Arquivo da tag: redes sociais

Estagiário de médico cubano diz que rojão afirmou que comentarista do SBT que acendeu trote da Cásper era ligada à black bloc Bruna Marquezine

r-SEMANA-large448Publicado por Alexandre Inagaki

Calma.
Pare.
Respire.

Vivemos tempos ansiosamente exacerbados, nos quais informações desencontradas nos são bombardeadas em todos os cantos, vindas de todos os lugares. Todo esse tsunami de vozes me faz lembrar uma praça de alimentação de shopping em horário de almoço: a balbúrdia é tamanha que a gente é obrigado a aumentar o volume da voz caso queira conversar com alguém, piorando ainda mais a poluição sonora. Pois bem: em meio a essa cacofonia informativa, na qual é praticamente impossível conseguir assimilar todas as notícias que engolimos sem conseguir digeri-las decentemente, por que aumentar o caos disparando opiniões sem o tempo necessário para reflexão?

Não se deixe levar pelo primeiro rumor que você leu, ouviu, assistiu, zapeou superficialmente por aí. Quem já sucumbiu a uma crise masoquista dedicou uma parte do seu tempo para ler os comentários deixados em notícias de portais e vídeos de YouTube sabe bem que o décimo círculo do Inferno de Dante é povoado por pessoas que postam achismos indignados, responsabilizando petralhas ou tucanalhas por todas as mazelas que afligem o mundo, e alimentando a crença de que caminhamos para a implementação de uma ditadura gay, um golpe comunista ou a implacável derrocada da civilização tal como a conhecemos.

Enquanto isso, a Síndrome de Ejaculação Precoce Opinativa se alastra pela internet feito um meme que todos compartilham em suas timelines. Subitamente, todos se transformam em peritos e catedráticos capazes de opinar com autoridade e convicção sobre assuntos tão diversos quanto lei antiterror, Marco Civil da Internet, políticas de segurança pública, beijo gay, aquecimento global, o programa Mais Médicos, táticas de jogo de curling, o caso Dylan Farrow vs Woody Allen ou absolutamente qualquer outro assunto que esteja em voga ao longo da semana.

Sem pausa para reflexão, vereditos apressados são disparados a torto e a direito. Em paralelo, numa lógica que dribla a minha compreensão, pessoas discordam das opiniões vociferadas por Aquela-Comentarista-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado ou Aquele-Deputado-Que-Não-Me-Representa e, em vez de simplesmente ignorá-las, resolvem criticá-los postando seus vídeos e posts em redes sociais. Um comportamento igual ao de incautos que condenam a violência contra animais, mas fazem isso compartilhando fotos de cães e gatos mutilados no Facebook. Nestes momentos, sou obrigado a tomar emprestadas as palavras do meme daquele cachorrinho desengonçadamente sorridente: “Gente, qual a necessidade disso?”

Não, você não precisa estar inteirado sobre todos os assuntos que povoam trending topicsou manchetes de portais. E tampouco deve alimentar a sensação de que é imprescindível exteriorizar sua opinião nascitura sobre os assuntos da vez. Se você se deixar levar pelos milhões de rumores precipitados que sibilam por aí, acabará cometendo a injustiça de espancar e amarrar a um poste a vítima errada: o tal do bom senso.

‘Facebook é maior perda de tempo que já conheci’

14031786Marion Strecker, na Folha de S. Paulo

Hoje comecei um teste. Decidi experimentar ficar sem o Facebook no meu celular. Se der certo, vou estender o experimento ao iPad e, quem sabe, também ao computador.

Impetuosa, botei o dedo sobre o ícone do aplicativo e esperei ele começar a tremelicar, como é a regra no iPhone. Ele tremelicou. Respirei fundo e apertei o pequeno xis, que simboliza o apagar. Veio o alerta: se apagar o aplicativo, todos os dados serão apagados também.

Que ameaça! Sei bem que não basta apagar o aplicativo para todos os dados pessoais sumirem do Facebook. Isto requer outro tipo de iniciativa. Então por que mentem? O Facebook vai dizer que é coisa da Apple. A Apple pode responder que trabalha com “padrões de mercado”. E a gente que reclame nas redes sociais!

Suponho que esse tipo de ameaça seja apenas um dos maus hábitos da indústria de aplicativos (ou “‘éps”, da abreviatura em inglês “apps”, como os mais pedantes se referem a “software” hoje em dia). Nessa indústria, o número de “usuários” valoriza um negócio, ainda que os “usuários” sejam “inativos”, o que a empresa só vai informar se não tiver como ocultar. Isto me lembra Rubens Ricupero, aquele ministro da Fazenda que, sem saber que o sinal já estava aberto para antenas parabólicas, disse à TV Globo: “O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde-se!”

O fato é que sumi com o aplicativo do Facebook. Senti uma sensação boa. Aproveitei o entusiasmo e apaguei também os aplicativos do LinkedIn, do Lulu (que instalei para testar e achei simplesmente péssimo) e até do Viber (algo entre o Skype e o WhatsApp). Combinei comigo mesma que vou observar o que acontecerá com as minhas mãos da próxima vez que ficar à toa com o telefone na mão. Será que vou tremer? Será que entrarei na App Store e baixarei tudo de novo? Ou vou me esquecer aos poucos dessa mania de ficar fazendo a ronda na internet, checando as atualizações das redes e esperando reações a cada coisa que publico, nem sei bem por quê?

Sério mesmo: o Facebook é a maior perda de tempo que conheci na vida. Quanto mais amigos eu “faço”, mais me distancio das pessoas que são realmente importantes para mim. A fatalidade é que sempre perco informações de quem me importa no meio da balbúrdia da multidão a que estou conectada.

Quando fiz essa observação outro dia, o engenheiro Luís Villani comentou que eu havia descoberto o “segredo de Tostines”. Evocava a memória de uma velha propaganda de televisão, que explorou o seguinte mote: o biscoito vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? O Facebook é relevante porque estamos conectados a pessoas relevantes ou o Facebook é medíocre porque nossos “amigos” são medíocres? Ou uma rede social teria a capacidade de deixar as pessoas medíocres?

Será que nós, brasileiros, parecemos tão “sociáveis” porque achamos rude não aceitar “pedidos de amizade”? Será que supervalorizamos nossa imagem “popular”, por isso colecionamos conexões como se fossem figurinhas de um álbum da Copa? Vamos fazer o quê? Começar de novo? E por que não?

Nicolás Maduro cria vice-ministério de Redes Sociais

Órgão é um dos mais de cem implantados na Venezuela esta semana

Nicolás Maduro na Assembleia Nacional venezuelana, durante discurso sobre seu primeiro ano de gestão (foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Nicolás Maduro na Assembleia Nacional venezuelana, durante discurso sobre seu primeiro ano de gestão (foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Publicado na Veja on-line

O governo da Venezuela oficializou nesta semana mais de cem vice-ministérios criados pelo presidente Nicolás Maduro. Alguns deles chamam a atenção. Como o de Redes Sociais, que ficará sob o comando do engenheiro mecânico José Miguel España Figueroa, e responderá ao Ministério da Comunicação e Informação.

A estreia de España no Twitter foi complicada, com alguns posts publicados nesta terça-feira, antes que a página deixasse de funcionar. Segundo o jornal espanhol El País, em uma de suas primeiras mensagens, o novo vice-ministro afirmou que a missão de sua pasta será “fazer das redes sociais um espaço de paz e inclusão”.

Dado o histórico de perseguição a opositores e à imprensa promovido pelo chavismo, não é difícil imaginar que outras intenções podem fazer parte da lista de tarefas de España e sua equipe. A promoção de conteúdos favoráveis ao oficialismo também deverá ser uma meta do novo vice-ministério.

O El País lembra que redes sociais como o Twitter “se converteram na última fronteira da liberdade de expressão na Venezuela” e aquela que o governo não tem como domesticar. Ainda não é uma ferramenta de mobilização, em um país bastante polarizado, mas fonte de críticas que desagradam o oficialismo.

O decreto que criou o vice-ministério de Redes Sociais (e também o de Televisão, o de Rádio e o de Veículos Impressos), publicado no dia 9 deste mês, considera os novos órgãos necessários para “otimizar os resultados e o impacto das políticas, planos, projetos e obras (…) com o objetivo de maior felicidade possível para cada venezuelano”. Destaca ainda a necessidade de aproximação “com organizações do poder popular e seu povo”.

Felicidade – Os 107 novos vice-ministérios estarão sob o comando de 29 ministérios. Carolina del Valle Cestari Vásquez é a nova responsável pelo vice-ministério da Suprema Felicidade, criado em outubro do ano passado por Maduro. Ela substitui o ex-deputado Rafael Ríos, que comandava a pasta responsável por coordenar os programas assistencialistas. Foram esses programas, chamados misiones, que estabeleceram uma dependência concreta entre a população pobre e a figura onipresente do coronel Hugo Chávez.

As misiones, que incluem desde cooperativas até a alfabetização de adultos, são vinculadas diretamente ao presidente e consistem basicamente em uma fórmula para distribuir pequenas quantias de dinheiro aos participantes. O dinheiro para sustentar esses programas vem basicamente de dinheiro da PDVSA, a estatal do petróleo.

Ao anunciar a criação do órgão para centralizar o controle das misiones, obviamente, Maduro disse ter inventado a pasta para “honrar a memória de Chávez”, seu mentor político. A nova encarregada da tarefa foi assistente pessoal da primeira-dama Cilia Flores quando Cilia foi presidente da Assembleia Nacional, entre 2006 e 2011. Carolina também foi produtora de um programa do principal canal estatal venezuelano que era o favorito do falecido Chávez – e que saiu do ar depois que a oposição divulgou uma gravação envolvendo o apresentador, Mario Silva, que falava sobre a perversa disputa de poder dentro do chavismo.

‘Braggie’: a nova prática nas redes sociais

Rihanna praticando o braggie (Foto: Reprodução Instagram)

Rihanna praticando o braggie (Foto: Reprodução Instagram)

Bruno Astuto, na Época

O ano que entra chega com uma novidade para as redes sociais: o ‘braggie’. Esqueça os ‘selfie’ – eleita a palavra do ano pelo dicionário Oxford – que são aquelas fotos que as pessoas tiram de si mesmas, como as famosas poses nos espelhos. Já o braggie são fotos postadas para provocar inveja nos amigos internautas. As poses mais comuns da modalidade são pose na praia (43%), bebendo um drinque (12%) e os famosos beicinhos para as lentes (3%).

De acordo com uma pesquisa do Hotels.com, um em cada 10 usuários fazem o ‘braggie’ regularmente para se gabarem. A pesquisa também constatou que 5,4 milhões de pessoas no Reino Unido postam as tais fotos durante as férias: em quartos de hotel, em bares e discotecas e até mesmo na intimidade da cama. E sete em cada dez pessoas admitiram que manipulam as fotos antes de postá-las. E um dado curioso: 5% dos homens editam as imagens para parecerem mais magros, contra 2% das mulheres.

“Compartilhar fotografias de férias não tem nada de novo. No entanto, na era das mídias sociais, estamos nos tornando mais competitivos deixando todos saberem o quanto as férias foram incríveis – e, claro – certificando-nos da boa aparência. Smartphones e tablets são ferramentas ideais para compartilhar essas experiências. E com os aplicativos que têm a capacidade de editar fotos com o clique de um botão podemos fazer nossas fotografias de férias parecerem perfeitas”, disse Laura Watts, da Hotels.com.

Khloe Kardashian (Foto: Reprodução Instagram)

Khloe Kardashian (Foto: Reprodução Instagram)

dica do Walter Cruz

Facebook está ‘morto e sepultado’ para adolescentes mais velhos, diz estudo

Publicado no Terra

Segundo um extenso estudo europeu, o Facebook está “morto e sepultado” para os adolescentes mais velhos, que estão migrando para Twitter, Instagram, WhatsApp e Snapchat.

Ao pesquisar o uso da rede social por pessoas entre 16 e 18 anos em oito países da União Europeia, o estudo Global Social Media Impact diz que, enquanto pais, mães e usuários mais velhos saturam o Facebook, os mais jovens vão para plataformas alternativas.

“O Facebook não está apenas em queda –está basicamente morto e enterrado”, escreveu Daniel Miller, antropólogo que liderou a equipe da pesquisa e professor de cultura material na UCL (University College London).

Adolescentes estão migrando do Facebook para serviços alternativos por causa de usuários mais velhos, segundo estudo

Adolescentes estão migrando do Facebook para serviços alternativos por causa de usuários mais velhos, segundo estudo

“A maioria até se sente envergonhada por ser associada à rede. Antes os pais se preocupavam com os adolescentes se inscrevendo no Facebook, mas agora eles dizem que suas famílias querem que eles permaneçam lá, compartilhando coisas sobre suas vidas.”

Os adolescentes não se importam se os serviços alternativos são menos funcionais ou sofisticados, e eles também não estão cientes de como suas informações pessoais são usadas comercialmente ou vigiadas por serviços de segurança, concluiu a pesquisa.

“Aparentemente o momento crucial em que um jovem decide sair do Facebook é quando sua mãe lhe envia uma solicitação de amizade”, escreveu Miller. “Não é novidade que os mais novos se importam com estilo e status em relação a seus amigos, e o Facebook simplesmente não é mais tão legal.”