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Estudo diz que ateísmo vai tomar lugar das religiões

Mulher rezando

Publicado no F5

Carolas, tremei.

Um estudo que será publicado neste mês aponta que, quanto mais desenvolvido o país, maior o número de ateus.

Para o autor Nigel Barber, portanto, chegará o dia em que quase todo o mundo vai se declarar sem religião.

A mudança já estaria ocorrendo. A pesquisa, feita em 137 países, mostra que nas economias mais desenvolvidas o número de descrentes é crescente.

Na Suécia, por exemplo, o índice chega a 64% da população, seguida por Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%).

Na outra ponta, países da África sub-saariana têm menos de 1% de ateus.

O autor aponta razões mercadológicas para a baixa das religiões.

Segundo ele, as pessoas procuram as igrejas para se salvar de dificuldades e incertezas da vida.

Hoje profissionais como psicólogos e psiquiatras podem perfeitamente suprir essa lacuna.

foto: SXC

Videogames são uma forma de religião

Publicado originalmente por Fabio Bracht no Papo de Homem

Quem ainda tem preconceito com jogos eletrônicos está perdendo o desenvolvimento de toda uma nova veia artística e interativa. Mais do que isso, está abrindo mão de um entretenimento que tem muito a oferecer a muitos tipos de pessoas: há quem só passe o tempo, há quem encare com toda a seriedade, há quem colecione, quem ignore todos os outros jogos em favor de um único favorito… e agora há quem queira enxergar neles paralelos com religião. Ao menos em um deles, chamado Chain World.

Em busca da religião perfeita (Foto: Manolo – Flickr.com)

Todo ano, em São Francisco, durante o evento chamado Game Developers Conference, acontece uma espécie de discussão sobre videogames que muito pouco tem a ver com a ideia que a maioria das pessoas tem de uma discussão sobre videogames.

Game Design Challenge, como é chamado esse evento dentro de outro evento (quase que como um Inception), chama os mais visionários criadores de jogos – aqueles que mais pensam fora da caixa e usam seu trabalho para expandir a gama de significados que os jogos eletrônicos sequer tentam expressar – e coloca diante deles um desafio temático de game design. Em 2011, o desafio era aproximar games e religião.

Poucos meses depois, o jogo que venceu o desafio foi o Chain World. Logo de cara, o jogo causou devoção, ira e demonstrações de fé, como a constante discussão que se seguiu com as diferentes interpretações dos seus 9 mandamentos, fato que ocasionou guerras de ideais e invocações de morte aos detratores.

“Nós somos como deuses para os que vêm depois de nós”

Segundo a Bíblia, antes de haver o mundo, havia um Deus. Antes de haver Chain World, por sua vez, havia Jason Rohrer. O game designer americano, respeitado por jogadores e criadores de jogos graças as experiências inventivas de Passage (que fala sobre morte) e Sleep is Death (uma piracão a dois em que um jogador é dependente do outro em um nível fundamental), abordou o desafio de aproximar os games da crença religiosa por um ângulo oblíquo. Sendo ateu, ele não pensou em Deus, Alá, Maomé ou Buda, mas sim no seu avô.

Ao apresentar a ideia durante o evento, Rohrer contou a história de seu avô, que foi prefeito de uma pequena cidade americana há muitos anos e promoveu obras que alteraram características da cidade e que permanecem até hoje. “Nós nos tornamos como deuses para os que vêm depois de nós”, conta ele, ao relembrar que a sua família costuma fazer pequenas viagens até a cidade que um dia foi governada pelo seu avô, visitando as suas obras como se fossem uma espécie de memorial. Foi com essa ideia que o Chain World foi baseado.

Jason Rohrer, o benevolente “deus” criador do Chain World

Descrever o Chain World como um jogo “único” é uma inevitabilidade, porque o jogo só existe dentro de um pen drive, no mundo todo e esse item não pode ou deve ser copiado. Tendo a oportunidade de estar com esse valioso item em mãos, eis os 9 mandamentos que devem ser seguidos para que a experiência valha:

1. Rode o Chain World via um dos atalhos “run_ChainWorld” do pen drive.
2. Comece um jogo single-player e escolha o mundo “Chain World”.
3. Jogue até morrer uma única vez.
3a. Fazer placas com texto escrito é proibido – as suas obras devem falar por si mesmas.
3b. Suicídio é permitido.
4. Imediatamente após morrer e ressurgir, volte ao menu inicial.
5. Espere que o jogo salve.
6. Saia do jogo e espere que o script copie o estado do undo Chain World de volta para o pen drive.
7. Passe o pen drive para alguém que expresse interesse.
8. Nunca discuta com ninguém o que você viu ou fez no Chain World.
9. Nunca mais jogue.

A ideia é que o jogo não tenha um estado inicial. Jason Rohrer foi o primeiro jogador. Ele se aventurou e alterou o mundo até morrer e o segundo jogador herdou esse mundo já desvirginado. Cada jogador verá as obras dos seus antecessores, ali, sem explicação, sem legenda, sem “detonado”, e também tentará deixar o seu legado de alguma forma.

Tudo isso só funciona porque o jogo na verdade é um “mod” baseado em Minecraft, um jogo no qual você é livre para vagar por um mundo gerado aleatoriamente, construindo e destruindo livremente tudo o que quiser, tomando apenas o cuidado de usar os recursos naturais para construir abrigo e armas rudimentares para se proteger de monstros que aparecem só à noite.

Em Minecraft, e portanto em Chain World, não há chefão, nem objetivo final. O objetivo é constante, de explorar e sobreviver enquanto deixa a sua marca no mundo. Eu recomendo o jogo para qualquer pessoa que saiba manejar um teclado e mouse, mesmo que nunca tenha manifestado interesse por videogame.

A pureza do Gênesis e a degeneração

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“Não conheço uma pessoa que é evangélica, lê a Bíblia e fica falando da periquita da filha e do tamanho de seu clitóris”

Publicado no iG

“Não conheço uma pessoa que é evangélica, lê a Bíblia e fica falando da piriquita [sic] da filha e do tamanho de seu clitóris”, questionou Gui Pádua sobre a religião de Monique Evans. Segundo o paraquedista, as coisas que a apresentadora fala não condiz com a religião dela. “Os evangélicos são pessoas super família, de comportamento exemplar.”

Gui está conversando com Dinei e João Kleber sobre Thiago Gagliasso, que está acusando Duda Yankovich de agressão. “A produção deve estar preparando a saída dela. No contrato diz que são quatro horas para sair a decisão”, disse o paraquedista.

Para o apresentador, se a boxeadora for expulsa, será uma punição exemplar. “Vale para todos os reality shows. É a primeira vez no Brasil que isso acontece”, acredita João. “Se não tiver punição, vão alegar que é casa da mãe Joana”, diz Dinei.

Neurorrealidade: a nova “bíblia dos ateus”

Agência Pavanews, com informações de Christian Today e Examiner

Neurologista afirma ter criado a primeira religião do mundo com base científica, mostrando que fazer a ponte entre cérebro e mente, ciência e religião, pode realmente inspirar as pessoas.

Bruce Morton

Bruce E. Morton, neurocientista e filósofo formado em Harvard, e atualmente  professor da Universidade do Havaí, acaba de lançar seu novo livro Neuroreality: A Scientific Religion to Restore Meaning, or How 7 Brain Elements Create 7 Minds and 7 Realities. [Neurorrealidade: Uma religião científica para restaurar o Sentido da Vida, ou como os 7 elementos do cérebro criam 7 mentalidades e 7 realidades”. Líderes religiosos estão chamando obra de simplesmente de ciência experimental, enquanto outros dizem que é uma nova “bíblia de ateus”. Morton promete uma transformação na vida dos que lerem sua obra.

Ele afirma que trata-se de um “upgrade de 4000 anos na religião, baseada em um método científico que esclarece as múltiplas naturezas da consciência e da realidade.” Afirma ainda que sua pesquisa empírica demonstra que suas ideias farão os seguidores “felizes e realizados.

No entanto, críticos dizem que o autor está tentando criar algo novo para que os ateus e os não-cristãos possam se agarrar, uma espécie de sistema de crenças para validar a sua própria busca.

Talvez o significado mais preciso de ateísmo para muitas pessoas é a ausência ou rejeição de uma crença em Deus.

Porém, Michael Martin, um proeminente filósofo ateu, define o ateísmo inteiramente em termos de crenças. Para ele, o ateísmo negativo é simplesmente a falta de crença teísta, o ateísmo positivo é a descrença específica em Deus, e o agnosticismo não crê nem deixa de crer em Deus.

Morton afirma que seu novo livro não contém crenças ou experimentos sobrenaturais, e vai orientar os leitores na sua caminhada religiosa, fornecendo uma visão ampliada sobre o propósito da vida, usando um método científico.

Alguns de seus colegas pesquisadores elogiam Morton por descobrir um novo conjunto de crenças religiosas e também estão dizendo que este poderia ser uma “nova bíblia nova para os ateus.”

“O Dr. Morton deveria ser nomeado para o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho brilhante e instigante”, disse o Dr. E A Hankins III da Faculdade de Medicina da UCLA e fundador do Museu Mundial de História Natural, na Califórnia. Que complementa: “Desde Darwin não vemos tamanha riqueza de novas ideias, capazes de mudar o mundo, e que vêm para desafiar nosso conhecimento do universo, da vida e do funcionamento da mente humana.”

Morton escreveu o livro depois de passar por um período de depressão. Ele fez várias tentativas de auto-medicação para se curar, incluindo o uso de produtos químicos. Após tomar mais de 40 compostos psicoativos, até passar por uma experiência “de transcendência”, quando “descobriu a fonte de elemento social do cérebro, que lhe deu uma visão mais precisa sobre a vida, o universo e a realidade.”

Ao longo do livro, o autor discute quatro maneiras diferentes, mas inter-relacionadas de produzir uma transformação de vida, além de listar 21 soluções para a vida, com base científica – que não dependem de fé.

Vários pensadores cristãos reagiram a essas afirmações. Howard Storm, autor de livros teológicos e professor da Northern Kentucky University, disse que o Evangelho de Cristo é muito mais simples que a maioria das pessoas acredita. Para ele, “há muitas pessoas tentando complicar a fé em Deus ou procurando oferecer uma resposta que transforme a vida de tudo o que não entendemos. A mensagem simples de Jesus não necessita de qualquer interpretação, nem todas as regras e tradições que dizemos vir junto com ela. Jesus tinha uma mensagem simples: amar incondicionalmente. Ele disse que tudo se baseia no amor ao próximo e a Deus. A mensagem do Evangelho é tão simples e tão profundo quanto o amor.”