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Jesus era uma metralhadora de spoilers

E aí eu vou dizer: “perdoa, pois eles não sabem o que fazem”. Ai a galera fica olhando, é muito louco

E aí eu vou dizer: “perdoa, pois eles não sabem o que fazem”. Ai a galera fica olhando, é muito louco

Publicado no Pdh Título original: O spoiler e toda sua complexidade

Jesus era uma metralhadora de spoilers. Contou aos apóstolos, no auge de sua trama pessoal, que seria capturado e crucificado. Contou para eles também que a reviravolta aconteceria com a traição de um dos seus. Como se não bastasse, abriu para todos, como se fosse normal e pertinente, que ele voltaria depois do fim, como se as cenas pós-créditos não tivessem o mesmo peso no que houve e no que estaria por vir.

Indo mais a fundo, o messias ainda colou em um solitário Pedro e, sem botar hashtag alguma, soltou ao coitado que, antes do galo cantar, ele o negaria por três vezes. E foi batata.

Foi ainda nesse ano que, falando sobre final de séries ou algo que valha, surgiu no papo o desfecho de LOST, série que tinha tudo — pelo impacto que teve em seus primeiros anos — para estar entre as mais queridas e lembradas de todos os tempos, mas que ficou guardada atrás de outras caixas de lembranças das pessoas. Nesse papo, antes que desenvolver qualquer raciocínio, o Guilherme se colocou em posição de defesa e mandou em alto e bom tom: “sem spoiler, hein. Eu ainda não vi”.

Quatro anos se passaram e, mesmo sem continuar com ele por perto, me senti na liberdade de desenvolver o assunto, atitude não tomada pelo bom senso, e não por algum decoro. Poxa, uma copa do mundo de distância. Não se pode pedir segredo com esse tanto de água passada por debaixo da ponte. Isso me lembrou de outro fato curtinho.

Anos antes, antes mesmo de LOST estar entre nós, fui a um sebo e comprei, dentre outras delicinhas, o Histórias Extraordinárias do Edgar Allan Poe. Nele, há o conto “O Gato Preto”, um dos mais legais do autor. Em outro papo com amigos, um deles — que já havia lido o livro — me disse que eu iria adorar ler o conto d’O Gato Preto e, em sua análise, contou a porra do conto todo. Eu, claro, fiquei chateado.

Cacete, estamos falando de uma historieta publicada no começo do começo do século 19!

É, se o spoiler for medido em tempo, teremos mais paradoxos do que julga nossa vã filosofia de internet. Querendo desabafar, eu fui contar a um casal de amigos o que o cara me fez e, empolgado em minha própria narrativa revoltosa, contei a eles a porra do conto. Eles também não haviam lido esse livro do Poe.

Não há tempo como unidade de medida para um spoiler. Duas horas, oito minutos, três vidas inteiras. Há que se respeitar o momento do outro.

Coisa da mais simples, segurar a ponta da língua pra dentro da boca alguns segundos. Ao mesmo tempo, cabe ao não-curioso de saber seu lugar e não empacar um papo interessante por conta de ainda não ter assistido ao filme. Quer se preservar contra spoilers, não dê pano para manga e, o quanto antes, bota a bunda na cadeira e vá ver o que precisa ser visto. Ou lido. Ou escutado. Deu pra entender.

O bom e velho equilíbrio. Eu não conto e você não fica escutando. Li, em algum lugar na internet ontem de manhã que, se a pessoa realmente se interessa pela obra e não quer saber nenhum detalhe que possa lhe estragar a experiência, vai ver o quanto antes. Se assim não o fez, é porque não era tão importante assim. Achei bem pesado.

Eles estão em todos os lugares

Eles estão em todos os lugares

Sabemos que há situações que não dá pra ver na hora que se está passando. A maluca dicotomia embalando nossos argumentos. Assim como é bem triste ver os caça-spoilers se aventurando no Facebook logo pela manhã atrás de quem está “erroneamente” contando pra deus e o mundo o que deveria ser segredo. Se sabe que o bom senso não impera em nosso planeta, me parece bem errado contar com a sorte e sair lendo tudo o que contenha a palavra-chave da sua série favorita ou filme que quer ver.

Mas estamos na era dos exageros. Tempos velozes em que a internet, as redes sociais e a fibra óptica te botaram em contato com milhares e milhões de pessoas, muitas delas desprovidas de qualquer noção. Mesmo tentando escapar dos spoilers, granadas visuais são jogadas — imagens da cena final ou das pessoas que você jurava ter morrido retornando ou casais improváveis se abraçando, qualquer uma dessas bombas que não precisa nem ler para interpretar tudo — e pessoas da maior confiança pisam na bola, muitas vezes até sem querer.

Não é nem um pouco saudável também ficar se esquivando constantemente em seu Facebook ou Twitter ou o que mais apeteça. O amigo Rodolfo Viana escreveu sobre esse lance de spoilers. Mais interessante que sua opinião (desculpa, amigo), foi o comentário de uma menina que disse:

Quer dizer, internet é putaria. Mas mesmo assim tem que rolar uma ética e tal.

O problema provavelmente está na internet. Você conhece seus amigos, sabe quais deles não suportam a ideia mais vaga de poder, em qualquer momento, ouvir um suspiro que seja sobre qualquer coisa. Você tem outros camaradas que, ao contrário, ficam empolgadíssimos para ver algo justamente quando lhe contam uma parada fundamental. Já na internet, você não tem como saber da sensibilidade dos vários amigos que não são seus amigos. Mais ainda quando você amplifica sua voz em uma página pública, uma “fanpage”.

Ora pitombas, se não sabe com quem tá lidando, é hora de limar por baixo e botar um simples aviso de que está para contar algo revelador. Os menos afetados lerão sem problemas. Os afetadinhos seguirão com suas vidas e os muito afetados vão reclamar mesmo sem ter lido. Mesmo com ética e tal, a internet ainda será putaria.

Mais do que pensar em regras, há que se pensar no respeito com outra pessoa de não relevar nada que poderia estragar a experiência de alguém e, ao mesmo tempo, entender que a outra pessoa tem liberdade para falar sobre o que quiser, mesmo que seja sobre o final da sua série ou filme favoritos.

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Se você não liga para spoilers, agradeça a Deus. Se você odeia, reclama lá com Jesus.

O dia em que visitei o Egito

patriarca coptaRicardo Gondim

Há 4 anos visitei o Egito. Andei pelas ruas de Cairo. Tudo me chamou a atenção. As mulheres, escondidas sob véus negros, pareciam monjas reclusas. Os homens, magros em sua grande maioria, caminhavam pela ruas de mãos dadas.

Rodopiei. Um tornado cultural me deixou tonto. Tentei decifrar uma história milenar, que jamais entenderei completamente. Islam, quase onipresente, prevalece por todo o Egito. Notei que era minoria – de novo. Eu não conseguia me esconder, destaquei no meio da multidão. Me senti frágil. Tive medo. Nas alamedas estreitas de Cairo, notei a força da paranóia que a mídia ocidental passa. A propaganda imperial de que o Oriente médio é inimigo gruda na gente. Eu pressentia – erroneamente – que uma bomba estava prestes a explodir na próxima esquina. Cheguei a ver terroristas onde não existia nenhum.

Me perdi no árabe. Eu simplesmente não conseguia decifrar duas letras de um alfabeto que poderia ajudar a saber em que esquina eu estava. Em outra cultura vemos como somos provincianos. É difícil lidar com cheiros, paladares e paisagens novos. Em uma cultura em que tudo espanta, tudo choca, tudo fascina, a gente consegue avaliar a estreiteza da própria mente.

Compareci a uma Igreja Ortodoxa Copta. O padre era um velhinho, mistura de Frei Damião com pastor evangélico.  A igreja, iniciada no aterro de lixo da cidade, virou centro de romaria. O padre copta conduz uma paróquia que luta para mudar a sorte de centenas de milhares que vivem nos arredores do lixão de Cairo. Seu trabalho visa aliviar a miséria mais abjeta. Seu ministério oferece espaço de esperança e reconstrução para mulheres e crianças. No Brasil, entretanto, uma igreja que atrai tantos pobres e sincretiza vários perfis religiosos jamais seria tolerada pelo status quo evangélico. No Egito, aquela igreja é tida como uma renovação dentro da ortodoxia copta.

Fui ao Egito para participar de uma reunião de pastores e líderes evangélicos de países do sul do Equador. Éramos 40. Por acontecer no Egito, a reunião ganhou ares de conspiração. Como há muito abandonei a ambição de ganhar o mundo, eu me senti fora das aspirações do grupo. Querer ganhar o mundo desestabiliza a alma. Megalomania mina o dia a dia despretensioso e sufoca as relações desinteressadas. Me preocupei sobremaneira em notar um ambiente belicoso e intolerante entre os pastores. Em determinado momento ouvi de um deles: o islamismo é o último gigante a ser abatido antes da volta de Cristo. Minha reação imediata foi: em que essa atitude difere dos terroristas que odeiam os ocidentais, e os tratam como irmãos de satanás?

Anos depois da viagem, medito. O que significa ser cristão no mundo atual? Quem poderia amenizar tanta hostilidade? Um neo-ateísmo destila rancor contra a religião. Religiosos se estapeiam em nome da verdade que acreditam possuir. Palestinos sofrem horrores, acossados pela miséria e por um poder militar portentoso. O Islam cresce com taxas vertiginosas em diferentes regiões do mundo. Séculos depois, os mouros retomam a Europa. A França impactada pelo Iluminismo não se conforma em conviver com tanta burca, mesquista monumental e tapete estendido para reza.

Noto os líderes evangélicos assustados. Com todo o planejamento gerencial, com todo o discurso triunfalista de que Deus é por nós, pastores não entendem como os seguidores de Maomé se multiplicam como cogumelo. Enquanto os evangélicos se perdem com cultos ensimesmados e tentam provar a autenticidade da mensagem com milagre, o fenômeno religioso islâmico continua forte. Ficam as perguntas: até quando a brecha entre cristianismo e islamismo favorecerá interesses geopolíticos? Quando ortodoxos russos, gregos, coptas, armênios, católicos romanos e protestantes – junto com os longínquos evangélicos – começam a dialogar?

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Podemos sorrir ainda em meio ao espanto e ao medo?

reflejos-de-un-futuro-by-vixen-paranoid-thumbPublicado por Leonardo Boff

Na minha já longa trajetória teológica dois temas me foram desde o início sempre centrais, a partir dos anos 60 do século passado porque representam singularidades próprias do cristianismo: a concepção societária de Deus (Trindade) e a ideia da ressurreição na morte. Se deixássemos fora estes dois temas, não mudaria quase nada no cristianismo tradicional. Ele prega fundamentalmente o monoteísmo (um só Deus) como se fôssemos judeus ou muçulmanos. No lugar da ressurreição preferiu o tema platônico da imortalidade da alma. É uma lastimável perda porque deixamos de professar algo singular, diria, quase exclusivo do cristianismo, carregado de jovialidade, de esperança e de um sentido inovador do futuro.

Deus não é a solidão do uno, terror dos filósofos e dos teólogos. Ele é a comunhão dos três Únicos que, por serem únicos, não são números mas um movimento dinâmico de relações entre diversos igualmente eternos e infinitos, relações tão íntimas e entrelaçadas que impede que haja três deuses mas um só Deus-amor-comunhão-inter-retro-comunicação. Temos a ver com um monoteísmo trinitário e não atrinitário ou pré-trinitário. Nisso nos distinguimos dos judeus e dos muçulmanos e de outras tradições monoteístas.

Dizer que Deus é relação e comunhão de amor infinito e que dele se derivam todas as coisas é permitir-nos entender o que a física quântica já há quase um século vem afirmando: tudo no universo é relação, entrelaçamento de todos com todos, constituindo uma rede intrincadíssima de conexões que formam o único e mesmo universo. Ele é, efetivamente, à imagem e semelhança do Criador, fonte de interrelações infinitas entre diversos que vem sob a representação de Pai, Filho e Espírito Santo. Essa concepção tira o fundamento de todo e qualquer centralismo, monarquismo, autoritarismo e patriarcalismo que encontrava no único Deus e único Senhor sua justificação, como alguns teólogos críticos já o notaram. O Deus societário, fornece, ao invés, o suporte metafísico a todo tipo de socialidade, de participação e de democracia.

Mas como os pregadores, geralmente, não se referem à Trindade, mas somente a Deus (solitário e único) perde-se uma fonte de crítica, de criatividade e de transformações sociais na linha da democracia e da participação aberta e sem fim.

Algo semelhante ocorre com o tema da ressurreição. Esta constitui o núcleo central do cristianismo, seu point d’honeur. O que reuniu a comunidade dos apóstolos depois da execução de Jesus de Nazaré na cruz (todos estavam voltando, desesperançados, para suas casas) foi o testemunho das mulheres dizendo: “esse Jesus que foi morto e sepultado, vive e ressuscitou”. A ressurreição não é uma espécie de reanimação de um cadáver como o de Lázaro que acabou, no final, morrendo como todos, mas a revelação do novissimus Adam na expressão feliz de São Paulo: a irrupção do Adão definitivo, do ser humano novo, como se tivesse antecipado o fim bom de todo o processo da antropogênese e da cosmogênese. Portanto, uma revolução na evolução.

O cristianismo dos primórdios vivia desta fé na ressurreição resumida por São Paulo ao dizer:”Se Cristo não ressuscitou a nossa pregação é vazia e vã a nossa fé”(1Cor 15,14). Faríamos então melhor pensar: ”comamos e bebamos porque amanhã morreremos”(15,22). Mas se Jesus ressuscitou, tudo muda. Nós também vamos ressuscitar, pois ele é o primeiro entre muitos irmãos e irmãs, “as primícias dos que morreram”(1Cor 15,20). Em outras palavras e isso vale contra todos os que nos dizem que somos seres-para-a-morte, que nós morremos sim, mas morremos para ressuscitar, para dar um salto para o termo da evolução e antecipá-la para o aqui e agora de nossa temporalidade.

Não conheço nenhuma mensagem mais esperançadora do que esta. Os cristãos deveriam anunciá-la e vive-la em todas as partes. Mas a deixam para trás e ficam com o anúncio platônico da imortalidade da alma. Outros, como já observava ironicamente Nietzsche, são tristes e macambúzios como se não houvesse redenção nem ressurreição. O Papa Francisco diz que são “cristãos de quaresma sem a ressurreição”,   com “cara de funeral”, tão tristes como se fossem ao próprio enterro.

Quando alguém morre, chega para ele o fim do mundo. É nesse momento, na morte, que acontece a ressurreição: inaugura o tempo sem tempo, a eternidade bem-aventurada.

Numa época como a nossa, de desagregação geral das relações sociais e de ameaças de devastação da vida em suas diferentes formas e até de risco de desaparecimento de nossa espécie humana, vale apostar nestas duas iluminações: Deus é comunhão de três que são relação e amor e que a vida não é destinada à morte pessoal e coletiva mas a mais vida ainda. Os cristãos apontam para uma antecipação desta aposta: o Crucificado que foi Transfigurado. Guarda os sinais de sua passagem dolorosa entre nós, as marcas da tortura e da crucificação, mas agora transfigurado no qual as potencialidades escondidas do humano se realizaram plenamente. Por isso o anunciamos como o ser novo entre nós.

A Páscoa não quer celebrar outra coisa do que esta ridente realidade que nos concede sorrir e olhar o futuro sem espanto e pessimismo.

Jovens renunciam fast food, Facebook e até sexo nos 40 dias da Quaresma

A promotora de eventos Franciane Arnoni, que decidiu como "penitência" deixar de usar o Facebook (foto: Daniel Guimarães/Folhapress)

A promotora de eventos Franciane Arnoni, que decidiu como “penitência” deixar de usar o Facebook (foto: Daniel Guimarães/Folhapress)

Publicado na Folha de S.Paulo

Uns deixam de ouvir música, outros param de tomar refrigerante e de frequentar lanchonetes. Mas também existem os que resolvem se desconectar das redes sociais, não tomar nada de álcool e abrir mão do sexo durante 40 dias.

Mesmo com propostas mais modernas, jovens continuam seguindo o princípio religioso de fazer algum “sacrifício” no período da Quaresma, que terminou ontem.

Estudante de engenharia química do Instituto de Tecnologia Mauá, Anderson de Oliveira, 22, decidiu não tomar cerveja. Também combinou com a namorada que eles não manteriam qualquer tipo de contato sexual durante a Quaresma, considerado pela Igreja um período de “reflexão e penitência”.

“É um desafio grande porque sou eu que costumo organizar as festas da minha turma na faculdade. Tive de resistir em umas duas baladas e em quatro churrascos nesse período, mas é algo que faço com convicção.”

De família católica, o universitário diz que os amigos costumam entender suas “missões” religiosas e que não teve problemas em combinar a privação do sexo com a parceira.

“Ela também é católica e não foi nenhum sacrifício para nós decidir essa questão. Fazemos na intenção de tentar melhorar algo na nossa maneira de ser, por respeito a um período importante para a nossa fé.”

Bispo auxiliar de Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli, valida os sacrifícios modernos desde que eles não sejam “interesseiros”, prevejam uma “troca de benefícios” com Deus e que tenham finalidade de adquirir um “comportamento virtuoso”.

“Todo sacrifício ou esforço ascético [voltado ao espiritual] é válido, mesmo a renúncia ao corriqueiro da vida, como não usar as redes sociais, tomar refrigerante ou ouvir música, desde que sejam gestos de sentido.”

Religiosos alertam, porém, que não há sentido no sacrifício se, ao fim da Quaresma, a pessoa quiser “compensar” o período de abstinência.

A promotora de eventos Franciane Arnoni, 32, aproveitou a Quaresma para tentar acabar com o que considera um “vício”: ela parou de entrar no Facebook.

“Quis fazer algo que causasse muita diferença na minha vida, que provocasse reflexão. Por isso decidi deixar o Facebook. Ficava até de madrugada na rede social só para saber sobre os outros. Esquecia de mim, de conversar com minha família”.

A primeira semana foi a mais difícil, afirma Francine. Para matar a curiosidade sobre alguns fatos, como o casamento de uma amiga, pediu que mandassem fotos.

“Não sei se voltarei a navegar no ‘Face’. Pensei em tudo o que deixei de fazer para estar no mundo virtual e tomei um susto”, afirma.

FAST FOOD

As mais fortes penitências quaresmais, porém, continuam sendo relacionadas a deixar de comer algo –geralmente carne.

A analista de logística Géssica Morais Silva, 23, deixou de tomar refrigerante, o que fazia todos os dias, e abriu mão de comer lanches –sua refeição ao menos três vezes por semana.

“Faço para mostrar gratidão pela minha vida e ainda é muito pouco. Preciso fazer a outra parte, que é dar alimentos para outras pessoas.”

Segundo Géssica, que em anos anteriores deixou de comer chocolate e tentou não ser grosseira com as pessoas, o benefício que vê na ação é o sentimento de “paz”, de “dever cumprido.”

Este vídeo vai te fazer refletir sobre o envelhecimento

Publicado no Brasil Post

Só de pensar em envelhecer, você já fica nervoso(a)? Então está na hora de você rever os seus conceitos sobre o assunto. O seu prazer de viver não pode de maneira nenhuma ser reduzido a cada ruga que surgir. Afinal, ficar velho não é doença.

A fim de desafiar as pessoas a se libertarem dos estereótipos que rondam o envelhecimento, a instituição Age UK encomendou ao poeta inglês Roger McGough um poema que pudesse ajudar na reflexão. O resultado foi este vídeo inspirador.

“Não existe cura para o envelhecimento./Porque envelhecimento não é doença, mas um estilo de vida./E alguns são melhores nisso do que outros/O segredo?/Pensar que você é mais jovem do que realmente é:/Em um ônibus ou metrô lotado, ofereça o assento para um jovem/Crie um website, invente um aplicativo/Pratique Zumba, se esqueça de tirar um cochilo/Ninguém pode prever o que pode rolar pela frente/Com um futuro mais desafiador do que nunca./ Então aproveite esta aventura/

O tempo voa, dizem, mas somos nós que voamos/O tempo está nas nossas mãos, conforme nos apressamos/A vida dá um jeito de aumentar esta velocidade/Então aproveite o dia, somos uma geração especial/Em um piscar de olhos/Aceno de mão/Batida do coração/Escorrer de uma lágrima/Você está velho./Mas ainda tem valor./Seja bem-vindo a este grupo.”

O vídeo ainda se desmembrou em outros, como este em que Dorothy Start, de 97 anos, dá um conselho valioso:

“Não é sempre fácil – eu poderia apenas me sentar em uma poltrona e ler um livro – então, às vezes, você tem que se estimular um pouco.”