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Motorista embriagado reza antes de teste do bafômetro em Porto Alegre

Jovem de 21 anos capotou com o carro na zona sul da capital gaúcha.
Apesar das preces, teste apontou índice 11 vezes acima do permitido.

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Publicado originalmente no G1

Após capotar o carro nesta sexta-feira (8) em Porto Alegre, um motorista pediu aos agentes de trânsito dois minutos antes de se submeter ao teste do bafômetro. O motivo: ele queria rezar para que o resultado do exame não apontasse que ele estava alcoolizado.

O fato inusitado ocorreu pela manhã, na Zona Sul da capital gaúcha. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), o condutor perdeu o controle do veículo na Avenida Vicente Monteggia, atravessou a Estrada João Vedana, capotou e ainda derrubou uma árvore. Dois dos cinco ocupantes do veículo ficaram feridos.

Abordado pelos agentes de trânsito, o motorista (foto), de 21 anos, pediu um tempo para ficar sozinho. Se afastou, fez o sinal da cruz e rezou, segundo a EPTC. Apesar da oração, o teste do bafômetro apontou índice 11 vezes acima do permitido pela Lei Seca. Como ele não quis pagar a fiança de R$ 1.915,40, foi preso e levado ao Presídio Central.

dica do João Marcos

Cinco cardeais brasileiros têm chance de assumir papado, diz dom Darci Nicioli

Monsenhor Darci Nicioli diz que decisão do Papa Bento XVI está prevista no direito canônico (Foto: Divulgação/Santuário Nacional)

Monsenhor Darci Nicioli diz que decisão do Papa
Bento XVI está prevista no direito canônico
(Foto: Divulgação/Santuário Nacional)

 Bispo auxiliar de Aparecida diz que aceita decisão com “dor no coração”.

Carolina Teodora, no G1

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Aparecida e ex-reitor do Santuário Nacional, monsenhor Darci Nicioli, de 53 anos, afirmou nesta segunda-feira (11) que a decisão do Papa Bento XVI de renunciar ao cargo “dói no coração”.

Segundo ele, cinco cardeais brasileiros são candidatos a ocupar o posto –dom Raymundo Damasceno, atual arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Cláudio Hummes, de 78 anos, arcebispo emérito de São Paulo, Odilo Scherer, de 63 anos,  atual cardeal arcebispo de São Paulo, dom João Braz de Aviz, de  66 anos, que mora em Roma e é prefeito das congregações dos religiosos em Roma, e dom Geraldo Majella Agnelo, atual arcebispo de Salvador (BA).

“Todos os cardeais com menos de 80 anos são candidatos e podem votar na escolha do novo Papa, mas sabemos que depende do espírito santo. Por isso, vamos rezar muito para que seja nomeado o melhor cardeal”, afirmou Nicioli ao G1. Ao todo, o Brasil tem nove integrantes no Colégio Cardinalício do Vaticano, mas quatro deles já ultrapassaram a idade limite. De acordo com o Vaticano, a Igreja católica poderá ter um novo Papa para as festas da Páscoa, no próximo dia 31 de março.

“A decisão do Papa Bento XVI está prevista no direito canônico. Nós aceitamos com dor no coração, mas entendemos e aceitamos o desejo do Santo Papa”, disse. Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por “não ter mais forças” para exercer o cargo.

Memória
No dia 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI chegou de helicóptero a Aparecida e circulou pelas ruas da cidade no ‘papamóvel’. Ele sorriu, acenou para os fiéis e até baixou o vidro do veículo e ficou hospedado no seminário Bom Jesus.

No dia seguinte, foi à Fazenda Nova Esperança em Guaratinguetá (SP), onde abraçou crianças e jovens e rompeu a segurança para chegar mais perto de quem foi lá para prestar uma homenagem.

O gesto surpreendeu quem achava que ele era um Papa muito sério. No dia 13 de maio, último da visita ao Brasil, ele fez uma missa campal em Aparecida para milhares de pessoas. Antes de deixar Aparecida, ele abriu a Conferência dos Bispos da América Latina e Caribe.

Celebridade com câncer coloca no YouTube seu cabelo sendo cortado

Câncer fez com que Diem raspasse a cabeça (Foto: Reprodução YouTube)Câncer fez com que Diem perdesse todo o cabelo (Foto: Reprodução/YouTube)

Thiago Barros, no TechTudo

Diem Brown, de 30 anos, publicou na web mais um vídeo de sua tocante saga contra o câncer. Ex-participante do reality show “Real World/Road Rules Challenge”, nos Estados Unidos, a mulher está utilizando o YouTube para compartilhar com os fãs o tratamento para a doença e os detalhes de sua recuperação. Na última semana, ela publicou um vídeo do momento em que cortava o cabelo, devido a queda provocada pelo tratamento de quimioterapia.

As cenas são fortes e emocionam o público que assiste, lembrando até um pouco as imagens da novela “Laços de Família”, em que a personagem Camila, interpretada por Carolina Dieckmann, tem a mesma atitude após notar que seus cabelos estão caindo devido ao tratamento à base de quimioterapia. O vídeo de Diem tem quase cinco minutos de duração e já foi visto mais de seis mil vezes.

“Foi emocionante e frustrante, mas com o tempo passando, percebo que a queda dos cabelos é a prova que tenho de que a quimioterapia está funcionando e matando as células com câncer no meu corpo. Estou muito feliz por ter conseguido filmar isso”, comentou a americana, em um post para a revista People.

Diem começou a utilizar a Internet para compartilhar os momentos que vêm enfrentando no mês de outubro. Sua primeira publicação ganhou destaque na imprensa internacional e causou comoção nas redes sociais.

“Você é linda, Diem! Fique forte! Vou rezar por você”, comentou o usuário elembee13. Lori V, por sua vez, destacou a força de vontade da celebridade: “Tão corajosa. Admiro você”. Já a internauta tv9622 revelou ter sofrido da mesma doença, e frisou o quanto é difícil admitir estes problemas para si própria e para o mundo. “Tenho certeza de que estes vídeos vão ajudar a muitas pessoas no futuro que, infelizmente, acabarem passando pela mesma coisa”.

Via Daily Dot

Como o cérebro funciona durante a oração

Marcio Campos, no Tubo de Ensaio

Já tivemos aqui no blog alguns posts sobre neurociência. Volta e meia botam pessoas em oração ou meditação em máquinas de ressonância magnética para ver o que acontece.

O portal de notícias do Discovery Channel colocou um vídeo bem interessante em seu site, mostrando os resultados de exames com pessoas de diferentes religiões e ateus.

Uma constatação curiosa é a de que aqueles ligados a religiões que creem em um Deus pessoal (judeus, cristãos e muçulmanos) ativam áreas do cérebro diferentes de budistas ou ateus, pois entendem a oração como um diálogo com outra pessoa.

Se não me engano, o neurocientista que aparece no vídeo é Andrew Newberg, conhecido por seus trabalhos ligando neurociência e espiritualidade, e autor de livros sobre o tema. Confiram aí:

Serviço gratuito da Igreja Católica atrai paulistanos que querem desabafar

Maria Aparecida Mariano de Moura (esq.) e Nelly Prado ouvem qualquer pessoa que apareça na igreja para conversar.
Maria Aparecida Mariano de Moura (esq.) e Nelly Prado são voluntárias do serviço de escuta em Moema.

Letícia Mori, na Folha de S.Paulo

Um serviço gratuito oferecido por diversas paróquias tem levado paulistanos à Igreja Católica -mas não para rezar. Voluntários se colocam à disposição para ouvir desabafos e histórias de quem quiser conversar, garantindo o sigilo do que é dito. Não é terapia, mas parece: a pessoa entra em uma sala, senta e fala com um interlocutor, que não dá sermão nem diz quantas aves-marias a pessoa deve rezar.

Os voluntários não são psicólogos e não podem dar conselhos. “Apenas oferecemos tempo, atenção e paciência. O objetivo não é ser um tratamento psicológico, mas um serviço de desabafo”, conta o padre Deolino Pedro Baldissera, que criou a escuta na paróquia Nossa Senhora Aparecida de Moema, zona sul, em 2003 e hoje conta com 16 pessoas na equipe.

Desde então o serviço foi ampliado para outras paróquias -hoje são 15 na capital, uma em Santo André (Grande SP) e outra em Santos, no litoral. Juntas, somam 150 voluntários, segundo o Grupo de Apoio do Serviço de Escuta. É essa entidade que treina os interessados em “ouvir” a população. Entre as regras está o respeito à escolha religiosa, já que o serviço pode ser utilizado até mesmo por ateus.

Em visita anônima à paróquia São Luís, na avenida Paulista, na semana passada, a repórter expôs dúvidas sobre suas crenças. Foi atendida, mas ouviu que qualquer orientação nesse sentido somente poderia ser dada por um padre. Em outros casos, os voluntários podem indicar serviços como atendimento psicológico profissional e AA (Alcoólicos Anônimos).

Anonimato

Falar de problemas íntimos com um desconhecido pode parecer estranho, mas, segundo os voluntários, é justamente o que atrai as pessoas. “Elas querem anonimato, querem um estranho, não alguém que as conheça, que vai julgá-las”, diz Maria Lidionete Casas Arruda, 67, que frequenta a igreja de Moema há mais de 35 anos e atua no serviço de escuta desde 2003.
Lá, os atendimentos chegam a somar mais de 50 por mês. O número, diz a igreja, era maior quando havia uma faixa na entrada, retirada devido à Lei Cidade Limpa, de 2007. Hoje o atendimento é conhecido no boca a boca e atrai gente de todas as idades e classes sociais.

“Recebemos de idosos que moram com a família, mas não recebem atenção, a adolescentes com problemas amorosos”, afirma Lidionete. As reclamações incluem dificuldade em relacionamentos familiar e amoroso, insatisfação com o trabalho e envolvimento com drogas.

Muita gente também se diz desesperada porque perdeu o emprego ou reclamando que no dia dez o salário já acabou. Alguns chegam a pedir dinheiro. “A gente fica com muita vontade de ajudar, mas não pode”, diz Maria Aparecida Mariano de Moura, 83.

Na metrópole mais cara da América Latina, além dos problemas financeiros, os paulistanos também reclamam da solidão. “Hoje em dia, com a correria e o estresse, é difícil encontrar alguém disposto a ouvir o outro. Muitos vêm aqui apenas para conversar”, conta a voluntária Lúcia Helena Rosas de Ávila Feijó, procuradora da República aposentada, que prefere não revelar a idade.

Certa vez ela ouviu, por duas horas e meia, a história de um idoso que relatou sua vida ano a ano, desde a infância com os pais. “Senti que ele estava apenas com saudade.”

Lidionete conta que já recebeu empregadas domésticas que vieram de outros Estados e moram no trabalho. “No fim de semana elas não têm para onde ir”, diz ela, segundo quem a maioria das pessoas não volta, quer só desabafar num momento difícil. “Certa vez uma mulher chorou por 15 minutos, me agradeceu e foi embora. Nunca mais voltou.”

Confira aqui a lista de Igrejas e paróquias que oferecerem o atendimento.

foto: Peu Robles/Folhapress