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Atletas de Alá

Globo Esporte Copinha muçulmanos (Foto: Fernando Vidotto / TV Globo)Paquistaneses em comunidade muçulmana, em São José dos Campos  (Foto: Fernando Vidotto / TV Globo)

título original: Diário da Copinha: time muçulmano, corneteiros e reza em São José

Fernando Vidotto e Guilherme Pereira, no Globo Esporte

A aventura da equipe do Globo Esporte na Copa São Paulo deste ano começou em São José dos Campos. Na cidade, fomos acompanhar um pouco mais a história do Al Shabab, um time formado pela comunidade muçulmana da cidade. Na Copinha, o clube entrou na disputa por causa de uma parceria com o São José, já que o torneio não permite a participação de clubes não profissionais.

Na cidade, a primeira gravação foi em uma mesquita para conversar com Gaber, presidente do Al Shabab. No local, tudo o que já esperavámos se confirmou. Tratar do tema islamismo não é simples já que religião sempre é um assunto que mexe com a emoção das pessoas. O dirigente, por exemplo, se emocionou ao explicar o projeto, que tem a intenção, além de profissionalizar e formar jogadores de futebol, de divulgar a religião islâmica.

A emoção continuou ditando a conversa, principalmente quando nossa equipe conversou com duas crianças paquistanesas que moram no Brasil há dois anos. Muito inteligentes e se comunicando em inglês, ela explicaram de forma simples e realista os horrores da guerra. Mas, o sorriso apareceu no rosto ao serem questionadas se gostavam de morar no Brasil.

- Sim, aqui há paz – disse uma delas.

Da mesquita para o estádio

Quando a bola rolou no Estádio Martins Pereira, a cidade de São José dos Campos parou. Torcedores lotaram para ver de perto a estreia do time da cidade na competição. O resultado, dentro de campo, não foi dos melhores para os locais já que o São José/Al Shabab foi derrotado por São Francisco, por 3 a 1.

É muito divertido assistir aos jogos de times pequenos no interior do estádio. A arquibancada vira palco de tudo: corneteiros, torcida contra a arbitragem e até comemoração quando o auxiliar levou uma bolada na lateral de campo.

Após o jogo, mais um momento importante: acompanhar a reza dos jogadores muçulmanos. Neste sábado, dia 5, você vai poder acompanhar em detalhes como foi o dia da reportagem do Globo Esporte no “Pela Estrada Afora”. Fique ligado!

Globo Esporte São José dos Campos (Foto: Fernando Vidotto / TV Globo)Torcida de São José dos Campos viu a derrota do Al Shabab na Copinha (Foto: Fernando Vidotto / TV Globo)

dica do Rogério Moreira

Quanto vale a dignidade humana?

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Dora Martins, no Brasil de Fato

Chega às raias do escárnio, ou da piada de mau gosto: Um cão de estimação deixado por seu dono, no terreno do Pinheirinho, vale R$ 900,00 por mês, para a prefeitura de São José dos Campos, enquanto cada família desalojada de seu lar, sem eira nem beira, é agraciada com míseros R$ 100,00, da mesma Prefeitura. É o que está no site do Uol, para quem quiser conferir.

Então, para o administrador público, o princípio da dignidade humana tem seu preço. Vejam lá: as famílias despejadas de suas casas no Pinheirinho, em São José dos Campos, estão em abrigos, perambulam pela cidade em busca de imóveis, cujo preço do aluguel não é inferior a R$ 800, na média. Não tem eira, nem beira, nem fiador, e, pois, não encontram quem os queiram como inquilino. Como ajuda humanitária começaram a receber do governo do Estado, a título de bolsa aluguel, o valor caprichado de R$ 400,00. A prefeitura de São José dos Campos, também tão solidária, contribui com R$ 100,00, para essa tal bolsa aluguel. E, assim, somando-se tudo, cada família receberá nos próximos seis meses R$ 500,00/mês, para pagar um aluguel. Sem esquecer que muitos terão que comprar seus bens móveis para substituir o que ficou sob as pás dos tratores que limparam o terreno.

Ao mesmo tempo, o município de São José dos Campos, a fim de evitar propagação de doenças, abrigou os 240 animais que foram deixados no Pinheirinho e, como não havia vagas suficientes no canil municipal, os cães estão muito bem alojados num canil particular, chamado Animalis, que cobra preço de mercado, em torno de míseros R$ 30,00 por dia, por animal, ou seja, coisa de R$ 900,00 por mês, por cada bichinho. Defensores dos animais podem ficar descansados: nota da prefeitura garante que “os animais estão recebendo cuidados veterinários, alimentação, vermífugo e vacinas”. Já as crianças e idosos que foram arrancados de suas casas, por certo, não estão tão bem. Deve haver criança sem alimentação balanceada, sem cama confortável, sem escola e com verminose. E a Prefeitura, que usa dinheiro público de modo atabalhoado, para dizer o mínimo, ante o reclamo das famílias que sentem preconceito e rejeição na hora de alugar um imóvel, está oferecendo a quem quiser uma “carta de referência”. Referência de quê?

De que são gente, de que, apesar dos pesares valem mais que um cão, de quem dignidade, de que merecem morar e pagar um aluguel com os quinhentos reais?! Se a notícia é mesmo verdadeira, é escárnio e deboche que ferem ostensivamente a dignidade humana. Se assim for, o município de São José dos Campos e o Estado de São Paulo têm que responder por isso.

* Dora Martins é integrante da Associação Juízes para a Democracia.

Reynaldo Gianecchini visita instituição para crianças com câncer em São José dos Campos (SP)

Publicado no UOL

Na tarde desta quarta-feira (28), Reynaldo Gianecchini, que está em tratamento contra um câncer, foi conhecer as dependências do Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GAAC), em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Em agosto, o ator foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin, de células-T, e iniciou a quimioterapia.

Nas imagens feitas pela TV Vanguarda, afiliada da Globo na região, Gianecchini aparece com a cabeça raspada. Como a queda de cabelos é comum nesse tipo de tratamento, o ator preferiu raspar a cabeça antes que seus cabelos começassem a cair. A visita durou cerca de três horas, e o único pedido do ator foi para que ele não desse entrevistas. Mesmo assim, ele acenou para as pessoas que estavam do lado de fora da instituição.

Gianecchini já ajudava financeiramente a instituição, mas decidiu visitar o GAAC após receber uma carta de um menino internado na unidade. Ao encontrar as crianças, eles trocaram experiências e a garotada incentivava o ator para que ele não desanimasse durante o tratamento. “Eu disse para ele que tudo vai dar certo”, contou a pequena Júlia Santos.