A importância de ter tempo para pausas

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Publicado no Papo Feminino

Você já reparou como corre durante o dia? Não estamos falando em corrido de atividade física, mas em como as 24h diárias passam por você e você mal percebe. Afinal, ser mulher te encarrega de acordar, ficar linda, cuidar dos filhos e do marido, levar os filhos para a escola, ir trabalhar, fazer o almoço, buscar os filhos na escola, pagar as contas, voltar para o trabalho, voltar para casa, fazer o jantar, arrumar a bagunça, colocar os filhos para dormir e, enfim, poder descansar. Ufa, dá canseira só de pensar né? Foi pensando nisso que a especialista em inteligência relacional Thirza Reis escreveu um artigo sobre a importância de termos tempo para parar e refletir, decidir qual caminho tomar. Confira!

“Outro dia fui a um restaurante que costumo ir em Brasília. O garçom me atendeu e, depois de anotar o pedido, colocou em minha frente, sobre a mesa, um jogo americano com a frase de Drummond “a vida precisa de pausas”. Essa frase é antiga e o jogo americano também. Já o tinha visto várias vezes. Mas dessa vez me impactou de um jeito diferente. Não sei se é porque estou em pleno processo de saída da pausa (voltando de férias) ou se porque esse tempo de férias me fez refletir e olhar para o tempo a partir de outra perspectiva. É essa perspectiva que gostaria de compartilhar. O tempo de hoje nos pede urgência, rapidez.

As mudanças são constantes e não há muito tempo para refletir sobre elas. Somos demandados a tomar as melhores decisões, de forma inovadora e criativa, em menor tempo possível, gastando o mínimo possível. Não é isso? Pelo menos, é este o apelo que tenho visto em algumas empresas. Faz sentido. E é exatamente por isso que precisamos de pausas. Para melhor saber no que investir nosso tempo, nosso dinheiro e, mais importante que tudo isso, no que investir nossas vidas e nossos afetos. A ansiedade por fazer sempre do jeito certo (e rápido!) tem gerado em nós desconexão uns com os outros e com nós mesmos. Não conseguimos desfrutar. Estamos no agora pensando no por vir, o que tira de nós a integralidade da experiência de estar simplesmente presente.

Por isso, precisamos de tempo para contemplar, para nos dar a chance de observar a vida, nos distanciar um pouco do problema e das questões cotidianas para permitir que o essencial emirja. Tempo para nos permitir reconhecer e dizer que, às vezes, não sabemos o que fazer (ainda). Esse reconhecimento é importante e nos acalma, quando somos capazes de fazê-lo. Esse reconhecimento faz a poeira baixar e, com ela baixa, conseguimos ver horizontes que antes não víamos. Dar pausa é garantir esse tempo para a poeira decantar. Tem decisões na vida que precisam desse tempo para amadurecer, para se tornarem possíveis, para ganharem forma. As vezes nos apresamos em tomar decisões e justificamos a intempestividade por não ter tempo para pensar melhor.

É preciso coragem e sensibilidade para romper com esse discurso e permitir pensar e fazer diferente. É preciso que nos deixemos sentir para sermos capazes de concretizar novas realidades. Sou uma defensora do tempo da observação, do tempo para ver como vemos, isto é, ver a nossa forma de nos relacionarmos com o mundo e de interpretarmos a realidade. Só conseguimos fazer isso, quando estamos na “pausa”. É nela que tomamos a distância necessária para ver como vemos. Depois desse momento, ainda na pausa, precisamos nos permitir continuar no ciclo do aprendizado. Precisamos redirecionar o olhar para, então, ver a partir do todo. Por vezes é difícil. Precisamos de ajuda de outras pessoas para contemplarmos o todo, para ver aquilo que, sozinhos, não víamos.

Ao fazer isso, começamos a experimentar o Presenciar, que tem a ver com o “abrir-se para receber” o novo a partir de uma participação consciente que, agora, considera um campo mais vasto de mudança. Nessa presença o que está em questão é “o deixar ir para deixar vir”. Precisamos abrir espaço para a novidade. E isso envolve abrir mão de modos de fazer antigos. Só a partir desse momento que começarmos o movimento de realizar. Só então saímos da pausa para coordenar as ações e, assim, incorporar o novo ao nosso fazer. Até este momento, as ações estavam em fase de incubação. Ao vivermos esse processo, ganhamos maior consciência do todo. Essa consciência promove uma ação mais efetiva, isto é, uma ação que beneficia cada vez mais o todo.

Por isso, é importante sistematizarmos e incluirmos em nosso dia-a-dia os momentos de pausa, para não sermos engolidos por uma rotina que não nos permite pensar e sentir com dignidade. Essa pausa é indicativo de saúde, psíquica e emocional. Nos permitir a pausa, se feito com integridade, nos torna mais presentes, mais vivos e conectados. E essa presença tem a ver com estar mais atento e consciente do aqui-agora, abrindo espaço genuíno para pensar o futuro (sem que isso se traduza em ansiedade). Não sei se Drummond pensava nisso quando escreveu sua célebre frase ou se sua intenção era essa. Mas, ler essa frase na minha pausa, gerou essas reflexões. Espero que encontre eco no corações de vocês como encontrou no meu. E pausa…”

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Novas comidas gourmet são uma forma cafona de distinção social

 

Publicado no UOL

A gastronomia tem hoje, provavelmente, o mesmo peso que atribuímos aos concertos ou às exposições de arte. Sem exagero e do mesmo modo, tanto quanto “parecer” intelectual tinha e tem algum apelo em determinados nichos sociais, ser “entendido” em artes da cozinha e do serviço do vinho, por exemplo, também é um elemento de distinção social.

Ingredientes ou produtos têm sido requalificados como gourmet. Veja o caso de marcadores culturais como a cachaça, que ganha distinção com o selo de premium e deixa de ser associada apenas aos consumidores mais populares. De forma análoga, frequentar determinado restaurante, pagar por isso, observar quem o frequenta e, principalmente, ser visto, é uma experiência de significado muito semelhante ao de ir a uma ópera no século 19.

O lado risível desse processo é a necessidade de muitos em estabelecer a diferença. Por exemplo, o consumo dos produtos da terra não é enaltecido pelos seus valores intrínsecos, como tradição, história ou território – ou terroir, se preferir -, mas por atributos que podem nos distinguir perante a outros consumidores.

A indústria parece ter percebido isso muito rapidamente, destacando determinadas qualidades (legítimas ou não), mas sempre mirando a sanha de consumidores ávidos por se destacarem em seu meio social. Muitas vezes, pelo consumo de produtos que se autodenominam gourmet.

Outros víveres apontam para o “comfort food” de forma exagerada. Pipocas e brigadeiros, que sempre tiveram espaço em nossa memória afetiva, agora são gourmets e marcam presença em festas vips.

O consumo dos produtos da terra não é enaltecido por valores como tradição, história ou território, mas por atributos que podem nos distinguir perante a outros consumidores

O mesmo se aplica às varandas, que agora são “gourmets” e ao fenômeno recente das cozinhas que norteiam projetos de arquitetura, pois cresce a percepção de que a cozinha é o elemento principal da casa.

Tudo isso pode ser muito cafona, e nos coloca em saias justas quando refletimos sobre o que torna um produto gourmet ou o que significa a palavra gourmet para nós.

Entre a nascente burguesia brasileira, essa expressão começou a fazer mais sentido nas décadas de 1960 e 1970, quando começam a aparecer chefs franceses representantes da nouvelle cuisine. Ele começaram a revitalizar e popularizar a gastronomia francesa, menos codificada, mais livre e, principalmente, calcada na excelência dos ingredientes.

Curiosamente, o que de mais importante esses chefs nos legaram, para além das técnicas gastronômicas, foi a valorização de nossos alimentos típicos, seu frescor, sua versatilidade. E mais: fazer com que as pessoas se atentem à origem dos alimentos. Cuidados que favorecem não só a saúde e a qualidade de vida, como também a ideia poderosa e legítima de que alimento é cultura. Por que precisamos que estrangeiros nos digam isso?

O movimento Slow Food é um dos inúmeros exemplos de esforços nesse sentido. Nele, algumas ideias se destacam: o bom -qualidades organolépticas dos alimentos-, o limpo -produtos orgânicos, sazonais e livres do uso de agrotóxicos (somos campeões mundiais no consumo desses venenos)-, e o justo – defende o agricultor, valorizando seu trabalho.

É preciso valorizar alimentos e bebidas que sempre foram nobres quanto ao cuidado com que são feitos, contam com ingredientes de excelência e que são identificados com a nossa cultura

Coincidentemente, em uma justa homenagem, 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, e um dos principais eventos do de gastronomia do país, o Semana Mesa São Paulo, terá como tema a conexão entre o produtor familiar e a cozinha.

Penso que está na hora de valorizarmos determinados procedimentos culinários e produtos da terra. Alimentos e bebidas que sempre foram nobres quanto ao cuidado com que são feitos, contam com ingredientes de excelência e, principalmente, que são identificados com a nossa cultura. Tais produtos são gastronômicos, independente da nossa voracidade por rótulos. Nossos chefs têm trabalhado arduamente nisto, precisamos dar visibilidade a essas iniciativas.

O termo gourmet pode também significar a valorização da denominação de origem, coisa que os europeus há muito já fazem. É o reconhecimento da importância da produção artesanal e de excelência, que começa a ser certificada e destaca aquele que efetivamente produz esse tipo de alimento, muitas vezes, o pequeno produtor.

Pagar mais por tais produtos pode trazer outro tipo de satisfação: dar sustentabilidade econômica, preservar sabores, difundir culturas e defender biodiversidades. Há um enorme caminho a trilhar para que isto se efetive amplamente.

Voltando ao meu exemplo inicial, a cachaça. Quando Lima Barreto (ou um de seus personagens), no início do século passado pedia uma “Paraty”, ele não estava se referindo a uma cachaça gourmet ou prime, mas à tradição de excelência na produção de uma cachaça artesanal. Fruto da simbiose entre terra, homem e seu saber fazer.

Em outras palavras, à tradição dos antigos engenhos de cana-de-açúcar, ao clima daquela região específica e ao conhecimento acumulado ao longo de séculos de produção desse destilado legitimamente brasileiro. Quer expressão melhor daquilo que hoje identificamos como gourmet e expressão autêntica de seu terroir?

Nosso famoso literato -crítico da república velha e autor de obras como “Os Bruzundangas” e “Triste Fim de Policarpo Quaresma”- queria na realidade pedir uma cachaça, mas que tinha o gosto da nossa história, tradição e território. Enfim, tudo isso que desde aquela época já era considerado chic!

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Viver e vencer

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Ricardo Gondim

Por algum motivo, o filme “Casa de Areia” não me sai da cabeça. Sua mensagem de rara beleza me inquieta.

A trama se desenrola em 1910. O português Vasco (Ruy Guerra) convence a esposa grávida, Áurea, (Fernanda Torres) a sair em busca do sonho de buscar vida nova em um lugar ermo, possivelmente próspero. Áurea traz a mãe, Dona Maria (Fernanda Montenegro).

O sonho se transforma em pesadelo. Após longa e cansativa viagem junto a uma caravana, os três descobrem que a terra ficava em um lugar muito inóspito, rodeado de areia por todos os lados. Viver ali seria um peso. Com poucas chances de reverter as condições, a família teve de lutar para apenas sobreviver.

Áurea quer desistir. Procura voltar para o lugar de onde vieram. Vasco insiste em ficar e constrói uma casa. Depois de serem abandonados pelos demais integrantes da caravana, Vasco morre em um acidente. Áurea e Dona Maria ficam sozinhas, obrigadas a enfrentar constantes tempestades de areia.

As duas partem em busca de ajuda. Encontram Massu (Seu Jorge), um homem que nunca saíra dali para conhecer outra realidade. Massu passa a ser protetor e provedor. O negro Massu se torna assim o responsável pelo enraizamento das duas mulheres na terra. Ele ajuda, inclusive, a frágil estabilidade (emocional, inclusive) das mulheres. Áurea gasta dias alimentando o antigo desejo de escapar da hostilidade do lugar. Ela anseia partir de qualquer jeito. Sonha com a vida antiga. Os anos se arrastam. Ela não consegue. As tentativas de ir embora são frustradas. Em cada plano de escape, acontece um imprevisto e os planos são abortados.

O filme consolida a ideia de que não possuímos controle absoluto sobre os rumos da nossa vida. Muitas vezes, por mais que tentemos não nos antecipamos a incidentes. Não conseguimos dar a grande guinada na vida que desejamos ou idealizamos. Quase sempre nos vemos impotentes para contornar imprevistos: desastres, doenças, frustrações. Basta um instante crucial e sonhos são adiados – ou se perdem para sempre.

Homens e mulheres lutam para se convencer de que são capitães de suas próprias histórias. Mas tal onipotência é falsa. A sensação de comando só anestesia a angústia universal que nos acomete. Ninguém é dono do seu nariz. Chico Buarque constatou em Roda Viva:

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá.

Eclesiastes, o ácido existencialista bíblico, também afirmou:

Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos. Além do mais, ninguém sabe quando virá a sua hora: Assim como os peixes são apanhados numa rede fatal e os pássaros são pegos numa armadilha também os homens são enredados pelos tempos da desgraça que caem inesperadamente sobre eles. (Eclesiastes 9.11-12).

A realidade da vida é bruta. O devir se impõe com força. Os esforços de controlar o futuro são inúteis. Ninguém consegue dominar todas as variáveis da existência. Os acontecimentos não estão presos em uma engrenagem justa e precisa. A noção aristotélica da vida encadeada em causas que produzem efeitos numa sucessão infinita, não passa de fatalismo. Nossa existência não se arrasta em bitolas simétricas, por isso, não temos controle total sobre ela. A vida se dá com um grau de liberdade que possibilita, inclusive, acidentes. O Eclesiastes avisa que o tempo e o acaso afeta a todos. Tanto alegrias como frustrações se dão no espaço da imprevisibilidade.

Viver não consiste no esforço para controlar aquilo que os filósofos chamam de contingência. Somos desafiados a encontrar sentido e nos construir humanos apesar do imponderável. Se bailamos como um lençol que o vaivém indomável da bruma agita, podemos achar beleza nesse movimento. Vivemos para aprender que trilhas e encruzilhadas que todos enfrentam, apesar de inéditas, são fascinantes. Cada pessoa precisa de beleza para abrir seu próprio caminho nessa estrada virgem.

Qualquer surpresa pode acontecer a cada instante. O improvável espreita a todos como um caçador. Se há momentos em que colhemos o que semeamos, chegam também ocasiões em que a vida atola em areais insólitos. Às vezes é preciso remar por mera teimosia, e insistir sem levar em conta os ventos contrários. O porto seguro de nossos desejos pode estar perto e, o mesmo tempo, infinitamente distante. Quem sabe nossos filhos consigam sair do areal.

Viver é resistir.
Viver é teimar.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

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A internet é lugar para segredos?

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Por Altieres Rohr, no G1

Existe uma percepção de que é possível jogar algo “na rede”, aproveitando-se do suposto anonimato da internet sem, entretanto, perder o controle sobre aquilo que foi publicado. Diferentemente de escrever um papel e jogar na rua, a internet permite acompanhar as reações de quem leu – e isso torna a internet mais interessante e construtiva para essa finalidade.

Escrever por escrever não adianta. É preciso do público.

É aí que entra a mágica do aplicativo Secret, cuja intenção é permitir a divulgação de “segredos” de forma anônima e que foi proibido pela Justiça brasileira. Quem quer publicar algo no Secret ou em qualquer outro lugar de forma “anônima” não está divulgando um segredo de graça; espera poder acompanhar as reações. No mais nobre dos casos, talvez espera que as pessoas deem mais atenção para um sofrimento até então silenciado – um pedido por empatia.

É algo curioso, mas parece que não faz sentido. Sabemos que as pessoas têm desejos ou sentimentos ocultos; o que interessa no Secret é que alguém decidiu revelá-los, dando a eles um “corpo”. Mas, ao mesmo tempo, o Secret é – a princípio – anônimo, incorpóreo. Não há razão para ser real.

É um paradoxo: os “segredos anônimos” são interessantes porque dão forma ao que é oculto, mas não existe forma para o anonimato – ele esvazia tudo. O Secret pode muito bem ser um imenso e coletivo trabalho de ficção.

A força do Secret está na sua fraqueza. O Secret é social em sua própria concepção e, por isso, não é verdadeiramente anônimo. O site de humor brasileiro “Não Salvo” mostrou como descobrir as publicações de uma pessoa no Secret com uma técnica que foi apresentada também por dois pesquisadores à revista de tecnologia “Wired”. Esse “risco” de se perder o anonimato é que dá substância a um ambiente onde não deveria haver nenhuma.

O truque para descobrir as postagens de uma pessoa não se trata de uma falha de segurança, mas sim de explorar a própria ideia por trás do Secret – de mostrar “segredos” de contatos. Eliminar esse problema depende de uma alteração profunda na maneira que o Secret exibe seus segredos, tirando a exclusividade do círculo social. E isso deixaria o app muito menos interessante.

A web tem sim espaços verdadeiramente anônimos ou, pelo menos, muito mais anônimos do que o Secret. Alguns chegam a ter audiências consideráveis. Mas eles não têm substância e, por isso, são repletos de trotes, mentiras e todo tipo de lixo digital – inclusive de pessoas fingindo que possuem problemas só para atrair a atenção (e a pena) de outros visitantes. Curiosamente, alguns desses espaços são muito mais antigos e não tiveram problemas com a Justiça brasileira.

O Secret conseguiu um equilíbrio: quem posta pensa que está anônimo, quem lê tem motivos para crer que se trata de alguém falando a verdade – e que esse alguém é próximo. É uma receita que faz todo mundo ficar na linha da falta de entendimento e, por isso, é perigoso. O “perigo”, aliás, é para quem usa – a coluna não está opinando sobre a decisão da Justiça brasileira de proibir o aplicativo.

A internet permite sim que segredos sejam revelados e discutidos com estranhos. Muitas minorias acham espaço na internet para conversar sobre temas e revelar sua intimidade, encontrando um apoio que seria difícil de conseguir com pessoas próximas. Mas ora, se a ideia é não revelar segredos para seus amigos, por que alguém usaria o Secret ou qualquer serviço parecido – cuja ideia, embora velada, é exatamente essa?

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