Padre exorcista polonês diz receber SMS do demônio

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publicado no Vi na internet

O padre Marian Rajchel, da cidade polonesa de Jaroslaw, está tendo problemas inusitados com a tecnologia: o religioso está recebendo mensagens de texto malcriadas de ninguém menos que o demônio. Tudo começou quando o padre realizou um exorcismo em uma adolescente e o procedimento não foi bem sucedido. Desde então, o exorcista recebe SMS no celular da garota enviados por Satanás, segundo ele.

Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, Rajchel afirma: “O autor dessas mensagens é um espírito mau”. Muitas vezes, os donos de telefones celulares nem têm noção de estarem sendo usados desse modo. No entanto, isso é muito claro nesse caso, disse o padre ao site do jornal inglês. De acordo com ele, o demônio não faz cerimônia em usar as novas tecnologias para assediar as pessoas.

Veja o conteúdo de uma das mensagens recebidas pelo padre polonês: “Ela não vai sair deste inferno. Ela é minha e qualquer um que rezar por ela vai morrer”. Rajchel respondeu que rezaria pela garota e obteve outra resposta malcriada: “Cale a boca, pregador. Você não pode salvar a si mesmo. Idiota. Seu patético e velho pregador”. E aí, você já recebeu algum SMS maligno?

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Padre exige que ladrão assine recibo após assalto a igreja

Publicado no Estadão

O padre Rosevaldo Bahls, da Igreja Nossa Senhora do Caravaggio, em Cascavel (PR), surpreendeu um ladrão, na tarde de sexta-feira, 1º, após pedir para ele assinar um recibo no valor de R$ 200, que foi roubado da igreja. Segundo Bahls, a atitude foi tomada como uma forma de prestar contas aos fiéis.

“Assim como é feito nas empresas ou em outros lugares precisava prestar contas de tudo o que saiu, assim como do que entra”, contou. O ladrão, que já era procurado pela polícia e costumava assaltar igrejas havia quatro anos, foi preso e está na delegacia de Cascavel.

Em entrevista à RPC TV, o padre disse que foi surpreendido com o roubo. “Ele chegou e fomos ao confessionário; depois disse, ‘eu não vim me confessar, quero cinco mil reais’, então conversamos e eu lhe entreguei R$ 200″, disse. Logo depois, pediu à secretária que preparasse o recibo.

O ladrão foi detido horas depois, após assaltar o pastor Jair Krack, da Igreja Luterana. “Ele já cometeu assaltos anteriormente, é uma situação complicada, mas confiamos em Deus”, disse.

dica do Gerson Caceres Martins

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A internet vai acabar com a sua fé?

Reinaldo José Lopes, na Folha de S.Paulo

A popularização do uso da internet é uma das principais causas para a diminuição vertiginosa da religiosidade dos americanos dos anos 1990 para cá.

Ou ao menos é o que diz uma nova pesquisa, divulgada pela “Technology Review”, revista do MIT, e enviada para este escriba por Rafael Garcia, o homem mais gato do jornalismo científico brasileiro e autor do blog “Teoria de Tudo” nesta Folha, o qual, além de ser másculo, pai de família e grande repórter, também faz às vezes de meu pauteiro de quando em quando. Será que tem a ver mesmo?

Bem, vamos aos fatos. Primeiro, uma olhada rápida no gráfico abaixo.

religioTraduzindo rapidinho no texto mesmo (já que eu faltei da aula de Photoshop), o gráfico de cima mostra a evolução da porcentagem de usuários da web na população americana de 1990 a 2010. O de baixo mostra a porcentagem de pessoas “não afiliadas” — ou seja, que declaram não pertencer a nenhuma igreja ou grupo religioso específico.

Note bem: isso NÃO significa que quase 20% dos americanos eram ateus ou agnósticos em 2010. Significa, isso sim, que eles não se identificavam como pertencentes a nenhum grupo religioso em especial. Boa parte dessa galera provavelmente diria que acredita em Deus, ou até em Jesus.

Beleza, adiante então. Na pesquisa — que ainda não foi publicada, mas pode ser acessada publicamente no diretório online arXiv clicando aqui –, o cientista da computação Allen Downey, da Faculdade Olin de Engenharia (Massachusetts, EUA), usou dados demográficos americanos para tentar achar correlações entre vários fatores, entre eles o nível educacional, a criação religiosa no âmbito familiar e, claro, o uso da internet.

O que a pesquisa fez, portanto, foi basicamente usar métodos estatísticos para ver quais fatores variavam juntos — ou seja, a probabilidade de mudanças num deles estarem associadas a mudanças em outro.

O trabalho mostrou — o que, aliás, não é nada surpreendente — que há uma correlação entre ser criado numa família que segue determinada tradição religiosa e acabar seguindo essa religião quando adulto. Tanto que, como hoje há mais pessoas não recebendo esse tipo de criação nos EUA, isso parece ter influenciado o aumento de “não afiliados”. Do ponto de vista estatístico, esse fator responderia por 25% desse aumento (ou da queda no número de religiosos tradicionais, tanto faz).

Também houve um aumento do número de pessoas com formação universitária — de 17% nos anos 1980 para 27% nos anos 2000 –, o qual, estatisticamente, também poderia explicar 5% do aumento de “não afiliados”.

As mesmas técnicas estatísticas, porém, também indicam a correlação entre “desafiliação” religiosa e uso da internet, uma das variáveis que mais brutalmente mudou de 1990 para cá, como a gente está careca de saber. A variável explicaria 25% das alterações de “religioso” para “não afiliado”.

Beleza. Agora repetida comigo, bem devagar, o mantra mais importante já inventado desde “Auuuuum”, que é o seguinte: correlação não é causação. Correlação não é causação. Mais mil vezes, por favor.

Falando sério, esse mantra é importantíssimo porque o fato de duas coisas “co-variarem” (variarem juntas) muitas vezes não significa que uma seja a causa da outra. Pode haver uma terceira causa aí no meio. E é preciso achar um mecanismo conectando os dois fatores caso você queira mesmo provar que um causa o outro.

Allen Downey propõe que a internet permitiu que pessoas de meios religiosos mais fechados pudessem ter contato com pessoas e informações fora de seu círculo, facilitando que eles deixassem de lado sua visão tradicional sobre temas de fé. É bastante razoável, mas difícil de provar, e longe de estar provado, claro.

Um “experimento natural” interessante pode acontecer aqui mesmo no Brasil, aliás. Hoje, dependendo de como se faz a conta, temos entre um terço e metade da população usando internet, e apenas uns 8% — no máximo — de “não afiliados”. Conforme o uso da web se universaliza por aqui, como se deu nos EUA, vai ser interessante descobrir se a tese do pesquisador continua de pé.

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Criacionistas criticam o programa ‘Cosmos’ por roteiro pró-evolução

Segundo grupo cristão, a série apresentada por Neil deGrasse Tyson também deveria apresentar as teorias criacionistas

Neil deGrasse na premiere de 'Cosmos' (Foto: getty)
Neil deGrasse na premiere de ‘Cosmos’ (Foto: getty)

Luciana Galastri, na Galileu

falamos aqui sobre a nova versão do programa Cosmos, apresentada pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson, que é exibida todas as quintas feiras no Brasil. O programa, aclamado por ensinar conceitos científicos a um público mais amplo, está sendo criticado por grupos criacionistas nos EUA.

De acordo com o astrônomo Danny Faulkner, que trabalha no grupo Answers in Genesis e em um museu criacionista, o programa não deveria afirmar que o Universo tem bilhões de anos de idade ou dar certeza à biogênese (o conceito de que só uma forma de vida biológica pode gerar outra forma de vida). “Os criacionistas não estão em seu radar. Eles nem nos consideram plausíveis”, afirmou Faulkner. “No primeiro episódio, quando Tyson fala sobre ciência – sobre como tudo está aberto à discussão – pensei comigo mesmo que ‘não, considerar a criação divina não está aberto à discussão nesse caso'”, conta.

No início do ano, Neil deGrasse declarou à CNN que a mídia não deveria dar o mesmo destaque àqueles que negam as mudanças climáticas ou a evolução apenas para ‘tentar equilibrar os argumentos’.

O programa também gerou polêmica em Oklahoma, quando uma transmissora cortou uma propaganda do show na qual Tyson falava sobre evolução. Mais tarde, a emissora disse que tudo não passou de falha técnica.

>>> Falando sobre Neil deGrasse, algum gênio da internet colocou um discurso dele (aquele famoso que até gerou um meme) em câmera lenta. Acredite, vale o clique:

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Não é minha culpa: as consequências do fatalismo religioso brasileiro

artigo_75867Diego Andreasi, no Administradores

Três anos atrás, quando tive a oportunidade de ler a fantástica obra do cientista político Alberto Carlos de Almeida intitulada A cabeça do Brasileiro, no qual o autor procurou descobrir o que o povo brasileiro realmente pensa sobre determinados assuntos polêmicos, um termo em especial me chamou a atenção, o chamado Fatalismo Religioso.

Resumidamente, Almeida entrevistou 2.363 pessoas, em 102 municípios, incluindo todas as capitais, e identificou que 1/3 dos brasileiros adultos entrevistados acreditam que apenas Deus decide o destino dos homens, sem espaço para a mão humana, ou seja, 33,3% da amostra analisada acredita que “nosso destino a Deus pertence” e nada podemos fazer quanto a isso.

Em outras palavras, isso significa dizer que uma considerável quantidade de pessoas acredita que seu provável sucesso ou fracasso está baseado exclusivamente no talento divino, e não no trabalho. Essas pessoas definem o talento como algo estático, que não muda. Graças a Deus, ou à biologia, você tem o que tem e pronto.

Para essas pessoas, empenhar-se profundamente em algo é inútil, pois ou elas possuem ou não possuem a habilidade de exercer uma determinada tarefa. Dessa forma, passam a desistir precocemente, ou o que é pior, nem mesmo começam a exercer atividades das quais não possuem o pleno domínio. O medo do fracasso as domina e elas passam a criar desculpas para não tentarem.

Sem saber, essas pessoas ficam presas ao que a renomada professora e pesquisadora de Stanford, Carol Dweck, chamou de mentalidade fixa. Essa forma de pensar nos faz acreditar que nascemos dotados de determinado conjunto de habilidades e aptidões e que não podemos fazer muito para mudar isso.

A autora afirma que o principal problema enfrentado pelas pessoas de mentalidade fixa é não saber lidar com dificuldades, pois estas tendem a recuar e a arranjar desculpas diante dos problemas e incertezas que fatalmente irão encontrar durante a vida. Para elas, se uma atividade não deu certo é porque “não era para ela” ou porque “não iria dar certo mesmo”.

Obviamente, é muito mais cômodo fazer-se de vítima e jogar toda a responsabilidade, que deveria ser sua, em alguém. Mais cômodo ainda é se esse alguém tratar-se de uma entidade espiritual superior, dotada de toda sua benevolência divina. Como o comodismo é uma prática constante na cultura brasileira, o fatalismo religioso identificado por Almeida não me causou nenhum espanto.

A pesquisadora ainda afirma que é um grande erro acreditar que não é possível desenvolver-se e aprimorar-se com base em treinamentos, paixão e esforço.

Entretanto, a mesma Carol Dweck, nos fornece em seu livro Por que algumas pessoas fazem sucesso e outras não uma forma de escapar do Fatalismo Religioso e, consequentemente, da mentalidade fixa*.

Essa nova forma de pensar é chamada de mentalidade de crescimento, na qual as pessoas também acreditam serem dotadas de determinado conjunto de habilidades e aptidões, mas confiam que podem se desenvolver e melhorar.

Ampliar essa nova mentalidade, segundo a autora, é uma poderosa ferramenta que nos levará a alcançar melhores resultados tanto no âmbito profissional quanto no âmbito familiar.

Porque, no fim das contas, ela conclui, o fundamental mesmo para ter sucesso em qualquer área da vida é trabalho duro, perseverança e paixão pelo aprendizado permanente.

dica do Ailsom Heringer

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