrangimentos — afirma a terapeuta Adriana.

Para além da administração das páginas dos que se foram por parentes, grupos de usuários se dedicam a listar os perfis dos mortos, estabelecendo uma espécie de cemitério virtual. Criada no Facebook em 2009, o “Profiles de gente morta” reúne mais de 10 mil membros que, diariamente, incluem perfis de recém-falecidos, adicionando a causa da morte e, quando possível, notícias que a comprovam.

Ainda que reconheça que a página pode ser vista como mórbida, seu criador, Victor Santos, de 33 anos, nega que explorar a dor alheia seja sua intenção:

— O objetivo principal é que ela funcione como uma espécie de memorial aos falecidos com perfis na rede, uma homenagem e um registro virtual. Entendo os julgamentos. Não é algo comum, gera interpretações incorretas. Mas a página trata de algo natural, que faz parte da vida.

FENÔMENO É TEMA DE ESTUDOS

Moderadora do grupo, Ana Bittencourt, de 39 anos, vê a popularidade dele como resultado da curiosidade que muitas pessoas sentem sobre a morte.

— Para muita gente, a morte ainda é um tabu, e o grupo acaba sendo um espaço onde elas têm liberdade para discuti-lo — afirma. — Há regras. Proibimos imagens de violência. Também inibimos críticas aos falecidos porque não admitimos desrespeito. Já recebemos pedidos para remover perfis da lista. Nesses casos, atendemos prontamente. Não é nossa intenção magoar ninguém.

A relação do mundo virtual com a morte atrai inúmeros pesquisadores. Organizado pelos professores Cristiano Maciel e Vinicius Pereira, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o e-book “Digital Legacy and Interaction: Post-Mortem Issues” (Legado digital e interação: Questões pós-morte), de 2013, reúne artigos do mundo todo que abordam aspectos técnicos, legais e culturais do tema.

Para Cristiano, o assunto tende a se intensificar:

— Antigamente, o cemitério ficava longe, mas agora a presença da pessoa falecida está logo ali. E muitos jovens da geração Z estão tendo o primeiro contato com o tema nesse ambiente — afirma.

Facebook exclui perfis brasileiros com ‘nomes estranhos’

Publicado no Techtudo

Usar o Facebook é simples. Basta se inscrever usando nome e e-mail para criar um perfil com foto, gostos pessoais e amigos. Porém, nem sempre é fácil. Alguns esbarram no primeiro passo. É o caso de Nilmar e Luís Henrique, que carregam no sobrenome palavras que a rede social considera ofensivas a ponto de desativar seus perfis, com base em normas de uso polêmicas.

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“No final de maio, meu primo falou para eu tentar entrar no meu Facebook, pois a conta dele não estava mais logando, com aviso de desabilitada. Mais tarde, nossa família foi excluída do Facebook”, conta Nilmar Piroca, 25 anos, que entrou na rede social em 2010 e alega nunca ter recebido qualquer notificação ou advertência.
Caso semelhante acontece com Luís Henrique Fuck, de 23 anos. Ele conta que a rede social nunca aceitou seu sobrenome. “Ao criar uma conta ou, mais tarde, ao tentar modificá-la, aparece uma mensagem indicando que devo usar meu ‘nome real’. Passei a abreviar e utilizar meu outro sobrenome”, explica.

Nilmar Piroca teve perfil no Facebook apagado por causa do seu sobrenome (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Nilmar Piroca teve perfil no Facebook apagado por causa do seu sobrenome (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Os dois brasileiros foram impedidos de manter contas com seus nomes reais. Em função disso, o primeiro perdeu todos os dados armazenados por quatro anos, enquanto o segundo é obrigado a ocultar o sobrenome. Tudo isso acontece por conta da rígida política de uso: “O Facebook é uma comunidade na qual as pessoas usam suas identidades verdadeiras”. Sendo assim, solicita que forneçam nomes reais, por razões de segurança.
Entretanto, nem todos são aceitos. Os perfis com nomes que usam símbolos, números, repetição de caracteres ou pontuação, letras em mais de um idioma, apelidos ou palavras ofensivas, são desativados quando reconhecidos entre os demais. É aí que mora o problema: nomes considerados ofensivos.

Em contato com o TechTudo, o Facebook Brasil disse que não comenta casos específicos e orientou a cadastrar um nome alternativo e/ou entrar em contato por meio do formulário para problemas de login e acesso a perfis.

Família banida

Segundo Nilmar, a perda de perfis aconteceu também com parentes. “Todos foram, sem aviso ou motivo algum, banidos, tendo suas contas apagadas. O aviso ao tentar logar ou entrar é de conta desabilitada”, lamenta. Um passo atrás, Luís Henrique diz que toda a família procuram usar o nome de outro jeito. “Minha avó e muitos de meus primos escrevem o sobrenome apenas com “Fuc”, sem o “k” no final. Outros, como eu e o meu irmão, apenas abreviam o Fuck (“F.”) e usam outro sobrenome”, conta.

Luís Henrique Fuck usa sobrenome de outras formas para evitar patrulha do Facebook (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Luís Henrique Fuck usa sobrenome de outras formas para evitar patrulha do Facebook (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Em busca de uma solução, Nilmar conta que achou uma opção na Central de Ajuda do Facebook. “Escrevi que minha conta está desativada devido ao meu sobrenome e anexei minha CNH”, reclama ele que perdeu informações importantes em grupos da faculdade, além de suas fotos pessoais.

Segundo o jovem, depois de preenchido o recurso com as informações solicitadas, foi enviado um email automático do Facebook que informava violação na Declaração de Direitos e Responsabilidade. “No final desse email, dizia que minha conta não poderia ser reativada de forma alguma, nem divulgar mais informações, e que essa é uma decisão final e não pode ser contestada”, diz.

“Fiquei completamente arrasado e humilhado depois que tive a conta desabilitada. Ali eu armazenava contatos de familiares, amigos e profissionais. Sou da comissão dos formandos, havia informações importantíssimas na minha conta sobre tudo que envolve a formatura de mais de 25 pessoas”, lamenta.

Final Feliz
No último dia 3 de julho, Nilmar conseguiu voltar ao Facebook, após sair da rede social. “Eu voltei. Depois de toda vergonha que passei”, celebra em post público com a aprovação dos amigos. A vitória veio após uma rádio local do Rio Grande do Sul tornar sua história pública e atrair a atenção da rede social, que devolveu o seu perfil. O resto da família, no entanto, não teve a mesma felicidade – a política do site permanece inalterada.

dica do Emerson Catarina