Meninas drogam pais para usar internet depois das 22h

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Publicado originalmente no Terra

Duas adolescentes do Estado americano da Califórnia foram presas após drogarem os pais de uma delas para poderem usar a internet além do horário permitido a elas, disseram autoridades locais à agência AP.

As jovens, de 15 e 16 anos e moradoras da cidade de Rocklin, colocaram pílulas para dormir – que necessitavam de prescrição médicas para serem comercializadas – em milk-shakes e deram para o casal. Após acordarem grogues, eles suspeitaram de algo e auto aplicaram um teste de toxicidade. Quando o teste deu positivo, eles levaram os resultados para a polícia.

Segundo a polícia, elas agiram dessa forma porque consideravam a regra de não poderem usar a internet depois das 22h muito “rígida”.  “As meninas queriam usar a internet, e fariam o que fosse necessário para isso”, disse o tenente Lon Milka ao jornal The Sacramento Bee.

As jovens foram levadas para um reformatório juvenil no sábado passado e acusadas de suspeita de conspiração para manipular farmacêuticos com comida. Cabe agora à Promotoria local decidir se elas serão indiciadas judicialmente. Não há informações se as adolescentes já foram liberadas e sobre quanto tempo permaneceram detidas.

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Suicídio de jovem militante do ateísmo repercute no Facebook

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Paulo Roberto Lopes, no Paulopes

No dia 28 de dezembro, por volta das 19h30, uma jovem morena colocou uma corda no pescoço e se matou. Órfã de pai, Roberta Baêta (foto) tinha 17 anos, era bipolar, sofria de depressão e em outras ocasiões já teria tentado o suicido.

Roberta disse estar cansadada exclusão por ser ateia
Roberta disse estar cansada
da exclusão por ser ateia

A sua morte tem repercutido no Facebook, onde ela tinha um perfil que usava para sua militância ateísta. O perfil até ontem continua disponível, mas alguém deletou as postagens e as fotos.

Entre as fotos, havia registros da participação dela em manifestações a favor do Estado laico, por exemplo. Entre os textos, estava a transição de “Ex-freira Elizabeth, 73, conta como virou militante ateísta”, publicado por este site em novembro de 2012.

Amigos de rede social de Roberta conseguiram tirar cópia de alguns textos e fotos um pouco antes de serem deletados e com eles criaram uma página de homenagem à jovem.

Em um dos textos, Roberta reclama da rejeição que vinha sofrendo por ser ateia. “Estou cansada de gente que simplesmente me exclui de suas vidas ao saber que sou ateia, sem conhecer o meu caráter”, escreveu. A página da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos no Face está dando destaque à mensagem.

Somente um psiquiatra informado sobre o caso de Roberta pode avaliar até que ponto a pressão familiar por ela ser ateia acentuou a sua depressão. Trata-se de uma questão delicada, porque envolve a dor quase insuportável de uma família que perdeu uma jovem.

Pouco se debate o suicido porque, para a sociedade e imprensa, o assunto é incômodo e virou tabu — acredita-se que evidenciá-lo é uma forma de encorajar outros a se matarem.

Não deveria ser assim porque o assunto exige mais atenção, tendo em conta que o suicido no Brasil é a terceira causa de morte entre os jovens de 15 a 19 anos. A taxa de incidência nessa faixa etária onde Roberta se encontrava se multiplicou por dez de 1980 a 2000, de acordo com dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP.

Os suicidas geralmente dão “avisos” de que pretendem se matar, o que pode ser entendido como pedidos de ajuda, de socorro. No caso de Roberta, além de postagens no Face, ela deu avisos explícitos nas vezes em que teria tentado pôr fim a sua vida, embora agora, a posteriori, fique fácil dizer isso.

imagem topo: fan page em homenagem a ela

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Pesquisa revela perfis dos brasileiros nas redes sociais

Quem é você nas redes sociais?
Quem é você nas redes sociais?

Publicado originalmente no Adnews

Recentemente foi concluída a maior pesquisa quantitativa já realizada no Brasil para entender quem são os brasileiros nas redes sociais, quais seus temas favoritos, os temas odiados, como os homens e mulheres estão agrupados, como são suas relações com amigos, seguidores e marcas, entre outros pontos. O estudo foi realizado pela Hello Research – agência brasileira de inteligência e pesquisa de mercado especializada na metodologia OnTarget – a partir de 1,3 mil entrevistas pessoais domiciliares feitas em 70 cidades espalhadas por todas as regiões do País.

Intitulado de “Papo Social”, o estudo revela as opiniões, formas de comportamento e os principais temas procurados em canais como Facebook, Twitter, Linkedin, Twitter, MSN, Google Plus, Tumblr, Myspace e YouTube. A partir daí foram avaliados os principais temas de procura de seus usuários, tais como futebol, religião, política, trabalho, novela, auto-ajuda, humor e sexo.

Assim, concluiu-se que, do total de entrevistados, 1/3 se declarou usuário de, pelo menos, uma rede social, tendo esta sido acessada pelo menos uma vez nos últimos 90 dias. E o Facebook lidera a preferência nacional, sendo a mais usada em todas as regiões e níveis sócio-econômicos, com a adesão de 84% dos usuários, ou em números absolutos, 55 milhões de pessoas. Um detalhe importante: 60% destes usuários ainda usam o MSN e mais da metade utiliza o Orkut, principalmente nas classes DE.

No que se refere às regiões do Brasil, o Sudeste concentra a maior parte dos usuários, com 55% dos representantes, seguido pelo Nordeste (20%), Sul (12%), Norte (7%) e Centro-Oeste (6%). Nesta última localidade também são encontrados os “Heavy Users”, isto é, aqueles que dedicam grande parte de seus dias à navegação pelas redes sociais. Aproximadamente 36% se mantém conectados durante todo o dia, enquanto que 32% dedicam pelo menos um momento de seus dias a entrar no Facebook e demais canais de interação social. Fato curioso ocorre no Norte onde não se conectam o dia todo, mas 35% dos usuários se conectam todos os dias, patamar superior às demais regiões.

Outra particularidade do estudo foi identificar comportamentos de navegação similares entre usuários para poder segmentá-los a partir de características comuns significativas. Com esse exercício a pesquisa apontou os quatro principais grupos de usuários de redes sócias no país. São eles:

EM 1º COM 30% – “OS ARROZ DE FESTA”

Esse grupo é formado por indivíduos que estão presentes em todas as discussões. Aliás, não perdem uma. Para eles não existe um tema favorito. Comentam a rodada do futebol com a mesma habilidade que discutem o final da novela. E não param por aí. Falam de trabalho, publicam posts de humor e se metem até no tema mais odiado das redes sociais, política. Formam o grupo que tem mais acesso as redes, normalmente chamados de heavy users. Até por isso é um grupo bem distribuído, formado por homens e mulheres de todas as idades, classes sociais e regiões do país.

Características comuns do grupo:

▪ Quem faz parte: Homens e Mulheres
▪ Perfil demográfico: Todas as classes e idades
▪ Frequência de acesso: ALTA
▪ O que mais publica: De tudo um pouco
▪ Assunto preferido: TODOS
▪ Assunto odiado: NENHUM
▪ O que faz quando gosta de um conteúdo: compartilha
▪ O que faz quando não gosta de um conteúdo: ignora

EM 2º COM 27% – “OS DO CONTRA”

Basicamente não gostam de nada. Ou melhor, só gostam do que publicam e não perdem a oportunidade de falar mal sobre os posts alheios. Ainda assim são politizados é não odeiam tanto o tema política como outros grupos. Em sua composição possui gente de todas as classes sociais, mas é o grupo que conta com maior participação de indivíduos de classe A. Eles usam as redes mais para ver do que para serem vistos. É o grupo que menos posta e tem frequência de acesso esporádica. Conta com a participação de homens, mas apresenta uma proporção maior entre mulheres. A idade varia, mas tem sua maioria entre pessoas de 31 a 50 anos e se destaca pela maior presença de pessoas da região Nordeste. “Pense duas vezes antes de enviar um post polêmico para esse tipo de amigo virtual. Um post indesejado e tchau. Eles deletam seus amigos virtuais com a mesma facilidade com que postam uma foto”, acrescenta Davi.

Características comuns do grupo:

▪ Quem faz parte: Homens e Mulheres
▪ Perfil demográfico: Classe A/B – 31 – 50 anos
▪ Frequência de acesso:  BAIXA
▪ O que mais publica: Não publicam
▪ Assunto preferido: TRABALHO
▪ Assunto odiado: SEXO
▪ O que faz quando gosta de um conteúdo: apenas vê
▪ O que faz quando não gosta de um conteúdo: deleta o amigo que enviou

EM 3º COM 22% – OS HOOLIGANS

Como o nome sugere, esse grupo é formado majoritariamente por homens que adoram discutir sobre esportes, em especial sobre futebol. Tem uma frequência de acesso moderada ainda assim são o grupo que mais postam quando acessam. Mas, ao contrário do que se poderia imaginar, é raro um integrante deste grupo deletar um amigo de sua rede. “Para eles, as redes sociais são como mesa de bar ou papo de banheiro masculino. Falam de bola, humor e claro, sexo.” – acrescenta Davi Bertoncello.

Características comuns do grupo:

▪ Quem faz parte: Homens
▪ Perfil demográfico: Classe B/C – 16 – 30 anos
▪ Frequência de acesso:  MODERADO
▪ O que mais publica: Coisas pessoais e posts de humor
▪ Assunto preferido: ESPORTES / FUTEBOL
▪ Assunto odiado: POLÍTICA
▪ O que faz quando gosta de um conteúdo: DA LIKE
▪ O que faz quando não gosta de um conteúdo: IGNORA

4º COM 21% AS MARICOTAS

Formado basicamente por mulheres, seus temas favoritos são humor, autoajuda e novela. “Um verdadeiro clube da Luluzinha digital. Não perdem a oportunidade de comentar sobre aquele capítulo mais quente até porque conta com a presença de muitas donas de casa”, acrescenta Stella Mattos, diretora de contas da Hello Research. É o grupo com menos escolaridade formado em sua maioria por mulheres da classe C com idade entre 25 e 35 anos.

Características comuns do grupo:

▪ Quem faz parte: Mulheres
▪ Perfil demográfico: Classe C
▪ Frequência de acesso:  MODERADA
▪ O que mais publica: Correntes e fotos
▪ Assunto preferido: AUTO-AJUDA
▪ Assunto odiado: POLÍTICA
▪ O que faz quando gosta de um conteúdo: COMENTA
▪ O que faz quando não gosta de um conteúdo: comenta com Indignação

“O estudo “Papo Social” ainda conta com muitas outras informações essenciais para um maior entendimento do uso das redes sociais no Brasil, e foi interessante concluir que o agrupamento de pessoas se dá muito mais por afinidade de assuntos discutidos do que necessariamente por questões demográficas, não sendo segredo pra ninguém que um sujeito com mil amigos virtuais não tem nem perto deste montante formado por amizades que se estendam ao mundo real. E, esses amigos a mais, inegavelmente, são compostos por pessoas que tem alguma afinidade com o conteúdo postado pelo outro”, destaca Davi Bertoncello, CEO da Hello Research, idealizadora do estudo.

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Idioma português é o que mais cresce no Facebook

Publicado originalmente no Link

O português é o idioma que obteve o maior crescimento no Facebook em dois anos. Segundo dados da SocialBakers, o número de usuários que optaram por visualizar o site em português saltou de 6,1 milhões (maio de 2010) para 58,5 milhões (novembro de 2012), mantendo o idioma atrás do inglês, com quase 360 milhões de usuários, e o espanhol, com 142 milhões.

Veja a lista completa aqui.

O português cresceu praticamente 10 vezes entre 2010 e 2012. Tamanha ascensão não se repetiu com os demais. O inglês teve um aumento de 1,6 vezes e o espanhol, 2,3. Além do Brasil, o mais notável se dá com a língua árabe, o nono idioma mais usado, que chegou a um número de usuários quase seis vezes maior.

Comparando-se os países, o Brasil é o segundo com maior quantidade de perfis na rede social, que já passa dos 1 bilhão de usuários. O Brasil, à frente da Índia e atrás dos EUA, responde por 61,8 milhões dos usuários (a diferença entre este número e de usuários que visualizam a rede em “português” se dá simplesmente pelo fato de muitos usuários falantes da língua optarem por um idioma alternativo ao seu nativo), mas está em 42º no ranking dos países que mais cresceram no Facebook nos últimos seis meses (o primeiro é o Vietnã; veja).

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Facebook lança ferramenta de Social-Reporting para quem não saiu bem na foto

Fabrício Teixeira, no UpdateorDie!

O Facebook acaba de anunciar mais uma funcionalidade envolvendo seus álbuns de fotos no site.

Agora se você foi tagueado em uma foto e não gostou do conteúdo dela, você tem a opção de mandar uma mensagem para o dono da foto e pedir que ela seja retirada. Entre os motivos pré-selecionáveis na interface na hora de denunciar uma foto estão: “saí mal na foto”, “a foto é constrangedora”, “ela mostra um comportamento inadequado” e “acho a foto ofensiva”.

Segundo o vídeo, 65% das mensagens solicitando remoção de fotos acabam sendo bem recebidas pelos usuários que publicaram a imagem indevidamente.

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