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Escuta envolve Feliciano em esquema de fraude; deputado nega

Publicado por SBT Brasil [via UOL]

De acordo com a denúncia, deputados federais recebiam propina de empreiteiras para conseguir dinheiro para obras. Os lobistas procuravam os políticos sempre em nome de uma construtora, do Grupo Scamatti. A verba era liberada para obras de prefeituras do Estado de São Paulo por meio de emendas parlamentares. O esquema envolveria 78 prefeituras paulistas.

Um relatório do Ministério Público de São Paulo aponta a participação de deputados, senadores e ministros nas fraudes. Além disso, a investigação aponta o empresário Olívio Scamatti como chefe da quadrilha. Ele e outras 13 pessoas estão presas.

Escutas telefônicas de conversas ocorridas em 2010 citam os nomes de Otoniel Lima, hoje deputado federal pelo PRB, e Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC, em suposto esquema de fraudes. Feliciano nega envolvimento. Otoniel Lima não foi encontrado pela reportagem do SBT para comentar as suspeitas. Reportagem exibida no SBT Brasil.

Ligado à Igreja Universal, Otoniel Lima também faz parte da Frente Parlamentar Evangélica.

Neymar empresta fama para “manos de Jesus” se tornarem conhecidos

Neymar com integrantes do grupo de rap gospel Ao Cubo

Neymar com integrantes do grupo de rap gospel Ao Cubo

Publicado originalmente no Virgula

Fã declarado do grupo de rap gospel Ao Cubo, que ajudou a impulsionar pedindo música no Fantástico e falando sobre eles na mídia, Neymar aparece no clipe de Nasci pra Vencer.

A ajuda do craque santista e da seleção brasileira tem feito com que os “manos de Jesus” estejam chegando até ao “meio secular”, como eles chamam tudo que não é gospel. Além do astro da bola, o rapper Thaíde e a apresentadora do Bom Dia e Cia, do SBT, Priscila Alcântara também deram uma força no clipe.

No dia 23, o Ao Cubo gravará aseu novo DVD no Memorial da América Latina, em São Paulo, com entrada gratuita. Outros nomes conhecido do gospel, como Thalles Roberto e Irmão Lázaro, farão participações.

Neymar tornou-se uma espécie de termômetro para fazer com que uma música seja popular. Entre os que já receberam uma forcinha dele estão de Michel Teló a MC Federado e Os Leleks, do hit Ah Lelek Lek Lek Lek.

Veja o clipe de Nasci pra Vencer, com participação de Neymar

Malafaia processará site que tenta cassar seu registro de psicólogo

Tomás Rangel/Folhapress

Tomás Rangel/Folhapress

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

O pastor evangélico Silas Malafaia disse na quarta-feira (20) que vai processar por “assédio moral” o site Avaaz.org e seu diretor de campanhas no Brasil, Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça.

Líder da igreja carioca Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia virou tema de dois abaixo-assinados na Avaaz. O primeiro, criado no dia 8, pedia que seu registro de psicólogo fosse cassado. A essa ação, uma reação: um evangélico do Rio Grande do Sul lançou uma petição pela “não cassação” do religioso.

O segundo pleito, contudo, que chegou a reunir 65 mil assinaturas pró-Malafaia (contra 55 mil adesões do texto revés), foi excluído do site.

A Avaaz é uma organização internacional surgida em 2007 que promove campanhas virtuais, usando a internet para coletar assinaturas. “Avaaz” significa “voz” em algumas línguas orientais.

Por aqui, o site abrigou causas a favor dos índios guarani-caiová e da saída do presidente do Senado, Renan Calheiros, por exemplo.

A regra prevê que uma campanha seja vetada se “ferir os princípios da própria comunidade”, diz Abramovay.

‘DOUTOR’ SILAS

Malafaia considera a Bíblia o “maior manual de comportamento humano do mundo”. Mas decidiu se especializar também na ciência de Freud e, em 2006, pegou seu diploma de psicologia de uma universidade particular do Rio.

Seu título de “doutor”, contudo, está a perigo. A Folha apurou que o Conselho Regional de Psicologia do Rio avalia, em processo que corre em sigilo, se deve cassar seu registro profissional.

A pressão contra Malafaia começou após uma entrevista no programa “De Frente com Gabi” (SBT), de Marília Gabriela, há três semanas.

O pastor defendeu a “ordem cromossômica de macho e fêmea” e criticou a adoção de crianças por casais homossexuais: “Não acredito que dois homens possam criar uma criança perfeita”.

A petição contra Malafaia se baseia em artigo do Conselho Federal de Psicologia que proíbe tratar homossexualidade como transtorno.

Ontem, Abramovay disse à Folha que a contrapartida favorável ao pastor era “lobby para práticas homofóbicas”.

Após a declaração, Malafaia afirmou que entrará na Justiça contra ele. Definiu a exclusão da campanha que o favorecia como “afronta à democracia”. “[Abramovay] Vai ter que provar que sou homofóbico. Vou lascar esse cara.”

Abramovay rebateu: “Ele pode abrir essa petição onde quiser. Mas não na Avaaz”.

O pastor diz que nunca atendeu homossexuais no divã. Já no púlpito, “a fila é grande”, afirma.

Ele abriu em seu site, Verdade Gospel, abaixo-assinado em sua defesa. Até ontem, eram 122 mil adeptos. Já a campanha contra ele na Avaaz tinha 70 mil assinaturas.

Protesto virtual pode levar Silas Malafaia a perder registro de psicólogo

Pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo

Pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

O que o pastor Silas Malafaia tem em comum com Renan Calheiros, o “Veta, Dilma!” (contra o novo Código Florestal) e os índios Guarani Kaiowá?

O líder evangélico também virou tema de um abaixo-assinado na Avaaz.org, como as listadas acima. E, por conta dele, está sendo investigado pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.

A turma da internet se voltou contra Malafaia, líder evangélico há três décadas, após sua participação no programa “De Frente com Gabi” (SBT), da jornalista Marília Gabriela.

A Avaaz.org é uma organização de ativistas criada em 2007 que faz mobilizações sociais através da internet. A palavra Avaaz significa “voz” nos idiomas hindi e persa e “som” em urdu (dialeto paquistanês).

Na entrevista, ele atacou o que chama de “ativismo gay” e se disse contra a adoção de crianças por casais homossexuais usando argumentos como “eu não acredito que dois homens possam desenvolver um ser humano ou criar uma criança perfeita no sentido total”.

Também foi mencionada, no programa, sua formação de psicólogo. Uma petição lançada no dia 8 no Avaaz pede, portanto, a cassação do registro de profissional de Silas Malafaia pelo Conselho Regional de Psicologia carioca.

Os autores da proposta contra Malafaia se baseiam em artigo instituído em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia, que proíbe emitir opiniões públicas e tratar a homossexualidade como um transtorno.

A Folha apurou que há um processo que corre em sigilo para investigar o caso no conselho carioca de psicólogos.

Nada tem valor legal no site, mas as assinaturas colhidas na internet viram justamente um termômetro do clamor social –vide o pedido pelo impeachment do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Qualquer pessoa pode cadastrar um abaixo-assinado.

Houve, inclusive, réplica: também no Avaaz, criou-se uma campanha a favor da “não cassação” do registro do psicólogo-pastor.

Mas o abaixo-assinado que beneficia Malafaia foi retirado do ar (quando a campanha a seu favor tinha 65 mil assinaturas, e a contrária ao religioso registrava 55 mil adesões).

Para o pastor, foi “coisa de safado antidemocrático”.

Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça e um dos responsáveis pelo Avaaz, confirma a exclusão do abaixo-assinado pró-Malafaia.

“Mais de 77% da nossa comunidade votou para remover esta petição, e estamos muito orgulhosos dessa decisão democrática para rejeitar este tipo de lobby para continuar práticas homofóbicas”, diz.

O Conselho de Psicologia carioca diz que não se manifestará sobre o assunto. Informa, no entanto, via assessoria de imprensa, que “está preparando nota pública para falar sobre o tema ‘psicologia laica’. A ideia é não pessoalizar Silas Malafaia, mas se posicionar sobre o tema da psicologia e religião”.

DOUTOR SILAS

Malafaia se formou em psicologia pela faculdade particular Gama Filho, no Rio, em 2006.

Diz que chegou a praticar a profissão no começo, numa clínica particular. Atendia a “evangélicos que se identificavam com ele”.

Mas preferiu “não misturar as coisas” e passou a se dedicar apenas à vocação religiosa.

Conselho Federal de Psicologia se posiciona contrariamente às declarações de Malafaia

malafaia-gabi

Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo foi entrevistado durante programa exibido pelo SBT no último domingo.

Publicado no site do CFP

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT. Em sua participação, o pastor evangélico agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação – objetos da atuação da Psicologia, que se pauta na defesa da subjetividade das identidades.

As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.

Ao alegar que a homossexualidade é uma questão de comportamento, o pastor se mostra contrário às bandeiras levantadas pela Psicologia, especialmente no que tange a Resolução CFP nº 001/99, estabelece normas de conduta profissional para o psicólogo na abordagem da orientação sexual, visando garantir um posicionamento de acordo com os preceitos éticos da profissão e a fiel observância à promoção dos direitos humanos. Considera que a homossexualidade não constitui doença, desvio ou perversão, posto que diferentes modos de exercício da sexualidade fazem parte das possibilidades de existência humana.

O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.

A Resolução declara, ainda, que é um princípio da (o) psicóloga (o) o respeito à livre orientação sexual dos indivíduos e o apoio à elaboração de formas de enfrentamento no lidar com as realidades sociais de maneira integrada.  É dever do profissional de Psicologia fornecer subsídios que levem à felicidade e o bem-estar das pessoas considerando sua orientação sexual.

Esse tipo de manifestação da homofobia na sociedade brasileira contribui para a violação dos direitos humanos de parcela significativa da população. Vale lembrar que esses tipos de casos resultaram, no ano de 2011, em 278 assassinatos motivados por orientação sexual, de acordo com o Disque Direitos Humanos (Disque 100).

Dessa forma, podemos entender que a construção sócio-histórica da figura do homossexual como anormal que precisa ser corrigido e, por vezes, exterminado para a manutenção dos valores e do bem estar social, ainda se faz presente em nossa sociedade. Entretanto, a violência destinada a sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.

Com base nessa realidade, é também uma tarefa da Psicologia contribuir para o enfrentamento da homofobia e suas repercussões sociais.  A importância dessa ação é tanta, que em novembro de 2012 o CFP assinou um termo de cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para tratar do tema por meio de Comitês de Enfrentamento à Homofobia e da Campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.

A atitude desrespeitosa de Malafaia com homossexuais ressalta um tipo de comportamento preconceituoso que não se insere, em hipótese alguma, no tipo de sociedade que a Psicologia vem trabalhando para construir com outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos Direitos Humanos. O Brasil só será um país democrático, de fato, se incorporar valores e práticas para uma cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. Exatamente o oposto do que prega o referido pastor.

dica do Sidnei Carvalho de Souza