Estudo revela 10 atitudes que matam a produtividade no trabalho

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Publicado no G1

O que faz com que os trabalhadores a perdem a maior parte do tempo no escritório? Enviar mensagens de texto? Navegar nainternet? Conversar com colegas de trabalho perto do bebedouro? Uma pesquisa da CareerBuilder identifica os 10 comportamentos que os empregadores dizem ser os maiores assassinos de produtividade no local de trabalho.

O uso pessoal da tecnologia é um dos principais culpados por trás atividade improdutiva no trabalho. Um em cada quatro trabalhadores (24%) admitiu que durante um dia de trabalho eles utilizam pelo menos 1 hora em chamadas pessoais, e-mails ou textos; 25 estimam que gastam 1 hora ou mais durante o dia de trabalho para pesquisar na internet assuntos não relacionados ao trabalho.

Comportamentos de colegas de trabalho, reuniões e outros fatores também criam obstáculos para maximizar o desempenho, segundo os recrutadores.

Veja os 10 comportamentos que ‘matam’ a produtividade:

1) Telefone e mensagens de texto – 50%
2) Fofoca – 42%
3) Internet – 39%
4) Mídias sociais – 38%
5) Pausa para lanches ou para fumar – 27%
6) Colegas de trabalho barulhentos – 24%
7) Reuniões – 23%
8) E-mail – 23%
9) Colegas de trabalho que param em sua mesa para conversar – 23%
10) Colegas de trabalho fazendo chamadas em viva-voz – 10%

A pesquisa on-line foi realizada pela Harris Poll em nome da CareerBuilder, nos Estados Unidos, de 10 fevereiro a 4 março com 2.138 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos, e 3.022 trabalhadores do setor privado de indústrias e empresas.

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Será que já podemos rir das religiões na TV?

Tony Goes, no F5

Assim como nas conversas de bom tom, dois assuntos eram proibidos nos humorísticos de antigamente: política e religião.

O primeiro, por razões óbvias. O Brasil vivia sob uma ditadura militar, e ninguém podia criticar o governo em público. A política só reapareceu nos programas de humor na virada dos anos 70 para os 80 do século passado, graças à abertura.

A religião permaneceu um tabu. Ou pelo menos o cristianismo, em suas muitas variantes; crenças minoritárias eram alvos permitidos. Judeus e “macumbeiros” (como ainda eram chamados os seguidores das religiões afro-brasileiras) sempre foram satirizados na TV.

A internet estilhaçou essa proibição implícita. Grupos como o Porta dos Fundos lançaram diversos vídeos tirando sarro de figuras e dogmas religiosos. Tiveram milhões de acessos, mas também enfrentaram processos na Justiça.

Agora esta irreverência chegou à TV aberta. “Tá no Ar” (Globo), a sensação do momento, já mostrou comerciais da Galinha Preta Pintadinha e um clipe de Jesus cantando rap (mas sem distorcer um único de seus ensinamentos).

Semana passada, o programa avançou mais um sinal: exibiu “Crentes”, uma suposta versão evangélica do seriado “Friends”.

No dia seguinte, a internet bem que tentou criar um escândalo. Vários sites e portais publicaram notas do tipo “evangélicos se revoltam com humorístico da Globo”. E postaram os mesmos seis tuítes de fiéis ultrajados.

Vou repetir o número: seis. Meia dúzia. Não duvido que existam mais, assim como o número de ofendidos deve ser maior. Mas o escândalo pretendido pela rede simplesmente não aconteceu.

Talvez porque o quadro exibido no final do “Tá no Ar” de quinta-feira (22) não tenha nada de mais. Não insulta a fé de ninguém nem pega pesado. É preciso ser muito ingênuo (para não dizer burro) para se incomodar com ele.

O curioso é que a imprensa não foi perguntar aos babalorixás se eles estavam furiosos com a Galinha Preta Pintadinha. Afinal, sempre se pôde rir da umbanda e candomblé —eles devem estar mais do que acostumados.

Mas os evangélicos têm fama de esquentados, como se fossem crianças mimadas com quem não se deve brincar. Pois não teve até crente que encontrou mensagem demoníaca em rótulo de maionese?

Só que a mínima reação ao esquete “Crents” mostrou que alguma coisa está mudando. O próprio Marcius Melhem, um dos criadores e protagonistas do “Tá no Ar”, disse ao jornalista Mauricio Stycer que a repercussão negativa ao quadro não é representativa dos evangélicos. E não me parece mesmo que seja.

Será que finalmente estamos maduros o suficiente para rirmos até mesmo da religião? Qualquer religião?

Deus queira.

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Luciana Gimenez diz que desmaio no “Superpop” foi alerta para cuidar mais da saúde

“Mentira, é um absurdo”, disse a apresentadora sobre os boatos de que tivesse sido “possuída” por algum espírito no programa de ontem

Luciana Gimenez no "Superpop"
Luciana Gimenez no “Superpop”

Beatriz Amendola, no UOL

Em repouso após ter sofrido um desmaio no “Superpop” ao vivo da última segunda-feira (26), Luciana Gimenez afirmou em entrevista ao UOL que o ocorrido serve como um aviso para ter mais cuidado com a saúde.

“Acho que puxei meu corpo além do que deveria”, afirmou a apresentadora nesta terça-feira. “Quando você está fazendo um programa ao vivo – e eu já tinha feito um outro gravado – você tem que estar bem, com a energia para cima, e minha energia talvez não estivesse. Aí acho que realmente tive um momento de cair dura, de passar mal, de pressão baixa. Não foi nada demais. Ou melhor, foi realmente um alerta de que eu tenho que prestar mais atenção à minha saúde”.

Luciana contou que, em virtude de uma gripe, já estava se sentindo mal antes do início do programa: “Eu estava me sentindo mal, com dor no corpo, mas eu tenho vários compromissos profissionais e sou dura na queda. Não dá para falar não para um monte de coisa, porque não tenho ninguém para fazer por mim. Talvez eu teria que falar mais não, mas como é que não vou fazer? Tem pessoas que dependem de mim, tem equipe me esperando. Não tem ninguém lá para apresentar o ‘Superpop’ no meu lugar. Não tem ninguém para ficar com meu filho no meu lugar”.

De acordo com a apresentadora, a queda de pressão e o desmaio vieram por conta de um acúmulo de compromissos. “Acho que ontem eu estava realmente muito cansada, estava bem gripada, estafada. Estou com um pouco de estafa, até profissional mesmo, porque estou me esforçando muito, eu gosto do que eu faço, faço muitas coisas ao mesmo tempo”, disse ela, acrescentando que também não para nos finais de semana por conta dos cuidados com os filhos, Lucas e Lorenzo.

“No fim de semana, faço questão de ficar com meus filhos. Tenho uma criança de três anos que é muito ativa, corre pra lá, corre pra cá, não dá para deixar a peteca cair. Aí no domingo, em vez de ficar em repouso, eu levei meu filho ao teatro. Juntou muita coisa”, afirmou.

A apresentadora ainda negou os rumores que surgiram na internet dizendo que ela tivesse sido “possuída” por algum espírito, já que o programa tinha como tema diferentes religiões. “Mentira. Se eu tivesse sido possuída, eu lembraria. Não sei, nunca fui possuída. É um absurdo”, concluiu. Ela ainda não sabe se voltará à rotina de gravações nesta terça-feira.

vídeo do momento exato em que o programa foi interrompido:

vídeo gravado durante o socorro à apresentadora:

post no Instagram que acirrou as especulações da ~possessão~:
possuída3momento vergonha alheia gospel: alguns dos comentários postados em sites e redes sociais:

  • Acho que ela precisa aceitar JESUS…se o debate era sobre religião
  • Foi um pastor que fez a Lu voltar ao normal.
  • É A CORDA QUEBRA PROS MAIS FRACOS ESPIRITUAL
  • isso é o tipico de pessoas que deixam de acreditar em Deus e passam a viverem suas vidas da forma que bem intendem.
  • Pegou espírito mesmo. Quem sabe agora Luciana deixa os crentes em paz e foca só nos gays
  • pessoas fracas de espirito não podem debater contra o diabo, ninguém pode debochar da palavra de Deus,
  • Tem que se benzer antes de fazer um programa que aborda esse tema. Muitas vibrações obscuras por trás
  • È ela fica brincando com Deus e com o diabo, isso é uma pessoa manifestada com dêmonio
  • a luciana recebeu em O SANTO DE CABEÇA DELA quando a pastora falava da pessoa de JESUS CRISTO

 

ps: precisamos exorcizar o espírito das polêmicas falsas e, de quebra, o exu tranca-semântica.

 

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Como as curtidas no Facebook interferem no seu bem-estar

 

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Publicado no Brasil Post

Você já colocou algum post no Facebook que mereceu poucas ou nenhuma curtida ou comentário? Você passou o resto do dia sentindo-se rejeitada, solitária e infeliz por causa disso?

Está bem. Na verdade, segundo a ciência, é totalmente normal.

Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriram que quanto mais curtidas e comentários uma pessoa recebe, maior a probabilidade de que ela se sinta bem sobre si mesma. Infelizmente, o contrário também parece ser verdadeiro: quanto menos curtidas e comentários seu “status” receber, pior você se sentirá de modo geral.

As conclusões foram publicadas na edição de março de “The Social Influence Journal“, uma publicação acadêmica revista por pares.

Para o estudo, intitulado “Ameaças à inclusão social no Facebook: espreita e ostracismo“, os pesquisadores dividiram 79 estudantes da Universidade de Queensland em dois grupos. Um deles foi conduzido a publicar um status no Facebook que os pesquisadores garantiram que teria zero curtidas ou comentários, tornando-se secretamente invisíveis ao público. O outro grupo publicou um status que os pesquisadores garantiram que receberiam inúmeras curtidas e comentários.

Então os pesquisadores perguntaram aos participantes sobre sua sensação de inclusão, pertencimento, autoestima, controle, sentido de existência significativa e interesse percebido. O grupo que experimentou mais interação no Facebook teve notas mais altas em todas as categorias.

Não se preocupe: para garantir que nenhum dos sujeitos da pesquisa fosse para casa sentindo-se menos que estelar, os pesquisadores disseram aos participantes no final do estudo que as publicações que receberam zero respostas tinham sido programadas para ser invisíveis.

Segundo o relatório, “isso foi feito para garantir que os participantes não saíssem da sala afetados negativamente pelo ostracismo que podem ter experimentado”.

A necessidade de relacionamentos interpessoais e validação social é bem documentada. Mas o estudo entra para uma lista crescente de outros que corroboram a hipótese de que nossas necessidades interpessoais nos acompanharam do mundo real para nossas vidas digitais.

Assim como na sala de aula ou na sala da diretoria, a importância da popularidade é muito real nas redes sociais. Por isso, lembre-se: enquanto sites como o Facebook nos dão mais um lugar para o convívio social, também fornecem uma plataforma para nos sentirmos rejeitados.

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Os corcundas de smartphone

Uso excessivo do aparelho faz mal ao corpo, muda relações sociais e potencializa perigos na rua, apontam os especialistas

Estudos apontam que pessoas que fazem uso intensivo dos aparelhos de smartphone ao longo do dia começam a apresentar problemas de coluna decorrente da má postura (foto: Guito Moreto / Agência O Globo)
Estudos apontam que pessoas que fazem uso intensivo dos aparelhos de smartphone ao longo do dia começam a apresentar problemas de coluna decorrente da má postura (foto: Guito Moreto / Agência O Globo)

Maria Clara Serra, em O Globo

Uma nova geração toma conta das ruas. Não tem gênero nem idade, mas compartilha a mesma obsessão e uma maneira distinta de ver o mundo: por meio das telas de seus telefones. São os corcundas de smartphone, um grupo numerosíssimo que faz a Humanidade “evoluir” mais um passo: da posição ereta para a curvada. Dentro de casa, em ruas, restaurantes, bares, shows, ônibus, trens e até ao volante, eles estão por toda parte. E o mais alarmante: especialistas garantem que estão todos doentes física e socialmente.

- O problema é que o grau de intensidade desse uso é tão grande que a pessoa não consegue se concentrar em outra coisa além do celular – alerta a socióloga e professora da Universidade Metodista de São Paulo Luci Praun. – O uso que se faz do aparelho não está ligado ao espaço que a pessoa frequenta. Então, ela vai mesmo para outro mundo.

Luci, no entanto, não concorda com a tese de que essa geração vive mais no mundo virtual. Essa não é a questão, segundo ela. Na maior parte do tempo, as pessoas estão, pelo telefone, relacionando-se com aqueles que fazem parte de seu convívio social. Então, por que o smartphone mesmo?

- Em minha tese de doutorado pesquisei amplamente a questão da influência dos telefones celulares no cotidiano das pessoas – conta Sandra Rúbia da Silva, doutora em Antropologia Social e professora de Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria (RS). – Meus entrevistados diziam que não conseguiam viver sem o telefone celular, que o aparelho havia mesmo se tornado uma parte de seu corpo.

Para Sandra, esse tipo de obsessão gera, sim, uma alienação social, na medida que as pessoas facilmente se desligam de conversas no mundo real para checar mensagens e notificações nas redes sociais. Tanto Sandra quanto Luci acreditam que a questão é a falta de foco, que afeta tanto as relações interpessoais como o trabalho e a educação.

5_420-alt-corcundaE o problema não tem mesmo idade. A economista Carolina Gomes já perdeu a conta do número de vezes que reclamou com seu pai, de 62 anos, por ele estar com o telefone à mesa.

- Meu pai sempre foi o mais chato com o jantar. Todo mundo tinha que estar pronto na hora certa, era o momento da reunião familiar – lembra. – Mas agora ele leva o telefone para a mesa e sempre tem a desculpa de que precisa mandar um e-mail. Na verdade, poderia fazer isso em outro momento. Eu noto (esse comportamento) em todo lugar, principalmente com meus amigos. Hoje tento me policiar, já notei que esse problema é uma falta de educação.

É a tal da doença social, com impacto direto em todos os aspectos da vida. De acordo com Luci, não é algo que parta do indivíduo. É, sim, uma demanda exacerbada pela produtividade constante do trabalho que acabou se transportando para outros campos.

- As pessoas estão adoecendo, pois se sentem cobradas. Há um grau de ansiedade embutido nesse processo, sempre temos que dar conta — avalia a socióloga. — A sensação de que as 24 horas do dia não são suficientes é generalizada. É necessário pensar esse fenômeno para além do vício em smartphones.

Escreve certo. Anda em linhas tortas

A necessidade de interagir o tempo inteiro faz com que o técnico em química Leonardo Medeiros não tire o aparelho das mãos. Ele é um dos que corroboram uma pesquisa divulgada em janeiro pela Universidade de Queensland, na Austrália, que mostrou que a mania de escrever ao telefone no meio da rua está mudando a forma como as pessoas caminham.

- Fico o dia todo no Facebook e no WhatsApp, falando com amigos, com a namorada. Já notei que ando mais devagar e não sigo uma linha reta – observa Medeiros. – Quando estou no ônibus, então, vou baixando a cabeça e, quando percebo, estou completamente corcunda. Sinto dores na coluna e no pescoço.

- Helder Montenegro, presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna (ABRC) e do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC), diz que ainda não há comprovação científica do fato, que é muito recente, mas o comportamento, principalmente das crianças, está modificando a curvatura natural das pessoas.

- Esse é um problema que estamos antecipando. A flexão do pescoço com os ombros enrolados para a frente está deixando a coluna mais reta – afirma Montenegro. – E é essa curvatura a responsável por amortecer os impactos e estabilizar o corpo. Sem ela, acabamos modificando a anatomia dos discos intervertebrais. -

Se, antes, a preocupação eram as bolsas femininas e as mochilas das crianças na escola, a corcunda gerada pelo uso excessivo de smartphones representa um desafio bem maior para a saúde pública. O desgaste começa no músculo, vai para as articulações e termina no osso.

Especialista em RPG, a fisioterapeuta do Instituto Cohen de Ortopedia Nathassia Orestes ressalta o reduzido tamanho dos telefones como algo negativo. Quanto menor o aparelho, maior a curvatura para enxergar o que está escrito nele.

Além de aumentar o risco de acidentes – é bom lembrar que as ruas de cidades como o Rio são carregadas de obstáculos, que vão de raízes de árvores a buracos -, mergulhar os olhos no telefone ainda pode tornar a pessoa mais vulnerável a outros perigos de metrópoles brasileiras.

- Há menos de um mês eu vi um assalto, em Porto Alegre, a uma menina que estava olhando para o telefone num ponto de ônibus – diz o fisioterapeuta gaúcho Fernando Cunha.

Apesar de comemorarem a facilidade de comunicação que o telefone possibilita, ele e a namorada, a psicóloga Mariana Coelho, preocupam-se com o uso excessivo.

- Quando recebo uma mensagem no WhatsApp, dá muita vontade de olhar, mas me controlo – conta Cunha. – Já me peguei andando na rua mandando mensagem para a Mariana. Tropecei algumas vezes, mas ainda não caí.

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