Vai difamar alguém nas redes sociais? Leia isto antes

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

Passado o pleito, as timelines continuam coalhadas de maluquices, baboseiras, teorias conspiratórias, cascatas, invencionices e demais mimimis de causar vergonha alheia ao mais incapaz dos comediantes. Temendo pela sanidade mental coletiva diante da miríade de mentecaptos, sejam os mercenários pagos por partidos ou empresas, seja os otários que fazem isso por conta própria e gratuita, resolvi atualizar e trazer novamente os “Dez Mandamentos para Divulgar Notícias no Facebook e Twitter”.

Qualquer ameba com problemas cognitivos sabe que redes sociais são fundamentais para mobilização social neste nosso admirável mundo novo. Mas, ao mesmo tempo, são terreno fértil para cultivar boatos. Muita coisa fake tem corrido a rede loucamente, criando medo. Reputações nascem e morrem e tem sempre um pilantra distorcendo na esquina digital mais próxima – seja visando a um objetivo pessoal ou de seu grupo ou inconscientemente misturando realidade e desejo.

O desmentido (por ser mais sem graça) não chega tão longe quando a denúncia. Então, comportem-se. Se não for pelo entendimento de que viver em sociedade requer alguns cuidados com o outro, que seja, pelo menos, pela culpa incutida por anos dentro de vocês – o famoso “Olha que Deus tá vendo”.

E antes que reclamem, o que alguns chamariam de “censura”, neste caso, eu batizo de “bom senso”. Coisa que está em falta no mercado, onde a dignidade alheia vale muito pouco…

Dez Mandamentos para Divulgar Notícias no Facebook e Twitter

1) Não divulgarás notícia sem antes checar a fonte da informação.

2) Não divulgarás notícias relevantes sem atribuir a elas fontes primárias de informação. Um “cara gente boa” ou um “Best Friend Forever” não é, necessariamente, fonte de informação confiável

3) Tuítes e posts “apócrifos”, sem fonte clara, jamais serão aceitos como instrumento de checagem ou comprovação. Sites que caluniam e não se dignam a informar quem é o responsável, muito menos.

4) Não esquecerás que informação precede opinião.

5) Não repassarás informações que não fazem sentido algum só porque você não gosta da pessoa ou instituição em questão. A disputa entre posições políticas deve ser baseada em um jogo limpo e não em invenciones.

6) Lembrarás que mais vale um tuíte ou post atrasado e bem checado que um rápido e mal apurado. E que um número grande de retuítes, compartilhamentos e “likes” não garante credibilidade de coisa alguma.

7) Não matarás – sem antes checar o óbito.

8 ) Não esquecerás que a apuração in loco, por telefone e/ou por e-mail precede, em ordem decrescente de importância, o chute.

9) Não terás pudores de reconhecer, rapidamente e sem poréns, o erro em caso de divulgação ou encaminhamento de informação incorreta. Pedir desculpas é divino.

10) Na dúvida, não retuitarás, compartilharás ou darás “like” em coisa alguma. Pois, tu és responsável por aquilo que repassas e atestas. Ou seja, se der merda, você também é culpado. E, sim, retuitar, compartilhar e dar “like” em coisa ruim já rendeu condenação para muita gente.

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Gentileza gera gentileza

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Maurício Zágari

Tenho uma tristeza em meu coração que cresce a cada dia, mas já falo sobre isso. Antes permita-me trazer à memória uma recordação de infância. Lembro-me de quando era criança e, no caminho para a escola, passava por baixo do agora demolido elevado da Perimetral, na região do cais do porto do Rio de Janeiro. Pela janela do ônibus eu constantemente via uma figura solitária, que estava sempre presente: um senhor idoso, de barbas grandes e roupas extravagantes, que escrevia palavras nas pilastras do enorme viaduto. Eu não sabia na época, mas aquele homem, chamado José Datrino, viria a ser conhecido como “Profeta Gentileza”. Não tenho como contar sua história neste post, mas se desejar saber mais sobre essa figura icônica do Rio dos anos 1980, pode ler mais AQUI. Enfim, o que chamava atenção nas suas inscrições era que ele escrevia muitas frases desconexas, mas uma expressão nunca faltava: “Gentileza gera gentileza”. Em meio aos seus devaneios, provavelmente aquele homem não sabia que estava dizendo uma verdade bíblica; verdade essa replicada em passagens como:

“A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15.1);

“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venhama ser filhos de seu Pai que está nos céus” (Mt 5.43-45);

“Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; ao contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança” (1Pe 3.9);

“Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios” (Rm 12.10);

“Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram. Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior.Não sejam sábios aos seus próprios olhos.  Não retribuam a ninguém mal por mal” (Rm 12.15-17).

“O seu falar seja sempre agradável e temperado comsal, para que saibam como responder a cada um” (Cl 4.6).

E por aí vai.

A tristeza que carrego em meu coração é por ver que a sociedade em que vivo está muito distante do ideal do Profeta Gentileza. Que, como vimos, reflete os ideais das Escrituras sagradas. E me refiro à sociedade como um todo: cristãos e não cristãos. Sinceramente, não sei o que está acontecendo ou como chegamos a esse ponto: vejo meus irmãos em Cristo refletirem uma agressividade difícil de compreender. É como se xingar, ofender e não perdoar tivessem se tornado virtudes do evangelho. Sei que já falei sobre este tema aqui no APENAS, mas a cada novo dia vejo tantas situações que me assombram quanto a isso que não tenho como deixar para lá.

gentileza2Acabei de ler um livro que fala exatamente sobre esta questão: a importância da gentileza no trato com quem discorda de nós. Não posso dizer o nome do livro nem o autor, por haver questões éticas envolvidas, mas posso relatar que é uma obra que mostra como a forma que tratamos quem discorda de nós é tão ou mais importante do que os argumentos que apresentamos. Isso se aplica a qualquer circunstância da vida: evangelismo, discussão apologética ou no simples trato diário. A conclusão é simples e óbvia, mas parece que nos esquecemos disso, sabe-se lá por quê: se pregamos as verdades do evangelho com agressividade, ofensas, sarcasmo e outras formas horríveis de se comportar, nosso procedimento desqualifica aquilo que dizemos. Isso está errado, muito errado, e precisamos urgentemente resgatar a vivência da gentileza na nossa rotina. Devemos tratar quem diverge de nós com afeto. É indispensável que sejamos corteses e gentis com quem não acredita no que acreditamos ou mesmo com quem acredita mas comete erros. Temos de ser menos implacáveis. Caso contrário, nossas palavras serão cristãs, mas nosso comportamento será diabólico.

Em grande parte, a culpa disso é de certos líderes. Pessoas que se posicionam com palavras agressivas de quem discorda de si, que usam de sarcasmo, ofensas, ódio… e muitos de nós, por admirarmos tais líderes, achamos que esse comportamento é válido. Se é o seu caso, escute: NÃO É. Esses líderes estão errados. Muito errados. Totalmente errados. E não devemos imitá-los. Se um líder cristão usa termos ofensivos para se referir a quem discorda dele em questões político-partidárias, doutrinárias ou teológicas, ele não está seguindo o exemplo de Cristo. Temos de ser mansos e humildes de coração. Temos de temperar nossas palavras com sal. Cristãos agressivos não são sal da terra e luz do mundo, são insossos e trevas. Desculpe ser tão incisivo, mas essa é verdade. Muitas vezes o mundo nos acusa de destilar ódio, e muitas vezes o mundo acerta ao afirmar isso, pois temos, sim, sido odiosos em muitas situações.

As últimas eleições revelaram o pior de nós. Fiquei estarrecido de ver como muitos cristãos se posicionaram nas redes sociais. Na verdade, fiquei envergonhado. Tive vontade de gritar: “Eu concordo com o que eles dizem mas discordo totalmente da forma como dizem! Esse temperamento explosivo e esse comportamento odioso não me representa!”. Recentemente, vi no facebook pessoas se referirem a uma cantora evangélica com adjetivos inacreditáveis pelo fato de ela ter cometido uma gafe durante uma pregação (detalhe: posteriormente, ela se retratou e pediu perdão). Li cristãos chamarem essa irmã em Cristo de “boçal”, “idiota” e outras coisas do gênero, sem perceber que estavam agindo de modo absolutamente anticristão na escolha de suas palavras e no ódio que transmitiam. E, se dos lábios sai o que está cheio o coração, o que esse tipo de verborragia revela sobre o nosso coração?

Meu irmão, minha irmã, precisamos parar e refletir sobre como temos nos comportado, o que temos falado, como temos nos sentido com relação a quem discorda de nós. E isso em todas as arenas: político-partidária, doutrinária, teológica, pessoal, profissional, ministerial… não importa. Ou amamos de fato em nosso modo de nos relacionarmos ou para nada mais servirmos exceto para sermos jogados fora e pisados pelos homens. Não importa como os outros se comportam, importa como VOCÊ se comporta. Faça sua parte. Não conseguiremos mudar toda uma multidão raivosa, mas se você conseguir mudar a si mesmo, repensar como tem se posicionado e deixar a agressividade para viver a gentileza que gera gentileza… os céus se alegrarão e os anjos farão festa. Ser um cristão agressivo é uma contradição. Perceber o erro, arrepender-se e mudar de rumo é o evangelho em sua essência. O que você prefere ser, uma contradição mundana ou um exemplo do que o evangelho pode fazer?

gentileza4Faça sua parte. Repense sua forma de falar e se relacionar. Se perceber que não tem sido tão gentil como Cristo seria, sugiro humildemente que procure se reinventar. Ore pelos que erram ao abraçar a agressividade achando que Deus se agrada disso. Compartilhe essa ideia, passe adiante esses valores. E que o Senhor nos ajude a sermos um corpo formado por membros amorosos, graciosos, compassivos, misericordiosos, pacíficos e pacificadores, amáveis, bondosos, com domínio próprio e mansos. Sejamos menos punhos cerrados e mais corações abertos. Sejamos cristãos.

fonte: Blog Apenas

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Nenhum partido é dono do pensamento de esquerda (seja lá isso o que for)

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Publicado por Leonardo Sakamoto

Somos educados desde cedo para tomar partido na luta do bem contra o mal e não para entender a pluralidade de pontos de vista ou mesmo o fato de que “bem” e “mal” são construções que atendem a interesses de determinados grupos sociais. Não são absolutos, mas precisam ser enxergados à luz de seu contexto.

É tão raso quando alguém atribui a origem de todos os males a um único partido, seja PT, PSDB, Rede e por aí vai, quando sabemos que as coisas são bem mais complexas. Ou quando se institucionaliza um posicionamento político na forma de uma filiação partidária.

Nas últimas semanas, uma série de mensagens de leitores em corrente dúvida existencial que, em sua argumentação, afirmam que o PT é a esquerda e o PSDB, a direita.

Eu tinha trazido esta discussão para o blog no início do ano, mas acho válido resgatá-la e atualizá-la por conta do rescaldo eleitoral.

Fico fascinado quando um leitor identifica um perfil de esquerda (desculpe, mas na falta de uma categoria melhor para agrupar essa massa disforme vai essa palavra desgastada e mal-entendida mesmo) em minha matriz de interpretação do mundo e, ato reflexo, me chama de “petista”.

Como se todo o petista fosse obrigatoriamente de esquerda (nada mais equivocado) e como se toda esquerda não fosse, em si, muito maior que um partido em questão.

Isso lembra o início do século 20, quando imigrantes libaneses e sírios eram chamados, por aqui, indiscriminadamente de turcos por causa do passaporte emitido pelo Império Otomano. O que, claramente, deixava muitos libaneses e sírios indignados.

Revolta expressa de forma magistral pelo turco Rachid, da novela Renascer? “Nós não turco, nós li-ba-nês!”

Então, para ser bem didático: nós não petista, nós de es-quer-da!

Concordo com ações adotadas pelo governo federal quando elas vão ao encontro de um ponto de vista sobre qual deve ser a real função do Estado (como a libertação de escravos e a implementação de instrumentos para punir economicamente quem se utiliza desse crime), pondero as ações importantes mas que precisam de melhorias para efetivarem todas as suas possibilidades (como o próprio Bolsa Família) e me esgoelo de críticas quando o governo vai contra o que acredito como princípio – como a relação bizarra com antigos coronéis da política nacional e a forma com a qual estão sendo levadas a cabo grandes obras de engenharia, como a usina hidrelétrica de Belo Monte, passando por cima de muita gente.

Fiz uma contagem e vejam só! Este escriba, sem partido, tem mais textos criticando políticas do PT do que concordando com elas.

Mas odiadores vão odiar. É o papel deles.

Mesmo um partido não é algo monolítico e sim dividido em correntes. E há divergências entre base e cúpula ou quem trabalha no governo e quem executa funções partidárias. Há pessoas no PT que estão possessas com atitudes conservadoras do governo, outras vivenciam orgasmos com elas.

Tal qual um sinal colorido captado por uma televisão em preto e branco, não raro encontramos gente que, diante de uma profusão de cores e tonalidades, forçam o mundo a perder toda sua riqueza e se ajustar a uma realidade com menos graça. Não existe o amarelo, verde e o vermelho, o que reina são tons de cinza. E, ainda assim, menos de 50 deles.

Não raro, a pessoa nem poderia ser cobrada por isso. Como exigir que consiga verbalizar a distinção de cores se elas nunca lhe foram devidamente apresentadas? Se durante toda a sua vida, tudo e todos fizeram-na acreditar que as opções eram apenas duas?

Cultura política deveria ser algo melhor fomentado, desde cedo, via estrutura formal de educação. Mas também através de nosso trabalho como jornalistas, evitando simplificações políticas, onde há complexidade.

Animar o debate público de qualidade para mostrar que há matizes e zonas cinzentas mesmo dentro de grupos que parecem coesos é fundamental. Não fazendo picuinhas, mas analisando o que significa cada discurso.

Ajudaria se todo mundo lesse os textos até o final ao invés de só passar o olho pelos títulos e fizesse um esforço para sua interpretação.

Mas como atravessamos a adolescência da internet, em que as pessoas estão com os hormônios à flor da pele, vale uma certa quantidade de resignação e de torcida para que a fase de descobertas pessoais passe rápido.

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Turistas podem pagar multa ao tirar fotos da Torre Eiffel à noite e postar imagens nas redes sociais

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publicado no ELA

É um clique inevitável: qualquer turista que se preze em Paris faz fotos da Torre Eiffel. Mas é bom tomar cuidado se o registro for feito à noite sob o risco de ter que pagar multa. É que uma lei diz que fotos noturnas da torre estão sujeitas à pagamento de direitos autorais ao artista responsável por posicionar os canhões de luz sobre a edificação.

A iluminação é tecnicamente considerada uma obra de arte, então qualquer ‘reprodução’ requer a permissão do artista. Isso também significa que é ilegal compartilhar essas imagens nas redes sociais. Em seu site, a Torre Eiffel confirma que usos de fotografias estão sujeitas a certas restrições.
As fotos feitas durante o dia estão livres de questionamento já a torre foi construída em 1889, ou seja, já caiu em domínio público.

As diretrizes da União Europeia, de 2001, indicam que fotografias de obras arquitetônicas em espaços públicos podem ser tiradas de forma gratuita, mas a cláusula é opcional, segundo informou o tabloide britânico “Daily Mail”. Países como Itália, Bélgica e França, por exemplo, optaram por não seguir essa indicação.
Muitos edifícios em toda a Europa estão protegidos por copyright. Turistas devem pedir permissão do detentor dos direitos autorais para compartilhar suas fotos em sítios públicos.
Na Romênia, Bulgária e Eslovênia, por exemplo, pode-se tirar fotos de edifícios públicos, desde que as imagens não sejam vendidas.

Enquanto isso, no Reino Unido, Holanda e Alemanha, os turistas têm a liberdade de tirar e compartilhar fotos de prédios públicos por qualquer motivo.

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Silvio Santos recebe críticas nas redes sociais após comentário sobre cabelo de atriz negra de Chiquititas

Julia reagiu com espanto ao comentário de Silvio Santos: “Como assim?” (foto: Reprodução/YouTube)
Julia reagiu com espanto ao comentário de Silvio Santos: “Como assim?” (foto: Reprodução/YouTube)

Publicado no Extra

Durante a participação do elenco da novela infantil Chiquititas no Teleton, exibido pelo SBT no último sábado, o apresentador e dono da emissora, Silvio Santos, fez um comentário sobre o cabelo da atriz Julia Oliver, que interpreta a personagem Pata. Considerado racista por usuários das redes sociais, rapidamente o nome do “dono do Baú” virou alvo de críticas.

Julia, de 11 anos, foi questionada por Silvio sobre o que gostaria de ser quando crescer. Ao responder que queria ser “atriz ou cantora”, ouviu do apresentador: “Mas com esse cabelo?”. A menina ficou visivelmente espantada com o comentário. “Como assim?”, perguntou a jovem, em tom de incredulidade. Veja o vídeo da entrevista aqui.

“Silvio Santos, o sr foi muito racista, nojento e de baixíssimo nível #SomosTodosTeleton“, escreveu uma jovem. “Tirar o Silvio Santos de engraçadão é divertido. Até ele fazer chacota com o cabelo de uma criança de 11 anos. Não é brincadeira”, comentou outro homem.

Após a polêmica, a própria Julia compartilhou uma mensagem no Instagram sobre o assunto. “Nada do que me falarem por essa vida afora vai fazer mudar meu caráter, esse sim é mais importante que o meu cabelo. #AmoMeuCabelo”. Ao ser questionada por um seguidor no Twitter sobre o que achou da postura de Silvio Santos, Julia foi diplomática. “Chateada com o meu patrão? Nunca… tenho o maior respeito pela família SBT”.

foto: Reprodução/Instagram
foto: Reprodução/Instagram

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