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Os ‘poetas’ das Redes Sociais

Publicado originalmente por Lorran S. no #podeisso?

Você, com certeza, tem um amigo ‘poeta’ nas redes sociais. Aquela pessoa que dá notícia de tudo, ama filosofar e sempre tem uma piadinha pronta na manga para gerar sorrisos na galera. A internet está cheia dessas figuras e, por isso, decidi fazer um post em homenagem a eles.

Olha só alguns exemplos:

Zé Bruno: ‘Há um ano e meio tenho sido chamado de Judas, traidor, Ló e filho do diabo’

Zé Bruno, no site da banda Resgate

Uma matéria envolvendo meu nome que foi publicada no Jornal O Estado de S. Paulo nesta manhã de terça feira, 04/10/2011, dá conta de que uma pessoa por iniciais C.A.A.V. declara ter presenciado em meu gabinete em 2009, uma cena na qual eu receberia dinheiro em notas de R$ 100,00 provenientes de acordos de venda de emendas parlamentares. Respondi ao Jornal que este fato nunca aconteceu, nem sabia de tal denuncia pela corregedoria, ou seja, não fui notificado.

Em primeiro lugar uma pessoa que faz tal coisa desonesta, não o faz de forma aberta, dentro de sua sala, dentro da Alesp com sua porta aberta, além de desonesto me acusam de ser ignorante, não sou nem uma coisa nem outra.

Em segundo lugar, o ônus da prova é de quem acusa, aguardo as provas de tal fato. Meu mandato terminou em 14 de março deste ano, portanto minhas declarações de imposto de renda, o fechamento das contas do gabinete e minha declaração de bens antes, e depois do mandato são públicos.

Por fim a pessoa denunciante com estas iniciais e que consta nos documentos, e que na matéria se diz um pastor, que trabalhou comigo, só existe um. Não tive acesso aos autos, mas creio ser Carlos Alberto Alves Vianna, conhecido como Bispo Carlinhos. Ele se apresenta como pastor autônomo de maneira falsa, ele é Bispo da Igreja Renascer e parte integrante de sua diretoria como um dos dez conselheiros. Foi exonerado por não comparecer no dia a dia de trabalho.

É feita a acusação, enviada a um jornal, e um email do Yahoo que tem o nome falso da Casa da Rocha foi criado, e está sendo enviado a todos os membros da Igreja Renascer e recebido por muitos de nossos membros, contendo o link da matéria a meu respeito, evidente tentativa desesperada de manchar meu nome.

Há um ano e meio tenho sido chamado de Judas, traidor, Ló, filho do diabo, através das redes sociais e comentários de duplo sentido em meios de comunicação ligados à Igreja Renascer desde meu desligamento. Isso é fato.

Diuturnamente as acusações de que em meu mandato havia desonestidade eram feitas por pessoas ligadas à Igreja Renascer. Tentativas outras de utilizar a mídia já foram feitas, tenho provas e apresentarei judicialmente. No momento oportuno serão divulgadas.

Não me preocupa o depoimento de outras pessoas que comigo trabalharam e que eram ligadas à Igreja Renascer, são testemunhas tendenciosas. Os funcionários que não eram evangélicos e os que eram de outras Igrejas e que não estão debaixo de tal influência podem atestar meu comportamento.

Lamento que você irmão tenha que passar por tal dissabor proveniente de pessoas que com estas atitudes demonstram seu caráter.

Quem acusa deve demonstrar a prova das acusações, como isso não acontecerá, ingressarei judicialmente contra o acusador por Calúnia e Difamação para reparação dos danos a mim causados.

dica do Anderson Santos

 

Primeiro livro de Sérgio Pavarini sai em novembro

Marília César

Os amantes do rock e da internet terão, a partir de novembro, a oportunidade de conhecer o primeiro registro de um jornalista que domina as duas linguagens: Sérgio Pavarini está estreando no mercado editorial impresso. A minha alma está a(r)mada - Lições de vida que o rock nacional me ensinou sai no próximo mês pela Thomas Nelson Brasil.

Conhecido como editor do Pavablog, um dos grandes canais nacionais de informação sobre entretenimento, política, cultura e, sobretudo, o universo cristão, Pavarini resolveu topar o desafio de escrever para um público jovem, habitualmente leitor de seus posts, a fim de exorcizar alguns fantasmas que guardava há tempos em seu baú afetivo.

Em meio a dicas sobre escolha profissional e de leitura, ele relata experiências e crises pessoais vividas em igrejas evangélicas, que renderam muitos questionamentos às posturas convencionais  e jargões. Em linguagem informal e fluída, as histórias são intercaladas com citações de músicas de seus roqueiros preferidos, de Raul Seixas a NX Zero.  “Uso o rock nacional ao longo de toda a obra. Em especial profetas que curto muito, como Cazuza e Renato Russo. Só não consegui achar lições legais no Restart”, ironiza.

O livro é uma fusão entre rock e espiritualidade e pretende alcançar jovens de todas as idades, independentemente da religião. “Tenho um montão de leitores sem qualquer tipo de crença e o livro segue a mesma vibe do que posto nas redes sociais, sem nenhum tipo de proselitismo”, afirma.

A seguir, trechos de uma rápida entrevista feita com o autor:

Por que demorou tanto para escrever um livro se tem um público jovem tão fiel há tanto tempo o seguindo pela rede?

Na internet você escreve hoje e amanhã seu texto é jurássico, ao contrário do que acontece nos livros. Topei o desafio justamente para perenizar algumas discussões, ampliando o papo com os leitores. No texto, apenas forneço pistas (certamente muitas das quais falsas).

Como tem feito para conciliar as atividades de blogueiro, palestrante e escritor? Qual sua rotina atual?

A mesma doideira de sempre. Mais de 30 abas abertas no computador e pelo menos mil mensagens diárias na caixa postal + redes sociais. Deve ser legal para o Philip Yancey ouvir música clássica e olhar as montanhas pela janela para se inspirar, mas minha pegada é outra.

Quais as maiores dificuldades que encontrou para escrever?

A “gravidez” é interessante porque torna você ainda mais sensível. No meu caso, isso significa quase virar emo. (rs). Algo legal que escuto ou uma frase no papo com amigos já se transforma num capítulo nas horas seguintes. Embora seja uma obra curta, requer fôlego longo na preparação. Falando sério, careço muuuito da oração, reza e torcida de todos nesta etapa final.

É muito diferente a linguagem da internet da linguagem que está exercitando no seu livro?

Há tempos optei por simplesmente conversar com os leitores, uma forma legal de tocar coração e mente ao mesmo tempo. Tentei recriar nas páginas a mesma leveza e o humor de um papo descontraído na mesa de um bar.

Qual a sua expectativa com essa obra?

Um do lances legais que combinei com a editora é que o livro mensalmente vai ganhar um capitulo inédito no hotsite. A ideia é promover a total interação com os leitores. Como sempre brinco, só tenho seguidores no Twitter. A proposta é colocar alguns temas em pauta e o papo vai continuar no site depois da leitura. O projeto gráfico ficou bem legal e espero que as pessoas curtam bastante.

Por que a escolha do título ”A minha alma está a(r)mada”?

Além da brincadeira com a músida do Rappa, penso que o amor que o Criador tem por nós é a nossa maior arma para enfrentar os desafios do dia a dia. Em tempos de intolerância e de brigas de todos os tipos, enfatizar novamente o maior atributo divino é algo essencial. O caminho da relevância cristã passa pelo serviço como consequência do amor.

Trecho:

Vivemos tempos brochantes. Sério mesmo. Recebemos em apenas um dia a mesma quantidade de informação que um homem levaria a vida inteira para obter na Idade Média. Um clique no Mickey mouse é suficiente para abrir as janelas do mundo e o resultado pode ser ilustrado por uma das palavras que aparece com maior frequência na Twittosfera: tédio.

A profusão de informações (e de opiniões) ocasionou um efeito colateral bem estranho. Delegamos aos nossos articulistas favoritos a capacidade de pensar por nós. Temos nosso rol de escritores e emprestamos deles algumas ideias prontas. Em vez de correr os riscos inerentes à conquista, nos contentamos ao ver nossos ícones em ação, numa espécie de voyeurismo (oi?) preguiçoso cujo prazer é literalmente virtual.

Como é gratificante ajudar os outros a descobrir que o sexo entre os neurônios é sempre seguro. Além disso, proporciona sensações deliciosas e (re)produz ninhadas de sinapses. Juntos, vamos desfrutar de alguns momentos de prazer (ou não) e gerar alguns filhotes. Mães à obra!

Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende

Quem acredita sempre alcança
(Renato Russo, em Mais uma vez)

foto: Bruna Franco

Pesquisa comprova que redes sociais foram o pivô das revoltas populares no Oriente Médio

Publicado originalmente por Luciana Coelho na Folha.com

Não era só impressão: uma análise quantitativa mostra que o Twitter e outras redes sociais foram o pivô das revoltas populares que derrubaram ditadores na Tunísia e no Egito no início do ano.

A pesquisa do Projeto sobre a Tecnologia da Informação e o Islã Político (pITPI), da Universidade de Washington, analisou mais de 3 milhões de tuítes relacionados à Primavera Árabe.

Conclui que, embora não tenham provocado a revolução em si, Twitter, Facebook,YouTube e blogs, nessa ordem, deram aos protestos velocidade suficiente para culminar na queda dos ditadores Zine Ben Ali, na Tunísia, em janeiro, e Hosni Mubarak, no Egito, em fevereiro.

“A velocidade foi importante porque os ativistas puderam pegar os ditadores com a guarda baixa”, disse à Folha Philip Howard, chefe do projeto e autor de The Digital Origins of Dictatorship and Democracy (2010).

Segundo Howard, a maioria dos regimes autoritários não tem, ainda, “compreensão mais sofisticada das mídias sociais” – o que dá aos ativistas chance de compensar, até certo ponto, desvantagens numéricas e de poder.

Mas ele evita, porém, usar expressões como “Revolução do Twitter” ou “Revolução do Facebook”, pois os regimes usam as redes também para colher dados e arquitetar a contrainsurgência.

Grandes protestos foram precedidos por picos de tuítes e diálogos on-line, mostra o estudo. Na Tunísia, onde 20% dos 10 milhões de habitantes usam redes sociais, 1 em cada 5 blogs analisava o governo no dia da renúncia; o quádruplo de um mês antes. Em um intervalo de dois meses, foram mais de 13 mil tuítes com a hashtag #sidibouzi, a principal da revolta.

Já no Egito, 82 milhões de habitantes e 10% de acesso, foram mais de 2,3 milhões de tuítes com #egypt entre 14 de janeiro e 24 de março. Nos dois casos, o impacto foi ampliado por mensagens de celular -estes sim com penetração alta na população. O estudo ainda mostra que o debate se espalhou na região e no mundo rapidamente e incluiu mais mulheres que a política tradicional.

Além disso, ele não foi alimentado por estrangeiros e expatriados. Com o correr do dias, tuítes vindos dos dois países passaram, em média, de 18% para 36% (a maior parte não declara origem).

Para Howard, o perfil demográfico dos dois países -população majoritariamente jovem, muitos deles urbanos e versados nas redes sociais – selou o sucesso dos protestos. Jordânia e Marrocos, diz, têm perfil semelhante.

A questão difícil, por ora, é se o debate acabará restrito a uma elite educada, jovem e urbana, em detrimento da massa rural, mais pobre. ”Pode haver um sentimento pró-islamismo mais forte da população sem acesso à rede. Se liberais versados em tecnologia vierem a dominar o debate, será às custas dos islamistas conservadores.”

Mesmo dispensando convites, o Google+ não consegue se popularizar

Agência Pavanews, com informações de INFO e R7
Cerca de dois meses após o seu lançamento oficial, a nova rede social Google Plus, ainda tem dificuldades para cair no gosto dos usuários.

Segundo um relatório da empresa 89n, o número de postagens publicadas na plataforma caiu 41% em período inferior a dois meses. Entre 19/07 e 19/08, cada usuário publicou, em média, 0,68 mensagem por dia na rede social. Já entre os dias 20/08 e 14/09, a média foi de apenas 0,40 post por usuário.

Um dos fatores que mantém o índice de publicações dentro da Google+ baixo é justamente a falta de integração com outros serviços, como Twitter, Flickr, Tumblr etc.

No Brasil, a rede social teve apenas 2% da audiência do Orkut (também do Google) em seu primeiro mês, segundo a consultoria Comscore. Entre 29/06 a 31/07, a nova rede social teve 793.923 visitantes únicos brasileiros. Nesse período, só podia se cadastrar na rede quem era convidado, uma tática também usada pelo Orkut no seu lançamento.

O Orkut teve 36,4 milhões de visitantes únicos, enquanto o Facebook teve 25,8 milhões de visitantes únicos no mês de julho no Brasil, segundo a Comscore. A audiência do Google+ no Brasil o coloca atrás das redes sociais Windows Live Profile, Twitter e LinkedIn, todas com mais de 1 milhão de visitantes únicos no período.

Esta é considerada a quarta tentativa do Google de emplacar uma rede social (depois do Buzz, Google Wave e Orkut).