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Paulo Goulart morre aos 81 anos em decorrência de um câncer

Paulo Goulart como Dr. Eliseu em "Morde & Assopra"

Paulo Goulart como Dr. Eliseu em “Morde & Assopra”

Publicado no UOL

O ator  Paulo Goulart morreu, aos 81 anos, em decorrência de um câncer, na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pela produção Nicete Bruno Produções Artísticas. Paulo morreu por volta das 13h30, no Hospital Beneficência Portuguesa. No momento da morte, o ator estava ao lado da família, a mulher, Nicette Bruno, e os filhos.

Em 2012, Paulo Goulart passou algumas semanas internado no setor de oncologia do mesmo hospital, para tratar de um câncer do mediastino, uma cavidade no centro do tórax, localizada entre os pulmões. Há sete anos, o ator já havia passado por uma cirurgia para a retirada de um tumor no rim.

Paulo Goulart é o nome artístico de Paulo Afonso Miessa, que nasceu no dia 9 de janeiro de 1933, em Ribeirão Preto, em São Paulo. O Goulart veio de um tio, o radialista Airton Goulart. A carreira artística começou na Rádio Tupi, em 1951, como ator de radionovelas. No mesmo ano, Goulart fez seu primeiro trabalho na TV ao lado de Mazzaropi.

Família
Goulart conheceu a atriz Nicette Bruno, em 1952, quando ela procurava um galã para atuar ao seu lado na peça “Senhorita, Minha Mãe”. Goulart fez um teste e foi aprovado pela própria Nicette. Pouco depois, os dois começaram a namorar e permaneceram casados por toda a vida de Paulo. Juntos eles tiveram três filhos, sete netos e dois bisnetos. Os três filhos do casal, Beth Goulart, Bárbara Bruno e Paulo Goulart Filho, são atores, assim como as netas Vanessa Goulart e Clarissa Mayoral.

Trabalhos
“Helena”, de 1952, foi a primeira novela de Goulart, que passou pelas TVs Continental, Tupi, Rio, Excelsior até chegar na rede Globo. Em 1972, deu vida ao industrial Claude Antoine Geraldi em “Uma Rosa com Amor”. Na novela, Goulart fazia par romântico com Marília Pêra. A química entre os dois agradou os fãs, que criaram uma grande torcida para que eles ficassem juntos no final.

Em 1977, ele voltou para a Tupi para atuar em “Éramos Seis”. Nos anos 80, Goulart atuou em Plumas e Paetês (1980), “Jogo da Vida” (1981), “Transas e Caretas” (1984), “Roda de Fogo” (1986) e Fera Radical (1988). Em 1993, Goulart viveu outro papel de destaque como o vilão Donato, de “Mulheres de Areia”, inimigo de Tonho Da Lua.

Após fazer “As Pupilas do Senhor Reitor” (1995), no SBT, “O Campeão” (1996), “Zazá” (1997), “Esperança” (2002), na Globo, Goulart foi escalado para viver o padrasto da protagonista Sol (Deborah Secco), em “América”, em 2005, também na TV Globo. Seu personagem sofria de um problema cardíaco grave, o que motivou a protagonista a trabalhar nos Estados Unidos. O ator também participou das minisséries “O Auto da Compadecida” (1999), “Aquarela do Brasil” (2000), “Um Só Coração” (2004), “JK” (2006) e “Amazônia: de Galvez a Chico Mendes” (2007).

Já em tratamento neste ano, Paulo participou das gravações do filme “O Tempo e o Vento”, adaptação para o cinema do clássico de Erico Veríssimo, com direção de Jayme Monjardim. Em 2011, o ator fez parte do elenco da série “Louco por Elas” e da novela “Morde & Assopra”, ambas na TV Globo.

‘Vaquinha’ tenta ajudar serralheiro a repor Fusca incendiado em SP

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Publicado na Folha de S. Paulo

Duas “vaquinhas” estão sendo organizadas nas redes sociais para tentar comprar outro Fusca para o serralheiro Itamar Santos, 55, que teve seu carro ano 1979 destruído ao passar por um colchão em chamas, nos protestos de sábado, na rua da Consolação, centro de São Paulo.

“No começo, não quis saber disso, não” conta ele. “Mas meus amigos falaram que eu estava sendo bobo. E não queria passar por orgulhoso. Então, decidi aceitar.”

A “Vaquinha para restituição do Fusca queimado na manifestação contra a Copa” conta com 1.960 integrantes no Facebook. A ideia é arrecadar R$ 10 mil. Desses, R$ 7.500 seriam para comprar um Fusca. Os R$ 2.500, para cobrir o prejuízo pela falta do carro no trabalho.

Há outro link no site Vakinha, com o objetivo de arrecadar o mesmo valor.

Santos dava carona para duas mulheres, uma criança e outro homem, todos colegas de uma igreja evangélica do centro. Ninguém se feriu.

Droga da série de televisão ‘Breaking Bad’ se populariza em São Paulo

Morris Kachani na Folha de S.Paulo

Título original: Droga de ‘Breaking Bad’ se populariza

A metanfetamina, segunda droga sintética mais consumida na noite paulistana -atrás apenas do ecstasy-, está muito mais potente do que há três anos.

A constatação é do estudo coordenado por José Luiz da Costa, perito criminal da Superintendência da Polícia Técnico Científica de São Paulo, em parceria com a Fapesp.

Tendo como base o universo de apreensões no Estado, a pesquisa mostra que em 2011 e 2012 as amostras continham sempre uma mistura da droga, composta por dois isômeros (substâncias formadas pelos mesmos elementos, mas com estruturas diferentes) -”L” e “D”.

Nas amostras de 2013, porém, o isômero “D”, que é quase dez vezes mais potente que o “L”, aparece sozinho.

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Debora Calemi, 23, estagiária de farmácia, manuseia amostras em um laboratório da Polícia Técnico Científica, em SP
Raquel Cunha/Folhapress

Com isso, efeitos como aumento da frequência respiratória e da atividade motora, vigília, diminuição do apetite, euforia e hipertermia, são muito mais intensos.

Essa nova variedade da droga remete ao seriado americano de televisão “Breaking Bad”, que encerrou sua quinta e última temporada em setembro deste ano.

O sucesso da metanfetamina produzida pelo protagonista Walter White, um professor de química, está justamente no fato de ele conseguir sintetizar uma versão “D” da droga muito pura, o que nenhum outro traficante da região consegue fazer.

“O detalhe é que essa droga praticamente não existia três anos atrás. O número de apreensões tem aumentado e a ‘qualidade’ tem melhorado com o passar dos anos”, afirma Costa.

Ele lembra que muitos comprimidos vendidos como ecstasy consistem na realidade em metanfetamina. Estudo divulgado pela Folha em 2012 mostrou que esse era o caso de 22% dos comprimidos apreendidos no Estado.

“Não existe controle sobre a composição destes comprimidos, podendo existir grande variação no que diz respeito à quantidade e ao tipo de princípio ativo”, diz Costa.

CONSUMO

Não há estatísticas precisas sobre consumo e apreensões. João Carlos Ambrosio, perito criminal da Polícia Federal, afirma que a maioria das drogas sintéticas apreendidas no Brasil é ecstasy e metanfetamina.

Segundo especialistas, a incidência do uso da droga em casas noturnas frequentadas pela classe média alta é maior -o comprimido custa de R$ 50 a R$ 100 e é tão procurado quanto o ecstasy.

O estudo sobre o perfil químico da droga é uma das mais importantes ferramentas da inteligência policial para o combate ao tráfico.

O perfil é elaborado a partir de informações sobre a composição das substâncias, o aspecto físico dos comprimidos e os reagentes utilizados na sua fabricação.

EFEITOS

Desenvolvida no início do século 20, a metanfetamina foi originalmente usada em descongestionantes nasais e em inaladores para brônquios. Até julho de 2012 era considerada lícita no Brasil.

Segundo Solange Nappo, professora de psicofarmacologia da Unifesp, a metanfetamina causa tanta dependência quanto a cocaína e pode provocar distúrbios de humor, psicose, diminuição da capacidade de concentração e comportamento violento.

Para efeito de comparação, usando a mesma dose de metanfetamina e de cocaína, a primeira causará efeito muito maior e mais duradouro.

A metanfetamina vendida em São Paulo é usada por via oral. Outros formatos da droga também podem ser fumados ou cheirados.

Decisão judicial obriga pais que optavam por homeopatia a vacinarem seus filhos

vacinasPublicado no Última Instância

Na última terça-feira (24\9), o MP-SP (Ministério Público de São Paulo), por meio da Promotoria da Infância e Juventude de Jacareí, obteve liminar da Justiça obrigando os pais de duas crianças a a encaminhá-los para vacinação gratuita. Os pais tratavam os filhos apenas com homeopatia e não permitiam que as crianças recebessem as vacinas disponibilizadas pelo poder público, alegando não acreditar na eficácia da imunização.

Segundo a sentença, os pais têm cinco dias para providenciar a vacinação obrigatória dos filhos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de um salário mínimo revertida para o fundo gerido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Se decorridos 10 dias sem que a sentença judicial seja cumprida, a Justiça determinou ainda a expedição de mandado de busca e apreensão das crianças, como medida protetiva, para encaminhamento dos meninos à Secretaria de Saúde para o recebimento das vacinas.

O procedimento teve início a partir de uma denúncia encaminhada ao MP pelo Conselho Tutelar de Jacareí. O órgão foi acionado pela diretora da escola municipal em que um dos filhos do casal estuda, ao constatar que o garoto não possuía carteira de vacinação.

Convocada ao Conselho e à Promotoria de Justiça para receber orientação sobre a obrigatoriedade e importância sobre a vacinação, a mãe das crianças afirmou não acreditar na eficácia das vacinas, alegando que o tratamento homeopático ministrado aos filhos é suficiente para a imunização, sem colocar a vida dos filhos em risco, no que teve a anuência do marido.

Ela ainda tentou argumentar que teria, supostamente, o respaldo médico para tal, de um homeopata e de um pneumologista. Mas os especialistas pediatras, por escrito, negaram veementemente terem contra-indicado a vacinação para os infantes.

Os argumentos da inicial, integralmente acolhidos, baseiam-se no direito individual de proteção integral da saúde da criança e também na repercussão da não vacinação na rede de saúde pública.

Descontrolada, médica rasga prontuário de menina em SP; veja vídeo

Publicado na Folha de S.Paulo

Uma pediatra foi afastada do trabalho após se recusar a atender duas crianças e rasgar o prontuário de uma delas na madrugada de sábado (21), no Hospital Geral da Vila Penteado, na zona norte de São Paulo. Um vídeo feito pelo pai de uma das pacientes mostra a ação.

Edinei Brandão de Souza, pai da menina de 4 anos, disse que a confusão começou porque a médica não quis atender uma outra criança que estava com uma infecção no ouvido. “Ela chegou a atender minha filha, viu que ela estava com 38,5º C de febre e recomendou uma medicação. Depois de se descontrolar e recusar atender a filha de uma outra mulher, começou a gritar e disse que o meu caso não era grave”, afirmou.

O pai da menina disse que aguardava em fila o atendimento da filha dele, que estava com dor de garganta, quando a médica falou que não atenderia a criança diagnosticada com infecção porque o caso não era grave. A mãe da criança saiu do hospital e disse que chamaria a polícia, quando foi acompanhada pela médica, que gritava com ela.

O homem começou a filmar e disse que os gritos estavam assustando sua filha. Enquanto filmava a ação, o homem pede com o barulho e também ameaça acionar a polícia, mas a profissional disse não se importar, pois já havia ido diversas vezes a delegacias.

Nas imagens, a mulher dá tapas em objetos de metal e chega a dizer que vai “quebrar o celular” do homem para que ele pare a gravação.

Segundo Brandão, a médica voltou atrás momentos depois e disse que atenderia a filha dele, mas em troca o homem deveria apagar os vídeos que ele fez no hospital. O homem recusou a proposta e acionou a Polícia Militar. A filha dele foi atendida por outro profissional depois de cerca de 15 minutos.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que foi aberta uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento. A mulher poderá perder o cargo.

A secretaria disse ainda que o “Hospital Geral de Vila Penteado informa que todos os funcionários da unidade são orientados a tratar os pacientes com respeito e cordialidade. A direção da unidade considera inadmissível esse tipo de atitude antiprofissional, que desrespeita o paciente e os demais colegas de trabalho.”