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‘Batman vs. Superman’: Justin Bieber pode interpretar Robin

batmanvssuperman_1Renato Marafon, no Cine Pop

O cantor Justin Bieber está demonstrando superar as rainhas Lindsay Lohan e Britney Spears no quesito polêmica. Ontem a noite, ele postou em seu Instagram uma foto segurando o suposto roteiro de  ’Batman vs. Superman‘, com a legenda “Robin?“.

Os fãs do Superman e do Homem-Morcego logo começaram a pirar com a possibilidade de Bieber ser cotado para interpretar o aprendiz de herói. Como as informações escritas no roteiro procedem, existe uma possibilidade do cantor fazer uma ponta como o personagem. Ou pode ser uma pegadinha.

Será que a Warner Bros. se empolgou com a polêmica envolvendo a contratação de Ben Affleck como Batman e resolveu ir além?

A produção está prevista para começar em fevereiro de 2014, em Detroit.

Encerrando com semanas de especulação, Ben Affleck foi o escolhido para interpretar Batman, também conhecido como Bruce Wayne. Affleck e o diretor irão criar uma encarnação inteiramente nova do personagem no projeto sem título, que irá trazer Batman e Superman juntos pela primeira vez nas telonas, e continuar a visão do diretor Zack Snyder para o Universo que ele estabeleceu com ‘O Homem de Aço‘.

O estúdio programou a estreia mundial para o dia 17 de julho de 2015.

Affleck irá estrelar ao lado de Henry Cavill, que vai reprisar o papel de Superman/Clark Kent. O filme também vai reunir Amy Adams, Laurence Fishburne e Diane Lane.

dica do Deiner Urzedo

Projeto que promete viagem só de ida para Marte atrai 200 mil candidatos

Em outra fase, 24 candidatos participarão de ‘reality show’
Equipe vencedora será a primeira enviada para Planeta Vermelha

Dois cientistas participam de simulação do ambiente marciano no deserto de Marrocos REUTERS

Dois cientistas participam de simulação do ambiente marciano no deserto de Marrocos REUTERS

Renato Grandelle, em O Globo

Muitas pessoas cultivam o sonho de morar em outro planeta. Em Marte, especificamente, são 202.586. Este é o número de candidatos que, nos últimos cinco meses, mandaram vídeos e e-mails para o Projeto Mars One, capitaneado pelo engenheiro holandês Bas Landscorp. Ele admite que ainda não tem toda a tecnologia necessária para mandar 24 selecionados para o planeta vizinho — e muito menos para retirá-los dali. Ainda assim, é grande o fascínio exercido pelo ambiente inóspito, frio, seco e de radiação na superfície.

O tíquete para Marte não é barato. Estima-se que o custo para envio dos primeiros colonos chegue a US$ 6 bilhões. Para bancá-lo, o Mars One passará os próximos dois anos afunilando sua lista de candidatos. Da peneira sairão seis equipes, cada uma composta por quatro pessoas, que se enfrentarão em um reality show (um dos coordenadores do projeto é co-criador do Big Brother), com transmissão prevista para dezenas de países. O quarteto vencedor será o primeiro levado ao espaço, e sua missão também será acompanhada pelo espectadores. A audiência do programa e a cooperação da iniciativa privada bancariam o envio das naves.

— O local da disputa ainda não foi definido, mas provavelmente será um ambiente inóspito e de temperatura baixa, o mais próximo possível do que sabemos de Marte — revela Thais Russomano, coordenadora do Laboratório de Microgravidade da PUC-RS e consultora do Mars One. — Não sabemos por quanto tempo o treinamento será transmitido, mas sua duração é de dez anos. Os tripulantes terão de adquirir o maior conhecimento técnico possível para sobreviverem em um planeta que tem apenas um terço da gravidade terrestre, sem um invólucro gasoso que sirva como proteção para as radiações solares e com a água congelada no solo. Se não souberem perfurá-lo, não serão autossuficientes.

A diminuição da gravidade causará alterações em todo o organismo, como a perda de cálcio dos ossos e a troca gasosa entre o sangue e o ar presente nos pulmões. A exposição recorde à radiação solar será outro desafio.

Além de acompanhar as aulas de sobrevivência em Marte, o programa televisivo, como todo reality show que se preze, vai explorar o perfil psicológico de seus participantes. Entre as características fundamentais para quem quiser entrar na expedição estão a capacidade de liderança, dedicação e — considerando que a viagem não tem volta — desprendimento.

Dono de uma pousada em Nova Friburgo, João Carlos Leal, de 52 anos, garante que cumpre as exigências. Seu interesse pelo espaço começou aos 8 anos, quando viu a decolagem da primeira missão Apollo. Colecionador de filmes de ficção científica, ele considera que sua idade é um trunfo.

— Terei 62 anos quando lançarem a primeira nave, mas muitos homens da minha família vivem bem até quase os 80 — avalia. — Posso, então, contribuir muito com a equipe. Mais de metade dos inscritos têm menos de 30 anos. Essas pessoas ainda têm muito o que fazer por aqui. Já vivi muita coisa na Terra, seria bom experimentar algo diferente. São sete meses de viagem até Marte e o resto da vida no planeta. Uma pessoa madura pode se adaptar melhor ao confinamento do que um jovem, que logo ficaria depressivo.

Leal precisou de muita conversa para explicar à família por que havia se inscrito no projeto.

— Algumas pessoas não sabiam se deviam me dar parabéns ou os pêsames — brinca. — Afinal, é uma morte em vida. Mas terei muito tempo para curtir meus filhos. O caçula tem 12 anos. Quando for embora, ele terá quase 23. Estará na faculdade e interessado em outras coisas.

O Brasil teve 10.289 inscritos no projeto — Leal está entre os 79 compatriotas cujo perfil já foi publicado no site do Mars One. O país é o quarto entre aqueles com maior número de candidatos. O ranking é liderado por EUA, Índia e China. Ao todo, 140 nações têm pessoas inscritas no projeto.

O texto censurado por Átila Brandão

atila

Em texto publicado no site da CartaCapital, Leandro Fortes conta que o bispo Átila Brandão registrou queixa-crime e abriu duas ações judiciais contra o ex-deputado e jornalista Emiliano José.

O motivo da fúria do evangélico – figurinha carimbada durante muito tempo em eventos da Adhonep (Associação dos Homens de Negócio do Evangelho) – é um texto publicado por Emiliano José e reproduzido em vários sites e blogs.

Átila  Brandão pediu uma indenização de 2 milhões de reais e a retirada do artigo do site do ex-deputado, com multa diária de 10 mil reais, no caso de desobediência. Segundo o colunista da CartaCapital, “em 13 de maio, a juíza Marielza Brandão Franco, em decisão liminar, mandou retirar o texto da página de José e reduziu a multa diária a 200 reais”.

Diz-se do homônimo famosão do pastor que “debaixo dos cascos de seu cavalo, nunca mais cresce a grama”. Que o evangélico companheiro de partido de Marco F* releia cada uma das ideias e ideais do Príncipe da Paz (a quem diz servir), para que sob seus pés floresça a verdade e a justiça. Censura (e tortura), nunca mais.

A premonição de Yaiá

Publicado no Bahia Alerta

…Um calafrio, sensação estranha. Tempos dolorosos. Não vivera iguais nos seus quase cinquenta anos. Filhos presos, tantos amigos presos. Theodomiro, Paulo, quem mais? Tantos. Penso na crueldade dessa gente, quanta maldade. A sensação estranha persistia, como um aviso. Seria de Deus? Bons, os meus filhos eram bons. Marquinhos já solto, na minha memória era setembro de 1971.

Renato Afonso, no Quartel dos Dendezeiros, transferido do Rio de Janeiro, onde fora preso em fevereiro e perversamente torturado. O corpo já não estava tão estropiado. Não fosse meu marido Orlando, e não estaria vivo. Conseguiu fazer chegar o pedido a dom Eugênio Sales, que não matassem o filho. Dom Eugênio intercedeu, e o salvou. No Rio, passou por coisas horríveis, tanta tortura que eu nem acreditava que existisse. Tudo me vinha à mente em flashes rápidos, numa velocidade absurda. No meio das lembranças, aquela sensação estranha.

Fui muitas vezes aos Dendezeiros, levava bolo pros meninos, dava um pedaço pro coronel Ghetsemany Galdino, que gostava muito do bolo de chocolate. Comandava o quartel. Eu já me afeiçoara aos outros meninos, Tibério, Roriz, também presos políticos. Nunca gostei de ouvir meus filhos serem chamados de terroristas, nem os amigos deles. Por que tudo aquilo vinha assim, aos borbotões, lembranças de tanta coisa daqueles ásperos tempos? E tudo era acompanhado daquela sensação incômoda, como se algo a chamasse, como se alguma coisa ruim estivesse acontecendo.

E de repente, uma iluminação, e a certeza: Renato sofria, precisava dela. Como se ouvisse a voz enérgica de um anjo: que não perdesse tempo, seu filho corre perigo. Estava longe, morava em Nazaré, na Cidade Alta, longe dos Dendezeiros, Cidade Baixa. Orlando não estava em casa. Peguei um táxi, segui pro quartel. À porta, ninguém me barrou, pois, já era personagem comum. Parecia que o anjo me guiava. Dirigi-me a passos rápidos para uma sala onde tinha certeza que Renato estava. Não sabia como tinha certeza. Tinha.

Um sentinela à porta. Quero ver meu filho, quero ver meu filho, sei que ele está aí. Calma, minha senhora. Calma, nada. Preciso vê-lo. O soldado parecia assustado, olhava pra mim, indeciso. Eu ali segura de meus direitos de mãe. Pediu que eu esperasse, iria entrar, voltaria, me traria uma resposta. O sentinela entrou, voltou, e disse está tudo bem com seu filho, nada de mal vai acontecer com ele. Mas, ele está aí? Está. Então quero vê-lo. Não pode, mas, eu garanto que está tudo bem com ele.

Me acalmei um pouco. O anjo parecia aquiescer, mas me disse não arrede pé.
E eu soube depois: dentro da sala, Renato já havia apanhado bastante, socos, pontapés, perguntas aos gritos. Após o Rio de Janeiro, transferido para a Bahia por interferência de Orlando, não sofrera mais torturas. Mas, naquele dia, um sentinela veio buscá-lo. Renato perguntou por que estava sendo retirado da cela. O soldado não sabia. Levado para uma sala, logo depois viu entrar uma equipe de torturadores chefiada por Átila Brandão, que conhecera como agente infiltrado desde a Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, onde estudaram juntos em 1968.

Átila comandou com ferocidade e gosto a pancadaria inicial, que seria sucedida pelo pau de arara e pelo choque elétrico, equipamentos que a equipe trouxera. Queria informações sobre a passagem dele pelo Paraná, onde estivera como dirigente do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Como no Rio, Renato, fiel aos seus amigos, se recusava a dizer qualquer coisa.

Soube que o soldado entrou, cochichou no ouvido de Átila, e ele, irritado, mandou parar tudo, juntar o pau de arara e o resto, e se retirou. Cessou a tortura. Quando Renato saiu da sala, eu o abracei, perguntei-lhe se estava tudo bem, ele disse sim, mas pediu que avisasse o advogado Jaime Guimarães – queriam voltar a torturá-lo. Fiz o que Renato pediu. Não voltou a ser torturado.

Maria Helena Rocha Afonso de Carvalho partiu, Yaiá, e antes de seguir para o infinito me deu esse depoimento. Deixa saudades imensas, e o exemplo de uma vida cheia de espiritualidade, fé e coragem. Viveu mais de 90 anos.

Atualização 13h

Carlos Brickmann escreveu sobre o assunto no Observatório da Imprensa:

Bahia, censura

A juíza da 29ª Vara dos Feitos Cíveis de Salvador, Mariela Brandão, determinou que o jornalista Emiliano José retire de seu portal informativo a matéria “A premonição de Yayá”, publicado originalmente no jornal A Tarde. Trata-se de uma entrevista com Maria Helena Carvalho, dona Yayá, que acusa de torturador o ex-policial, hoje pastor da Igreja Batista Caminho das Árvores, Átila Brandão. Segundo Yayá, Brandão torturou seu filho Renato Afonso Carvalho, em 1971, no Quartel dos Dendezeiros. Renato Afonso, hoje professor, confirmou as denúncias feitas por sua mãe.

Três casos diferentes, três casos iguais: é a censura que, embora proibida pela Constituição, volta a mostrar sua feia face. Junte-se a isso a guerra que alguns setores governistas movem contra a imprensa, chegando a regozijar-se quando algum veículo de comunicação fecha as portas ou demite funcionários, e temos um quadro perigoso. Como dizia Thomas Jefferson, um dos líderes da Revolução americana e terceiro presidente dos Estados Unidos, “Se coubesse a mim decidir entre um governo sem imprensa ou uma imprensa sem governo, eu não hesitaria um momento em escolher a segunda alternativa”.

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O jornalista Emiliano José tem recebido apoio de muita gente:

Abaixo-assinado apoia jornalista acusado de difamação · Global Voices em Português

Um abaixo-assinado circula no estado da Bahia, Brasil, em apoio ao jornalista e professor Emiliano José, acusado de calúnia pelo pastor Átila Brandão. José relatou a participação do pastor em torturas contra estudantes na época da ditadura militar no país na imprensa e em site pessoal. A Justiça determinou a retirada do texto do site de José, já reproduzido na internet, e direito de resposta ao pastor.

dica do Tom Fernandes

Ex-funkeira, Perlla lança álbum gospel e diz que era muito doida

Perlla lançou o álbum gospel "A Minha Vida Mudou" pelo selo Central Gospel Music

Perlla lançou o álbum gospel “A Minha Vida Mudou” pelo selo Central Gospel Music

Renato Damião, no UOL

Aos 24 anos e grávida pela segunda vez, Perlla vive uma nova realidade. A cantora que chegou a ser considerada a “rainha do funk melody” carioca – ao emplacar nas rádios a canção “Tremendo Vacilão” – agora se prepara para lançar seu primeiro álbum gospel intitulado “Minha Vida Mudou”.

“Achei que não fosse cantar mais, não queria mais cantar. Estava feliz cuidando da minha casa, do meu marido, da minha filha”, contou Perlla em conversa ao UOL. Os responsáveis por fazerem a artista mudar de ideia foram seu marido, o músico Cassio Castilhol, e Silas, o pastor da igreja que frequenta em Vilar dos Teles, baixada fluminense do Rio. “Em um mês o CD estava pronto. Nosso querer não é o querer de Deus”, explicou.

Nas doze faixas do álbum, apenas uma fala de amor, segundo a cantora, todas as outras são sua maneira de “honrar a Deus”, caso de “A Vitória Já é Minha” e da faixa-título, “Minha Vida Mudou”. Indagada sobre a mudança de estilo – e de vida – Perlla admitiu que “era muito doida”.

“A Perlla antiga era muito doida, fazia coisas que não agradavam aos olhos de Deus. Bebia, fumava, tinha um comportamento que não condizia com a pessoa que nasceu em um berço evangélico”, ressaltou ela que chegou a ser noiva do jogador de futebol Léo Moura. A fama e o sucesso, segundo Perlla, não a preenchiam. “Passei por muita tristeza e infelicidade”, contou sem entrar em detalhes.

“Não gosto de ouvir palavrão”, diz Perlla

Para Perlla o funk, como ritmo, ainda continua agradando seus ouvidos. “Existe funk gospel e minha filha ouve, adora”, disse ela referindo-se a primogênita Pérola. “O que eu não gosto é de ouvir palavrão, na minha casa não quero nada que não seja edificante, diminui até a quantidade de televisão que assisto”, opinou.

Longe dos antigos companheiros de trabalho do funk, a artista garantiu que não tem problemas com o passado de funkeira, mas que hoje “é uma nova criatura”. Suas experiências são contadas em cultos. “As almas se rendem”, afirmou ela sobre jovens que a procuram para ouvir seus conselhos.

Sem temer críticas ou perda de popularidade – principalmente dos fãs de “Tremendo Vacilão” – Perlla pretende seguir fazendo apresentações em igrejas. “Os [fãs] que ficaram se tornaram amigos e conhecem a nova Perlla, uma Perlla de verdade”, finalizou.