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Stand-up pastoral: Dicas de relacionamento com o pr. Cláudio Duarte

Membro da Igreja Batista Monte Horebe (RJ), Cláudio Duarte é conhecido por suas mensagens bem-humoradas em encontros de casais. No Dia dos Namorados, o site de humor Não Salvo (sem duplo sentido) postou o trecho de uma mensagem dele.

Ao invés de algum video tosco com alguma declaração de amor bizarra como de costume, vou deixar o clima de Dia dos Namorados tomar conta do blog com essa enriquecedora palestra do pastor Claudio Duarte ensinando como se dar bem num relacionamento.

Acostumados a rir da falta de noção das bizarrices do segmento gospel, os leitores do site do Mauricio Cid se surpreenderam com o timbre da voz as tiradas engraçadas do pastor. Vejam alguns comentários:

pra quem baseia a igreja evangelica apenas pelos trouxas do Feliciano e Silas Malafaia, saibam que tem muito pastor bacana, que nao se mete em polemica boba

Sou ateu e tal,mas virei fã desse cara, muito gente boa.

meu deus que pastor mito

Stand up de pastor!! Hahahahah mas num é que são otimas dicas gente!

esse pastor merece meu dízimo!

porque todas as igrejas nao tem um pastor que faz stand up , ia incertivar muito mais os jovens a ir as igrejas

Pastor Melhor que muito “humorista” por aí

Humor é um dos temas que fazem mais sucesso na Internet e relaxa as defesas, facilitando a transmissão de quaisquer tipos de mensagem. Vejam a advertência no livro O Evangelho Segundo Os Simpsons: “Se o humor, sem a fé, pode se tornar cinismo e falta de esperança, a fé, sem o humor, dissolve-se em arrogância e intolerância”.

Taê a dica para quem acha que passar uma hora gritando ainda é a forma mais adequada de apresentar um recado divino.

PS: a única parte pouco engraçada do pr. Claudio é a informação no site dele de que participou de vários eventos da ESLAVEC – Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo (sigla re-ve-la-do-ra), do “mister mau humor” Silas Malafaia.

dica do Bruno Dias e da Stephanie Zuma Lacerda

Juiz obriga ex-namorado a pagar pensão por causa de status no Facebook

“Perfis e postagens em redes sociais podem ter o mesmo valor que uma certidão de casamento”.

casal

 

Por Renatto Neves, no Machos de Respeito

O juiz Antônio Nicolau Barbosa Sobrinho, da 2ª Vara de Família da Comarca da capital paraense, reconheceu na última sexta-feira (31/05/13) a união estável de um casal tomando como referência o status do Facebook assumido publicamente por ambos como “relacionamento sério”.

Uma jovem de 23 anos procurou a Justiça para requerer pensão alimentícia e a divisão de bens após o término de um namoro de quase dois anos. Tomando como referência os perfis de ambos nas redes sociais o juiz percebeu que, além de se declararem em “relacionamento sério”, o ex-namorado da jovem postou inúmeras fotos dividindo a mesma cama que a jovem e postagens públicas onde ela era chamada de “minha mulher”.

A união estável é o instituto jurídico que estabelece legalmente a convivência entre duas pessoas sem que seja necessária a celebração do casamento civil. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.

O juiz fixou pensão alimentícia de R$900,00 e a divisão do valor de um veículo Celta 2007 adquirido após o começo do relacionamento. O juiz Antônio Nicolau orienta aos jovens casais que só se declarem em relacionamento sério no caso de existir real desejo de constituição familiar. Segundo ele “perfis e postagens em redes sociais podem ter o mesmo valor que uma certidão de casamento”.

Dica do Weuller P. Rogério Faria

Aplicativo avisa islandeses se eles estão indo para a cama com algum parente

Quando 2 pessoas estão se conhecendo e querem ter certeza de que seu parentesco é distante, basta encostar os smartphones.

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Por Débora Schach, no Blue Bus

Na Islândia todo mundo é parente, garante o News of Iceland – só o que muda é o grau de proximidade do parentesco. Um banco de dados online chamado Íslendingabók (O Livro dos Islandeses) traz informações sobre as famílias de cerca de 720,000 indivíduos que nasceram na Islândia – hoje, a população é de apenas 320,000.

Qualquer um pode acessar esse site e descobrir se é parente de determinada pessoa. O problema é que, na balada, ninguém vai dizer – “Peraí, deixa eu consultar aquele site”. Foi por isso, e pensando em facilitar as coisas, que 3 jovens engenheiros usaram esse banco de dados para criar um aplicativo, o ÍslendingaApp SES.

Quando 2 pessoas estão se conhecendo e querem ter certeza de que seu parentesco é distante, basta encostar os smartphones e o app avisa se eles são próximos demais para levar o relacionamento adiante. Ainda segundo o News of Iceland, um dos comentários no site do aplicativo diz o seguinte – “Se eu tivesse esse app no ano passado eu provavelmente não teria ido pra casa com a minha prima” :-)

Nós, incompletos

Desde quando ficou feio precisar do carinho e da atenção do outro?

foto: Internet

foto: Internet

Ivan Martins, na Época

Gente perfeita não precisa dos outros. São tipos como você e eu que necessitam das qualidades dos parceiros. Eles nos emprestam organização, paciência e disciplina, em troca de humor, espontaneidade e imaginação. Eles nos dão coragem quando somos covardes, nos acalmam se estamos em fúria e elucidam, com a sua inteligência, tramas que nós seriamos incapazes de enxergar. Eles não são melhores do que nós, mas são diferentes – e isso, boa parte das vezes, é essencial.

Enfatizo tamanha obviedade porque estamos sufocados pela ideia de perfeição. Para garantir a nossa posição no relacionamento (e no mundo) temos de ser bonitos, inteligentes e bem-sucedidos. Além de totalmente independentes, claro: estou com você porque eu quero, não porque preciso, entendeu? Precisar do amor e da atenção do outro é feio.

Tenho um amigo que há pouco menos de um mês quebrou o braço direito. Nas primeiras semanas depois da queda – e da cirurgia que se seguiu – ele virou um dependente físico. Precisava da namorada para amarrar o seu sapato, ajudá-lo a tomar banho, vestir a camiseta e cortar o bife. Vendo os dois naquela cena de enfermagem, num almoço de domingo, me ocorreu que, sem ela, ele estaria frito. Iria se virar de algum jeito, claro, mas sem a sensação gostosa de ser cuidado e querido, que deve ter feito diferença enorme durante a chatice da recuperação.

Acho que esse caso encerra uma metáfora sobre os nossos relacionamentos.

Nós todos nascemos com algo quebrado dentro de nós. Essa fratura primordial impede a auto-suficiência e exige a presença do outro. Uma pessoa amada, querida ou apenas desejada mitiga a nossa dor original e provê, com a sua presença, algumas sensações essenciais. Ela nos dá o prazer do contato corporal, ela garante a segurança de não estarmos sós, ela oferece, com seus olhares e seus gestos, a admiração e o carinho sem o qual a nossa personalidade murcha.

Todos precisam de atenção, mas nem todos são capazes de aceitá-la calmamente. Ao sentir-se dependente – isto é, ligado ao outro – muita gente pira. Arruma razões fúteis para brigar, enlouquece de ciúme, sente-se sufocar pela presença do outro. Ao final, dá um jeito de chutar o pau da barraca e acabar com aquilo, para enlouquecer de dor logo em seguida. É um paradoxo triste e comum. As pessoas sofrem sozinhas, mas não conseguem permitir que alguém chegue tão perto a ponto de comovê-las – e ameaçá-las com a possibilidade de uma dor ainda maior.

Isso tem a ver também com o espírito do tempo que vivemos.

As pessoas tornaram-se vigorosamente individualistas. As virtudes do século XXI são aquelas do sujeito solitário e decidido que se impõe a um mundo amorfo. Pense nos heróis da nossa época: Steve Jobs, Neymar e até a presidente Dilma. Eles fazem tudo sozinhos, não fazem? O resto da empresa, do time, do governo, existe apenas para executar sua vontade onisciente ou para permitir que ele ou ela exerça o seu gênio autoritário.

Esse mito – da pessoa que não precisa de ninguém – é uma falsidade que invadiu o nosso modo de pensar. E até a nossa intimidade. Agora, todos seremos gênios solitários. Ou pelo menos burros independentes. Bonito é não precisar emocionalmente de ninguém.

Acho isso tudo uma babaquice, claro. Nós precisamos dos outros. Sempre. Do cara que nos vende o bilhete de metrô à mulher que nos abraça no meio da noite, somos profundamente dependentes das pessoas que nos cercam. Sem as ideias e os sentimentos alheios o nosso próprio mundo não avança – e não há nada de errado em admitir isso.

Se for o caso, claro, a gente se aguenta sozinho. Todos já passamos por isso e é bom saber que resistimos. Estar só, afinal, pode ser inevitável – mas não precisamos fingir que é a melhor maneira de viver. Na qualidade de pessoas imperfeitas e dependentes, florescemos na presença de outros como nós, para quem a nossa presença também é essencial. Entender isso ajuda a ter paciência com quem está ao lado. E a desfrutar melhor da sua presença. A nossa humanidade requer o outro. Sejamos humildes. Sejamos modestos. Quanto mais desarmados estivermos na presença do outro, melhor.

Daniela Mercury transforma sua opção amorosa em bandeira política

A cantora pop assume um relacionamento gay – e, com isso, coloca a questão homossexual irreversivelmente na pauta política

SOMOS UM CASAL Daniela e Malu, em foto publicada na rede social Instagram. As declarações da cantora Joelma e a polêmica sobre o deputado Marco Feliciano inspiraram o gesto de ambas (Foto: Reprodução/Instagram)

SOMOS UM CASAL
Daniela e Malu, em foto publicada na rede social Instagram. As declarações da cantora Joelma e a polêmica sobre o deputado Marco Feliciano inspiraram o gesto de ambas (Foto: Reprodução/Instagram)

Flávia Yuri Oshima, Margarida Telles, Marcos Coronato, Martha Mendonça, e Thaís Lazzeri, na Época

A cantora Daniela Mercury viajou para a Europa em 10 de março. Como embaixadora do Unicef, braço das Nações Unidas que zela pelos direitos das crianças, participou dos preparativos para um encontro de embaixadores brasileiros e suecos, a ocorrer no Brasil neste ano. Com dois shows marcados em Portugal no início de abril, ficou por lá e esperou que a namorada, Malu Verçosa, fosse a seu encontro. Em Lisboa, as duas acompanharam a repercussão da entrevista da cantora Joelma a ÉPOCA. A vocalista da banda Calypso dissera ser contra o casamento gay e elogiara tentativas de “curar” a homossexualidade. Daniela e Malu também acompanharam o desenrolar das controvérsias sobre o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara – que, com suas declarações polêmicas sobre negros e gays, se tornou o inimigo número um das minorias organizadas no Brasil.

Foi nesse contexto que Daniela e Malu, que começaram a namorar pouco depois do Carnaval, resolveram mandar ao Brasil um recado em forma de imagens pela rede social Instagram. Quatro fotos simpáticas dos rostos bem próximos e sorridentes, das mãos com alianças e um textinho singelo de Daniela – “Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração para cantar” – tornaram-se um manifesto poderoso sobre direitos iguais e o direito à diferença. Não houve outro assunto nas redes sociais na quarta-feira, 3 de abril. O nome da artista esteve nos tópicos mais comentados do Twitter. No Google, em poucas horas havia meio milhão de referências sobre o tema. O casal gostou da reação do público. “O apoio dos brasileiros mostra que somos um povo avançado e civilizado. E mais uma vez os brasileiros mostraram que Feliciano não nos representa”, afirmou a cantora, em entrevista a ÉPOCA.

776_capaNa verdade, Feliciano representa, legitimamente, os 211 mil eleitores que nele votaram. Trata-se de uma parte da população que questiona transformações nos costumes, como o direito de duas pessoas do mesmo sexo casar, ter filhos (adotados ou biológicos) e desfrutar os mesmos benefícios financeiros mútuos que os casais heterossexuais. O debate entre liberais e conservadores se manifesta em várias partes do mundo, incluindo o Brasil e os Estados Unidos. Lá, esse debate ferve nas instâncias formais da democracia: os juízes da Suprema Corte debatem se os Estados têm autonomia para discriminar uniões gays de uniões heterossexuais. Até agora, 25 Estados se adiantaram – 17 a favor da igualdade, oito contra. No Brasil, o assunto ganhou relevância por causa da exposição do deputado Feliciano.

“A intenção era comunicar nosso casamento, mas coincidiu com o momento que o Brasil vem passando”, diz Malu, mulher de Daniela. “É muito bom que algo pessoal de alguém importante como Daniela sirva para uma luta em que ela acredita e que defende.” Em momentos assim, o ato individual, feito em público, torna-se político. Ao declarar seu amor para todos que quisessem saber, Daniela fez política.

Entenda-se “política” não como a prática do conchavo em corredores palacianos, e sim no sentido mais puro, primitivo e belo da palavra – o do cidadão que tenta influenciar seus iguais e a coletividade em que vive, pelo poder de seu exemplo e de suas ideias. Uma forma especialmente difícil de fazer política é assumir em público uma orientação sexual e afetiva que difere da maioria. Tão difícil que, no Brasil, são raríssimas as personalidades públicas homosse­xuais que declaram isso em público. Nos Estados Unidos e na Ingalterra, a prática do “outing” – declarar-se gay com propósitos políticos – ajudou a influenciar a opinião pública favoravelmente às causas homossexuais (leia os exemplos ao lado). No Brasil, tal assunto em geral é considerado de foro íntimo. As poucas celebridades que se assumiram gays em público nunca fizeram disso uma bandeira. Nesse sentido, o ato de Daniela Mercury é inovador. Estrela da música pop nacional, ela é provavelmente a primeira celebridade de seu tamanho a assumir-se gay com propósitos políticos.