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Sexo é a chave para um casamento feliz

foto: flickr.com/paranormart

foto: flickr.com/paranormart

Carol Castro, na Superinteressante

Sexo é mesmo o termômetro do relacionamento. E é melhor praticá-lo do que dizer mil vezes “eu te amo” todo dia. É o que garante a ciência.

Pesquisadores da Universidade de Chicago entrevistaram 732 casais, entre 57 e 85 anos, para saber com que frequência faziam sexo. Descobriram que os casamentos mais felizes eram aqueles em que os casais ainda transavam bastante. E o relacionamento saudável ainda deixava os parceiros menos doentes.

“Os resultados sugerem que para proteger a qualidade do relacionamento, pode ser importante manter a vida sexual ativa, mesmo se problemas de saúde prejudicarem”, conclui a pesquisa.

Faz sentido, não?

No AM, solteiros adeptos do namoro sem sexo relatam preconceito

Marjorie Leite escolheu esperar por um companheiro temente a Deus (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Marjorie Leite escolheu esperar por um companheiro temente a Deus (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Evento ‘Eu escolhi esperar’ defende sexo somente após o casamento.
Assumir postura de castidade é desafio para jovens adeptos à mobilização.

Girlene Medeiros, no G1

Jovens solteiros adeptos do “Eu escolhi esperar”, movimento que prega o sexo somente após o casamento, dizem estar satisfeitos em “esperar em Deus” por um relacionamento maduro e que valorize preceitos bíblicos. Apesar disso, alguns jovens relatam ter sofrido preconceito devido à opção de escolher namoro sem sexo. Neste sábado (5), cerca de 1,8 mil jovens e adultos participam de seminário em Manaus para falar sobre castidade.

A estudante universitária Marjorie Leite carrega o testemunho de, aos 23 anos, nunca ter tido relação sexual, beijado ou namorado alguém. A jovem diz “estar esperando em Deus” um homem para casar e ter filhos. Ela se tornou missionária e viaja o Brasil para pregar a importância do sexo após o casamento.

Para Marjorie, a experiência traz amadurecimento para quem espera por um relacionamento onde a relação sexual não é o princípio do relacionamento. “Você não precisa estar com alguém para ser feliz. Estar solteira é uma escolha minha de estar esperando no Senhor”, disse. Na faculdade onde estuda, a jovem diz ter sofrido preconceito e ter sido alvo de piadas devido à escolha. “Já fizeram até apostas e competições para saber quem ia me beijar. Hoje, eles entendem que é a minha opção e passaram a me respeitar como sou”, ressaltou Marjorie.

Os jovens dizem que a prioridade em um relacionamento deve ser a escolha de Deus na vida de cada um. Com 19 anos, o estudante universitário Yuri Bindá disse que escolher ter o sexo somente após o casamento é ainda mais difícil para homens. “Vivemos em uma sociedade que, se o homem não sair com várias meninas, tem algo estranho com ele. Comigo é diferente. Resolvi colocar a razão de Deus à frente de todos os prazeres da carne”, afirmou.

Yuri diz que assumir que quer sexo após o casamento é mais difícil para homens (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)Yuri diz que assumir sexo após o casamento é mais difícil para homens (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)

Yuri também nunca beijou, teve relação sexual ou namorou ninguém. Quando se interessa por uma jovem, busca conhecê-la melhor e tem o costume de orar por ela. “A gente sai junto com outras pessoas para não ter nenhuma brecha e cair em tentação. Atualmente, as pessoas da minha faculdade já entendem minha opção, mas foi muito difícil assumir, como homem, que quero ter sexo somente após o casamento”, relatou Binda.

“Eu escolhi esperar”
O “Eu escolhi esperar” é uma mobilização coordenada pela Organização Não Governamental Mobilizando o Brasil. A iniciativa foi criada em Vila Velha, no Espírito Santo. A campanha cristã orienta adolescentes e jovens para planejarem uma vida sexual após o casamento. Mais de dois milhões de pessoas curtiram a página da campanha no Facebook.

Mirian Goldenberg: “Mulheres são cúmplices da violência”

Ao comentar pesquisa sobre estupro, antropóloga Mirian Goldenberg critica submissão feminina.

‘Não somos nada Leila Diniz. Quem dera se fôssemos’

A antropóloga Mirian Goldenberg (foto: Divulgação)

A antropóloga Mirian Goldenberg (foto: Divulgação)

Juliana Prado, em O Globo

RIO – Pesquisadora há 25 anos do universo feminino, a antropóloga Mirian Goldenberg acha que o comportamento submisso das mulheres as torna cúmplices da violência contra elas próprias. Ao comentar a pesquisa do Ipea segundo a qual 65% das pessoas acham que mulheres com “pouca roupa” merecem ser estupradas, ela ressaltou que um dos pontos da mais graves é o próprio público feminino endossar as posturas de submissão. “Não somos nada Leila Diniz. Quem dera se fôssemos”, conclui a pesquisadora.

Qual a avaliação você faz da pesquisa?

O interessante dessa pesquisa é que expôs aquele discurso das pessoas de que ‘eu não sou machista’. Eles conseguiram, com as perguntas, revelar o que é invisível, ou melhor, o indizível. A realidade é muito pior do que o que foi dito. A mulher é culpada de ser mulher. Ninguém diz o tamanho da saia ou do decote. Diz apenas que ela, a mulher, é a responsável. O problema não é o que você veste, mas o fato de você ser mulher. Fiz uma pesquisa tratando da posição da mulher no relacionamento, na sexualidade. O que ouvi (de ambos os sexos) foi: ‘as mulheres estão desesperadas’, estão atacando, passando a mão. Foi uma coisa assustadora. Pesquiso há 25 anos esse tema e digo: não vejo mulheres atacando ninguém. Noventa e nove por cento delas ficam em casa esperando o cara ligar, o que significa que as mulheres continuam numa quase posição de submissão, de espera, de pouca iniciativa. Só que as pessoas falam dessa zero vírgula zero zero… por cento de mulheres que é agente na sua sexualidade e no seu corpo…. São elas as que acabam virando algo negativo, por serem sujeitos, agentes. Eu sempre digo: ‘não somos nada Leila Diniz’. Quem dera se fôssemos.

Muitas das mulheres que entram para a história com atitudes que desafiam essa submissão…

Quanto mais mulheres fizerem essas revoluções, públicas ou privadas, mais mulheres serão livres. Quanto mais mulheres não admitirem que um homem – ou outra mulher – controle sua sexualidade, ou sua roupa… mais exemplos de libertação teremos. As mulheres têm inveja da liberdade do homem. Quando você inveja a liberdade, você não é livre. Mas não precisa ser a Leila Diniz. Podem ser pequenos gestos, na sua casa, quando você usa o que você quiser, faz o que você quiser… Hoje a revolução é micro. Mas conheço poucas mulheres que têm (postura libertária). Nem eu mesma tenho. Tenho 57 anos, vou sair com uma saia mais curta? Vão me chamar de velha ridícula?

Esse posicionamento exposto pela pesquisa é típico do nosso país? Como seria isso na Europa?

Nossa situação é muito pior. Tenho uma pesquisa grande com mulheres alemãs, realizada em 2007 e 2008. Uma alemã não aceita nem as coisas que são óbvias pra gente, como receber um elogio. Todo mundo me diz: ‘você parece tão jovem…’ Na Alemanha, elas acham isso uma infantilidade. Elas me deram vários tapas na cara. Elas pensam assim: ‘por que eu preciso do elogio de um homem?’. As mulheres lá não entendem a nossa lógica. São muito mais livres, ‘dão um banho’ mesmo. Ser interessante pra elas tem outro simbolismo. Elas são fortes. Apesar do poder objetivo que nós temos, que é inegável, nós temos uma miséria subjetiva. É o conceito de capital marital: ter um marido por aqui é uma riqueza. Se você não tem um marido é um problema.

Temos saída? É possível mudar o comportamento?

Claro que sim. Muitas pessoas, depois que me ouvem falar disso, se sentem livres. Você vê que aquilo está ali, é só dar um empurrãozinho. Mas há mudanças, sim. As mulheres já estão se casando menos, ficando solteiras, tendo filhos mais tarde, ou mesmo não tendo filhos, tendo mais parceiros…. Tudo já esta acontecendo. Mas, claro, a miséria subjetiva ainda existe. É aquela história: ‘ai, meu Deus, o que vão dizer de mim?’ Mas as coisas estão sim mudando.

Qual o grau de retrocesso na ideia de que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher?”

Não é um retrocesso porque nunca saímos disso.As mulheres é que alimentam a violência contra elas mesmas, quando elas aceitam esse tipo de ‘provérbio’ ou quando aceitam que digam, por exemplo, que uma mulher que usa biquíni é uma velha baranga e ridícula. As mulheres são cúmplices da violência contra todas as mulheres, quando aceitam que o parceiro xingue e desrespeite. Ainda não vejo um quadro de grande mudança. Uma minoria das minorias é que emerge e todas continuam levando porrada. Aquela história da Betty Faria, por exemplo, é assustadora. Ela foi chamada de velha baranga, velha sem noção (por ter ido à praia de biquíni). O que me choca mais, que mais me mobiliza, é como as mulheres são cúmplices dessa violência.

Casais que falam igual se amam mais

foto: flickr.com/dustinjmcclure

foto: flickr.com/dustinjmcclure

Carol Castro, na Superinteressante

Você e seu amor falam de um jeito parecido? As mesmas gírias, interjeições, verbos? Parabéns, amiguinhos. Diz um estudo americano que a chance do namoro de vocês durar por muuuito tempo é maior que entre outros casais.

Psicólogos da Universidade do Texas e Universidade Estadual de Wayne se deram conta disso ao analisarem a conversa de 40 casais heterossexuais nos primeiros encontros. Depois de três meses, eles entraram em contato para ver quem ainda estava junto. E perceberam que os casais que falavam de um jeito parecido tendiam a levar o namoro mais a sério por mais tempo.

É que esses casais são mais parecidos. Segundo a pesquisa, o jeito de falar mostra como as pessoas pensam e em que acreditam. Quanto mais idêntico, maior a chance de concordarem com as mesmas ideias.  Aí eles acabam até se interessando mais pela conversa toda.

(Via Science Daily)

dica da Rina Noronha

Mulher doa rim ao marido e quer órgão de volta após término do relacionamento

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O que parecia uma prova de amor entre um casal acabou por se tornar um pesadelo para inglesa Samantha Cordeiro. Ela doou um dos seus rins para o ex-marido, salvando-lhe a vida, mas, agora, ela deseja o órgão de volta após o término do relacionamento.

Samantha deseja repassar o órgão para outra pessoa. Foto: Daily News

O ex-marido, Andy Cordeiro, sofria de insuficiência renal, até que a esposa, em um ato de solidariedade e após vários testes, decidiu doar um dos seus rins.

Em 2012, alguns anos após o procedimento, realizado em 2009, o casamento ruiu. De acordo com a mulher, o marido a traía com uma de suas amigas. Sem deixar qualquer aviso, o homem saiu de casa e nunca mais voltou.

Agora, Samantha tenta localizá-lo para que ele assine os papéis do divórcio e, se fosse possível, gostaria de reaver o órgão doado.

“Eu o odeio. Se eu pudesse, então eu iria levá-la de volta e dá-lo a outra pessoa”, desabafou ao jornal Daily News.

dica da Jeane Almeida