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Pesquisa: mulheres se relacionam com 24 homens por ano

Quando perguntadas sobre quantos homens elas saiam durante um mês, a resposta média foi de dois Foto: Getty Images
Quando perguntadas sobre quantos homens elas saiam durante um mês, a resposta média foi de dois

Publicado originalmente no Terra

Uma pesquisa feita pelo MyCelebrityFashion e publicada no Female First mostrou os hábitos de namoro das mulheres britânicas. Levando em consideração os últimos 12 meses, as entrevistadas foram questionadas sobre o que fizeram no quesito relacionamento.

Ao todo 42% delas disse estarem morando com amigos ou colegas de quarto, enquanto 21% disseram que estavam vivendo com seus pais. O restante das entrevistadas disse que estavam vivendo sozinhas.

Quando perguntadas sobre quantos homens elas saíam durante um mês, a resposta média foi de dois, o que significa que sairiam com 24 por ano.

Mais de 60% das mulheres não tinha vergonha em admitir que muitas vezes dividem o tempo com mais de um homem. Quando perguntadas por qual motivo, 35% disseram que não queriam exclusividade de namoro, enquanto 27% disseram que namorar vários homens ao mesmo tempo é mais emocionante.

Mais de 16% das mulheres disseram que só fizeram isso porque não poderiam escolher entre um, mas 22% disseram que imaginavam que os homens também estavam fazendo isso com outras mulheres.

Surpreendentemente, 48% as mulheres admitiram que tinham um “amigo com benefícios”.

Bobbie Malpass, editor do MyCelebrityFashion, disse que “as mulheres estão totalmente admitindo o status de solteira, sendo que algumas preferem essa situação do que estarem em um relacionamento”. “Aproveitar a vida simples não deve ser algo exclusivo para os homens”, acrescentou.

foto: Getty Images

Cajadada?

Felipe Costa, no Mero Cristianismo

Desde que comecei a frequentar uma igreja evangélica ouço o termo cajadada incluso na seguinte expressão: O pastor deu uma cajadada em fulano.

Sempre entendi que essa frase queria dizer que o pastor havia repreendido alguém por ter cometido algum erro. Mas com o tempo percebi que muitos dos que levavam uma cajadada se distanciavam dos outros irmãos, por vergonha ou porque os irmãos passavam a evitar alguém que tomasse a tal cajadada. Não era incomum que com o tempo estes saiam da igreja. Ouvi histórias de pessoas que saíram de gabinetes pastorais aos prantos após uma conversa com algum pastor. O cajado tomou forma de porrete.

Muitas vezes a cajadada era coletiva. Todo mundo dividia o coro que o pastor aplicava do alto do púlpito. Isso muito me lembrava de quando era pequeno e um dos irmãos aprontava, os três apanhavam. Com o microfone numa mão e a Bíblia na outra, alguns pastores costumam descascar fiéis por motivos sérios ou banais, em muitos casos. Já ouvi um pastor cobrar os irmãos de que na reunião anterior havia recolhido pouca oferta e, assim, distribuiu meia hora de cajadada. Nesta ocasião uma pessoa que estava sentada ao meu lado disse, “olha a cajadada!”. E sorriu como que concordando com a repreensão. Afinal de contas, o homem que estava com o microfone nas mãos era “o pastor” e, por conseguinte, o portador do cajado.

No entanto, o Salmo 23 nos diz que o cajado do pastor não é usado para machucar as ovelhas que cometem “delitos”. Este salmo é uma poesia construída em duas experiências diferentes, a do “Pastor e Ovelha” e, a do “Fugitivo e o Anfitrião”. A história do Anfitrião e o Fugitivo (v. 5 e 6) fundamenta-se na experiência de um homem que provavelmente seria condenado pela sua comunidade, por ter violado algum tipo de conduta em seu clã (ver Dt 19:1-7). Às vezes tal individuo fugia errante pelo deserto enquanto a comunidade ainda dormia. Logo pela manhã ao sentirem sua ausência, o clã enviava alguns homens a sua captura, caso ele sobrevivesse a fuga do deserto – como nas histórias de Moisés e Jacó, que fugiram.

O fugitivo chegava quase morto em uma estrutura que havia sacerdotes. Ali era recebido pelo Anfitrião que proporcionava acolhimento integral, no qual depois de um banho, uma taça de vinho transbordava sobre a mesa. Neste lugar tal Fugitivo era honrado com perfume sobre a cabeça. O sacerdote que o recebia em sua casa nada lhe perguntava, simplesmente o recebia, mesmo sabendo que ele estava ali por ter cometido algum delito grave. Quando seus perseguidores se aproximavam e percebiam onde estava, nada poderiam fazer, pois a hospitalidade era sagrada no Oriente e por isto inviolável. Então, o salmista brinca com seus inimigos diante da hospitalidade proporcionada pelo Anfitrião – “prepare-me uma mesa diante dos meus inimigos“.

Depois de alguns dias quando seus perseguidores percebiam que não poderiam captura-lo, iam embora. O sacerdote colocava duas escoltas (homens) para acompanhá-lo a uma nova tribo para que o então Fugitivo iniciasse nova vida. O salmista novamente faz desta escolta a Misericórdia e Bondade do Senhor-Anfitrião que o acompanharão todos os dias de sua vida. E ainda deixa em aberto a possibilidade de ter que desfrutar deste acolhimento em dias futuros. Ou seja, o perdão é renovável.

O cajado do pastor de verdade não machuca. Ele tem duas extremidades: com a circunflexa, resgata a ovelha caída; com a pontiaguda, dá toques leves em suas patas frágeis para que as ovelhas tomem seu caminho e na eventualidade de lobos atacarem, defende as ovelhas. Como disse o salmista “o teu cajado me consola“. Consolo este que vem acompanhado da Misericórdia e Bondade, sem jamais machucar as ovelhas com autoritarismo. Sem as duas escoltas dadas pelo nosso Senhor-Anfitrião, não existe cajado que consola. Apenas cajadadas.