Avianca demite piloto que xingou nordestinos

eduardo1Ricardo Gallo, no Senhores Passageiros

A Avianca demitiu o piloto da empresa que, anteontem, após ser mal-atendido em um restaurante de João Pessoa (Paraíba), havia chamado o povo nordestino de “porco”.

A empresa havia sido cobrada nas redes sociais por internautas para tomar providências em relação ao caso. Possivelmente em razão de a postagem ter atingido a imagem da Avianca, veio a demissão.

No final da noite de quinta, depois da repercussão do caso nas redes sociais, o piloto usou o Facebook para pedir desculpas. Ele afirmou que conheceu lugares incríveis no Nordeste e que não é preconceituoso. Disse ter reagido assim após ter sido mal-atendido e de modo desrepeitoso. Por fim, afirma que reagiu de maneira equivocada ao expor a insatisfação em uma rede social.

A seguir, a postagem do piloto:

“Ontem fiz um comentário infeliz, num momento de raiva e insatisfação de atendimento do restaurante em que estava.

Quero esclarecer que não tenho nada contra as pessoas do nordeste, lugar que com frequência fui feliz em escolher para passar os momentos em que não estava trabalhando.

Conheci lugares e pessoas incríveis, fiz amizades que perduram até hoje, sendo prova disso, minha namorada, que conheci em Recife.

Ontem, após um dia que já começou errado resolvendo um monte de questões pessoais, estava faminto e com o horário já apertado para sair para trabalhar e depois de um terrível atendimento que me deixou por mais de uma hora esperando um prato simples, e quando trouxe à mesa, era a refeição errada.

Atenderam-me de forma mal educada, displicente e até mesmo desrespeitosa naquele lugar.

Meu erro foi ter exposto toda a minha insatisfação da maneira errada, usando palavras e expressões incorretas, onde não eu não soube expressar o que realmente senti naquele momento. Sei que o certo seria ter paciência, e no máximo, reclamado com o gerente.

Peço desculpas a quem se sentiu ofendido com minha publicação. Não sou, e nunca tive preconceito de qualquer tipo principalmente com pessoas nordestinas, dos quais muitos são meus amigos.”

O blog vai tentar falar com o piloto.

dica do Ed Brito

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Após rumores de crise financeira, Naldo se revolta: “Tenho até para emprestar”

Naldo nega dívida de quase R$ 6 milhões e se revolta com comentários sobre seu cachê para shows: “Liga lá no meu escritório e vê se por menos de R$ 120 mil eu vou”, afirmou

img-562683-naldo20131106111383743812Publicado na Caras

Naldo ficou bem aborrecido com os rumores que circulam na imprensa carioca sobre suas finanças. De acordo com um jornal carioca, o cachê do funkeiro teria despencado de R$ 120 mil para R$ 15 mil, e o cantor estaria com dívidas acumuladas de quase R$ 6 milhões, provenientes da gravação e produção de seu mais recente DVD.

Em seu Twitter, Naldo negou todos esses rumores em conversa com seus fãs. A um seguidor que lhe questionou sobre o assunto, o funkeiro foi direto.

Liga lá no meu escritório e vê se por menos de R$ 120 mil eu vou. Não devo nada a ninguém, tenho até pra emprestar ou dar,  esses caidinhos que inventam mentiras a meu respeito”, esbravejou.

Faço sucesso, tenho dinheiro, e ainda dou emprego para um monte de c… que quer vender jornal“, completou.

Pouco depois, Naldo voltou a falar sobre seu trabalho, reforçando seu sucesso também no exterior. “Vem aí minha nova música, Maluquinha, carreira internacional explodindo”, participação de Flo Rida“, afirmou.

Em seu Instagram,  o cantor voltou a comentar os rumores de crise quando questionado por um seguidor sobre a suposta baixa no cachê. “Não devo nada a ninguém, vocês que vivem de mentiras e escrevem mentiras a meu respeito, para alimentar o mundo de ilusão de vocês. Depois deixo vocês tirarem uma ondinha, andando nos meus carros importados, usando meus cordões de ouro, andando na minha moto. Óhhh inveja né. Kkkkkkkk! Eu deixo vocês se sentirem um pouquinho, se quiser até tiro o passaporte de vocês para dar um rolê na gringa e conhecer meu barraquinho lá, kkkkkkkkkkk“, completou.

O cantor também divulgou um comunicado negando que tenha se desvinculado da empresa Audiomix, que comercializa seus shows, e negou formalmente a redução de cachê e os débitos do DVD. “Não retratam a verdade as informações relativas ao valor do cachê e ao citado débito do artista“, afirmou.

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Jornal belga é criticado após publicar imagem de Obama e Michelle representados como macacos

Foto: Reprodução / Twitter
Foto: Reprodução / Twitter

Publicado no Extra

Um jornal belga tem recebido fortes criticas de internautas depois de que publicou, na sua edição impressa desta segunda-feira, uma imagem que mostra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a primeira-dama, Michelle, representados como macacos. A publicação “De Morgen”, que está sendo acusada de racismo, divulgou a montagem dias antes da visita prevista do representante americano a Bélgica. As informações são do Huffington Post.

A montagem foi impressa como se tivesse sido enviada ao jornal pelo presidente russo, Vladimir Putin. Em outra foto, mostrada no jornal, Obama também aparece com a inscrição “primeiro presidente negro dos EUA começa a vender maconha”.

Ambas as fotos, embora publicadas na seção de sátira da publicação, estão sendo compartilhadas em redes sociais e recebendo duras críticas.

Apesar das acusações de racismo, há quem desculpe a publicação e cite a liberdade de imprensa como defesa.

Jornal pede desculpas

Após a repercussão, o “Der Morgen” desculpou-se: “Quando você considera o fragmento fora do seu contexto, que funciona corretamente na seção de sátira, então você não vê a piada, mas apenas uma imagem que evoca puro racismo. Nós supomos erradamente que o racismo não é mais aceito, e que, desta forma, não poderia ser objeto de uma piada”.

Na próxima quarta-feira, Obama fará uma visita ao Cemitério e Memorial americano Campo de Flandes, onde estão enterrados 368 soldados americanos mortos na Primeira Guerra Mundial. O presidente americano será acompanhado pelo rei Felipe e pelo primeiro-ministro belga, Elio di Rupo.

dica do Ed Brito

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Faça a revolução lá fora. Mas só depois de mudar as coisas aí dentro

Nas redes sociais, antes de curtir e compartilhar qualquer post sobre qualquer assunto, você vai pensar. E vai pensar de novo, até se certificar de que realmente acredita naquilo.

split-620x400André J. Gomes, na Revista Bula

Amanhã você vai sair — ou voltar — às ruas e fazer a revolução.

Sem medo, sem máscara, vai dizer “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” a todos os conhecidos e desconhecidos que passarem por você. No elevador, no estacionamento, no ônibus, na fila da padaria. E se ninguém responder, não importa. Você vai manifestar um sorriso largo como uma avenida e seguir em frente.

Porque é para frente que se anda.

No trânsito, vai dar passagem a todos os outros carros assim que vir uma seta piscar, indiferente às buzinas nervosas de quem vier atrás. E quando alguém fizer a mesma gentileza por você, não vai esquecer de acenar em puro e simples agradecimento.

Ao ligar o ônibus coletivo com o qual circula pela cidade todos os dias, vai se lembrar de que está conduzindo pessoas e não caixas de verdura. E de que os milhares de veículos lá fora não são seus adversários em uma corrida para lugar nenhum.

Vai começar todo e qualquer pedido com “por favor” e concluí-lo com “obrigado”.

Quando reunir seu batalhão no quartel, em vez de gritar “ordinário, marche”, vai orientá-lo a ler a Constituição Brasileira e qualquer um dos livros de Carlos Drummond de Andrade. Para que seus soldados percebam, do alto de seus coturnos, o quanto as coisas às vezes não fazem mesmo sentido. E descubram o quanto a autoridade que lhes foi atribuída pode ser usada não para reprimir e subjugar, mas para fazer da vida uma extraordinária marcha para frente.

Porque é para frente que se marcha.

No hospital público em que você, doutor ou doutora, dá plantão de madrugada, vai atender cada paciente com a calma, a seriedade, a competência e o respeito devidos a qualquer ser humano. E vai sentir vergonha de todas as vezes em que se dirigiu a essas pessoas como se você fosse um ser superior vestindo branco e elas não passassem de malditas desvalidas atrás de uma injeção “de graça”.

Nas cerimônias religiosas, vai retribuir a confiança de quem o chama de padre, pastor ou pai de santo não apenas com uma benção, um sermão ou um passe, mas pedindo às pessoas que façam uma oração para aqueles que protestam e para aqueles contra quem se protesta. E que nessa oração, o único pedido seja a compreensão e a clareza, para que todos saibam realmente o que estão fazendo, contra quem, contra o quê e como estão se manifestando.

Nos veículos de comunicação que você dirige, vai determinar a seus repórteres, redatores, editores e afins que se concentrem no factual, que ouçam, analisem e publiquem todas as visões possíveis de cada fato. E que deixem os leitores, ouvintes e telespectadores concluírem como bem entenderem.

Nas escolas e nas faculdades, vai ensinar seus alunos a ver e pensar política de outro modo, para além dos discursos e dos partidos, com profundidade, amplitude e perspectiva. Com inteligência, liberdade e espírito crítico.

Nas redes sociais, antes de curtir e compartilhar qualquer post sobre qualquer assunto, você vai pensar. E vai pensar de novo, até se certificar de que realmente acredita naquilo.

E quando alguém próximo a você esbravejar palavras de ódio e apoio à violência — seja da parte de quem se manifesta depredando, seja do lado de quem defende agredindo — você não vai discutir. Vai respirar fundo, pensar consigo “let it be” e seguir em frente. Porque há vários lados nessa história, mas nenhum deles é “o adversário”. E você está em todos eles.

Você é o mínimo de inteligência que resiste em cada homem e cada mulher que ainda respiram neste mundo, brutalizados e amortecidos pela doença da normalidade que torna tudo banal — as mortes, os estupros, a violência doméstica, a roubalheira nos cargos públicos, o corrupto e o corruptor, o ódio e a maldade.

Amanhã você vai sair às ruas e fazer a revolução. E se ninguém mais aderir, não importa. Você vai manifestar um sorriso largo como uma avenida e seguir em frente.

Porque é para frente que se anda.

E a revolução “lá fora” só começa depois de uma outra, aquela que acontece “aqui dentro”.

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A nova Grande Mídia: a ecologia midialivrista brasileira no Facebook

GRANDEMIDIA

 

Por Fábio Malini, no Labic

É só uma pensata. Um provocação. Criei uma fanpage no Facebook. E há meses tenho curtido os sites que se destacam no relato dos protestos brasileiros lá no Facebook. Apliquei o aplicativo do Face chamado Netvizz, que identifica a rede de páginas de uma fanpage. Selecionei 300 canais do Facebook que divulgam informações midialivristas. E o que o Netvizz fez foi identificar as fanpages que cada um desses canais curtem.

Assim, consegui visualizar, se não toda, a quase integralidade da nova Grande Mídia. Essa Grande Mídia chegou para se antagonizar com grande parte dos setores dos veículos de comunicação de massa, mas, principalmente, para construir uma narrativa de dentro das manifestações, disputando o passado com as narrativas tradicionais da imprensa. Essa GRANDE MÍDIA não parece ser dialética, não mais depende de qualquer sistema de comunicação de massa para se constituir.

E a rede já possui a cerca de 15 milhões de usuários. Mas deve ser mais, porque se estes usuários compartilharem apenas um post de uma dessas páginas, o alcance se multiplica.  As páginas são o núcleo da emissão de mensagens no Facebook. E os perfis individuais, as células que ecoam, por meio do compartilhamento, esses conteúdos.

Quando a GRANDE MÍDIA age de modo coordenado (e com forte apoio das células, os perfis) a temperatura política brasileira aquece. Foi o que aconteceu com a divulgação da #GreveDosGAris, que foi uma vitória importante do midialivrismo brasileiro, que, a cada dia, amadurece a sua produção multimídia (e, é claro, mergulha em contradições, afinal, publicar é um exercício de intencionalidades).

A uma grande parte da velha Grande Mídia se viu desmentida e humilhada pela corrente de verdades circuladas pelas notícias, streaming, depoimentos em primeira mão, dadas pelos garis aos midialivristas.

Acredito que essa rede é o retrato mais interessante da autonomia obtida pela atual geração de midialivristas. Torço para que essa ecologia se complexifique ainda mais. E que fique sempre do lado dos justos. E não custa lembrar: boa parte dos veículos que estão nessa rede se associavam com Pontos de Cultura, de Mídia Livre e todo um conjunto de políticas culturais que foram jogadas no limbo pelo atual governo federal e muitos outros estaduais.

Na ordem, as páginas mais referenciada (com mais grau de entrada) pela rede midialivrista:  MIDIA NINJA, Anonymous Brasil, Anonymous Rio, Black Bloc RJ, Advogados Ativistas, Black Bloc Brasil, Passe Livre SP, Jornal A Nova Democracia, Mães de Maio e Vírus Planetário.

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