Governo indiano compra cartas que comprovariam a bissexualidade de Gandhi

O líder espiritual Mahatma Gandhi
O líder espiritual Mahatma Gandhi (Reuters)

Publicado originalmente na Veja

Cartas trocadas entre Mahatma Gandhi e o arquiteto sul-africano Hermann Kallenbach entre 1905 e 1945 foram compradas pelo Ministério da Cultura indiano por 700.000 libras, segundo reportagem do site do jornal britânico The Daily Mail.

Pesquisadores afirmam que as mensagens provam a bissexualidade do líder político indiano, que teria abandonado a mulher Kasturbai Makhanji, em 1908, para viver com Kallenbach na África do Sul. A correspondência, que reúne também cartas escritas pelos filhos, amigos e outros parentes de Gandhi, seria leiloada nesta terça-feira em Londres.

Os documentos foram encontrados na casa da sobrinha-bisneta de Kallenbach e aquecem a discussão sobre a sexualidade de Gandhi, levantada pelo jornalista britânico Joseph Lelyveld, que fala sobre a relação homossexual de Gandhi com Kallenbach na biografia Great Soul (Mahatma Gandhi – E Sua Luta com a Índia, o título em português), lançada no ano passado. A versão em português chegou às livrarias pela editora Companhia das Letras em 25 de junho.

O texto reúne juras de amor trocadas entre o líder pacifista e o arquiteto, que se conheceram em 1904 durante passagem de Gandhi pela África do Sul. “Você tomou posse do meu corpo. Isso é uma escravidão violenta”, escreveu Gandhi para Kallenbach de acordo com Lelyveld.

Eles se separaram em 1914 quando Gandhi teve que voltar para a Índia e Kallenbach foi impedido de acompanhá-lo por causa da Primeira Guerra Mundial. Mesmo assim, eles permaneceram em contato através das cartas.

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Deus perde a paciência e, finalmente, esclarece à humanidade o grande mistério da vida

Eberth Vêncio, na Revista Bula

“Já estou de saco cheio com vocês”, foram com estas palavras de desabafo que Deus, finalmente, apareceu para esclarecer à humanidade o grande mistério da vida. Sim. Deus existe, meus caros. E creio que todos tenham acompanhado a sua inédita aparição por meio das rádios, jornais e televisão. Com o adjutório dos principais líderes religiosos do planeta, Deus convocou a imprensa mundial para uma entrevista única, definitiva e jamais sonhada nem mesmo pela mais crente criatura humana.

Valendo-se de vozes no meio da noite e visões oníricas, Deus requisitou aos seus multiplicadores de fé que arrebanhassem os mais renomados repórteres, âncoras televisivos, apresentadores de programas de auditório, além de líderes políticos de todas as nações, para uma esclarecedora entrevista coletiva que ocorreu, não por acaso, no Corcovado, aos pés do Cristo Redentor.

Muitos países deixaram de enviar representantes legais, temendo que se trataria de mais uma espécie de pegadinha, uma piada de extremo mau gosto, senão um golpe de mestre engendrado por algum mentecapto ateu suicida interessado em implodir o monumental cartão postal carioca, num dos maiores atentados da história desde a destruição das torres gêmeas por Osama Bin Laden.

Deus deu aos Homens apenas 72 horas para que todas as providências fossem tomadas, do ponto de vista técnico-operacional, a fim de que o Brasil recebesse a volumosa legião de perguntadores. Em tempo recorde, centenas de pedestais com microfones foram instalados no Corcovado, a fim de servirem aos questionamentos dos convidados. Não houve tempo nem espaço para que os organizadores brasileiros subissem até o morro tantas cadeiras a fim de sentarem tantas pessoas. A multidão permaneceu em pé mesmo durante as sessenta e três horas de entrevista, tempo considerado ínfimo para espairecer tantas dúvidas que há séculos permaneciam entaladas na garganta da humanidade.

Deus não apareceu em carne e osso, como se esperava. Valendo-se do primeiro homem barbudo e maltrapilho que avistou pela frente mendigando nas redondezas do Cristo, num fenômeno de incorporação dos mais instigantes, ele falou através da boca do renegado que permaneceu em transe durante todo o tempo.

Num rápido preâmbulo, Deus explicou que a gota d’água que o levara a descer dos céus e acabar com tantas lamentações, especulações, acusações, lucubrações, palpites e até injustiças a respeito da sua existência ou não, foi o desmoronamento daquela escola na cidade de Brejinho das Vacas que matou dezenas de crianças pobres, levando milhares de pessoas ao redor do mundo a acenderem velas, chicotearem os próprios lombos e a dizerem “Deus quis assim… Deus quis assim…”.

Um titubeante monge tibetano: E Deus queria assim?

(Nota: o mais incrível é que cada qual falava em sua língua pátria e era compreendido pelos demais, um fenômeno incrível jamais verificado. Pela evidente falta de caracteres, das sessenta e tantas horas de entrevista, pincei as perguntas que considerei as mais relevantes e esclarecedoras, a fim de publicar neste ilibado veículo de comunicação…)

Deus: Se alguém pula de um prédio, Deus quis assim. Se um ônibus lotado erra a tangente da curva e capota, Deus quis assim. Se o pequeno nascituro padece mortalmente no canal do parto, vitimado pela estreiteza óssea da pélvis materna, Deus quis assim. Se um senil canceroso finalmente é consumido pelo tumor, Deus quis assim. Se um vulcão acorda e dizima com lava e rochas flamejantes uma pequena aldeia sonolenta, Deus quis assim. Se um centroavante erra um pênalti, Deus quis assim. Se alguém perde o emprego ou perde dinheiro ou perde as estribeiras, Deus quis assim. Ora, não se trata de querer ou deixar de querer. Estas coisas simplesmente acontecem. (mais…)

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Pastor e discípulo são condenados por intolerância religiosa

Publicado originalmente no JusBrasil

Um pastor e um discípulo da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo foram condenados pela juíza Ana Luiza Mayon Nogueira, da 20ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, por difundir, por meio da Internet, idéias de discriminação religiosa, ofendendo seguidores de outras religiões.

Tupirani da Hora Lores, o pastor, e Afonso Henrique Alves Lobato, o discípulo, pregavam através de blogs o fim da igreja Assembleia de Deus, além de praticarem intolerância religiosa contra judeus e afirmarem que as outras religiões são seguidoras do diabo e adoradoras do demônio. Eles também associavam a figura de pais de santo a homossexuais, menosprezando ambos.

De acordo com a sentença, em seu interrogatório, Afonso Henrique confirmou que sua religião prega que, como discípulo de Jesus Cristo, deve acusar todos os outros conceitos em geral que são contrários ao Evangelho de Jesus Cristo (…), que não existe pai de santo heterossexual, pois todos são homossexuais; que homossexualismo é possessão demoníaca; que uma pessoa que está possuída pelo demônio não merece confiança; e que discrimina todas as religiões.

Ainda de acordo com a sentença, em nenhum momento os dois tentaram justificar suas condutas. Tupirani foi condenado a duas penas restritivas de direito: prestação de serviço à comunidade e pagamento de dez salários mínimos em favor de uma entidade beneficente. Afonso Henrique foi condenado à prestação de serviço e limitação de fim de semana. Nº do processo: 2009.001.153992-2

em 2008, jovens dessa mesma igreja depredaram um centro espírita no rio de janeiro.

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