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Juiz que mandou prender Planet Hemp é afastado por suspeita de receber propina de traficante

Ele foi aposentado compulsoriamente e vai continuar a receber salário de cerca de R$ 28 mil.

Foto: Google Imagens

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Publicado originalmente no Jornal O Globo

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou esta semana à aposentadoria compulsória o juiz Vilmar José Barreto Pinheiro, que mandou prender os integrantes da banda Planet Hemp em 1997 por apologia às drogas.

De acordo com o jornal “Correio Braziliense”, o magistrado foi acusado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) de receber R$ 40 mil para conceder a liberdade a um traficante quando exercia o cargo de titular da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais de Brasília. Na época da prisão dos músicos, o juiz também proibiu shows e a venda de discos, fitas e CDs da banda no Distrito Federal.

O magistrado foi afastado por maioria dos votos: 11 a quatro, em processo que correu sob segredo de justiça e se arrastou durante dez anos. O conselho aplicou a pena máxima para o caso de um processo administrativo sobre violação dos deveres funcionais. Com a aposentadoria compulsória, Barreto não poderá mais exercer a magistratura, mas continuará recebendo salário do tribunal que em abril foi de R$ 28.761,43.

No Facebook, o Planet Hemp considerou a punição ao juiz “se não uma ironia, ao menos uma escancarada safadeza do poder judiciário brasileiro”.

Em um texto entitulado “Retrato da hipocrisia e falso moralismo da sociedade brasileira”, a banda informa aos fãs o ocorrido e chama a sociedade a dexintoxicar a sua percepção.

“Até quando a sociedade dará ouvidos a discursos recheados de interesses e financiados não só pela corrupção, mas pela falta de esclarecimento geral da população? Bater no peito e levantar bandeiras contra as drogas é fácil, ainda mais com o auxílio da mídia atenta em manipular e instigar o senso comum.

Desintoxique-se! E, ao falar isso, não estamos nos referindo a nenhum tipo de substância. Desintoxique a sua percepção! Preste atenção em quem realmente diz ser a voz da justiça desse país, condenando a liberdade de expressão de forma atroz e reflita se é essa a representação que você realmente aceita para si.”

‘Nova classe média’ tem trabalho precário, pouca instrução e moradia inadequada

Inserção do grupo ocorreu principalmente no comércio, serviço e pequenas indústrias, segundo pesquisador

Rosani e Carlos Augusto, com a filha Manuela e o neto Miguel. Donos de um bar, trabalham de 7h às 20h (foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo)

Rosani e Carlos Augusto, com a filha Manuela e o neto Miguel. Donos de um bar, trabalham de 7h às 20h (foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo)

Nice de Paula, em O Globo

As estatísticas não deixam dúvidas. Com o ganho de renda dos trabalhadores nos últimos anos, o Brasil é um país de classe média. Economistas calculam que 55% da população podem ser considerados assim. Mas que classe média é essa?

A acompanhante de idosos Fernanda Nascimento, 25 anos, e seu marido, o pedreiro Carlos Rogério de Oliveira, de 31, não terminaram o ensino fundamental. O casal mora em Nova Iguaçu, com as filhas de 5 e 1 ano de idade. Fernanda e Carlos Rogério não têm casa própria, cartão de crédito nem plano de saúde. Suas filhas não estão em escola particular e o casal enfrenta uma jornada de trabalho de mais de dez horas por dia. Mas a renda mensal da família, de R$ 2.100, faz dela um retrato da nova classe média brasileira. Será mesmo?

— Não — diz o sociólogo Jessé Souza, para quem esse grupo forma uma “nova classe trabalhadora precarizada”. — É uma classe que foi inserida principalmente no comércio, em serviços e em pequenas indústrias. É mais explorada, aceita trabalhar 12, 14 horas por dia. A ascensão dessa classe ao consumo é real. E isso é extremamente positivo, porque antes nem essa possibilidade existia. A sociedade moderna têm dois capitais importantes, o econômico e cultural. Essa visão empobrecida (de classe média) considera apenas a renda.

As sociólogas Christiane Uchôa e Celia Kerstenetzky, da UFF, analisaram os indicadores sociais da nova classe média, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2009. E se surpreenderam ao perceber que 9% dos pais de família do grupo são analfabetos, 71% das famílias não têm planos de saúde e 1,2% das casas (cerca de 400 mil) sequer têm banheiros. “A chamada nova classe média não se parece com a classe média como a reconhecemos” concluem as pesquisadoras.

Criador do conceito “nova classe média”, o economista Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vê nas críticas uma reação de sociólogos que, para ele, “se sentem um pouco invadidos”:

— Desde o começo a gente não está falando de classe sociais, mas de classes econômicas. Economistas são pragmáticos, talvez simplifiquem demais as coisas. Mas, entre 2003 e 2011, 40 milhões de pessoas se juntaram à classe C no Brasil, que passou para 105 milhões de pessoas.

No recorte feito por Neri em 2009, eram consideradas como classe média famílias com renda mensal entre R$ 1.200 R$ 5.174 Agora, as faixas foram atualizadas para entre R$ 1.750 e R$ 7.450.

— É claro que essa não é uma classe média europeia ou americana, é a classe média brasileira. Mas não olhamos só a renda, é uma métrica mais sofisticada. Há melhoras em indicadores de educação e, principalmente, de trabalho, que dá sustentabilidade às conquistas. O grande símbolo dessa classe média não é o celular nem o cartão de crédito, mas a carteira assinada. Eu até gostaria de ver mais empreendedorismo — diz Neri.

O empreendedorismo faz parte da rotina de Rosani Pifani, 50 anos, e seu marido Carlos Augusto Ferreira, 53 anos, donos de um bar no Morro do Pinto, onde conseguem uma renda de R$ 2 mil, vendendo de cerveja a detergente, das 7h às 20h. Nos fins de semana, a jornada se estende até 2h.

— Não tenho conforto nem fim de semana, e queria ter um carro. Mas quando olho a pobreza em volta, vejo que pelo menos tenho casa própria, comida e televisão — diz Rosani, que não completou o ensino fundamental.

Com tv a cabo, mas sem escola particular

No andar de cima da casa, vive a família da filha, Manuela Pifani Lago, de 25 anos, seu marido Jonatas Oliveira, de 30 anos, e o filho Miguel, de 4 anos. Com ensino médio completo, os dois trabalham com carteira assinada, ela como caixa numa grande rede de varejo e ele, como técnico de informática. Juntos ganham cerca de R$ 2 mil.

— Temos plano de saúde, graças à empresa, e alguns confortos, como TV a cabo. Mas escola particular para o Miguel ainda não dá — conta Manuela.

O publicitário Renato Meirelles, do Instituto Data Popular acha que o brasileiro tem uma visão errada de sua própria condição.

— Quem se considera de classe média está na ponta da pirâmide, é mais intelectualizado, mais erudito. Temos pesquisa mostrando que 35% das classes A e AB se consideram de classe média. No Brasil, o 1% mais rico têm renda per capita de R$ 6 mil por mês e há um monte de gente que faz parte deste 1%, mas jura que é classe média. Mas não se pode dizer que classe média é só quem concluiu o curso superior e gosta de música erudita.

Ex-babá e hoje sócia de uma loja de decoração em Copacabana, Evangelina Ribeiro, de 40 anos, diz que só passou a se sentir de classe média depois de concluir seu curso superior em pedagogia.

— Um mundo se abriu. Almoço em casa, compro o que quero e visto o que eu gosto. Infelizmente, a sociedade ainda tem muito preconceito, e a primeira impressão é o que você tem e o que você compra — diz ela, dona de renda mensal que varia de R$ 2.500 a R$ 3 mil, e que já pensa em cursar outra faculdade, de gastronomia.

“Santa Maria respira morte e clama por amor”

maria

Uma semana depois da tragédia, a cidade gaúcha é o retrato da falta de esperança. Voluntários pernambucanos do ‘Novo Jeito’ realizam ação #MaisAmor neste domingo

Isly Viana, especial para o Pavablog

Maria Francisca, de seis anos, não dá uma palavra há sete dias. Desde que a mãe, Crisley Caroline Saraiva, de 24 anos morreu na tragédia da boate Kiss, a garotinha com Síndome de Down demonstra a dificuldade para superar o trauma.

A dor de Maria Francisca é a mesma que se espalha pela cidade de Santa Maria. Um pesar que não se restringe apenas às vítimas e parentes dos que morreram naquela noite, mas que contagia a qualquer um que se aproxima. O grupo de voluntários pernambucanos do Novo Jeito não imaginava o que encontraria ao chegar na cidade. Todos estão em estado de choque. Segundo eles, Santa Maria respira morte. “O espírito na cidade é extremamente pessimista. Para se ter uma ideia, há policiais em todos os pontos altos da cidade e sobre as pontes para evitar suicídios. É um espírito de morte e de sede de justiça com as próprias mãos. Há pichações por toda parte com os dizeres: ‘cidade sepultura’”, revela Fabrício Cunha, voluntário do Novo Jeito.

Manifestações no domingo

Uma semana depois da tragédia, o domingo foi marcado pela solidariedade em Santa Maria. Pela manhã, mais de duas mil pessoas vestidas de branco caminharam juntas em torno do quarteirão da tragédia. No fim da tarde, realizaram um grande abraço coletivo, emprestando “ombros amigos” para quem não tem com quem compartilhar tanta dor, já que o sofrimento é de todos. São pessoas que não se conhecem, nem todas perderam parentes, mas vieram de todo o Brasil com um único objetivo: levar amor a quem enfrenta tanto sofrimento.

Nesse momento, o papel dos voluntários tem sido fundamental para reerguer corações. Os feridos estão sendo cuidados por equipes de saúde, mas a tristeza é algo que talvez só as mobilizações de amor poderão ajudar a suportar. Consolo, abraços, carinho. Chorar com os que choram. “Não dá para não se envolver. A cidade vive um clima de tristeza que parece estar no ar. A revolta está por todos os lugares. Ainda anestesiadas, muitas pessoas parecem “zumbis”: caminham sem parecer ter vida, marcadas pelo sofrimento.”, afirma Fabrício. Formado por cerca de 300 pessoas, o grupo Novo Jeito visitou também os hospitais onde estão internados os feridos. Os voluntários conversaram com vários deles, ouvindo seus relatos, sua tristeza. Estavam por perto quando todos receberam a notícia de que o Governo do Canadá enviara medicamentos para tratar queimaduras. Todos comemoraram mais uma ação de solidariedade.

Durante as mobilizações deste domingo, muita pessoas tentavam puxar gritos de guerra, de vingança, incentivar a revolta. O foco desses voluntários, no entanto, era “desarmar” as almas e incentivar o amor. Essa sim é a maior necessidade de quem vive a dor dessa tragédia. Ao contrário do que acontece em outros episódios de catástrofes, como enchentes, por exemplo, em que os desabrigados precisam de roupas, comida, remédios, atendimento médico, em Santa Maria a necessidade é uma só: amor. A cidade vive um clima de ódio, revolta, sede de justiça, vingança.

Faltam ombros para acolher tanto sofrimento e ainda vai levar um tempo para a cidade se recuperar. Santa Maria clama por amor.

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Usuários tiram sarro com foto oficial de Kate Middleton

Kate ao lado de retrato oficial da realiza britânica (Foto: Getty/Divulgação)

publicado no Yahoo! OMG!

Na última semana, o mundo pôde ver o primeiro retrato oficial da realeza britânica de Kate Middleton, que se tornou duquesa de Cambridge desde que se casou com o príncipe William, em 2011. A imagem, no entanto, foi bastante criticada pelo público e por jornais sérios do Reino Unido.

O retrato foi feito pelo artista Paul Emsley e foi considerado “muito sombrio” por diversas publicações, como o respeitado “The Guardian”. Desse ponto para que paródias surgissem na internet foi um pulo.

Vários internautas têm compartilhado brincadeiras com a imagem de Kate Middleton, nas quais usam efeitos de Photoshop e até comparam com o quadro “Ecce Homo”, estranhamente restaurado pela idosa Cecília Jimenez.

Veja abaixo:

Imagem parodia duquesa com o personaem Mr. Bean (Foto: Reprodução)

Internautas também brincaram com o quadro de Jesus,

Neste, a duquesa de Cambridge ganhou um efeito de Photoshop que a engordou (Foto: Reprodução)

A Globo, o Malafaia e um desabafo…

Imagem: Púlpito Cristão

Imagem: Púlpito Cristão

Fabricio Cunha, no Facebook

E nos vemos mais uma vez enamorados com a rede Globo.

Sinceramente, não conseguiria entender esse encanto, senão fosse o fato de avaliá-lo muito mais à luz da “persona”, no caso, o pastor Silas Malafaia, do que do segmento evangélico.

Estrategicamente, a TV sempre deu mais prejuízo do que lucro. Não anotamos um número significativo de vidas ou estruturas transformadas que citam um programa evangélico de TV como a sua gênese.

Muito pelo contrário, na TV, o segmento evangélico alcança seu pior estereótipo. E não é pelas personagens “crentes” caricatas nas novelas. Não. São os televangelistas que são nossa pior imagem pública. Eles, sim, e seus projetos pessoais de poder, caricaturas de uma triste realidade.

Duas semanas atrás o senhor Malafaia foi até a Globo e apertou a mão não sei de quem (me lembrei da hora em que o advogado Kevin Lomax, interpretado por Keanu Reeves aperta a mão do diabo, interpretado por Al Pacino em “Advogado do Diabo), “selou a paz” e firmou um “compromisso” entre nós, evangélicos e a emissora. Como pedido “fiel da balança”, solicitou um personagem evangélico que retratasse de fato quem somos.

Duas perguntas:

1. E quem somos? Um grupo formado por milhões de pessoas, que se agremiam nas mais diversas “denominações”, num país completamente diverso em sua identidade social, cultural e religiosa inclusive. Qual seria o retrato de um personagem “evangélico” de fato?

E, mais importante:

2. É a Globo, influenciada pelo sr. Silas Malafaia, que terá o poder de determinar o perfil do “bom evangélico”?

Por favor, sr. Malafaia (que nunca vai ler esse texto…). Quer falar, fale, mas fale em seu nome ou em nome de quem lhe deu procuração.

Também sou evangélico. Também sou pastor. Mas cansei de dizer que não sou como o senhor para pessoas que me conhecem sem ter o mínimo registro religioso que as dê algum discernimento para saberem que somos diferentes, que lemos bíblias diferentes, que vemos o mundo de forma diferente.

E se quiser vender-se para a rede Globo, venda-se, venda o que tem, mas não o que não possui.

Você é sim, infelizmente, uma voz evangélica com força pública, mas NÃO REPRESENTA OS EVANGÉLICOS, muito menos os detém.

Você NÃO FALA EM MEU NOME e nem em nome de outros milhões de irmãos evangélicos brasileiros, que tomam a sua cruz a cada dia e seguem o mestre Jesus de Nazaré.

No mais, senhoras e senhores, como bem diz meu amigo caipira Carlinhos Veiga:
“Nas contas que fiz, não sobrou nem um pouco. Ou eu sou ruim de conta, ou esse mundo tá louco.”

Vamos em frente.