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Robert Plant admite reunião do Led Zeppelin

Led Zeppelin - Celebration Day 3Publicado no Judão

Durante uma entrevista à versão australiana do programa 60 Minutes, o cantor Robert Plant foi novamente questionado sobre um retorno do Led Zeppelin. Era óbvio, não tem como ele se sentar na frente de um jornalista e não ouvir esta questão. Todavia, no entanto, contudo, o que ninguém esperava é que a resposta fosse diferente da negativa usual. O que Plant disse foi: “olha, minha agenda está disponível em 2014. Tudo depende do Jimmy [Page, guitarrista] e do John [Paul Jones, baixista]“.

BOOM!

E ainda completou: “estes dois capricornianos vivem em seus casulos e a fama de malvado acaba sobrando sempre pra mim”.

É a primeira vez em muitos anos que Plant se mostra aberto a uma reunião do grupo, enquanto Page e Jones sempre disseram estar abertos a uma turnê conjunta e que isso só dependeria da vontade do vocalista.

A última vez que eles se reuniram foi em 2007, para um show completo que foi recentemente lançado em CD/DVD com o nome “Celebration Day”. Na bateria, o finado John Bonham foi substituído por seu igualmente talentoso filho, Jason Bonham.

Sentado ao lado de Feliciano, Bolsonaro provoca manifestantes em reunião da CDH: “Acabou a festa gay”

foto: Pedro Ladeira/Frame

foto: Pedro Ladeira/Frame

título original: Primeira sessão da comissão de Direitos Humanos é marcada por bate-boca

Isabel Braga, em O Globo

A primeira sessão da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, nesta quarta-feira, já tinha tumulto entre manifestantes e alguns parlamentares antes mesmo de começar. Na primeira reunião do colegiado sob a liderança do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) provocou os manifestantes contrários a Feliciano dizendo que “acabou a festa gay”.

Nesta sessão, manifestantes evangélicos também vieram à sala onde acontece a reunião e ocuparam todos os assentos destinados a visitantes. Mais tarde, cerca de uma hora antes do começo da sessão, grupos de defesa dos direitos dos gays chegaram e permaneceram no corredor lateral, dentro da sala. Após serem provocados por Bolsonaro, representantes do movimento LGBT responderam:

- É esse tipo de representante que vocês querem defendendo vocês? É esse tipo de cara que vocês querem representando a igreja de vocês?

Os manifestantes evangélicos aplaudiram e disseram que sim.

- Enquanto existir essa comissão, os veados vão estar aqui. A gente saiu do armário, quebramos o armário e não voltamos mais pra ele – disse um manifestante para Bolsonaro.

Os manifestantes pró Feliciano chegaram logo cedo na sala da comissão. Cerca de 70 pessoas aguardavam o começo da sessão.

Uma negociação foi feita com os manifestantes pela segurança da Câmara, para que integrantes dos movimentos a favor e contra Feliciano possam estar na sala da comissão.

O tumulto na comissão fez com que apenas um assunto fosse votado em uma hora de reunião do colegiado. A confusão se alastrou e deputados também começaram a discutir entre si. A deputada Érika Kokay (PT-DF) tentou derrubar a sessão afirmando que não tinha quorum. Ela também reclamou que Feliciano não dava a palavra para deputados contrários a sua eleição.

Jair Bolsonaro, que estava sentado ao lado de Feliciano na mesa da presidência da comissão, mandou Érika calar a boca. Domingos Dutra (PT-MA), ex-presidente da comissão, defendeu Érika, e entrou em um embate com Bolsonaro.

Ivan Valente (PSOL-SP) pediu que Feliciano abandonasse a presidência. Durante a sessão, Feliciano reforçou sua posição de que não abre mão da presidência da comissão, mesmo após as manifestações contrárias.

- Não vou ceder à pressão – disse.

Para a sessão desta quarta-feira, Feliciano alterou a pauta de votação e excluiu temas polêmicos. Os projetos que previam a união civil entre pessoas do mesmo sexo e o que criminalizava a “heterofobia” foram retirados. A pauta com esses itens tinha sido anunciada anteontem.

O deputado disse nesta quarta-feira que a pauta com esses itens que causava controversa não foi elaborada por ele, mas sim pela antiga gestão da comissão, que era presidida por Dutra.

Na nova pauta constam apenas oito itens, que tratam apenas de requerimento para realização de audiência pública sobre vários temas. Dos oito itens, quatro são de autoria do presidente da comissão. Ele quer audiência para debater situação de moradores de rua, casos de exploração sexual de crianças e adolescentes, e que seja encaminhada uma solicitação ao Itamaraty para que interceda em defesa dos torcedores corintianos detidos naquele país.

dica do João Marcos

Os limites da pregação religiosa

Para o padre Anísio Baldessin, é melhor atrair pelo exemplo do que pelo discurso

Aline Viana, no iG

A situação é difícil: um colega de trabalho descobre uma doença grave ou perde um ente querido. A intenção é boa: o primeiro consolo que lhe vem à cabeça é de cunho religioso. Mas pode ser ofensivo “evangelizar” alguém neste contexto. E em outros contextos também.

Quem nunca ouviu que religião, política e futebol não se discutem? “Na verdade, esses assuntos não se condenam. Não tenho como julgar a escolha do outro, apenas me cabe respeitá-la”, redefine Janaína Depiné, coach em relacionamentos e especialista em etiqueta.

Para Janaína, os atritos ocorrem quando se desrespeita o direito do outro de pensar diferente ou se fica preso a uma interpretação literal de uma escritura. “Jesus pregava para leprosos e prostitutas. Por isso é estranho ver alguns pastores evangélicos condenando os homossexuais. Mesmo que o Antigo Testamento condene a prática do homossexualismo, a Bíblia também diz para respeitar todos”, pontua Janaína.

Junto ao respeito, há a questão da oportunidade. Por mais que se queira levar a palavra de Deus, Jeová, Ogum, Maomé, etc. a todos, existem hora e lugar certos para fazer isso.

“Usamos muito a expressão ‘a pessoa tal é uma pessoa de Deus’ porque não precisa pregar, as atitudes falam por si mesmas”, observa o padre Anísio Baldessin, autor do livro “Entre a Vida e a Morte: Medicina e Religião” (Editora Loyola). “É melhor atrair pelo exemplo do que pelo discurso, porque se o outro se sentir agredido jamais ficará interessado em conhecer mais sobre a sua religião”, concorda Janaina.

Intolerância ao pé da letra

Paulo Vinicius passou por uma saia justa incomum no velório do pai: em vez de confortá-lo, membro da igreja que ele deixara de frequentar ignorou-o
foto: Gustavo Magnusson/ Fotoarena

No velório do próprio pai, o auxiliar judiciário Paulo Vinicius Mendes Ananias, 29, se sentiu agredido pelo comportamento de um irmão de sua antiga igreja. Ele tinha sido Testemunha de Jeová e, segundo as leis da igreja, os fiéis não podem mais manter contato com quem se afasta.

“No velório do meu pai, estávamos eu, minha mãe e a minha namorada. Chegou um irmão da igreja e cumprimentou todo mundo, menos eu. Apertou a mão da minha mãe, dos outros e passou direto por mim. Só tinha eu de filho lá na hora. E ele é um ancião, uma figura de autoridade da igreja. Eu me senti humilhado e mais triste do que já estava”, relembra Paulo.

Ele pontua que nem todos os religiosos agiram assim na ocasião. “Havia outras pessoas da igreja que me cumprimentaram, conversaram e tentaram me confortar. Mas foi justamente com aquele que não me cumprimentou que eu tive um relacionamento mais próximo, porque foi ele quem me passou os ensinamentos da religião quando eu era criança”, conta. “Hoje eu não vou mais a nenhuma igreja porque não acredito mais em nada.”

O que não fazer

Sugerir um momento de oração em local de trabalho ou de estudo pode ter a melhor das intenções, mas sair pela culatra e criar um clima de isolamento para quem não quer participar. Se uma única pessoa se sente constrangida ou desconfortável, é melhor respeitar e deixar a prática para outro momento.

Dar presentes de cunho religioso sem conhecer bem o outro também é arriscado. Se a pessoa não comunga da mesma fé, pode se ofender.

Convites para cultos também devem ter contexto adequado. Esteja pronto para ouvir um “não”. “O próprio Jesus Cristo sempre propôs: ‘se você quiser me seguir’, ‘se você quiser entrar no Reino dos Céus’…”, diz o padre Anísio.

Mas se uma pregação fora de hora ou de lugar ofender, não responda. Uma discussão não vai mudar a opinião do outro, nem torná-lo mais tolerante. Se isso acontecer, será por meio de um processo mais longo, não de um bate-boca.

Que deselegante!

A ex-primeira-dama Rosane Collor , em entrevista à edição de maio da revista “Marie Claire”, disse que a atual mulher do ex-marido, Caroline Medeiros, foi punida por Deus por ter lhe roubado Fernando Collor. Segundo Rosane, essa é a razão de uma das filhas gêmeas do ex-presidente com Caroline ter nascido com problemas de saúde.

Além de deselegante, a declaração não encontra respaldo no próprio pensamento religioso. “Deus não conserta um erro com outro erro. No Antigo Testamento, pensava-se que doença era um castigo. Mas no Cristianismo é inconcebível que os pais cometam um erro e que os filhos paguem por ele”, diz o padre Anísio.

Segundo Anísio, as dificuldades da vida serão as mesmas para os fiéis de qualquer religião – e para quem não tem nenhuma. “Ter ou não ter uma religião não livra da doença, do desemprego. E religião não é para resolver o problema de ninguém, mas sim para pôr Deus em contato com as pessoas”, conclui.

dica do Fábio Davidson