Padre critica radares na capital após três multas por excesso de velocidade

‘Radar implicando comigo’, criticou na rede social.
Padre Mássimo Lombardi considera radares uma ‘armadilha’.

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Publicado no G1

Após receber três multas por excesso de velocidade no mesmo dia, o padre Mássimo Lombardi, reitor da Catedral Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco, resolveu utilizar sua conta no Facebook, nesta quarta-feira (21) para protestar contra os radares nas vias da capital.

Na postagem, o sacerdote reclama que estaria sendo ‘perseguido’ pelos radares. Alegando estar apenas 5km/h acima da  velocidade permitida, ele questiona quem estaria se beneficiando com as multas.

“Radar implicando comigo. Por causa de poucos km a mais de velocidade. Quem ganha com tudo isso? Será que uma velocidade de 45km por hora pode ser considerada uma infração? Radares enjoados assim nunca mais”, disse.

Procurado pelo G1, o padre criticou a velocidade estabelecida pelos radares em Rio Branco, de 40 km/h. “Em todas as cidades do mundo o mínimo é 50km/h. Esses radares são configurados como armadilhas para os coitados dos motoristas”, salienta.

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O padre contou ainda que essa não é a primeira vez que é multado. “Sou acostumado, todos os anos pego multas. É uma velocidade muito pequena que eles impõe”, conclui.

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Austríaco é preso por roubar ossos para montar museu em casa

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publicado no Extra

Um homem não identificado foi preso pela polícia de Burgenland, província da Áustria, por “perturbar a paz dos mortos”. Segundo informações divulgadas por jornais locais, o ladrão roubou de uma paróquia 56 crânios e outros 55 ossos para montar em sua própria casa um “museu da morte”. O roubo aconteceu na Igreja de Maria Weinberg Parish, há um mês, mas foi divulgado nesta quarta-feira pela polícia local.

As relíquias foram retiradas do cemitério que fica no terreno do templo religioso. “Há um mês, esse homem, de 47 anos, entrou em contato com o sacristão alegando que estava em uma missão oficial e precisava dos ossos para um museu no município de Oberwart. O sacristão agiu de boa vontade e permitiu que os ossos fossem transportados. O homem, em seguida, roubou tudo o que tinha em uma tumba do século XVII. Escondido, ele levou tudo para o seu apartamento”, contou Wolfgang Bachkönig, policial que participou das investigações do caso, ao jornal Austria Independent.

O ladrão foi localizado após ser flagrado tentando vender parte da ossada em um mercado de rua, no município de Kemeten. Ele foi levado à delegacia e alegou que só queria salvar os ossos da decadência. Os que não fossem vendidos ficariam na casa dele.

Karl Schlögl, o sacerdote de Maria Weinberg, disse à imprensa local que ficou consternado com o caso.

Após confiscarem os ossos, a polícia de Burgenland levou os restos mortais de volta ao cemitério do qual foram roubados. As ossadas receberam uma benção do sacerdote e foram enterradas novamente.

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‘Deixo meus exercícios como padre’, diz sacerdote envolvido em polêmica

Em resposta ao pedido de retratação, padre Beto deixará a Igreja. 
Diocese de Bauru, SP, tomou atitude após divulgação de vídeos na web.

A partir de segunda-feira, padre Beto deixa de celebrar missas, casamentos e outros rituais da igreja católica (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)
A partir de segunda-feira, padre Beto deixa de celebrar missas, casamentos e outros rituais da igreja católica (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)

Publicado originalmente no G1

Após declarações polêmicas acerca de temas como a homossexualidade, fidelidade e necessidade de mudanças na estrutura da Igreja Católica nas redes sociais que causaram um pedido de retratação por parte da Diocese de Bauru (SP), Roberto Francisco Daniel, conhecido como padre Beto, anunciou neste sábado (27), que deixará de exercer suas funções como padre a partir de segunda-feira (29).

Essa era a data limite para “confissão humilde de que errou quanto a sua intepretação e exposição da doutrina, da moral e dos bons costumes ensinados pela igreja”, como exigia a nota assinada pelo Bispo Dom Caetano Ferrari na última terça-feira (23), que pedia a retratação e retirada do conteúdo, contrário aos dogmas da Igreja, publicados na internet. “Eu não tenho do que me redimir. Muito menos a quem ou do que pedir perdão de tudo aquilo que eu fiz e declarei nas redes sociais. Se refletir é um pecado, eu sou um pecador e sempre serei. Não vou negar ser uma pessoa reflexiva e uma pessoa que pensa”, declarou o padre que, com sua decisão, deixa de celebrar casamentos, missas e outro rituais religiosos.

Na entrevista coletiva realizada na manhã deste sábado, o sacerdote afirmou aos jornalistas que sua decisão foi tomada após várias reflexões, entre elas, a de não aceitar que seja possível seguir um modelo que não respeita a liberdade de reflexão e expressão por parte dos fiéis e membros do clero.

“Acho impossível seguir o evangelho de Jesus Cristo em uma instituição que, no momento, não respeita a liberdade de reflexão e de expressão. O modelo que nos temos que seguir se chama Jesus Cristo e esse modelo viveu plenamente essa liberdade e fez com que as pessoas refletissem”, explica.

“Além disso, acredito que não é possível ser cristão em uma instituição que cria hipocrisia. Nós estamos em um momento em que a igreja faz questão de manter regras morais que são totalmente ultrapassadas para a nossa época e também em frente à ciência”, diz o padre irá entregar a carta de pedido de afastamento para o bispo na segunda-feira. Ele também divulgou uma nota no seu perfil em uma rede social, onde explica a decisão para o seus mais de 2.500 seguidores.

Até logo?
Apesar da decisão do sacerdote de deixar de celebrar os rituais católicos, padre Beto afirma que continua sendo padre e que sua saída do cenário católico de Bauru não é definitiva e que pode voltar à igreja se alguns pensamentos forem mudados.

“Não vou deixar de ser padre. Uma vez padre, sempre padre e vou viver na integridade de um padre. O que vou deixar de fazer é exercer os meus ministérios dentro da igreja católica como missas, casamentos, etc., mas permaneço como sacerdote, consciente de que fui ordenado e como um cristão que pensa”.

Questionado, padre Beto alega que não pretende fundar outras religiões e que a sua saída não tem nenhuma pretensão política, mas que também não pretende atuar em outras Dioceses por enquanto. Segundo o sacerdote, o clero sabe que impõe regras que as pessoas não vivem e fecha os olhos para as mudanças do mundo. “Eu não acredito que a marioria dos casais que frequentam a igreja não usam métodos contraceptivos. Nós temos regras que não são exercidas e isso precisa ser refletido”.

O padre também se referiu à uma omissão da igreja a respeito de problemas sociais graves como educação, saúde e comunicação. “A igreja como instituição forte que é deveria ter uma postura muito mais firme em frente ao congresso nacional. Os professores são mal pagos, o sistema penitenciário é péssimo e temos um código penal ultrapassado”, desabafa. ‘Deixo meus exercícios como padre e permaneço com a minha coerência de como atuaria Cristo no mundo em que vivemos hoje, um mundo contemporâneo’, diz o sacerdote.

Decepção
Padre Beto é conhecido na cidade por suas publicações em diversos meios, mas em entrevista concedida ao G1 na quinta-feira (25), Dom Caetano diz que apesar de existir um público que compartilha e segue suas opiniões, há uma grande parte dos fiéis que não concorda com as palavras do padre. “Ele gostaria que eu como bispo o apoiasse, mas digo a ele ‘Beto, coloque-se no seu lugar, quem te deu essa inspiração para uma missão profética de revolucionar a teologia, a doutrina e a moral da Igreja?’, argumenta o bispo.

Sobre a declaração do bispo, padre Beto afirma ter recebido a posição de Dom Caetano com certa decepção. “Recebi as declarações dele por um lado com decepção. Eu esperava que ele diante de criticas feitas à minha reflexão, que pensasse que tem um padre que reflete e que a igreja que precisa de alguém assim”, conta. “O que eu falei são reflexões e não um embate à Igreja Católica. Não atinjo a ordem da instituição de forma alguma”, completa.

De acordo com a assessoria imprensa da Diocese, o bispo só irá se manifestar oficialmente sobre o pedido de afastamento de Padre Beto na segunda-feira, quando a carta do sacerdote foi entregue a instituição.

Pedido de retratação
A nota oficial foi divulgada no site da Diocese na terça-feira (23) e pedia retratação do sacerdote até dia 29 de abril. Dom Caetano afirma que essa foi a primeira retratação formal pedida pela Igreja ao padre e que vídeos publicados na internet recentemente se tornaram a “gota d’água” para que uma atitude fosse tomada. Nas publicações, o padre discute temas como fidelidade, bissexualidade, divórcio e a necessidade de mudanças na estrutura da Igreja Católica.

Na página oficial da Diocese de Bauru em um site de relacionamentos,  internautas se manifestaram com comentários de apoio e repúdio à decisão de Dom Caetano. A discussão sobre as opiniões do padre não só partiram de Bauru, mas também de fieis de outras partes do Brasil e, ainda de acordo com a assessoria da Diocese, foi um dos motivos que levou a decisão de pedir a retratação.

Com um camisa preta com os dizeres 'não obrigado' em espanhol, padre decidiu deixar a igreja (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)
Com um camisa preta com os dizeres ‘não obrigado’ em espanhol, padre decidiu deixar a igreja (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)

 

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Você já ouviu falar na sinistra Bíblia do Diabo?

Conheça a história do lendário livro que supostamente foi escrito depois de um pacto com o demônio.

Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini, no Megacurioso

Fonte da imagem: Wikipédia
Fonte da imagem: Wikipédia

Muitas vezes a ficção é muito mais interessante do que a realidade, e um bom exemplo disso é a história sobre a sinistra “Bíblia do Diabo”. Reza a lenda que no século XIII, na região que hoje corresponde à República Tcheca, um monge foi condenado à morte por cometer uma grave infração contra as regras do mosteiro no qual vivia. Mais precisamente, o sacerdote seria emparedado vivo em um quarto.

Para escapar da condenação, o monge decidiu fazer um trato com seus superiores, propondo que o seu crime fosse perdoado em troca de que ele produzisse uma cópia da bíblia — e de diversos outros escritos — à mão em apenas uma noite. Tal façanha seria muito, muito difícil de conseguir nos dias de hoje, com toda a tecnologia disponível, então, imagine só no século XIII, quando tudo era feito à luz de velas e com o uso de tinta, penas e pergaminhos!

Pacto impensável

Fonte da imagem: Reprodução/National Library of Sweden
Fonte da imagem: Reprodução/National Library of Sweden

Os superiores concordaram, pois, se o monge não cumprisse com o acordado — o que era óbvio —, ele seria sentenciado. Porém, se produzisse o material prometido em tão pouco tempo, isso seria um milagre que, por sua vez, atrairia milhares de peregrinos (e muito dinheiro) para o mosteiro. No entanto, o monge logo percebeu que jamais conseguiria terminar a tarefa à qual se havia proposto, decidindo fazer o impensável: um pacto com o diabo.

Pelos seus serviços, o príncipe das trevas não só pediu a alma do monge em troca do livro, senão que exigiu que um assustador e enorme retrato seu fosse incluído na obra. No dia seguinte, conforme prometido, o livro estava pronto. O sacerdote foi perdoado e o volume ficou conhecido como “Codex Gigas” — de “Livro Gigante” — ou A Bíblia do Diabo.

Trabalho de um homem só

Fonte da imagem: Reprodução/National Library of Sweden
Fonte da imagem: Reprodução/National Library of Sweden

O códice possui mais de 90 cm de altura por mais de 50 de largura, além de medir mais de 20 cm de espessura e de pesar perto de 75 quilos. Trata-se do maior manuscrito medieval de que se tem notícia, e suas páginas são feitas de pele de vitelo e de asno. A bíblia, além do famoso retrato do maligno, também contém o novo e o velho testamento, assim como um calendário, textos médicos e uma antiga enciclopédia. No entanto, várias páginas desapareceram.

Há que acredite que os textos faltando continham informações sinistras demais para serem lidas, e por isso foram removidos. Além disso, durante os seus vários séculos de existência, o Codex Gigas mudou de mãos várias vezes, e até sobreviveu — com alguns danos irreparáveis — a um incêndio, o que também poderia explicar o desaparecimento de algumas se suas páginas.

Lenda

Fonte da imagem: Reprodução/National Library of Sweden
Fonte da imagem: Reprodução/National Library of Sweden

Segundo os especialistas, o livro realmente parece ter sido escrito por uma única pessoa, mas em vez de ser produzido em apenas uma noite, o habilidoso escriba deve ter levado mais de 20 anos para concluir o trabalho. Além disso, uma pequena dedicatória — “Hermanus Inclusus” ou “Herman, o recluso” ou ainda “Herman, o enclausurado” —, ao final do manuscrito também dá algumas pistas sobre a suposta condenação do monge.

Assim, o mais provável é que o sacerdote realmente tenha sido condenado (ou se condenado) à clausura — e não a ser emparedado — por toda a vida, para se dedicar integralmente à produção do códice. Hoje a Bíblia do Diabo se encontra preservada na Biblioteca Nacional da Suécia, em Estocolmo, e você pode vasculhar as páginas desse incrível manuscrito medieval a partir deste link.

Fonte: Historic Mysteries io9 National Library of Sweden

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Papa surpreenderá com reviravolta na Igreja, opina teólogo Leonardo Boff

Para representante da Teologia da Libertação, papa Francisco é pragmático, mais liberal, e não é culpado das acusações sobre ditadura argentina

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Publicado originalmente no Opera Mundi

O ex-sacerdote brasileiro Leonardo Boff, um dos mais destacados representantes da Teologia da Libertação, acredita que o papa Francisco surpreenderá muitos dando um reviravolta radical à Igreja.

“Agora é papa e pode fazer o que quiser. Muitos se surpreenderão com o que Francisco fará. Para isso, precisará de uma ruptura com as tradições, deixar para trás a cúria corrupta do Vaticano para abrir passagem para uma igreja universal”, disse Boff em entrevista que será publicada na edição da próxima semana da revista alemã Der Spiegel.

O teólogo se disse muito satisfeito com o nome de Francisco para o pontífice.
”Este nome é programático: Francisco de Assis representa uma igreja dos pobres e dos oprimidos, responsabilidade perante o meio ambiente e rejeição ao luxo e a ostentação”, acrescentou Boff, que pertence à Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos.

O estudioso disse também que, embora em muitos aspectos – como o referente aos anticoncepcionais, o celibato e o homossexualismo – Francisco tenha seguido uma linha conservadora como cardeal, isso se deveu apenas à pressão do Vaticano.

Para ele, há elementos que indicam que o novo pontífice é muito mais liberal.

”Há alguns meses, por exemplo, ele aprovou expressamente que um casal de homossexuais adotasse uma criança. Tem contato com sacerdotes que foram repudiados pela igreja oficial por terem se casado. E, o mais importante, é que não se deixou separar de sua convicção que temos que estar do lado dos pobres”, destacou.

Boff rejeita também as acusações que surgiram contra Francisco segundo as quais não deu suficiente apoio a dois jesuítas que foram presos durante a ditadura militar argentina.

”Conheço as acusações e acredito no que diz o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, que como opositor ao regime militar esteve preso e foi torturado. Houve bispos que foram cúmplices da ditadura, mas Bergoglio não estava entre eles”, opinou.

“Até agora, não há indícios claros de um comportamento censurável. Pelo contrário, ele escondeu e salvou muitos sacerdotes perseguidos. Conheci Orlando Yorio, um dos jesuítas que dizem terem sido traídos por Bergoglio e nunca fez a mim tais acusações”, completou.

dica do André Tadeu de Oliveira

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