Ao ver dono sendo preso, cão entra em viatura da polícia e vai junto

Caso foi registrado em Rio Branco, no estado do Acre

Cão não abandona dono preso e surpreende policiais  (foto: Davi Sahid/ac24horas)
Cão não abandona dono preso e surpreende policiais (foto: Davi Sahid/ac24horas)

Publicado no Planeta Bicho

A atitude de um cachorro surpreendeu policiais militares que trabalham no 2º Distrito de Rio Branco, na Rua 17 de novembro, no Acre. Eles foram avisados por moradores de que havia um cidadão portando uma faca nas proximidades da Gameleira, praça mais conhecida da região.

No local, eles prenderam Antônio Mariano. O homem foi colocado na viatura da polícia para que, na delegacia, esclarecesse o porte da faca. Foi quando um cão da raça poodle pulou no veículo para ficar com o dono.

O cachorro permaneceu o tempo todo ao lado de Mariano, comovendo policiais e o delegado responsável pelo caso.

Horas mais tarde, após depoimento, o homem foi liberado.

Leia Mais

Ex-técnico que combateu atletas de Cristo diz ter ajudado o futebol

Como treinador, Cassia (dir) dirigiu times como Grêmio, Internacional e Ponte Preta (foto: Marcelo Bertani)
Como treinador, Cassia (dir) dirigiu times como Grêmio, Internacional e Ponte Preta (foto: Marcelo Bertani)

Vanderlei Lima, no UOL

Agradecer a Deus é quase um discurso unânime nas entrevistas pós-jogo dos boleiros na saída de campo. Houve um tempo, porém, em que um grupo de jogadores se destacou por fazer verdadeiras pregações. Eram os atletas de Cristo, centro de polêmicas que dividiam os fãs de futebol. Maior combatente da facção, o ex-técnico Cassiá Carpes relembra hoje da ‘cruzada’ que liderou contra os jogadores e, olhando para trás, acredita ter feito um bem aos clubes.

Zagueiro nos anos 1970 e depois comandante de clubes como Grêmio, Inter e Ponte Preta, Cassiá, que desde a última década vem se dedicado à política, reprovava o que ele hoje chama de “isolamento” dos atletas de Cristo.

“Naquela época, eles não percebiam o sentido de grupo, se recolhiam, se isolavam. Tudo o que era bom vinha deles, o ruim não, então não tinham conceito de grupo”, analisou o atual deputado estadual em entrevista ao UOL Esporte.

“Dizia na época que não existia um time de Cristo, mas sim um coletivo, cada um com a sua religião. Hoje, entendo que ajudei a desmitificar essa questão”, disse Cassiá.

Apesar de ter travado quase uma guerra contra o grupo, o ex-treinador garante não ter problemas com religião. Pelo contrário, diz ser católico e ver um papel importante da religião na sociedade.

“Não tenho nada contra religião. Aliás, se não fosse a religião, o país estava pior, especialmente na questão das drogas. As igrejas têm papel importante. Sou católico não praticante, mas o importante é o caráter, a índole. Às vezes, não precisa ir à igreja para rezar”, argumentou Cassiá, citando o exemplo de um jogador por quem tinha admiração mesmo sendo do grupo.

“Me lembro do Gilson Batata no Rio Branco. Ele era símbolo de garra, raça e era atleta de Cristo. Então, era isso, eu não queria jogador melancólico”, pontuou.

De volta ao futebol

Cassiá abandonou o trabalho de técnico no ano 2000 e, desde então, somou dois mandatos como vereador e outros dois como deputado estadual, todos no Rio Grande do Sul. Agora, porém, diz que pretende deixar a política e retornar ao futebol, mas não no gramado.

“Estou anunciando que não irei mais concorrer na política. O quadro político nacional é de corrupção, hoje é toma lá dá cá”, declarou, avisando que concluirá seu último cargo no ano que vem.

“Penso em voltar a trabalhar como comentarista esportivo. Sou radialista, trabalhei por seis anos na Rádio Pampa. Na época, não tinha como conciliar rádio com a vida pública”.

Se voltar ao futebol, Cassiá pode ter a oportunidade de analisar o desempenho de Neymar, principal estrela do futebol brasileiro e que ele compara a Dener, jovem craque que ele comandou no Grêmio e morreu em um acidente de carro em 1994.

“Em termos de arrancada, o Neymar lembra o Dener. Tinha habilidade, velocidade, mas o Neymar leva vantagem, pois se desloca mais. O Dener tinha uma arrancada frontal”, finalizou como bom comentarista.

Leia Mais

Padre critica radares na capital após três multas por excesso de velocidade

‘Radar implicando comigo’, criticou na rede social.
Padre Mássimo Lombardi considera radares uma ‘armadilha’.

padre_massimo

Publicado no G1

Após receber três multas por excesso de velocidade no mesmo dia, o padre Mássimo Lombardi, reitor da Catedral Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco, resolveu utilizar sua conta no Facebook, nesta quarta-feira (21) para protestar contra os radares nas vias da capital.

Na postagem, o sacerdote reclama que estaria sendo ‘perseguido’ pelos radares. Alegando estar apenas 5km/h acima da  velocidade permitida, ele questiona quem estaria se beneficiando com as multas.

“Radar implicando comigo. Por causa de poucos km a mais de velocidade. Quem ganha com tudo isso? Será que uma velocidade de 45km por hora pode ser considerada uma infração? Radares enjoados assim nunca mais”, disse.

Procurado pelo G1, o padre criticou a velocidade estabelecida pelos radares em Rio Branco, de 40 km/h. “Em todas as cidades do mundo o mínimo é 50km/h. Esses radares são configurados como armadilhas para os coitados dos motoristas”, salienta.

padre_massimo_reclama_de_radares

O padre contou ainda que essa não é a primeira vez que é multado. “Sou acostumado, todos os anos pego multas. É uma velocidade muito pequena que eles impõe”, conclui.

Leia Mais

Suposto golpe Telexfree: mecânico realiza sonhos, e mulher perde casa

Divulgadores da Telexfree participam de manifestação na Av. Paulista, em São Paulo, contra a proibição do funcionamento da empresa (foto: J. Duran Machfee/Futura Press)
Divulgadores da Telexfree participam de manifestação na Av. Paulista, em São Paulo, contra a proibição do funcionamento da empresa (foto: J. Duran Machfee/Futura Press)

Publicado originalmente no UOL

De cada dez moradores do Acre, um virou divulgador da Telexfree. São cerca de 700 mil habitantes no Estado, e 10% deles aderiram ao negócio, segundo estimativa do Ministério Público Estadual (MPE/AC).

Desde que a empresa foi proibida de operar e teve seus bens bloqueados, por suspeita de formação de pirâmide financeira, esse tornou-se um dos principais assuntos nas ruas das 22 cidades do Estado.

Alguns com medo de perder o que investiram, outros envergonhados, ou instruídos pela empresa, poucos concedem entrevistas, e quando aceitam, não querem ter seu nome ou foto divulgados.

A promotora de Justiça de Defesa do Consumidor do Ministério Público no Acre Alessandra Marques conta que tem sido procurada por pessoas desesperadas.

“Veio um senhor chorando, dizendo que o filho o havia convencido a vender casa e carro para investir R$ 160 mil na Telexfree.”

No país inteiro, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas tenham investido suas economias na empresa. O MP disse que não há previsão de quando a Justiça irá resolver o caso.

Dona de casa vendeu casa e limpou conta no banco

A dona de casa Maria Olcione, 38, moradora de Brasiléia (AC), a 234 km de Rio Branco, vendeu a casa em que morava com a família e limpou as economias no banco para investir cerca de R$ 30 mil na Telexfree.

Ela conheceu o negócio por meio de amigos e familiares, e aderiu em novembro de 2012, pela internet. “Vi que todos se davam bem, então resolvi entrar”.

Conseguiu convencer outros 15 divulgadores e, por isso, não pagava mensalidade no negócio. O primeiro retorno do investimento veio em janeiro e nos quatro meses seguintes. Ela diz ter recebido de volta cerca de R$ 10 mil.

Sem casa própria, ela passou a morar com o marido e os três filhos em um imóvel alugado por R$ 450 ao mês. Com o dinheiro da Telexfree, pagava o aluguel e a faculdade do filho -que estuda medicina na Bolívia.

“A Telexfree foi um anjo”, diz. “Estava tudo indo muito bem, mas agora não tenho nem o que comer. Acabei de buscar um pacote de arroz na casa da minha irmã para almoçar, porque não temos mais dinheiro”, declara.

As contas da família não fecham mais: estão atrasados o aluguel e a conta de luz (três meses). A faculdade do filho também não está sendo paga. “Estamos desesperados.”

Teria mais dinheiro a receber, segundo foi informada pela empresa, mas isso não estaria ocorrendo devido à suspensão das atividades pela Justiça. Mesmo assim, ela diz não ter se arrependido de entrar no negócio, afirmando que o bloqueio foi por determinação judicial, não por vontade da empresa.

“Vi que todas as pessoas que entravam se davam bem. É apostar no escuro. Resta-me apenas esperar. Passo 24 horas pensando como será minha vida .”

Eletricista tomou emprestado R$ 3.000 de agiota

O eletricista Sebastião Domingos, 30, morador também de Brasileia (AC), diz ter tomado R$ 3.000 emprestados de um agiota, com juros de 10% ao mês, para fazer parte da Telexfree. Na semana em que embolsaria o lucro, a Justiça suspendeu as operações da empresa.

“Meu salário não dá para cobrir esse empréstimo. Entrei na empresa porque vi que era legalizada, mas agora estou a ponto de enlouquecer. Se me devolvessem pelo menos os R$ 3.000, eu estava satisfeito.”

Mecânico mudou de vida e realizou ’99% dos sonhos’

Um homem de 35 anos, que pediu para não ser identificado, conta que deixou a profissão de mecânico após aderir à Telexfree. Ele não informa quanto investiu, mas diz que recuperou tudo e ainda obteve lucro. Com esse dinheiro, afirma que conseguiu pagar um empréstimo bancário de R$ 50 mil e viajar com a família.

“A empresa é fantástica. Realizei 99% dos meus sonhos”, disse. “Agradeço a Deus pela oportunidade e quero bastante que os serviços voltem.”

Oficial de Justiça vira ‘herói’ no Acre

O oficial de justiça Shawke Lira, 36, tornou-se uma figura conhecida no Acre e uma espécie de “herói” para os divulgadores da Telexfree no Estado. Ele foi um dos primeiros a entrar no negócio, e tem mais de 51 mil pessoas cadastradas em sua rede.

Em seu perfil no Facebook, Lira diz ter conseguido dinheiro suficiente para viver bem e poder ajudar seus familiares. Pessoas próximas dizem que Shawke ganhou mais de R$ 1 milhão, mas ele nunca comentou os valores absolutos. A reportagem do UOL tentou entrar em contato com Lira, mas não obteve resposta.

“A Telexfree faz parte da minha história de mudança de vida, de realização dos meus sonhos e de toda minha família. Portanto, estarei com ela até uma decisão definitiva. Não importa o tempo que tenha que esperar. Estarei com a Telex, pois não vai doer mais do que a dor atual esperar um pouco mais”, escreveu em seu perfil no Facebook.

Comerciantes reclamam da queda nas vendas

O comércio do Acre tem sentido o efeito do bloqueio das operações da Telexfree e dos bilhões de reais retidos pela Justiça. O presidente da Associação Comercial e Industrial (Acisa) Jurilande Aragão revelou que empresários reclamam que diminuiu a circulação do dinheiro no Estado.

“Fizemos reuniões com os comerciantes sobre uma possível crise, mas não podemos fazer nada. O comércio está sentindo e o reflexo será demorado”, disse. Ele estima que a queda no comércio em todo o Estado tenha sido de quase 30%.

Leia Mais

Telexfree divulga nota que garante ressarcimento aos investidores

Empresa diz que disponibiliza mais de R$ 659 milhões para ressarcimento.
Pedido foi protocolado ao Juízo da 2ª Vara Cível de Rio Branco.

telexfree1

Duaine Rodrigues, no G1

Com bens e valores bloqueados e impedida de operar em todo o Brasil desde o dia 18 de junho por decisão da Justiça do Acre, a empresa Telexfree divulgou neste sábado (20), uma nota de esclarecimento onde informa o oferecimento de garantias financeiras no valor de mais de R$ 659 milhões ao Juízo da 2ª Vara Cível de Rio Branco na tentativa de desbloquear suas contas e recomeçar as operações e como forma de garantir o ressarcimento dos investidores.

A empresa aguarda uma resposta do Judiciário acreano sobre o pedido, que ainda não foi aceito, segundo a nota, porque na semana em que foi protocolado ‘todos os juízes das cinco varas cíveis de Rio Branco encontravam-se de férias, e a magistrada substituta vive na cidade de Manoel Urbano, comarca 226 Km distante de Rio Branco’.

A Telexfree e seus divulgadores estão aguardando também o julgamento do mérito do recurso interposto pela empresa, que deve acontecer, segundo o advogado que defende a empresa no Acre, Roberto Duarte, ‘provavelmente’ no próximo dia 29. Ele afirma que mais detalhes sobre o pedido, para dispor a garantia financeira, poderiam ser conhecidos a partir da próxima semana.

“Na segunda-feira posso dar mais detalhes. A nota de esclarecimento é bem clara nesse sentido. Não tenho como dar maiores informações nesse momento”, limitou-se a comentar a defesa.

De acordo com a nota, em seu último parágrafo, ‘a Telexfree está se defendendo de forma vigorosa perante o Poder Judiciário do Acre e confia plenamente na Justiça brasileira que certamente reparará uma das decisões judiciais mais danosas da história do empreendedorismo brasileiro’.

Leia Mais