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Brenda, filha do cantor gospel Regis Danese, está em estado grave na UTI

 	Brenda Danese (de vestido) foi diagnosticada com leucemia no final de janeiro

Publicado originalmente na Caras

Com leucemia, a filha do cantor gospel Regis Danese (38), Brenda (2), está internada em estado grave há alguns dias. A menina começou a passar mal e foi levada para a UTI, onde recebe plaquetas e cuidados médicos. “Depois da última quimio, a Brenda teve complicações e começou a vomitar sangue sem parar, está na UTI, é grave, Deus é maior. Ai, está doendo muito, mas Deus está no controle, senhor Jesus, tu tens um plano na vida da Brendinha, eu creio nos teus milagres! Brendinha continua na UTI tomando plaquetas duas vezes por dia”, comentou o artista, nesta segunda-feira, 4, em seu Twitter.

Brenda passou por uma cirurgia no dia 1º de junho para a retirada do cateter da quimioterapia. “A Brendinha entrou para o bloco cirúrgico para retirar o cateter que tinha infeccionado, vamos orar”, disse ele na rede social, logo após ele disse que o procedimento foi bem sucedido.

Agora, com a filha em recuperação, Regis pede orações aos fãs. “Gente, vamos reforçar nossas orações pela vida da Brendinha, vamos jejuar mais pela vida dela em nome de Jesus! Nos ajude, Deus abençoe!”, escreveu o cantor, que iniciará um jejum nesta terça-feira, 5, pela saúde da herdeira. “Vamos começar amanhã um jejum de Daniel pela vida da Brenda, 21 dias só de água, legumes, verduras”.

A rotina dos popstars da fé

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João Loes e Rodrigo Cardoso, na IstoÉ

Eles detestam ser chamados de estrelas. Repetem, insistentemente, que são, na melhor das hipóteses, um mero canal para a graça de Deus. A humildade do discurso, porém, contrasta com a postura de celebridade desses ídolos cristãos e com os números que compõem este que já é o mais expressivo segmento do mercado fonográfico do País. Estima-se que, só em 2011, a produção de discos e DVDs religiosos no Brasil rendeu R$ 1,5 bilhão. Como não poderia deixar de ser, no mesmo ano, os discos e os DVDs mais vendidos, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (Abpd), foram dos astros da fé padre Marcelo Rossi e padre Fábio de Melo, respectivamente.

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AMIGOS
Padre Marcelo e padre Fábio na gravação do
DVD “Ágape”, em São Paulo, no domingo 20

O domínio não é só católico. Estrelas do mundo gospel têm tido cada vez mais espaço para brilhar. Pudera, hoje o Brasil tem pelo menos 38 milhões de evangélicos, segundo dados do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV). Nomes como Aline Barros, Ana Paula Valadão e Regis Danese são verdadeiras potências capazes de arrastar centenas de milhares de pessoas a shows, cruzar barreiras religiosas e vender milhões de discos e DVDs. “E tem uma outra coisa – para os evangélicos, pirataria é roubo e roubo é pecado”, afirma o evangélico Danese. Como consequência, as perdas para a pirataria de gravadoras especializadas nesse mercado não passam de 15% do faturamento, enquanto para as outras o percentual pode chegar a até 60%.

Mas como vivem essas pessoas, divididas entre a pureza da mensagem divina e a lógica violenta do mercado? Como administram fé, carreira artística, vida religiosa, família, viagens, fãs, sucesso e dinheiro? ISTOÉ ouviu cinco dos mais importantes representantes do gênero na atualidade, além de gente do seu círculo social, para a seguir mostrar as alegrias, tristezas, paixões e dúvidas dos astros da fé.

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“Gosto de roça, de bicho. Em casa tenho pouquíssimos ruídos”
Padre Fábio de Melo

Um mês atrás, padre Fábio de Melo desabafou em seu Twitter que, cansado da cidade grande, qualquer dia venderia seu iPhone e compraria um casal de gansos. Aos 42 anos, o sacerdote que nasceu em Formiga, interior de Minas Gerais, e atravessou fronteiras graças aos cerca de 30 produtos que lançou no mercado – entre CDs, DVDs e livros –, mora sozinho em um sítio numa região rural de Taubaté, interior de São Paulo. É lá, ao lado dos dois cachorros, o mastiff inglês Nathan e o bulldog francês Lucca, que ele relaxa. “Gosto de roça, de bicho. Em casa tenho pouquíssimos ruídos urbanos por perto”, afirma o sexto maior vendedor de CDs do Brasil no ano passado. No momento, o sacerdote cantor que já vendeu dois milhões de CDs e 700 mil DVDs afirma: “Estou cada vez menos urbano.”

Apesar do discurso desapegado, padre Fábio ainda não se livrou de seu smartphone. Também não abre mão de dirigir o próprio carro na ida ao supermercado. Até já arriscou uma volta em um modelo stock car, como mostra a foto acima, em 2010, um desejo antigo. Mas cavalgar, cuidar pessoalmente dos cachorros e ajudar na limpeza da casa e do jardim são seus principais passatempos quando encontra uma folga na agenda tomada – entre celebrações e um programa de rádio – por 100 shows anuais e pelo menos um lançamento de CD ou DVD por ano. “Com essa rotina, ficar em casa é sempre um luxo”, diz o sacerdote. Vestindo batina, o caçula de oito filhos explodiu como um fenômeno da música gospel no início dos anos 2000. “A vocação espiritual do Fábio era a de um padre, mas a vocação natural era a de um artista. Sendo assim, que se tornasse um padre artista”, afirma o padre João Carlos Almeida, diretor da Faculdade Dehoniana e formador espiritual, musical e universitário do sacerdote mineiro.

Padre Fábio aprendeu direitinho com seu mentor. A timidez e a melancolia do início da carreira saíram de cena e o mineiro boa-pinta de olhar triste conquistou o público se valendo de uma linguagem comum ao ambiente acadêmico – própria de quem se formou em teologia e filosofia, fez pós-graduação e lecionou em faculdades. “Fábio não é padre que faz sermão em igreja. Em qualquer lugar que ele vá seu discurso é estudado”, afirma padre Almeida. “Ele é um poeta do evangelho”, diz o pré-candidato a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita, que publicou dois livros em parceria com o amigo religioso. Um poeta que, além da articulação das palavras, zela pela aparência. Ela, afinal, também tem o dom de cativar fãs fiéis. “Vou regularmente ao dermatologista. Já tive câncer de pele e uma paralisia facial na juventude. E procuro controlar o peso”, afirma ele. “Eu me cuido, sim. Estar bem-vestido faz parte do meu trabalho. É uma hipocrisia achar que o padre precisa andar mal-arrumado e desleixado.”

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“Trocaria meu corpo por três de 18 anos”
Padre Marcelo Rossi

Padre Marcelo Rossi, 45 anos, estava pronto. Na tarde do domingo 20, de batina branca, ele rumou para a cripta que fica embaixo do enorme palco do Santuário Theotókos Mãe de Deus, em construção há oito anos. Ali, seu corpo repousará em sono eterno quando sua missão na terra acabar. O momento era de oração. Todos estavam em corrente vibrando para que a gravação do DVD “Ágape”, que começaria alguns lances de escada acima e dali a pouco mais de uma hora, corresse bem. “Dava pra sentir a energia no ar”, diz um membro da equipe musical. E que energia! Uma multidão de 45 mil fiéis já se aglomerava diante do palco do santuário para acompanhar a gravação e se fazia ouvir, através do concreto da cripta, com poderosos gritos de Jesus.

Seria ingênuo pensar que padre Marcelo já se acostumou com eventos como esse. E, mesmo que tivesse se acostumado, este certamente teria sabor diferente. O DVD “Ágape” é um desdobramento do sucesso inédito e retumbante do religioso no mercado editorial com o livro de mesmo nome lançado em 2010, que já vendeu oito milhões de cópias. “Minha vida está uma loucura, uma correria, mas uma bênção”, diz ele. Até agosto, de segunda a quarta, sua agenda está tomada por sessões de autógrafo em 12 cidades brasileiras. Em meio a esse stresse, ele faz o que pode para manter a rotina. Acorda sempre entre as três e quatro da manhã, faz uma breve oração, não toma café e mergulha nos afazeres diários, que incluem uma entrada ao vivo em rádio, obrigações com a obra no santuário e cuidados com a saúde. “Procuro fazer esteira e fisioterapia quatro vezes por semana”, diz.

Em 2010, depois que sofreu um grave acidente na mesma esteira que usa hoje, padre Marcelo chegou a celebrar missas em cadeira de rodas. A queda lhe rendeu um pé quebrado, tendões rompidos e um insistente problema no joelho que ainda teimam em incomodá-lo. Para amenizar as dores, o religioso tem alternado quatro pares de tênis do tipo esportivo, desenhado para amortecer impactos. Membros da equipe de filmagem da Rede Vida, que transmite suas missas há anos, e voluntários mais antigos que trabalham organizando a multidão nas celebrações em São Paulo dão como certa a ingestão de remédios pelo padre, tanto para dor quanto para inflamação. Isso poderia explicar, em parte, a dificuldade que ele tem tido em se mexer com agilidade e o visível inchaço de seu rosto. “Só com muita fé para fazer o que ele faz com as dores que deve sentir”, disse uma pessoa próxima, que revelou ainda que o popstar católico não pisa num supermercado, restaurante ou cinema há anos. “Não tem jeito, junta uma multidão pra ver, tocar, tirar foto e pedir bênção.”

Sobre o fervor dos fiéis, Marcelo lembra de uma história divertida. “Uma vez, uma senhora me viu dirigindo e começou a me fechar até que eu tive que subir, literalmente, na calçada e parar o carro”, diz ele. “Ela desceu, se ajoelhou e pediu uma bênção”, conta. Desde então ele não dirige mais e conta com o fiel Chicão, motorista e faz-tudo, para ajudá-lo a se deslocar. Quando questionado sobre o que espera do futuro, dá sinais de que o cansaço físico já começou a pesar. “Nos próximos cinco anos me vejo com mais experiência”, diz. “Mas trocaria meu corpo por três de 18 anos.” Continue lendo

Regis Danese revela visão da filha sobre cura da leucemia: ‘Eu tô podre, mas não vou morrer’, disse a menina

Regis com Brenda no colo, o filho Bruno e Kelly, sua mulher: doença da menina foi descoberta durante passeio da família na Disney

Thiago Trindade, no Extra

Ver uma criança de apenas 3 anos fazer quimioterapia com injeções na medula até quatro vezes na semana corta o coração de qualquer um. Ainda mais do pai dela. Mas Regis Danese fala sobre o tratamento da filha Brenda, que está com leucemia, com a tranquilidade e a confiança que só as pessoas de muita fé têm. Assim como canta em seu maior sucesso, “Faz um milagre em mim”, o cantor gospel acredita que Deus vai “sarar todas as feridas”.

— Os médicos dizem que a chance de cura é de 85%. Mas, para o meu Deus, é de 100%. No futuro, isso vai servir para darmos um testemunho para as pessoas. Eu vou viver para ver os filhos da Brendinha — afirma Regis, que também é pai de Bruno, de 13 anos.

Quando tiver filhos, Brenda não provavelmente não vai lembrar de metade do que passou:

— Eu não deixo transparecer nada. Digo a ela que está curada, mas ainda precisa tomar injeção. E que o cabelo vai cair para depois nascer um mais bonito — diz o cantor.

Mesmo sem entender o que se passava, a pequena teve uma espécie de visão do que estava por vir quando a doença foi descoberta, durante um passeio da família na Disney, nos Estados Unidos. Segundo Regis, a menina chegou a ficar sem uma gota de sangue no corpo e precisou fazer duas transfusões por lá e mais duas no Brasil.

— No carro, indo pro hospital, ela disse: “Eu tô podre, mas não vou morrer.” Deus colocou isso na boquinha dela, mas a sinceridade Dele só vem para a vitória — revela.

Brenda enfrenta bem o tratamento e já não chora ao tirar sangue. A menina sabe o que é vencer na vida com apenas 3 anos: a mãe, Kelly, foi atropelada na gravidez e ela nasceu prematura de 7 meses.

Cantor quer criar instituição

Regis prefere não revelar se fez promessa pela cura da filha. Mas, desde já, tem um plano: ajudar crianças necessitadas que vivem o mesmo drama que Brenda.

— Vou gravar um DVD em breve e vou doar tudo o que eu ganhar para alguma instituição que cuida de crianças com câncer. De repente, até monto uma. Sei que é muito difícil, preciso que algumas pessoas, talvez políticos, abracem esse projeto. Deus vai me indicar o melhor caminho — afirma.

A preocupação do cantor é com as crianças que, diferente de Brenda, não tem pais com condições para bancar um bom tratamento.

— Eu fico pensando nas pessoas do interior, que não têm onde se tratar… Só quem passa por isso sabe como é. Já perdi avós, mas quando se trata de um filho a dor é pior — diz Danese.

Gospel brasileira: a nova bossa nova?

Gianni Carta, na CartaCapital

No país do samba, da bossa nova e agora de um funk (medíocre) há espaço para a música gospel. É isso que narra aos seus leitores o jornalista Tom Phillips, do diário britânico The Guardian.

Phillips, cujo artigo publicado na terça-feira 27 é intitulado Gospel starts to strike a chord in Brazil the home of bossa nova, usou como gancho o fato de o Festival Promessas, no Aterro do Flamengo, ter sido transmitido pela Globo dia 18 de dezembro. E isso às vésperas do Natal.

Foi, disse o jornalista do Guardian, o primeiro festival evangélico transmitido pela Globo.

Resumiu ao diário britânico Regis Danese, corretamente introduzido como “um dos maiores cantores da música gospel no Brasil”: “Este é um dia histórico para a música gospel brasileira”. Deus, segundo Danese, merece ser agradecido pelo festival ao qual compareceram 20 mil pessoas – e milhões puderam assisti-lo em seus televisores.

Phillips conta que o mercado da música gospel brasileira vale 1,5 bilhão de reais. Mais: “60 milhões de brasileiros estariam direta ou indiretamente ligados à Igreja Evangélica”. Palavras ao Guardian do deputado federal Arolde de Oliveira. Oliveira é também proprietário do Grupo MK Music, que ele alega ser o maior selo de música gospel na América Latina.

Ainda existe “preconceito” contra a música gospel, concede Oliveira. Mas com a chegada de selos musicais como a Sony, a música gospel adentra cada vez mais o mercado secular. A música gospel é lucrativa, escreve Phillips, também porque evangélicos são contra a pirataria de CDs e DVDs. E jamais baixam músicas ilegalmente na internet.

A Globo entrou nesse mercado evangélico, parece óbvio, porque ele é lucrativo. No entanto, Luiz Gleizer, diretor da Globo TV, disse para o jornalista Phillips que a rede de tevê só quis “documentar um festival de música gospel” porque ela tem importância crescente na “vida cultural” do País.

Gleizer advertiu, porém, que a Globo não é um canal de tevê católico, e sim secular e republicano. O que Gleizer entende por “republicano” é uma incógnita. E atrás de altos índices de audiência promoveu, bem ou mal, um evento evangélico. Nada disso surpreende.  O grupo da família Marinho é dono da gravadora Som Livre, e do seu catálogo gospel constam cantores populares como o Padre Fábio de Melo.

Essas questões globais, contudo, não são abordadas pelo Guardian. O foco do artigo, afinal, era somente a música gospel na terra onde nasceu a bossa nova…

Nesse contexto, o jornal britânico estava mais interessado em retratar os novos cantores que carregam guitarras, tamborins e Bíblias. Entre eles, Regis Danese é a fonte principal do artigo. Seu álbum Compromisso, explica o jornalista Phillips, vendeu mais de 1 milhão de cópias. Em 2009, Danese foi indicado ao Grammy Latino. O jornalista conta, ainda, como após sua performance no Festival Promessas Danese foi “bombardeado” por perguntas de repórteres.

“O senhor escutou a voz de Deus?” “O que ele disse?”

Ao cabo de cada resposta de Danese o repórter da revista Nova Jerusalém dizia: “Amem. Louvado seja o Senhor”.

dica do Jénerson Alves

A música gospel chega à Globo

Diante do Trono no Festival Promessas (Foto: Alexandre Durão/G1)

Aline Nunes, no Jornal da Tarde

Nos anos 2000, o exército do senhor esbarrava na timidez da TV. No show de calouros de seu então programa na TV Record, Raul Gil encaixava os talentos gospel que batiam à sua porta. De tanto testá-los, não demorou muito para revelar, pelo menos, um fenômeno como Robinson Monteiro, que ficou conhecido como Anjo.

Logo no primeiro disco, Anjo, ele vendeu 1 milhão de cópias e a música Pra Sempre Vou Te Amar virou hit. Gradativamente, as canções de louvor tiraram do anonimato outras vozes, como as de Aline Barros e Regis Danese, e, enfim, invadiram outras emissoras brasileiras.

O SBT lançou um concurso gospel no Eliana e foi atrás de talentos mirins para o Programa Raul Gil. A RedeTV! até criou um reality show do gênero, o Desafio da Música Gospel (2010). Nessa esteira, a Globo não quis ficar de fora e, após levar músicos desse segmento aos programas de Xuxa e Faustão, exibirá amanhã o Festival Promessas, às 13h.

Um show gospel, com tratamento de primeira linha. Com direito a 70 minutos no ar, participação de nove artistas e apresentação de Serginho Groisman. E no que depender da direção do canal, o namoro com o gênero ficará mais fortalecido.

“Esperamos que esse seja apenas o primeiro de muitos festivais e iniciativas do gênero”, diz Luiz Gleiser, diretor de núcleo da Globo, responsável pelo evento. Seria uma afronta à concorrente Record, que tem até uma gravadora gospel, a Line Records? Gleiser diz que não.

“A Globo constrói sua programação de acordo com o que percebe serem os melhores conteúdos, jamais a partir do que é veiculado nas demais TVs”, diz Gleiser.

Os números do mercado, de fato, justificam o interesse. Segundo Maurício Soares, diretor do selo gospel da Sony Music, o mercado gospel movimenta anualmente R$ 2 milhões. Só na gravadora, por exemplo, o setor representa 10% do faturamento anual do grupo.

Entre os dez produtos mais vendidos, que inclui Padre Marcelo Rossi e Adele, dois são gospel. Um deles é a paranaense evangélica Damares, que com o álbum Diamante (o sexto de sua carreira de 13 anos), já vendeu 350 mil cópias. “Esse mercado tem muita procura”, diz Soares.

Não por acaso, 100 mil pessoas se reuniram no último dia 10, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, para a gravação do Festival Promessas. Foi uma verdadeira maratona evangélica, com oito horas de música.

Entre os artistas, estavam Fernanda Brum, Regis Danese (do hit Faz Um Milagre em Mim, com mais de um milhão de visualizações no YouTube), Damares e o grupo Diante do Trono, da vocalista Ana Paula Valadão, que já foi criticada por um bispo braço direito de Edir Macedo. O dono da Record, por sua vez, disse, recentemente, que “cantores gospel são endemoniados”.

Debates à parte, a Globo quer aproveitar esse filão. Afinal, segundo o novo mapa das religiões, publicado neste ano pela FGV, traçado com base na última pesquisa de orçamentos familiares do IBGE, de 2009, o número de evangélicos representa hoje 20,2% da população, contra 17,9% de 2003 e os atuais 68,4% católicos.

Os cantores, claro, comemoram a visibilidade na Globo. “Senti uma emoção muito grande de saber que Deus estava abrindo as portas na maior emissora do País”, diz Regis Danese. “Essa aparição na Globo é o princípio de uma mudança muito brusca em relação a esse mercado”, diz Luciano Souza, o Pregador Luo, que no dia 31 mostrará seu rap gospel no Caldeirão do Huck.

Foto: Alexandre Durão/G1)