Marina vai anunciar apoio a Aécio no 2º turno

 

O presidenciável tucano, Aécio Neves, e a candidata derrotada, Marina Silva (PSB) (fotos: Apu Gomes/Folhapress/Rahel Patrasso/Xinhua)
O presidenciável tucano, Aécio Neves, e a candidata derrotada, Marina Silva (PSB)
(fotos: Apu Gomes/Folhapress/Rahel Patrasso/Xinhua)

Ranier Bragon, Natuza Nery e Marina Dias, na Folha de S.Paulo

Um dia após ter ficado fora da disputa pela Presidência da República, Marina Silva (PSB) começou a calibrar o discurso e negociar o formato do anúncio de seu apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições.

A ex-senadora estuda a melhor maneira de se colocar ao lado do tucano sem parecer incoerente com a postura de “nova política” que defendeu durante a campanha e enumera pontos de seu programa de governo que pedirá que sejam incorporados pela candidatura do PSDB.

A reforma política, com o fim da reeleição, a educação em tempo integral e a sustentabilidade estão entre os itens colocados à mesa pela ex-senadora. Todos eles já aparecem contemplados no programa de governo tucano.

Nesta segunda (6), Marina reuniu seus principais aliados no apartamento em que se hospeda em São Paulo. Ouviu a opinião de todos mas deixou claro que, caso não haja consenso entre o PSB, partido que a abriga desde outubro de 2013, e a Rede Sustentabilidade, seu grupo político, tomará uma posição individual pró-Aécio.

“A avaliação é que não dá para ter mais quatro anos desse governo. Isso é ponto pacífico. O nosso compromisso é com o movimento de mudança”, disse João Paulo Capobianco, um dos mais próximos assessores de Marina.

Um dos trunfos de seu discurso, avalia a pessebista, é o eventual apoio da viúva de Eduardo Campos, Renata Campos, a Aécio. A fidelidade à família e ao legado do ex-companheiro de chapa, morto em 13 de agosto, justificaria a aliança.

Segundo a Folha apurou, Renata começou nesta segunda consultas a aliados para formular seu discurso em favor de Aécio. O irmão do ex-governador, Antônio Campos, declarou voto no tucano em sua página do Facebook, mas ressaltou que aquela era uma posição pessoal.

A Rede marcou reunião para a noite de terça-feira (7), em São Paulo, na qual deve se comprometer com a mudança, mas liberar seus filiados para escolher entre Aécio e Dilma Rousseff (PT). Já o PSB convocou encontro em Brasília na quarta-feira (8) para definir o futuro político do partido no segundo turno.

O presidente nacional da sigla, Roberto Amaral, defendia apoio à petista, mas tem dito que “às vezes um reacionário pode ser um avanço”, em referência ao candidato do PSDB. O anúncio oficial deve sair na quinta-feira (9).

APROXIMAÇÃO TUCANA

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deflagrou nesta segunda a ofensiva para conquistar o apoio de Marina e do PSB a Aécio, como antecipou a Folha.

FHC e integrantes da cúpula tucana procuraram marineiros para construir a ponte entre as candidaturas.

A ex-senadora, por sua vez, telefonou a Dilma e a Aécio para parabenizá-los pelo desempenho na campanha, mas não tratou de apoio.

O tucano confirmou ter falado com a pessebista, mas disse que aguarda o “tempo de cada um” para definições de apoio e que vê mais “convergências” do que divergências” entre seu programa de governo e o de Marina.

Interlocutores da ex-senadora afirmam que também foram procurados por petistas. Marina, porém, está refratária à campanha do PT que, desde o início de setembro, investiu na desconstrução de sua imagem, o que acarretou em sua queda nas pesquisas. Antes favorita, a candidata do PSB terminou a disputa em terceiro lugar, com 22,1 milhões de votos.

-

ONDE ELES CONCORDAM

  • 1 Acabar com a reeleição e elevar mandato para cinco anos
  • 2 Diminuir o número de impostos e simplificar regras do ICMS; rever represamento de preço da gasolina para recuperar setor de etanol
  • 3 Rever subsídios ao setor produtivo, como os empréstimos do BNDES, e acabar com a estratégia de “campeões nacionais”
  • 4 Redução no número de ministérios e metas de desempenho para avaliação do setor público

ONDE ELES DIVERGEM

  • 1 Marina propôs a independência do Banco Central garantida por lei; Aécio entende que isso não é preciso
  • 2 Marina recuou da proposta de baixar a meta de inflação para 3%, que foi agora encampada pelos tucanos
  • 3 Marina defende 10% da arrecadação bruta para a saúde; Aécio não propõe vinculação de gastos com a saúde
  • 4 Marina defende antecipar meta de gastos de 10% do PIB com educação; Aécio não faz menção a isso

Leia Mais

Vinte anos depois, elenco de ‘Os Batutinhas’ recria cenas do filme

batutinhas

publicado no EGO

Vai ter muita gente que foi adolescente nos anos 1990 dando suspiros de nostalgia ao ver as fotos abaixo. A produtora 22 Vision, de Los Angeles, reuniu o elenco de “Os Batutinhas”, sucesso em 1994, para recriar o pôster e algumas cenas do filme. A produção das imagens, feitas por Bradford Rogne, foi assinada por Brian Pocrass, com co-produção de Joey Lauren Koch.O figurino é de Erin Micklow.

batutinhas2 batutinhas3 batutinhas4

batutinhas5

 

Leia Mais

Banda alternativa de Slash sugere reunião do Guns N’ Roses

Publicado em O Globo

Os fãs de Guns N’ Roses que acompanham a banda Kings of Chaos acordaram com uma tremenda surpresa nesta terça-feira. A página no Facebook do grupo que reúne Slash, Duff McKagan, Gilby Clarke e Matt Sorum (todos ex-Guns), entre outros astros do rock, publicou uma foto da formação clássica do Guns (veja acima) com uma forte insinuação de que a banda estaria para se reunir.

“Uma incrível banda de rock que só o Kings of Chaos chega perto também está se aproximando, grande notícias em breve”, diz a mensagem seguida das hashtags #gunsnroses #gnr #slash #axlrose #duffmckagan #dizzyreed #gilbyclarke.

As hashtags sugerem que a reunião contaria com o vocalista Axl Rose, o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan da formação original. O guitarrista Gilby Clarke aparece na vaga de Izzy Stradlin, que já fez participações especiais em shows do Guns nos últimos anos, mas deixou a banda no auge da fama, em 1991.

Além dos músicos citados acima, o Kings of Chaos também conta com a participação de Joe Elliot, Myles Kennedy, Corey Taylor e Steve Stevens. A banda se dedica a apresentações nas quais toca covers de Guns N’ Roses, Deep Purple, Velvet Revolver e outros.

Uma possível reunião do Guns é um sonho antigo dos fãs, mas sempre foi tratado como hipótese remota, principalmente por Axl Rose e Slash, que trocaram farpas pela imprensa nos últimos 20 anos.

Em junho, Axl confirmou que a banda gravou um novo disco que deve ser lançado em breve. Depois que a formação clássica do Guns N’ Roses se desintegrou, o vocalista levou 15 anos para lançar o álbum “Chinese democracy”, que chegou às lojas apenas em 2008.

Leia Mais

Elenco de ‘Blossom’ se reúne após 20 anos

20140617143706wxvzL7KR5A

 

Publicado no TV Fama

O elenco da série de televisão ‘Blossom‘, que fez muito sucesso nos Estados Unidos e também no Brasil na década de 1990, se reuniu para uma maratona especial da atração em um canal de televisão norte-americano.

Mayim Bialik - que atualmente está no seriado ‘The Big Bang Theory’ – Joey Lawrence, Michael Stoyanov e Jenna von Oÿ voltaram a se encontrar e, para registrar o momento histórico, posaram juntos em uma foto publicada posteriormente no Twitter.

Com cinco temporadas, ‘Blossom’ foi ao ar de 1991 a 1995 e está prestes a completar 20 anos de sua última exibição. No Brasil, a série começou a ser exibida em 1997.

20140617143800mhPLthABiX

Leia Mais

Pai de santo é morto em suposto crime de intolerância religiosa, na Zona Norte de Manaus

Rafael da Silva Medeiros, 28, morreu depois de ser esfaqueado durante uma briga entre vizinhos no bairro Cidade Nova. Moradores de religiões diferentes mantinham desentendimento há anos

O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)
O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)

Vinicius Leal, no A Crítica

Os motivos para um homicídio ocorrido neste fim de semana em Manaus serão questionados na manhã desta segunda-feira (5), às 8h, na sede do Governo do Amazonas por representantes de entidade que defende os direitos dos povos tradicionais de matriz africana. Rafael da Silva Medeiros, 28, que era pai de santo, foi morto a facadas em crime com supostas motivações de intolerância religiosa.

Na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte, na noite de sábado (3), Rafael tentou apartar uma briga entre duas vizinhas que mantinham um desentendimento por conta da escolha religiosa de cada uma. Ele acabou atingido com dois golpes de faca no pescoço e nas costas deferidos por um homem identificado como “Raizinho”, que seria filho de uma das vizinhas.

“Há mais de duas semanas essa situação estava bastante tensa. A mãe do assassino fez muitas confusões com a vizinhança. Ela é evangélica e a dona da casa onde aconteceu o assassinato é do candomblé. Ele (‘Raizinho’) estava alcoolizado e drogado, e se meteu na discussão da mãe com a vizinha. E deu nisso”, relatou Alberto Jorge, da Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama).

A vítima era carioca e, como de costume, segundo a polícia, estava em Manaus de férias na casa de amigos. Durante a briga, “Raizinho” estava armado e teria empurrado a vizinha do candomblé, que carregava uma criança no colo. Rafael foi acudi-la e acabou esfaqueado. “Há gravações no Whatsapp dele pedindo socorro. Esse é sim mais um caso de intolerância religiosa”, disse Alberto Jorge.

Rafael chegou a ser levado ao Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, na Zona Leste, mas não resistiu aos ferimentos. O caso já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), que ainda não localizou e nem tem o nome completo de “Raizinho”. Familiares de Rafael estão vindo do Rio de Janeiro para autorizarem a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML).

Sede do Governo

Conforme o representante da Aratrama, os membros da entidade se reuniram no domingo (4) e decidiram cobrar uma atitude do poder público sobre o assassinato de Rafael. “Entramos em contato com o Evandro Melo (secretário de Governo do Amazonas) e denunciamos essa situação de inoperância do Estado, de total falta de interesse e falta de resposta. É uma situação de guerra religiosa, reflexo do que acontece em todo o Brasil”, disse.

“Esse seria apenas um caso se não fosse somado aos três outros incidentes de 2012 e aos dois assassinatos de 2013. Isso foi só o grosso que pegamos”, disse Alberto. Segundo ele, ainda houve um caso de ameaça de morte por intolerância religiosa em 2011, outro de ameaça e um de agressão física em 2013 e um caso de ameaça já em 2014.

Conforme Alberto Jorge, todos os crimes são estudados e as denúncias de intolerância religiosa são enviadas à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e para duas secretarias da Presidência da República: a de Direitos Humanos (SDH) e a de Promoção de Política de Igualdade Racial (Seppir).

Omissão

O representante da Aratrama denuncia, ainda, a omissão do Estado brasileiro sobre crimes de intolerância religiosa. “Ele (Rafael) pediu socorro da polícia e esse socorro não chegou. É omissão do aparelho policial. O Estado tem se feito de inocente. A gente pede ajuda e não tem resposta”, disse. “O povo de matriz africana vem sofrendo e não tomam providências por conveniências políticas. Quem hoje é curral eleitoral? Os evangélicos. O Estado se diz laico, mas no fundo é teocrático”.

Leia Mais