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Protestos nas redes sociais vão parar na Justiça

Intervenção na frente do prédio. Foto: Facebook/O Outro lado do Muro

Intervenção na frente do prédio. Foto: Facebook/O Outro lado do Muro (via CartaCapital)

Ana Carolina Papp, no Estadão

Na quarta-feira, 15, o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a proibição do engenheiro agrônomo Ricardo Fraga Oliveira, de 49 anos, de se manifestar nas redes sociais contra um empreendimento imobiliário na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Oliveira foi proibido de mencionar o assunto em suas páginas online e de circular no quarteirão da obra. Seu perfil no Facebook segue fora do ar. A determinação levanta, mais uma vez, a discussão sobre liberdade de expressão na internet no Brasil.

Em junho de 2011, Oliveira iniciou o movimento O Outro Lado do Muro para questionar o uso de uma área de 10 mil metros quadrados para a construção do Ibirapuera Boulevard. No muro do terreno, ele colocou uma escada para que as pessoas olhassem por cima e opinassem sobre o uso do espaço. “Nossa ideia não era parar obra nenhuma, era fazer uma reflexão sobre a ocupação do espaço urbano”, diz Oliveira.

A construtora Mofarrej afirma que as manifestações afugentavam clientes e as publicações no Facebook eram ofensivas e caluniosas. “O direito de expressão tem um limite, pois há o direito da empresa de livre iniciativa”, afirma Daniel Sanfins, advogado da empresa. O caso retorna agora à primeira instância. “Essa decisão pode abrir um precedente perigoso para a liberdade de expressão, pois a limita de forma muito forte”, diz Renato Silviano, advogado de Oliveira.

Decisões envolvendo a retirada de conteúdo online são recorrentes no País, mas proibir um cidadão de se manifestar na internet ainda é um campo novo. No mês passado, o advogado Cassius Haddad, de Limeira (SP), processado por ofender o promotor Luiz Bevilacqua e fazer críticas ao Ministério Público no Facebook, foi proibido de acessar redes sociais, sob pena de prisão preventiva. Após duas semanas, foi liberado a usar a internet, mas ainda não pode mencionar o Ministério Público nem o nome de Bevilacqua.

Lei

Não há legislação específica para tratar da liberdade de expressão na internet no País, o que faz com que os critérios de decisão pareçam, por vezes, nebulosos. O Marco Civil da Internet, projeto de lei que surgiu há três anos com o objetivo de regular temas como liberdade de expressão online e privacidade, está parado no Congresso.

No Brasil, a Justiça tem entendido que provedores como Google e Facebook precisam remover o conteúdo ao serem notificados. As decisões judiciais, de maneira geral, dizem que é responsabilidade das empresas avaliar as reclamações.

No ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul ordenou a prisão do diretor de operações do Google no Brasil, Fabio Coelho, por não retirar do ar vídeos do YouTube que atacavam o candidato a prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP). A área eleitoral é um dos pontos mais críticos. No segundo semestre de 2012, o Brasil fez ao Google 697 pedidos de remoção de conteúdo. Quase metade (316) se baseava no Código Eleitoral.

“Muitas vezes a Justiça censura opiniões pois entende que ofendem a reputação de alguém e, com isso, abafam críticas de relevância social. Mas opiniões e críticas são protegidas no Direito Internacional”, diz a advogada Camila Marques, da ONG Artigo 19, que defende a liberdade de expressão.

Bruno Magrani, pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio, diz que o problema não é a falta de legislação. “O problema é a forma com que o Judiciário interpreta a liberdade de expressão no Brasil. Existe um entendimento de que ela é um valor menor.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Proposta que enterra o Estado Laico no Brasil pode ser aprovada na Câmara

Câmara pode aprovar proposta que dá fim ao estado laico no Brasil. Comissão de Constituição e Justiça já aprovou permissão para religiosos interferirem nas leis brasileiras. 

Proposta do Deputado João Campos (PSDB) põe fim ao estado laico no Brasil.

Proposta do Deputado João Campos (PSDB) põe fim ao estado laico no Brasil.

Publicado originalmente no Pragmatismo Político

Se é que existe a laicidade no Brasil, onde, pelo menos teoricamente, a religião não interfere no Estado, ela está para ter seu fim. Isso porque na manhã desta quarta-feira, 27 de março, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição 99/11, do deputado João Campos (PSDB-GO).

A proposta inclui as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal. Ou seja, religiosos poderão questionar decisões judiciais como a legalidade da união estável para casais de mesmo sexo, aprovada no Supremo em maio de 2011.

O texto segue para ser votado em plenário e, se aprovado, segue para votação no Senado Federal. A Ementa da PEC 99/11 versa que caso o texto seja aprovado ele “Acrescenta ao art. 103, da Constituição Federal, o inciso X, que dispõe sobre a capacidade postulatória das Associações Religiosas para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal”.

Leia abaixo a matéria da Agência Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, nesta quarta-feira (27), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 99/11, do deputado João Campos (PSDB-GO), que inclui as entidades religiosas de âmbito nacional entre aquelas que podem propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre estas entidades estão, por exemplo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e a Convenção Batista Nacional.

A proposta será analisada por uma comissão especial e, em seguida, votada em dois turnos pelo Plenário.

Autores
Hoje, só podem propor esse tipo de ação:
- o presidente da República;
- a Mesa do Senado Federal;
- a Mesa da Câmara dos Deputados;
- a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
- governador de Estado ou do Distrito Federal;
- o procurador-geral da República;
- o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
- partido político com representação no Congresso Nacional; e
- confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

Dica do Weuller Rogerio P. Faria

Coreia do Norte condena cortes longos e limita cabelos de habitantes a 28 opções

Publicado originalmente no Terra

Mulheres têm dezoito opções para cortes de cabelo Foto: AP

Mulheres têm dezoito opções para cortes de cabelo Foto: AP

Como forma de desestimular seus habitantes a cultivarem “cortes capitalistas”, a Coreia do Norte, um dos países mais fechados do mundo, criou, em 2005, uma lista de estilos de cabelos permitidos para a população. As informações são da AP.

Os salões de beleza da nação asiática são obrigados a exibir em suas paredes os dezoito cortes permitidos para mulheres. No caso de homens, o total de opções é ainda menor e restrito a dez diferentes tipos.

Cabelos compridos ou pintados são proibidos. Segundo o governo, longas cabeleiras exibem diversos riscos, como “roubar energia do cérebro”.

Mulheres são permitidas a adotar cortes um pouco mais longos quando solteiras, mas, após o casamento, o cabelo deve estar acima da nuca.

Apesar das dez opções, o estilo mais comum entre homens segue sendo similar ao do líder Kim Jong-un, baixo do lado e arrepiado em cima.

Homens têm apenas dez opções de cortes Foto: AP

Homens têm apenas dez opções de cortes Foto: AP

As Testemunhas de Jeová e Paula Fernandes

André Piunti, no Universo Sertanejo

Nas últimas duas semanas o assunto “religião” gerou mais discussões do que costuma gerar na internet. O primeiro motivo foi a entrevista polêmica do pastor Silas Malafaia no programa da Marília Gabriela, o segundo, a renúncia do Papa Bento XVI e as piadas feitas com o assunto.

Na semana passada, vi uma situação curiosa envolvendo religião e o nome da Paula Fernandes.

Paula declarou em uma entrevista ao João Dória Jr que segue o espiritismo, acredita em reencarnação, em continuação da vida em outro plano e etc.

Na quinta-feira da semana passada, por conta da entrevista, começou a rodar no Facebook, entre as Testemunhas de Jeová, um “alerta” a respeito da Paula. Aos que não sabem, as “Testemunhas” condenam o espiritismo e qualquer coisa ou pessoa que tenha relação com ele (interpretação deles da bíblia).

Em menos de 5 dias, a postagem passou dos 15 mil compartilhamentos, chegou até a minha página. As reações das pessoas ao saber que a cantora acreditava no espiritismo são impagáveis (parece engraçado, mas no fundo não é).

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a entrevista completa pode ser vista aqui.

Atualização em 20/2 às 11h

Após a polêmica gerada com declarações de Testemunhas de Jeová “condenando” o espiritismo de Paula Fernandes (entenda mais no texto abaixo), a cantora se manifestou pelo Twitter no início da noite.

“O que a bíblia prega? Respeito ou preconceito????? Viva a liberdade de expressão!”, disse a cantora.

Novidade para 2013: Facebook exibirá os visitantes do seu perfil e o que ele fez

Facebook também mostrará tudo que o visitante fez na sua página em notificações

facebook-visitantes-de-perfil

publicado impagavelmente no G17

O Facebook está inovando igual ao Orkut. Para 2013 a rede social pretende implantar o serviço de visitantes de perfil. Ou seja, o internauta poderá ter acesso a quem visitou o seu perfil, incluindo data com hora, minutos, segundos e milésimos de segundos.

Além disso, o serviço de inteligência do Facebook vai sugerir ao usuário que visita muito o perfil de alguém, para adicioná-la, ou não, dependendo do caso.

Haverá também aviso em tempo real nas notificações, como segue o exemplo: “Fulano acaba de visitar o seu perfil, acessou suas fotos, mural, e saiu sem deixar uma curtida ou um comentário sequer”.