Facebook estimula jovens a praticarem sexo seguro, indica pesquisa

Ana Ikeda, no UOL

Já teve pesquisa dizendo que espionar no Facebook faz mal à saúde emocional, que metade dos usuários já exclui amigos que compartilham posts demais, que 88% das pessoas são stalkers do perfil do ex… Agora, lá vai mais um estudo para a coleção: o Facebook ajuda a prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST). Quem chegou a essa conclusão foram os pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

 

O estudo, publicado no Jornal Americano de Medicina Preventiva, foi realizado com usuários do Facebook entre 18 e 24 anos, que recebiam conselhos sobre saúde sexual de uma página na rede social criada pelos pesquisadores.

Cerca de 68% dos participantes que  recebiam os posts no Facebook afirmaram ter usado camisinha durante relações sexuais. Já no grupo de controle, que não recebia as mensagens, foram apenas 56% os participantes que afirmaram ter se protegido durante o sexo.

“As redes sociais influenciarem no comportamento sexual a curto prazo é uma novidade. É o primeiro passo para alcançar números expressivos de jovens online”, destacou Sheana Bull, pesquisadora-chefe da Universidade do Colorado.

O problema foi que, após seis meses, caiu o índice de proteção entre os usuários do Facebook que recebiam os conselhos. A porcentagem foi de 60%.

Sobre a queda nos índices de proteção contra DST, Sheana afirma que o afastamento ocorre no grupo de alto risco dos jovens. Ela acredita que isso apenas reforça a necessidade de redobrar esforços para “atrair e engajar” esse grupo sobre as medidas de prevenção.

 

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“Encostos virtuais”: saiba como lidar com dez tipos de chatos das redes sociais

Chefe que cobra tarefas no seu mural, amigo que te marca em fotos constrangedoras e pessoas que fazem comentários preconceituosos em seus "posts": saiba agir com esses e outros malas das redes sociais

Andrezza Czech, no UOL

Aquele cliente que você nunca viu te adicionou no Facebook e tem insistido para que você o aceite. Um amigo resolveu fazê-lo passar vergonha com comentários preconceituosos em uma publicação sua. O chefe decidiu cobrar um relatório no seu mural. Como conseguir se livrar desses “encostos” sem parecer mal-educado e antipático?

Para te ajudar a driblar essas situações, o UOL Comportamento conversou com o economista e consultor de etiqueta e marketing pessoal Cláudio Pelizari, a consultora de imagem pessoal e etiqueta Ana Vaz e a consultora em etiqueta e mídias sociais Ligia Marques, autora do livro Etiqueta 3.0 (Ed. Generale).

Contato de trabalho que você não conhece, mas te adiciona
Você costuma tratar de assuntos profissionais por e-mail ou telefone com ele, mas nunca o viu pessoalmente. Quando você menos espera, ele te adiciona no Facebook. Você finge que não viu, mas, logo que pode, ele faz questão de te lembrar de que te adicionou. O que fazer? Se não quiser ter o contato, basta recusar. Ou aceite e depois bloqueie a pessoa, para que ela não veja as suas atualizações. Se não quiser ver as dela, basta ocultá-las. Para Ana, vale dizer que não está adicionando ninguém no momento, pois fechará a conta. Por outro lado, se você trabalha em uma área que exija ter muitos contatos, uma boa ideia é criar um perfil para fins profissionais.

Chefe que cobra tarefas em seu mural
É claro que um chefe com o mínimo de bom senso sabe separar a vida profissional da pessoal, mas, infelizmente, nem todos são assim. Segundo a consultora Ana Vaz, o ideal é ser gentil e não confrontá-lo. Deixe o recado sem resposta e, depois, diga que não viu na hora. E, por isso, seria mais eficaz se ele cobrasse as tarefas por telefone ou e-mail. “Diga que alguns amigos até perguntaram se você é pouco produtivo”, diz ela. Para evitar que isso volte a acontecer, configure suas privacidades para que ninguém mais possa publicar na sua “timeline”.

Colega de trabalho que nunca te cumprimenta, mas te adiciona
Se você deseja fazer amizade com o tal colega, não há dúvidas. Mas e se você não está nem um pouco a fim de ter contato com ele? Como não é seu chefe e não há obrigação alguma de criar um vínculo, o melhor é fingir que não viu o pedido, segundo Ana Vaz. O problema é que, se o colega é realmente mala, ele dará um jeito de lembrar-lhe de aceitar o pedido no primeiro encontro no elevador. Nesse caso, diga que não costuma entrar nas redes sociais ou que sua namorada ou seu namorado entra mais do que você.

Conhecidos que insistem para que você curta a “fanpage” deles
Dependendo da relação que você tem com essa pessoa, curta. “Não há nada de mal em agradar os outros”, diz a consultora em etiqueta e mídias sociais Ligia Marques. Se depois achar que a página é inconveniente, “descurta”. Agora, se a ideologia da página não está de acordo com a sua (defende um partido político diferente do seu, por exemplo), explique isso, com educação.

Amigos que marcam fotos suas em situações constrangedoras
Se você tem todos os colegas de trabalho e até o chefe no Facebook, cuidado com os amigos inconvenientes. Se ele resolver marcar uma foto sua na balada, com um copo na mão e cara de quem passou dos limites, não pense duas vezes e desmarque imediatamente a imagem. Para a consultora Ana, se a pessoa continuar sendo inconveniente, avise por mensagem privada que você tem muitos contatos profissionais no seu Facebook e não quer aparecer dessa forma para eles. Para que não aconteça de novo, o melhor é escolher a configuração de privacidade que exige que você aprove as fotos antes que elas apareçam em sua linha do tempo. Caso a pessoa continue com sua foto constrangedora no álbum dela e isso te incomode, não se acanhe e peça que ela apague, mas com jeitinho, para que ela não se ofenda.

Familiar que te constrange
Você coloca uma letra de música em um “post”, e aquela tia, desconfiada, vem perguntar o que você quis dizer com isso. Depois, posta uma foto e ela não pensa duas vezes em dizer: “Como você está lindinho, bebê!” ou “O que está fazendo com essa cerveja na mão, hein?”. Como lidar com os constrangimentos que os familiares proporcionam nas redes sociais? Primeiro, ignore. Cedo ou tarde, o parente deve desistir, mas, se não for suficiente e as atitudes forem realmente incômodas, converse. “Como é alguém com quem você tem intimidade, vale pedir, pessoalmente, que a pessoa pare de agir assim. Mas isso não significa que você será compreendido”, diz Ana Vaz. “Muitas vezes, é melhor ignorar”, afirma.

Pessoas que fazem comentários preconceituosos em seus posts
Você compartilhou uma notícia sobre um tema comum, mas, quando viu, um contato decidiu polemizar e escrever comentários preconceituosos ou violentos. A opinião dele é tão extremista que gerou uma enorme discussão. O que fazer? Exclua os comentários e, se ele não se tocar, apague o “post”. “Se você deixar, por mais que a internet seja um espaço democrático, outras pessoas podem achar que você compartilha dessa opinião”, diz Ana. Se for um amigo, diga em mensagem particular que aquele tipo de comentário não o deixou confortável. Se não for, exclua-o da sua lista. Mas aproveite para avaliar se uma pessoa com esse tipo de opinião merece sua amizade, nas redes sociais ou fora delas.

Gente que te inclui em conversa que você não quer participar
Um amigo decide criar um grupo de conversa com várias pessoas que você não gosta ou, simplesmente, sobre um assunto que não lhe interessa. Para conseguir escapar do papo chato, segundo o consultor de marketing pessoal Cláudio Pelizari, o ideal é dizer que você vai dar uma saída da rede social e sumir da conversa. Se tiver paciência de aguentar os avisos de novas mensagens, deixe que o povo converse e simplesmente não participe.

Agitadores culturais
Eles vivem criando eventos nas redes sociais e convidando toda a lista de amigos e conhecidos para fazer parte –e você já não suporta mais recusar os convites. Como agir? Se você já recusou milhões de chamados e eles ainda não desistiram de você, peça para não ser mais incluído. É educado enviar uma mensagem particular agradecendo o convite e pedindo para que a pessoa não se preocupe mais em te chamar, porque você está sem tempo. Se nem assim o mala se tocar, a saída é bloqueá-lo. “Isso é spam. Você tem o direito de fazer isso”, diz Ana.

charge: Stefan

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Redes sociais viciam mais que sexo e cigarro

Carol Castro, no Ciência Maluca

Tá tão difícil assim controlar a vontade de ver quantas pessoas curtiram seu último post no Facebook? Você não está sozinho, amigo. Uma pesquisa da Universidade de Chicago mostra que é mais fácil suportar a vontade de fazer sexo, beber ou fumar do que aquela de checar as redes sociais.

Para chegar ao resultado, a equipe distribuiu smartphones a 205 voluntários, que tinham entre 15 e 85 anos. A cada meia hora, os pesquisadores entravam em contato com os participantes para saber quais eram os principais desejos de cada um deles – e quão irresistíveis eram. O teste durou uma semana.

Aí veio a surpresa: eles sentiam muito mais vontade de checar as redes sociais do que fazer qualquer outra coisa. Até fumar. Ou beber e fazer sexo. “As pessoas conseguiam resistir bem aos impulsos sexuais e consumistas, o que é surpreendente na cultura moderna, que tem uma falha desastrosa em controlar esses impulsos”, diz Wilhelm Hofmann, autor da pesquisa.

O cigarro e a bebida, acredita Hofmann, são menos tentadores por outro motivo: dinheiro. É mais barato checar o Twitter ou Facebook do que comprar um maço de cigarros ou uma latinha de cerveja.

Francamente, hein, pessoal.

Crédito da foto: flickr.com/chrisjl

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Estudo: 62% assistem à TV enquanto usam redes sociais

Notebooks, tablets e smartphones são os aparelhos mais utilizados por usuários conectados a redes sociais enquanto assistem à TV (Foto: Shutterstock)

publicado no Terra

Qual foi a última vez que você assistiu à televisão sem utilizar, ao mesmo tempo, algum outro aparelho, como computador, celular ou tablet? Resultados do Relatório de Tendências de Consumo em TV e Vídeo de 2012, estudo anual realizado pelo ConsumerLab, o laboratório de pesquisas de comportamento da Ericsson, revelam que 62% das pessoas assistem à TV enquanto usam redes sociais – um fenômeno denominado Social TV. No Brasil, este número é ainda maior: 73%, um aumento de 25% em relação ao ano passado.

A sensação de pertencer a uma comunidade, a validação da própria opinião perante outros, a busca por novas informações e a necessidade de avaliar e discutir um assunto são razões apontadas pelo estudo para o crescente número de pessoas que usam as redes enquanto consomem conteúdo televisivo. Só de um ano para cá, houve um aumento de 18%. Diferentemente do que se pode pensar, este comportamento não se limita apenas a jovens telespectadores: 30% das pessoas que têm entre 45 e 59 anos seguem a tendência da Social TV.

Apesar da crescente concorrência apresentada pelos vídeos disponíveis nos dispositivos móveis, o relatório aponta que o número de pessoas que cancelam suas assinaturas da TV ainda é pequeno: apenas 7%, desde 2011. A pesquisa enumera os motivos do baixo índice: a possibilidade de conteúdo ao vivo da televisão; o caráter passivo do ato de assistir à TV, sem a necessidade de tomar decisões; a experiência de assistir a algo que muitas outras pessoas estão assistindo, podendo o conteúdo virar tópico de conversas ao vivo; e a participação na socialização online, possível quando o telespectador assiste ao conteúdo comentado simultaneamente aos outros usuários das redes.

Redes sociais pautam a televisão
“O aumento do uso das redes sociais não torna a televisão obsoleta, pelo contrário”, afirma Ian Black, CEO da agência New Vegas e produtor de conteúdo digital. “Basta lembrar da época pré-internet: assistíamos à novela e essa era a pauta dos passageiros nos ônibus, no trabalho, na escola. A mídia clássica sempre pautou as nossas conversas, e hoje não é diferente”.

De acordo com o comunicador, assim como a mídia social se alimenta da tradicional, o inverso também ocorre: cada vez mais assuntos surgidos nas redes pautam reportagens em programas de TV. Não faltam exemplos dessa integração na mídia brasileira, como o trending topic do Twitter #oioioi, que reúne os comentários feitos na rede sobre a novela Avenida Brasil. E ainda em 2008, a emissora Globo lançou o projeto de interatividade Mil Casmurros, no qual telespectadores da minissérie Capitu são convidados a enviar para um site vídeos seus lendo trechos de Dom Casmurro, obra de Machado de Assis. “Os meios entenderam que não são opostos, e cada vez mais enxergamos o resultado desse relacionamento saudável”, afirma Black.

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Dá para ter amigos de verdade na era do Facebook?

Marcela Buscato, Luíza Karam e Isabella Ayub, na Época

A internet e as redes sociais estão tornando as amizades superficiais? Para responder a essa pergunta, a escritora americana Arlynn Presser, de 51 anos, optou por uma solução radical: conhecer pessoalmente, um a um, todos os seus 325 amigos virtuais. Ela tomou a decisão ao terminar um casamento de 23 anos, no mesmo momento em que vivia a síndrome de “ninho vazio” – seus dois filhos, Joseph, de 23 anos, e Eastman, de 19, haviam saído de casa para iniciar a vida de adulto.

“Eu me senti desconectada de minha família e percebi que dependia de meus amigos do Facebook”, disse Arlynn a ÉPOCA. “Mas quem eram aquelas pessoas? Seriam amigos de verdade, mesmo que eu não os visse com frequência ou, em alguns casos, sem nunca tê-los conhecido pessoalmente?”.

De janeiro a dezembro de 2011, Arlynn deixou a pequena Winnetka, município de 12 mil habitantes no Estado americano de Illinois, e viajou por 51 cidades em 11 países. Em seu périplo, fez 45 voos, encontrou 292 amigos e  superou um terrível inimigo interior – Arlynn sofre de um distúrbio de ansiedade que, nos últimos anos, a impedira de sair de casa.

Ela reencontrou colegas dos tempos de escola e conheceu cara a cara seus adversários nos jogos virtuais. Alguns “amigos” não acharam tempo para Arlynn. Um exigiu que ela fosse sozinha a sua casa. Arlynn recusou. No balanço, diz que a experiência foi enriquecedora: “Senti-me muito próxima de algumas pessoas, mas percebi que sempre fica uma distância imposta pela internet”.

Arlynn iluminou um pouco mais sua vida, mas não decifrou o enigma da amizade em tempos de redes sociais. “Virou lugar-comum pensar que a versão virtual das relações é inferior ao correspondente real”, escreveu o filósofo holandês Johnny Hartz Søraker. “Essa percepção, aliada à ideia de que os relacionamentos virtuais substituirão os presenciais, nos leva à conclusão de que devemos concentrar esforços nas amizades reais em vez de procurar substitutas virtuais.” Essa visão, diz Søraker, professor da Universidade de Twente, não é inteiramente verdadeira. “É preciso considerar a possibilidade de as amizades virtuais suscitarem confiança e espalharem felicidade.”

Os limites da amizade via internet ainda não estão definidos – e são objeto de intensa controvérsia, teórica e prática. Filósofos como Søraker especulam sobre o futuro da amizade e das relações humanas. Pessoas comuns como os 54 milhões de brasileiros inscritos no Facebook se perguntam se aquilo que elas fazem todos os dias, se as horas que dedicam ao trato e à troca com pessoas que nunca olharam nos olhos são apenas uma perversão digital do mais nobre dos afetos humanos.

Os amigos do Facebook são desbravadores que responderão, na prática, à pergunta definitiva: é possível criar amizades verdadeiras pela internet e cultivá-las à distância? Ou, na verdade, as redes sociais estão nos isolando atrás da tela do computador?

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