Startup oferece serviço de namoros falsos no Facebook

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Publicado no Catraca Livre

Já pensou em contratar uma namorada falsa só para fazer bombar sua reputação no Facebook? Segundo Flávio Estevam, 33 anos, mais de 15 mil pessoas não só pensaram nisso mas também contrataram esse serviço específico.

O empreendedor, que há sete anos investe em startups online, criou o Namoro Fake, um site onde as pessoas podem contratar alguém para fingir estar em um relacionamento dentro do Facebook. A ideia surgiu após ajudar um amigo a causar ciúmes na ex-namorada por meio de um post de uma suposta “nova ficante.” A estratégia fez tanto sucesso que aguçou o “feeling” empresarial de Estevam.

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“A ex-namorada reatou com ele e em cinco dias eu criei o modelo de negócio e fiz a primeira versão do site”, conta. “Exatamente no sétimo dia, após sair na mídia, 120 mil pessoas acessaram a plataforma e, em seguida, todos os perfis se esgotaram e iniciou uma longa fila de espera de mais de 5 mil clientes.”

A startup, que atende internautas 22 países diferentes, oferece pacotes de ficante, namorado(a), namorado(a) virtual e namorada(o) top. A diferença entre eles é o número de comentários e o período que serão postados, com duração que pode variar de três a 30 dias.

“Os preços vão de R$ 29 (por um ficante de três dias e com três comentários) a R$ 150, no caso do pacote namorado (a) top, (para uma mulher ou homem considerado com uma beleza superior do padrão postar cinco comentários em até cinco dias)” explica. “O pagamento é feito por bancos online e pode ser dividido em 12 vezes no cartão.”

Segundo Estevam, as pessoas ficam surpresas com comprovação de que há muita gente que busca viver na internet algo que não é real.

“Existe casos de homens que contratam até quatro ficantes de uma vez para simplesmente dar um fora nelas e fazer moral com as garotas e até com a namorada que vai se sentir mais valorizada.”

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Twitter é pivô de brigas de casais, diz estudo americano

Pesquisas anteriores já mostravam impacto negativo do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos

Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)
Twitter (foto: Ognen Teofilovski/Reuters)

Publicado na Veja on-line

O uso exagerado do Twitter pode causar conflitos e outros efeitos nocivos às relações amorosas, revelou nesta quinta-feira um estudo divulgado nos Estados Unidos. A pesquisa vai ao encontro de trabalhos anteriores, que já mostravam o impacto do Facebook no casamento e nos relacionamentos afetivos em geral.

Publicado na revista especializada Cyberpsychology, Behavior and Social Networking, o estudo revelou que “o uso ativo do Twitter pode criar muitos conflitos entre casais vinculados à rede social, o que a longo prazo pode levar à infidelidade, à separação e ao divórcio”.

O autor da pesquisa, Russell Clayton, da Universidade do Missouri, concluiu que essa descoberta se soma ao grande número de evidências pré-existentes sobre o lado obscuro das redes sociais e seu papel nas relações interpessoais. Outro estudo de Clayton, publicado na mesma revista no ano passado, revelou que o uso excessivo de Facebook tinha consequências negativas nos relacionamentos afetivos.

A editora-chefe da revista, Brenda Wiederhold, acrescentou que essas pesquisas destacam a necessidade de explorar mais o impacto do uso das redes sociais. “Como os estudos sobre as redes sociais ainda estão engatinhando, não sabemos se outros meios, como o Instagram, por exemplo, também podem ter um impacto negativo nas relações humanas”, escreveu a editora em um comunicado.

Para a última pesquisa, os cientistas entrevistaram 581 usuários do Twitter. Entre as perguntas estava a frequência com que eles usavam a rede social e o tipo de conflito que enfrentavam com seus parceiros por causa do uso do microblog. Clayton concluiu que, quanto mais ativo é o usuário do Twitter, maiores são as chances de haver problemas com o companheiro ou companheira por causa da rede social.

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Vídeo mostra como a felicidade “editada” das redes sociais não é real

Publicado no Hypeness

Todos os dias, para não dizer a cada minuto, o usuário vai lá e checa sua conta do Facebook. É claro que em grande parte das vezes não está lá à toa e sim em busca de algumas curtidas, o famoso sistema de trocas vicioso da rede social.

Uma das características mais notáveis é que a felicidade alheia aparenta ser mil vezes maior do que a sua, seja com posts sobre o relacionamento perfeito ou com milhares de fotos mostrando apenas o lado bom da vida.

Partindo deste princípio básico da era moderna, o curta “What’s on your mind?“, em alusão à típica frase facebookiana “O que você está pensando?”, de Shaun Higton, gera polêmica ao questionar o problema da vida editada, que distorce a vida real. Essa sensação de que você é menor do que os outros é o fato preocupante, visto que ninguém deve se sentir desconfortável com o que tem, seja seu corpo, seu prato de comida ou sua viagem pra uma praia nada paradisíaca.

Claro que a exposição é relativa e nem todos usam o espaço virtual para se expor, mas a tal “felicidade” é algo recorrente na linha do tempo da grande maioria dos usuários de redes sociais. A verdade é que ninguém é tão feliz quanto aparenta o respectivo Instagram ou Facebook, mas, em contrapartida, que entediante e igualmente incômodo seria compartilhar os nossos problemas e reclamações o tempo todo na internet.

E aí, qual é a solução? Se expor menos? Largar as redes sociais? Continuar sendo feliz “o tempo todo”? Sem mais delongas, assista ao vídeo abaixo:

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Não, Mujica não estava de sandálias esperando ser atendido em um hospital público

Jose Mujica

 

Publicado no Brasil Post

Está circulando nas redes sociais desde ontem uma foto do presidente do Uruguai, Jose “Pepe” Mujica, usando sandálias e sentado em um banco com um olhar abatido.

A legenda diz que a foto foi tirada enquanto Mujica esperava atendimento em um hospital público do Uruguai. Somente na página da rádio mexicana Más 94, a foto teve quase 60 mil curtidas e mais de 100 mil compartilhamentos. Só que a história não é bem essa.

Na verdade, a foto de Mujica de sandálias foi tirada em dezembro do ano passado durante a posse de Mario Bergara como ministro de Economia.

Na época, o Uruguai vivia uma tremenda onda de calor, o que levou Mujica a se vestir de forma mais casual e adotar as “sandálias da humildade”. Os ministros ficaram surpresos com a informalidade na ocasião, mas não tanto quanto os internautas que compartilharam a imagem pensando que um presidente realmente espera horas para ser atendido na rede pública como qualquer mortal. Infelizmente, não foi dessa vez.

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Afetações de um vira-lata

novosricosLuiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo

A afetação com vinhos é um sintoma clássico. Chegamos ao ponto de ser melhor não falar sobre vinhos em jantares inteligentes para que não pensem que somos gente que faz curso de enologia. Na verdade, quem entende mesmo de vinhos deve ficar calado quando os outros começam a expor seus cursos feitos por aí. Nunca se deve usar expressões como “amadeirado”.

Sim, falo das afetações típicas de brasileiros e paulistanos, mais especificamente. A burguesia sempre sofreu de um complexo de vira-lata em relação à aristocracia medieval, porque esta era o que era, enquanto a burguesia é o que tem, e nada mais.

Quando atravessamos o Atlântico e chegamos ao Brasil, a agonia da burguesia com sua condição vira-lata piora. Desesperados buscam passaportes italianos para poderem, num momento de glória, pegar a fila dos passaportes europeus ao entrar na Europa. O desespero fica maior se não tiver ninguém pra ver os 15 minutos de fama na fila dos passaportes europeus. Quem viaja sozinho busca com o coração na boca algum brasileiro coitado com passaporte brasileiro para que ele veja a glória do pseudo-italiano.

Outro sintoma da mesma patologia é a tentativa de encontrar nobreza na ancestralidade. Hipótese pouco provável porque normalmente quem está bem nunca imigra para lugar nenhum. Todo imigrante é um coitado, por definição.

Mas, talvez uma das afetações mais terríveis, e muito comum nesta época de Copa do Mundo, é ficar falando mal do Brasil. Claro, o Brasil é mesmo um problema. A Copa do Mundo trouxe à tona de forma evidente, sob os holofotes do mundo, nossa incompetência em infraestrutura. E, de fato, o Brasil é levado pouco a sério por aí. O jornalismo internacional está muito mais atento à África e à Ásia do que à América Latina. Somos um continente esquecido, para o bem e para o mal. Mas, a afetação vira-lata vai muito além da consciência de nossas mazelas.

Vejamos. Ela se manifesta na mania de usar expressões (hoje um pouco fora de moda) como “coisa de primeiro mundo”. A tentação de comparar o Brasil com a Europa é a mais “chique”, porque inclusive mostra que o fulano é “viajado” -expressão triste por definição. Os mais ingênuos comparam o Brasil com os EUA, os mais afetados comparam com a Europa ocidental porque os EUA “eram” capitalistas selvagens. Digo “eram” porque os EUA paulatinamente se transformam em um dos países de maior invasão da vida privada pelo governo federal.

Quer um exemplo banal? A vida real é mesmo banal, quem não sabe disso e imagina que existe uma “vida chique e especial” por aí é gente que sofre de bovarismo cultural. Sofrer de bovarismo cultural é achar que existe uma vida maravilhosa do outro lado do Atlântico que só gente inteligente conhece.

Mas, voltemos ao exemplo banal. Dizer que no Brasil não se respeita fila e que na Europa se respeita é coisa de quem nunca viajou muito mesmo. Muitos europeus furam a fila na maior cara de pau, dando as mais variadas razões. Às vezes, tenho a impressão que os brasileiros respeitam fila com muito mais frequência.

Outra afetação é querer ir a restaurantes “melhores do mundo”. A fila de espera pode durar meses. Restaurantes assim são aquele tipo de lugar que você vai mais pra ser visto lá do que pela comida mesmo, que às vezes é tão chique que o gosto se perde na sofisticação fake.

Claro, bons restaurantes existem, mas nada tem a ver com excessos de propaganda.

No final das contas, como sempre, toda elegância é discreta, assim como toda virtude é silenciosa. Esta é, talvez, uma das maiores contradições do mundo contemporâneo pautado pelo ridículo das redes sociais: todo mundo tem que aparecer para existir. Esta contradição aparece, por exemplo, quando reclamamos de que as pessoas invadem nossa privacidade quando a maioria de nós “posta tudo” pra ser visto.

A propósito, a entrevista de Zygmunt Bauman, “Vigilância Líquida”, recém-publicada no Brasil, é uma boa reflexão sobre este desejo infantil de ser visto, desejo este que faz de todos nós reféns das informações que nós mesmos “postamos”.

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