Modelo tira sarro do Palmeiras em festa dos 99 anos e perde o emprego

Modelo mostra o dedo médio e tira sarro do Palmeiras na festa dos 99 anos do clube
Modelo mostra o dedo médio e tira sarro do Palmeiras na festa dos 99 anos do clube

Publicado no UOL Esporte

Uma modelo contratada para a organização da festa dos 99 anos do Palmeiras, nesta segunda-feira, publicou em sua página nas redes sociais uma foto ‘zoando’ o clube. Na frente de um banner do evento, a garota mostra o dedo médio e colocou na legenda: “O que o dinheiro não faz…”.

A situação gerou revolta dos torcedores palmeirenses nas redes sociais e a garota foi alvo de duras ofensas e críticas. Anne Ferreira, que no Instagram diz ter 19 anos, fazia parte do casting da empresa HZ, e foi dispensada nesta terça-feira. A agência, por meio de uma nota enviada ao Palmeiras, desculpou-se pelo ocorrido.

“Primeiramente, pedimos desculpas pelo ocorrido. Ficamos envergonhados pela atitude da garota. Uma modelo que não sabe separar o lado profissional do pessoal não está apta a fazer parte do nosso casting. O desligamento da mesma do casting da HZ já foi efetuado”, diz a nota.

“Prezamos sempre por profissionalismo e respeito perante nossos clientes. Atitudes como essa nunca serão aceitas dentro de nossa empresa”, completou o comunicado publicado pelo clube no site oficial.

O perfil da modelo na rede social foi alvo de muitos xingamentos dos palmeirenses e ‘obrigou’ Anne a excluir a foto. Segundo o clube, ela também se desculpou formalmente com o Palmeiras e com os torcedores após ser desligada da agência.

O UOL Esporte tentou contato com a Anne Ferreira, mas ela não foi encontrada até a publicação desta matéria. Em seu Twitter, mais cedo, ela se pronunciou e disse que fez a brincadeira direcionada aos amigos, que teriam aceitado ‘numa boa’.

“Palmeirenses, desculpa aí se vocês realmente não aceitaram a brincadeira de ontem, jamais tive intenção de atingir vocês. Fiz aquilo exclusivamente para os meus amigos, que aceitaram numa boa. A foto já foi excluída, então já era. Eu sou adulta o suficiente para me retratar aqui, já que to vendo que tem gente que não gostou, eu apaguei e me desculpem, sem mais (sic)”, escreveu.

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Um olhar cristão subversivo da Marcha das Vadias

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Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo

O mundo religioso assistiu estatelado a mais uma edição da Marcha das Vadias. Além dos seios desnudos, o que mais chamou a atenção da opinião pública foi o uso irreverente de símbolos religiosos protagonizado por alguns participantes. Imagens foram quebradas. Crucifixos usados como tapa-sexo. Talvez, se acontecesse em outra data e lugar, não teria despertado tanta revolta. Mas o cenário e o momento escolhidos foram os mesmos onde acontecia a Jornada Mundial da Juventude com a presença do líder da maior religião do planeta.

Como líder de uma comunidade cristã, devo manifestar minha repulsa por qualquer sinal de intolerância religiosa. Todavia, minha consciência me impõe analisar tais protestos sob outros ângulos.

A Marcha das Vadias (em inglês: SlutWalk) é um movimento que surgiu a partir de um protesto realizado no dia 3 de abril de 2011 em Toronto, no Canadá, em reação aos diversos casos de abuso sexual ocorridos na Universidade de Toronto em janeiro do mesmo ano. O estopim que deflagrou a onda de protestos foi a sugestão do policial Michael Sanguinetti que “as mulheres evitassem se vestir como vadias, para não serem vítimas”. Ficou subentendido que as mulheres eram culpadas por serem estupradas. O primeiro protesto levou três mil pessoas às ruas de Toronto, e desde então se espalhou pelo mundo afora.

A primeira Marcha das Vadias no Brasil ocorreu em São Paulo, em 4 de junho de 2011, organizada pela publicitária curitibana Madô Lopez, e a escritora paraguaia Solange De-Ré. Apesar de mais de 6 mil pessoas terem confirmado presença através das redes sociais, somente cerca de trezentas pessoas. No entanto, diferentemente das versões em outros países, somente cerca de 300 pessoas atenderam à convocação. A última edição da marcha anterior à visita do papa Francisco ao Brasil aconteceu no dia 21 de junho de 2013, reunindo mais de três mil pessoas.

A Marcha das Vadias protesta contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro teriam provocado a violência por um comportamento supostamente libidinoso. Como reação à tal crença comuns entre muitos homens, muitas mulheres saem às ruas usando roupas consideradas provocantes, como blusinhas transparentes, lingerie, minissaias, salto alto ou apenas sutiã ou até com os seios desnudos.

Para a antropóloga Julia Zamboni, o movimento é feito por feministas que buscam a igualdade de gênero. “Ser chamada de vadia é uma condição machista. Os homens dizem que a gente é vadia quando dizemos sim para eles e também quando dizemos não”, afirmou. “A gente é vadia porque a gente é livre”, destacou.

No Brasil, a marcha também chama atenção para o crescente número de estupros ocorridos no país, onde, segundo estatísticas, cerca de quinze mil mulheres são estupradas anualmente. A violência doméstica e o turismo sexual também são denunciados com veemência. Portanto, a motivação original da marcha é legítima e deveria contar com a solidariedade de toda a sociedade.

Entretanto, como cristãos, sentimo-nos ofendidos com a nudez expostas nas marchas, ao passo que perdemos de vista o objetivo delas. Deveríamos nos sentir muito mais ofendidos por aquilo que marcha pretende denunciar. Mas preferimos alinhar-nos com os opressores, com os que exibem um discurso machista que por séculos vitimou a mulher, relegando-a ao papel de objeto sexual ou de escrava doméstica.

Em reação a isso, grupos feministas que engrossam as fileiras da marcha resolveram dar o troco, denunciando a promiscuidade envolvendo setores religiosos com os poderes opressores da sociedade.

Triste perceber que símbolos tão caros à fé da maioria da população brasileira foram desrespeitados por serem associados a todo tipo de preconceitos que se impõe contra a mulher. Em vez de simplesmente censurá-las, por que não fazemos mea culpa? Por que não admitimos que temos lutado na trincheira dos opressores, enquanto Jesus sempre se manteve ao lado dos oprimidos?

Não quero dizer que devemos nos alinhar a todas as reivindicações feitas nas marchas, mas ao menos deveríamos demonstrar alguma empatia, já que, historicamente, sofremos na pele todo tipo de discriminação.

Nenhum credo elevou tanto a mulher quanto o evangelho anunciado por Jesus. Ele mesmo não tinha qualquer pudor em se fazer acompanhar pelas consideradas vadias de sua época. Provavelmente deve ter causado muito mal estar nas elites religiosas ao declarar-lhes: “Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mt.21:31). Apesar de sabermos disso, preferimos nos posicionar ao lado de fariseus como Simão que descaradamente censurou a “vadia” que entrou em sua casa sem pedir licença e derramou sobre Jesus o mais precioso perfume.

Repito: não apoio qualquer tipo de sacrilégio cometido contra símbolos religiosos, assim como não apoio vandalismo ocorridos nas manifestações recentes em todo o Brasil.

Porém, não me vejo em condição de recriminá-las por sua reação exacerbada. Solidarizo-me com o sofrimento de mulheres que poderiam ser minhas irmãs, filhas, mãe ou esposa. E ainda que me sentisse ofendido, aprendi com Jesus a ser um promotor da paz e não um provocador de rixas. Caso contrário, não poderia orar: “Perdoai as nossas ofensas, assim como temos perdoado os nossos ofensores”.

Marcha das Vadias

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Estudantes da UnB fazem apologia a estupro de calouras do curso de Engenharia de Redes

Foto postada na internet gerou revolta e repúdio

 Publicação gerou 1.400 compartilhamentos e quase 147 comentários de desaprovação e repúdio (Reprodução Facebook)
Publicação gerou 1.400 compartilhamentos e quase 147 comentários de desaprovação e repúdio (Reprodução Facebook)

Paulo Mondego, no R7

Um internauta se revoltou ao presenciar uma cena no campus da Asa Norte da UnB (Universidade de Brasília) que classificou como absurda. Ele fotografou dois jovens, supostamente estudantes do curso de Engenharia de Redes, segurando um cartaz com os seguintes dizeres: caiu na redes (em referência ao curso superior)… é estupro. O estudante postou a foto no Facebook e gerou revolta em muitas pessoas que comentaram a publicação.

O autor do post relatou que, ao presenciar a cena, se aproximou dos rapazes que seguravam o cartaz e questionou o motivo da iniciativa. Eles teriam respondido que seria um “estuprinho”, como trote às calouras do curso Engenharia de Redes. O rapaz então teria alertado que os jovens estariam fazendo apologia a um crime hediondo, mesmo assim, os estudantes não teriam dado importância e continuaram ostentando o cartaz.

O jovem que publicou o post não explicou as circunstâncias nem quando a foto foi tirada. Mas, segundo a assessoria de comunicação da UnB, que já tomou conhecimento do episódio, o registro foi feito nesta quarta-feira (24) por ocasião da divulgação da lista de aprovados no segundo vestibular de 2013. Até as 10h desta quarta-feira a publicação gerou 1.400 compartilhamentos e quase 147 comentários de desaprovação e repúdio.

A assessoria de comunicação da Universidade de Brasília informou que a reitoria está tomando as devidas providências e deve se pronunciar nas próximas horas.

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Sobre a natureza da retórica

Google Imagens
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Publicado por Sóstenes Lima

Todo brasileiro é contra corrupção e contra a baixa qualidade dos serviços públicos em geral. Todos querem protestar contra isso. Todos querem escrever um cartaz no qual conste alguma mensagem contra a corrupção. Mas esse parece não ser o melhor caminho para se exigir um Brasil melhor.

Corremos risco de transformar os protestos em meros porta-vozes da agenda da revista Veja, o que seria um erro terrível, incontornável. Reivindicações vagas e vazias do tipo “Chega de corrupção”, “Quero uma educação melhor”, “Quero hospital, não estádio”, “Muda Brasil” tendem a favorecer ainda mais os grupos conservadores, que contam com o apoio irrestrito da grande-mídia-burra.

Essa besta, a grande-mídia-burra, tentará de todas as formas canalizar (ou canibalizar?) politicamente nossa honesta e valiosa revolta contra o que o Brasil é para os seus próprios interesses. Tentará transformar vilões fascistas (e oportunistas) em mocinhos salvadores da pátria.

Não permitamos que isso aconteça; não permitamos que os protestos sejam sorrateiramente pautados. Caso a grande-mídia-burra consiga emplacar a pauta das reivindicações, já sabemos o que virá depois. A história nos mostra que todo golpe midiático tem um preço. Alguém se lembra das eleições presidenciais de 1989? A fatura foi alta.

É por essa razão que os protestos devem continuar com pautas pontuais e específicas, como se deu no início. Reduzir a tarifa do transporte público é algo que pode ser feito com ações políticas pontuais. Agora, me diz o que pode ser feito se a reivindicação é “Quero um Brasil melhor”?

Devemos protestar contra a PEC 37, contra a atual legislação eleitoral (exigindo mudanças pontuais), contra as alíquotas do Imposto de Renda, contra a eleição de Marco Feliciano ao cargo de presidente da comissão de direitos humanos, entre tantos outros exemplos. São questões específicas como essas que nos movem em direção a questões mais abrangentes, como “Um Brasil melhor”, “Um Brasil sem corrupção”, “Um Brasil com educação de qualidade” etc., e não o contrário.

Para quem acha que não existem questões pontuais pelas quais vale a pena protestar, aqui vão duas sugestões, especialmente para quem mora em Goiás:

Protesto contra a alíquota de ICMS na conta de luz, que em nosso Estado é de 29%. Isso mesmo, 29%. Isso é ou não é aviltante? Isso merece ou não merece uma boa manifestação?

Protesto contra sucateamento da UEG, que está em greve há mais de 40 dias e sem qualquer resposta consistente do governador de Goiás.

Muda-se um País, um Estado, uma Cidade exigindo ações específicas, concretas. Exigências gerais e vagas costumam resultar em respostas igualmente gerais e vagas. Uma pergunta geral e sem foco abre espaço para uma resposta retoricamente impecável, mas completamente vazia. É da natureza da retórica ser geral e vaga.

Seria interessante ver, nas próximas manifestações, diversos cartazes com os seguintes dizeres:

“EU QUERO UMA CONTA DE LUZ COM ICMS ZERADO”.

“GOVERNADOR, EU QUERO FIM DA GREVE NA UEG. ISSO SÓ DEPENDE DE VOCÊ”.

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