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Igreja Jedi é a 7ª maior religião da Inglaterra

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Publicado no Geek Cafe

A saga Star Wars ganhou um público de um patamar um tanto inusitado, afinal no último censo da Inglaterra, 175.000 pessoas informaram que são adeptos da Igreja Jedi, isso mesmo, Jedi! Bem, podemos dizer que é no mínimo estranho, certo?

A Igreja Jedi está em todos os lugares do mundo,  na República Checa são 15.000 membros, na Austrália já são em 65.000, Canadá tem 9.000 cavaleiros e aqui no Brasil não temos números, afinal o nosso censo não considera como religião.

Um dos “Cavaleiros Jedi”, o americano e ex-soldado do Iraque, Ally Thompson concedeu uma entrevista ao Details Magazine dizendo que os eles não adoramYoda e explicou como funciona:

Não, nós não adoramos o Yoda e a telecinese não é algo que fazemos. Pelo menos não como nos filmes. Mas não posso negar que a Força está muito presente em nossos ensinamento! Algumas pessoas chamam essa Força de mágica, mas para a maioria é uma energia que vem da mente.

Os encontros são virtuais ou em lugares pré-determinados, porque os membros não tem um local físico da Igreja. Imagine uma convenção de Star Wars, só que com um detalhe, eles não estão lá para comentar e celebrar os filmes, mas de como os seres vivo compartilham entre si A Força! E o detalhe mais bizarro, que as pessoas já nascem sabendo oque é certo e errado.

George Lucas, diretor de Star Wars, criou a palavra “jedi” inspirado em “jidaigek”, que é um gênero de filme japonês, das primeiras décadas do século XX, cujos personagens são samurais do período Edo. No filme, os Cavaleiros Jedi são guardiões da paz da República Galáctica interplanetária e tem um código de conduta – num é livro sagrado não tá?!

O que vocês acham?

Quem doa à Igreja e rouba o Estado é falso cristão, diz Papa Francisco

Pontífice afirmou que há diferença entre ser pecador e ser corrupto.
Ele criticou cristãos que levam ‘vida dupla’.

Papa Francisco acena durante o Angelus no Vaticano (Foto: Reuters)

Papa Francisco acena durante o Angelus no Vaticano (Foto: Reuters)

Publicado no G1

O Papa Francisco afirmou nesta segunda-feira (11), na homilia da tradicional missa matutita na Casa Santa Marta, que quem doa à Igreja e rouba o Estado é um falso cristão porque leva uma vida dupla.

Na homilia, da qual a Rádio Vaticano publicou alguns trechos, o Papa argentino afirmou que se pode ser “pecador”, porque todos somos, “mas não corrupto”.

Jorge Bergoglio dedicou sua homilia ao perdão e assegurou que “Jesus não se cansa de perdoar e nos aconselha fazer o mesmo com os demais”, mas especificou que o pior é quem não se arrepende de seus pecados.

“A vida dupla de um cristão é algo tão mau, tão mau…”, disse o Papa, que citou as pessoas que asseguram que são “benfeitoras da Igreja, abrem o bolso e dão para Igreja, mas com a outra mão roubam o Estado, os pobres”.

“Isto é uma injustiça. Isto é levar uma dupla vida, porque estas pessoas enganam. Esta é a diferença entre os pecadores e o corruptos e quem tem uma vida dupla é um corrupto”, sentenciou.

“Todos conhecemos alguém que se encontra nesta situação e o mal que fazem à Igreja. Cristãos corruptos, sacerdotes corruptos …Que grave é isto para a Igreja. Porque não vivem no espírito do evangelho, mas no da mundanidade”, acrescentou.

Na sexta-feira passada, o Papa também falou em sua homilia em Santa Marta contra “o deus da corrupção” ao explicar que a dignidade vem do trabalho digno, do trabalho honesto e não desse caminho mais fácil.

A má-fé de pastores religiosos é crime

Partindo do caso da igreja que pediu para fiéis simularem milagres para arrecadar dinheiro, advogado criminalista garante: abuso da crença alheia, mediante fraudes e simulações, pode sujeitar seus autores à pena de prisão

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Publicado no Congresso em Foco

As religiões são tidas como um bálsamo para suportar os percalços e as angústias da existência e, ao mesmo tempo, buscar um propósito ético-moral para a vida. Esse é o lado positivo da fé. No reverso da moeda, ao longo da história as diversas religiões travaram combates ferozes para conquistar poder e glória, além dos corações e mentes dos fiéis. Em várias sociedades, a religião chegou a ser mais importante do que o próprio Estado, até mesmo se confundindo com ele. O resultado foram numerosas perseguições, massacres e guerras sangrentas sob o pretexto da fé. Mesmo hoje, com todo o avanço civilizatório que experimentamos no mundo, ainda existem milhares de fanáticos de todos os credos dispostos a enquadrar ou, de preferência, a eliminar os ‘infiéis.’

Um personagem é e sempre foi essencial à expansão das religiões, sobretudo do cristianismo: o pregador. Desde os primórdios, é ele quem traduz a mensagem muitas vezes cifrada dos textos religiosos para grandes multidões, buscando convertê-las à sua fé. Quando têm êxito e suas igrejas florescem, alguns desses pregadores se aproveitam para acumular privilégios e riquezas. Mas não poucos deles dão exemplos de abnegação e pobreza. O que caracteriza uns e outros, entretanto, é o seu carisma, a sua capacidade de eletrizar as grandes massas.

Esse carisma dos pregadores é uma qualidade de liderança, mas também pode representar um risco à sociedade democrática. Temos vários exemplos de manipulação das massas por pregadores inescrupulosos ou simplesmente ensandecidos, cujos resultados foram trágicos, como os suicídios coletivos de comunidades religiosas na Guiana, em 1978, e nos EUA, em 1993, ou os ataques terroristas com motivação confessional em várias partes do mundo.

No Brasil, o direito penal não tolera um crime cometido por algum suposto motivo religioso. O Estado deve reprimir o crime praticado nessas circunstâncias da mesma forma e com o mesmo rigor com que reprime o delito cometido em circunstâncias ‘normais.’ Ora, o Brasil é, por definição constitucional, um país laico, onde vigora a ‘liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos  religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a sua liturgias.’ Talvez por esse motivo, salvo um ou outro serial killer que, de tempos em tempos, justifica seus atos por ‘desígnios divinos’, não costumamos ter muitos problemas com crimes cometidos por motivos religiosos.

Mas recentemente a imprensa noticiou que uma determinada igreja evangélica, a pretexto de angariar fundos para a compra de um canal de televisão, teria proposto aos seus fiéis, por intermédio de uma carta, que, durante os cultos religiosos, ‘se passassem por enfermos curados, ex-drogados e aleijados’ para assim ‘conseguir convencer mais pessoas a contribuírem financeiramente.’

Tal fato, obviamente, não pode ser aceito. Afinal, por mais que as tais ‘contribuições financeiras’ àquela igreja sejam, na maioria das vezes, feitas mediante pequenas doações, é inegável que o conteúdo econômico amealhado com tal prática é extremamente alto, máximo se considerarmos que a igreja em questão possui inúmeros templos em diversos Estados.

Pois bem, analisando tal comportamento sob o aspecto eminentemente penal, de forma fria e sem qualquer preocupação religiosa, tal fato, se confirmado, pode, efetivamente, ser definido como um crime previsto em nossa legislação. Sob um olhar inicial, partindo do princípio de que o ‘teatro’ promovido pelos tais falsos ‘enfermos curados, ex-drogados e aleijados’ serviria como meio para incrementar as doações, fica fácil perceber que tudo não passaria de uma grande fraude.

Diante de tal hipótese, é muito provável que o leigo, ao menos num primeiro momento, definisse aquela conduta como crime de estelionato, cuja pena de prisão pode variar de um a cinco anos de reclusão, além da pena de multa (artigo 171, caput, do Código Penal). Ledo engano.

O estelionato tem uma característica essencial que o afasta daquela situação fática, qual seja, para que aquele crime se concretize, é preciso que a vítima seja pessoa certa e determinada, vale dizer, pessoa ao menos identificável. Trata-se, o estelionato, de crime contra o patrimônio de pessoa(s) certa(s) e determinada(s).

Nesse caso, é evidente que o número de vítimas daquele engodo, verdadeiro ‘teatro’, seria extremamente alto, tornando praticamente impossível identificá-las uma a uma. Sendo assim, tal fato, caso a sua prática venha a ser comprovada, não pode ser resolvido pela figura do estelionato.

Como o número de vítimas seria indeterminado, a fraude eventualmente perpetrada por pastores e pelos tais falsos ‘enfermos curados, ex-drogados e aleijados’, cujo fim, na realidade, é o de retirar dinheiro do povo, poderá ser definida como crime previsto na Lei 1521/1951 (crimes contra a economia popular), mais precisamente na figura típica do artigo 2º, inc. IX, que dispõe o seguinte:

Art. 2º. São crimes desta natureza:

IX – obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (‘bola de neve’, ‘cadeias’, ‘pichardismo’ e quaisquer outros equivalentes)

Pena: detenção de 06 meses a 2 anos, e multa de dois mil a cinquenta mil cruzeiros.

Como se vê, as penas previstas naquele artigo, se comparadas com aquelas do estelionato, são qualitativa e quantitativamente menores. Porém, por uma questão de tipicidade, a aplicação do estelionato, como dito, não é a mais adequada.

É bom que se diga que não apenas os pastores, mas também os falsos ‘enfermos curados, ex-drogados e aleijados’ e todos os demais envolvidos (ou seja, todos aqueles que têm ciência da fraude) poderão ser responsabilizados criminalmente, nos termos do artigo 2º, inc. IX, da Lei 1521/51.

Mas, há mais!

Além do crime contra a economia popular, os agentes também poderão ser responsabilizados pelo crime de associação criminosa (art. 288, caput, do Código Penal), que substituiu o antigo delito de quadrilha, cuja pena privativa de liberdade pode variar entre 1 a 3 anos de reclusão.

Como se vê, embora muitos tenham a igreja ou a religião como puro ‘negócio’, fato é que o abuso da crença alheia, mediante fraudes e simulações, configura crime e pode, de fato, sujeitar seus autores à pena de prisão.

Euro Bento Maciel Filho é advogado criminalista, mestre em direto penal pela PUC-SP e sócio do escritório Euro Filho Advogados Associados

Evangélicos distribuem água para devotos do Círio de Nazaré

Grupo distribui água e presta ajuda médica a promesseiros.
‘O Círio transcende religiões’, diz socióloga.

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Publicado no G1

A maior procissão católica do país é a festividade de muitas religiões. Durante a principal romaria do Círio, realizada neste domingo (13), evangélicos distribuem água e prestam atendimento médico aos promesseiros que passam em frente ao templo evangélico, localizado no trajeto da procissão. “Nossa igreja está de portas abertas, com o propósito de estabelecer o mandamento de Deus, que é amar a Ele e ao próximo, independente de religião”, conta o pastor Zildomar Campelo, do grupo “Blindados do Senhor”, da Assembleia de Deus.

O grupo reúne 300 voluntários, que distribuíram 5 mil copos de água aos devotos, além de servir café da manhã, com direito a bolo, sanduíches, pães e sucos. “Não temos preconceito. Deus ressuscitou Jesus para que as pessoas viessem se agregar a Ele, e nosso intuito é esse”, completa Campelo.

Diversidade ideológica
O Círio agrega diversas religiões. “A maior parte da minha família é católica, eu sou espírita e tenho filhos evangélicos, mas no domingo do Círio, todos se reúnem”, conta Régia Favacho. Para a socióloga Denise Simões Rodrigues, a força simbólica de Nossa Senhora de Nazaré é capaz de superar possíveis barreiras entre os devotos. “Círio é um evento que transcende todas as religiões”.

Para a budista Monique Malcher, a força da multidão que se mobiliza no Círio é inquestionável. “O mundo é muito caótico, o homem busca formas e crenças para se agarrar e conseguir prosseguir, mas para mim a beleza do Círio vai além da devoção pela santa, está na beleza do encontro entre as pessoas que contam uma as outras suas histórias, falam sobre fé, e se motivam nessa dança. No final vemos que a fé é parte da caminhada”, diz a jornalista.

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Criança vestida de anjo agradece a graça alcançada durante o Círio. (Foto: Guy Veloso/ Divulgação)

O premiado fotógrafo paraense Guy Veloso integra a multidão da procissão do segundo domingo de outubro há 20 anos. Espírita de formação católica, ele conta que o fato de seguir uma outra doutrina não mudou em nada sua relação com Nossa Senhora de Nazaré. “Na minha religião, a figura histórica de Maria é reverenciada e é importante. O Círio é um encontro familiar, um encontro comunitário. É um evento social muito importante para cidade e gosto muito dessa época, ainda mais com a minha profissão de fotógrafo e meu estudo em cima da religião”, conta o artista, que viaja o mundo para registrar promesseiros das mais diversas demonstrações de fé.

De acordo com a socióloga Denise Simões, mais de cem Círios são realizados no Pará ao longo do ano, o que demonstra a força da Virgem Maria para a construção da identidade cultural e de fé do povo paraense. “A força da fé mariana é uma mola propulsora histórica do povo paraenses que, para enfrentar tantos desafios de viver na Amazônia, encontrou amparo em algo mágico, que é a fé na Virgem, Ela, uma figura feminina, frágil, mas capaz de deter tamanha força. Isso indica a importância de Nossa Senhora para a conquista de católicos e evangelizar a Amazônia”, analisa.

Mais do que uma expressão de fé, o Círio é um fenômeno cultural. “O Círio tem uma vida própria quanto evento cultural que define a identidade paraense, por conta disso ele é um evento aglutinador de pessoas das mais variadas ideologias. As famílias se reúnem no Círio muito mais do que no Natal.

dica do Sidnei Carvalho

 

Cuidado com Deus

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Publicado por Eliel Batista

O apóstolo Paulo se referiu ao cristão como “embaixador” e também como “carta de Cristo”. Aquele que manifesta Deus no mundo.

Através de sua maneira de viver, ele coloca seus observadores em contato com o significado de Deus e como deve ser esse Deus.

Não é de se estranhar o porquê muitos resistem em crer ou desconfiam desse Deus revelado no ethos de considerável número de crentes.

Tudo na fé do crente testemunha a respeito de Deus:
Aquilo que possibilita os cultos e viabilizam as marchas e concentrações, o que faz uma pessoa contribuir, participar de vigílias, subir montes à noite, jejuar, ler a Bíblia e “defender” o evangelho revelam as características de Deus.

A partir dessa observação, de como se comportam os crentes, além de conhecermos suas crenças, podemos traçar um perfil desse Deus ao qual se cultua.
Não que Deus seja objetivamente de tal forma, porém se assim se relacionam com Ele, isso demonstra como Ele é compreendido e recebido.

ethos gospel, manifestado por esse país afora, leva a perceber que no divã de Freud, dentre as muitas possibilidades, esse deus tem um alterego: o diabo.

Diante de algumas declarações de fé, defesas doutrinárias, frases clichês, jargões gospels, citações de textos bíblicos a esmo e propagandas de cultos parece que Deus deve ter algum fascínio pelo diabo.

Sem dizer que desse modo, se os servos de Deus têm necessidade e precisam se reunir para fazer frente ao diabo, sem ele, Deus perde sua função.

Em última instância, o diabo acaba sendo a necessidade de subsistência divina, tal qual o superhomem, se não existir um vilão ele é desnecessário. Sem o diabo deus parece não fazer sentido.

(não vejo Deus como uma função ou uma utilidade, mas dada a questão parece que sua existência estaria assim condicionada).

Afirmar a existência do diabo é outra questão, não proposta aqui, mas sim como se dá a crença nesse diabo. Por isso, imaginando que nesse ponto alguém diria: “o diabo não existe é uma artimanha do diabo para destruir eternamente as pessoas”, pergunto:

Crer no diabo passa a ser imprescindível para que as pessoas sejam salvas?

Outra coisa: se o diabo não existir há disposição e razão para uma pessoa continuar servindo a Deus, sendo fiel, guardando-se do pecado?

Se a conclusão é que os crentes não seriam mais crentes, o diabo é o principal personagem da fé e Deus depende dele.

Dessa forma também poderíamos dizer que Deus não destrói o diabo de vez porque estaria relegado a um eterno tédio de inutilidade:

- Sem a necessidade de proteger as pessoas de salvá-las das artimanhas malignas em quê ele poderia atuar?

- Pessoas sem medo do diabo procurariam Deus?

Nessa condição, os crentes estariam enganados em serem antidiabo, afinal ele é quem dá uma sobrevida a esse deus.

Sem o diabo, existiria bondade no mundo?

Diante desse tema, diferente do que possam discursar como fé, a maneira como muitos se comportam demonstra que sem o diabo o mundo estaria perdido. Por quê?  Porque parece que o diabo seria aquele que restringiria uma pessoa de ser má. As pessoas estariam livres, entregues a si mesmos e seria “bandalheira total”.

Não correndo o risco de ser eternamente atormentada, pensa-se que ninguém mais precisaria ser bom, fiel e ético.

Sendo assim, estaria o diabo no final das contas causando um bem e levando as pessoas a amarem?

Nesse caso, Deus mesmo, em última análise, é o diabo e não Deus, porque se o próprio Deus depende dele para ser Deus na vida das pessoas, e é a razão pela qual elas cumprem o mandamento divino, ele, o diabo, é a causa de tudo e não Deus.

E não diga que “Deus usa o diabo para isso”. Não é digno de confiança um Deus que como um sequestrador coage através do medo e ameaças de morte.

Se alguém for bom para não ser “pego” pelo diabo esse alguém não é bom, mas hipócrita. É mal e reprime toda a maldade pelo medo do diabo e não porque sua alma aspira por tudo o que é de Deus.

Se o diabo e o inferno formam a razão de uma pessoa ser boa, ética, honesta, servir a Deus e amá-lo, essa pessoa é controlada por aquilo que o diabo oferece: o medo. Contrário a Deus cujo amor libertador lança fora o medo.

Há quem diga: “Cuidado com Deus“.

Mas afinal, se fizermos o mal Deus ou o diabo quem nos “pega”?

Nessa lógica tanto faz, pois ego e alterego divino fazem o jogo e a situação só piora, pois nessa condição se confirmaria esse Transtorno Dissociativo de Identidade tal qual com Bruce Banner, que ao ser provocado, se torna no Incrível Hulk.

Ousaria dizer que se uma pessoa usa Deus como forma de ameaça para que a outra obedeça, o diabo é um mal contido no seu próprio coração, pois é a quem ela quer dar vazão. E ainda nesse caso ela obedece a ele, pois considera a opressão e até mesmo a aniquilação do próximo como algo correto, ético e divino a acontecer.

Fazer isso, mesmo que, em nome da justiça não é de Deus.

Ameaçar alguém com Deus, querendo ou não, é anunciar Deus como destruidor, um homicida.

Certa vez Jesus disse em João 8:44  “Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio…”.

Outra vez Jesus disse que alguns achavam que destruindo o outro estariam fazendo um serviço a Deus. Tal qual Paulo que ao perseguir e desfazer daqueles que criam diferente de sua fé acreditava que estaria do lado de Deus, cumprindo um mandato divino. Descobriu por fim que dessa forma, em vez de santo, era “o pior dos pecadores”.

Quem serve a Deus por medo tira Ele de sua própria vida.

Usar Deus para impingir medo nas pessoas é ser contra Deus.

“Jogar” o diabo contra o próximo, o amedrontando, contraria o evangelho que anuncia a destruição do diabo e suas obras malignas.

Recordando o já dito: “o amor lança fora o medo”. “Deus é amor”.

Sei, claro que sei, que sempre aparece alguém para por uma vírgula depois do amor e dizer: “mas é justiça”.

De fato, porém justiça conforme revelada em Jesus Cristo.

Gl 3:21 …se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu inutilmente!

Is 42:3 “Não quebrará o caniço rachado, e não apagará o pavio fumegante. Com fidelidade fará justiça”.

Para Deus, derramar sangue e causar aflição não é justiça. Justiça para Ele promove paz e confiança:

Is 5:7 “Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue; esperava retidão, mas ouviu gritos de aflição”.

Is 32:17 “O fruto da justiça será paz; o resultado da justiça será tranqüilidade e confiança para sempre”.

A justiça divina não destrói; produz vida. Se fosse segundo alguns que acreditam ser destrutiva, nem eles mesmos escapariam, mas insistem em querer a destruição daqueles a quem Deus ama e pelos quais deu o seu Filho.

João 3:17 “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele”.

Anunciar uma mensagem diferente dessas palavras de Jesus é discordar do próprio Jesus, além de correr o risco de, como embaixador de Cristo, demonstrar com seu testemunho de vida um diabo como o alterego de Deus, nesse caso estaria certo o alerta, “cuidado com Deus, não o tire do sério!

Mas se Deus é conforme revelado em Cristo Jesus, podemos dizer:

Corram para Cristo, rendam-se a Ele, pois ele anulou o poder da morte. Ele é a ressurreição e a vida.
Não precisam tomar cuidado com Deus, ele os quer bem. 
Podem confiar completamente nele, porque Ele sim é que tem cuidado de cada um como filho.