“Suruba não é só jogador que faz”, diz Neymar

Neymar posa para a revista "Tpm" de dezembro de 2011

Publicado originalmente no F5

Neymar, 20, falou de tudo e mais um pouco no “De Frente com Gabi” (SBT) que vai ao ar no domingo (29).

O jogador do Santos disse a respeito de seu sucesso que “a ficha ainda não caiu”.

“Em 2011, fui sozinho a um shopping de Santos”, contou. “O shopping todo veio em cima de mim e eu não conseguia sair da loja.”

O craque também falou sobre a fama dos jogadores de futebol de fazerem festinhas cheias de mulheres.

“Suruba não é só jogador que faz”, afirmou. “Aparecer, a situação aparece, mas nunca fiz.”

Ele disse que, apesar da bagunça que rola na concentração, é possível manter alguns cuidados de beleza.

“Eu depilo a perna inteira, com maquininha, na concentração mesmo”, disse o metrossexual. “Eu gosto de comprar roupas. Estou longe do Beckham. Ele é bonitão, eu não.”

Neymar também revelou que continua pagando dízimo à igreja Batista.

foto: Revista TPM

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É só saber enxergar

Olhos

Clarissa Correa, na TPM

Tem gente que procura infelicidade pelos buracos da fechadura. Francamente, não tenho paciência. Eu nasci pra ser feliz. E a cada dia que passa tenho mais certeza disso.

Eu sei que já procurei pelo em ovo, já procurei chifre em cabeça de coelho, já vi coisa onde não tinha. Sei disso tudo. Já me meti em muita enrascada e fiz muita indiada nessa vida. Mas isso faz parte do processo de amadurecimento e do crescimento emocional. Porque é só levando na orelha que a gente aprende. Aliás, é só assim que eu aprendo, pois sempre escolhi os caminhos mais cheios de lama.

Já fiz muitas escolhas erradas. E andei muito na contramão. Mas cada queda me ensinou a olhar pra frente. A gente não pode viver a vida olhando para o que passou. Ninguém tem a obrigação de fazer você feliz. Não posso querer que alguém satisfaça meus desejos. E não devo, de maneira alguma, colocar na mão do outro a minha felicidade.

Não dá pra se adiar. Não vou ser feliz quando escrever um livro. Não vou ser feliz quando tiver um filho. Não vou ser feliz quando perder dez quilos. Não vou ser feliz quando encontrar um amor. Não vou ser feliz quando ele largar ela pra ficar comigo. Não vou ser feliz quando comprar um apartamento. Não vou ser feliz quando for promovida. E se você viver de aluguel o resto da vida? E se você for estéril? E se você sempre tiver uns quilinhos a mais? E se você nunca encontrar aquele amor pra vida toda? E se ele nunca deixar ela? E se você passar a vida servindo os outros? Não dá pra dizer só-vou-ser-feliz-de-verdade-quando. Uma hora você olha pra trás, vê que o quando não chegou e percebe que passou os dias esperando por coisas que não vieram e jamais vão acontecer. Vai sentir raiva de si mesma. Vai ter vontade de se jogar pela janela. Vai se sentir minúscula, vazia, um nada.

E quer que eu te conte um segredinho? Você pode conquistar tudo que sempre sonhou e, ainda assim, ser infeliz. Conheço gente bem nascida, com casa, carro, profissão, filhos lindos, parceiro que trata bem e tem caráter e mesmo assim é infeliz. A gente vive atrás de alguma coisa. E muitas vezes nem sabemos que coisa é essa. Nomeamos, assim, só por nomear. Um sapato novo, um tratamento para espinha, um mestrado, um dinheiro a mais no fim do mês, uma casa maior, um jardim, um filho saudável, um cara que te escute e te admire. Mas será que é isso mesmo que falta? Será que alguém preenche um vazio que às vezes existe e outras tantas a gente inventa só pra brincar de ser infeliz?

Eu quero muitas coisas na minha vida. E sei que sempre vou querer. Quero ser reconhecida, quero vender meus livros, quero publicar muitos e muitos outros, quero ser lida, quero ter uma filha, quero ter mais um cachorro, quero continuar tendo meu amor, minha família e meus bons amigos ao lado. Mas eu sou feliz. Procuro ver o que tenho de bom na frente, ao lado, no peito. Tenho gente que me ama. Tenho um trabalho que gosto. Mudei de vida, fui atrás do meu sonho, arrisquei muitas coisas, contrariei várias pessoas, não ouvi opiniões alheias e fui atrás do que meu coração gritava. Não me arrependi um segundo sequer. Passei trabalho, sim. Mas sou feliz e realizada com minha vida profissional. Tenho muitas metas e projetos e não vou parar nunca. Tenho um amor de verdade, tenho amigos de verdade, tenho uma família fantástica, que sempre me deu força e apoio. Mas nem tudo são flores, mesmo porque não existe vida perfeita. Sou cheia de defeitos, estourada, chata, com manias, mimada, cabeça dura e implicante. E tenho síndrome do pânico. E psoríase no couro cabeludo. E meus dedos dos pés são compridos. E tenho uma manchinha no pescoço que todo mundo acha que é chupão. E minha batata da perna é gorda. E meu dedão da mão direita é esquisito, tipo o da Megan Fox. E eu calço 38. Sempre quis ter pé de princesa, mas não fui agraciada pelo Rei dos Pés Pequenos e Musos. E eu queria ser magrela, mas não fui agraciada pela Rainha da Folha de Alface. Gosto de comida de gordo. Xis, pizza, massa, risoto, salgadinho, porcaria. Também adoro saladas e frutas, mas se você me perguntar se eu quero comer uma saladinha de rúcula e alface americana ou um fast food, pode apostar que vou na segunda opção.

Eu nunca vou ser perfeita. E sei disso. Mas quer saber? Sou tranquila. Só quero estar em paz comigo mesma. Só quero estar em paz com minhas imperfeições, pois elas também têm seu charme. E seduzem. Mas a primeira pessoa que você tem que seduzir é você mesma. Por isso é tão importante a gente se respeitar e saber exatamente o que quer. E o que não quer. O que espera do outro. O que espera da gente mesmo. Qual o nosso limite. O que a gente aceita e o que não tolera de forma alguma. E saber que ninguém tem tudo. Mas se a gente quer mesmo uma coisa, precisa arregaçar as mangas e batalhar por ela. Sem fechar os olhos para as belezas da vida. Porque tem muita coisa bonita por aí. É só saber enxergar.

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A ministra e a ira dos religiosos

Ligia Martins de Almeida, no Observatório da Imprensa

A ministra Eleonora Menecucci despertou a ira dos religiosos brasileiros – evangélicos e católicos – até mesmo antes de assumir a Secretaria de Política para Mulheres. E não foi por seu discurso de posse. Se houve culpa nessa história foi exclusivamente da imprensa – que apenas fez seu trabalho – ao lembrar que a nova ministra é a favor da descriminalização do aborto e, conforme entrevista à revista TPM, tem orgulho de ter uma filha gay.

O fato de a nova ministra ter dito que suas convicções pessoais deixam de ter importância ao assumir um ministério parece não ter convencido seus opositores. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) convocou – na véspera da posse – a união da bancada evangélica para “combater a abortista que nomearam ministra”. Mas se o deputado limitou-se a falar de aborto, um bispo católico foi bem além. O presidente da Comissão da Vida da regional Sul 1 (São Paulo) CNBB, dom José Benedito Simão, foi muito pouco cristão em sua análise da nova ministra:

“É uma pessoa infeliz, mal-amada e irresponsável, que adotou uma postura contra o povo e em favor da morte. Recebo com muita indignação as palavras da nova ministra, cuja pasta tem uma grande responsabilidade em favor da vida da mulher. Ela é infeliz, mas ninguém precisa ficar sabendo. Seu discurso mostra que ela pode estar reabrindo feridas que estavam cicatrizando” (O Estado de S.Paulo, 11/02/2012).

E não parou por aí. Segundo o jornal, o bispo também reclamou das declarações da ministra sobre as preferências sexuais de sua filha, afirmando que ela “deveria tomar mais cuidado para dar mau exemplo para nossos adolescentes”.

Nenhum dos opositores da ministra quis saber de suas propostas de trabalho à frente da Secretaria, nem considerou que o tema aborto sequer foi mencionado no discurso de posse, quando Eleonora Menecucci declarou:

“O desafio do Ministério de Políticas para as Mulheres – no conjunto do governo – é de incidir em mudanças relativas à remuneração, à segurança social, à educação e cultura, à saúde, à partilha de responsabilidades profissionais e familiares, além da busca de paridade nos processos de decisão.”

A imprensa precisa ficar de olho

Como diz a matéria de Veja sobre a posse (12/02/2012):

“Eleonora assumiu um ministério de orçamento magro, mas nem por isso politicamente menos relevante – tanto que era cobiçado por parlamentares do PT. As reações à sua nomeação começaram cedo e foram violentas. A escolha da ministra pode ter tido um caráter simbólico, mas as brigas que ela promete causar já se mostram concretas.”

A imprensa vai ter um papel importante no acompanhamento do ministério de Eleonora. Enquanto ela se limitar a falar dos direitos femininos e da defesa das mais pobres, pode ser que nem seja notícia. Mas deveria ser, pois se o tema aborto entrar em pauta, evangélicos e católicos prometem muito barulho. Isso, apesar de a ministra ter declarado, em sua primeira entrevista coletiva, que o projeto relativo ao aborto não depende do Executivo. É o Congresso que vai decidir se muda ou não a lei já existente.

Mesmo que não diga mais uma palavra sobre a descriminalização do aborto, a ministra vai continuar na mira dos religiosos. A sua história de vida e a coragem de assumir suas convicções – políticas e sexuais – são motivos mais do que suficientes para deixar os conservadores irados. E talvez a verdadeira razão para os ataques. A imprensa precisa ficar de olho.

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[Ligia Martins de Almeida é jornalista]

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Neymar posa sensual para revista e afirma: ‘Se Deus quiser nunca vou beber’

Publicado no Extra

Em mais um ensaio sensual, realizado dentro do vestiário para a “TPM”, o jogador Neymar confessou que não consome bebidas alcoólicas por medo das consequências. “Se Deus quiser nunca vou beber. É fácil se perder no meio do caminho”.

Com 19 anos, seis títulos e 80 gols pelo Santos, o jogador lembrou que lutou para estar onde está e ganhar cerca de R$ 3 milhões por mês. “Quando era criança, meus amigos iam ao Playcenter ou a qualquer outro lugar para se divertir, e eu tinha que treinar”, disse ele, que permitiu ser fotografado enquanto tomava uma ducha. Durante as fotos, o jogador fez algumas brincadeiras ao exibir o próprio corpo.

À publicação, o atacente do Santos falou do assédio da mulherada e negou que sejam elas que tomem a iniciativa. “Elas chegam perto. Às vezes, tão perto que, já que ela está ali do seu lado há um tempão, você fala: ‘Oi, tudo bem?’ .” Neymar não reclama. “Acho ótimo ser famoso, dar autógrafos”, entrega ele, que até pensa em casar um dia, apesar de nunca ter assumido oficialmente um namoro. “Imagina eu entrando na igreja, todo de branco.” De branco? “Claro, de branco. Mas daqui a uns 30 anos, né? Estou me divertindo”, solta o jogador, antes de dizer o que o atrai numa mulher: o olhar. “Quando a mulher tem um olhar diferente, acho muito bonito”, diz, em tom quase irônico.

Neymar nem pensa em se comprometer e diz quer mais é se divertir. Sobre os supostos envolvimentos amorosos, ele responde: “Muitas se aproximam por interesse. É difícil encontrar uma sincera”, afirma, sério. “A maioria quer aparecer em cima do cara. É normal, né? O mundo da fama é assim”, diz, como quem se conforma com o inevitável.

Porém, minutos depois de encerrada a entrevista, ele perde a pose por causa de revelações feitas por uma suposta namorada. A modelo Carol Abranches, 25 anos, que na mesma semana foi fotografada de biquíni em um iate, no Guarujá, ao lado do jogador e de amigos, afirmou que estava ficando com ele havia três semanas. Irritado, Neymar desmente tudo em seu Twitter.

Sobre a mãe do filho, David Lucca, o craque disse que tem uma boa relação com ela. “Não ficamos juntos, mas temos uma relação de amizade muito boa”. Mesmo assim, Neymar admite que a paternidade foi um descuido. “Levamos bronca de todos os lados. Hoje, é uma benção [sic]“.

O menino de Santos faz jus à condição de astro e principal alvo das “marias-chuteiras”. É disparado o jogador mais bem pago do Brasil – e agora figura no posto dos 20 salários mais altos do futebol mundial. Especula-se que, somados os patrocínios como Nike, Lupo e Red Bull, o atacante fature R$ 3 milhões ao mês.

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