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Canal peruano lança série ‘Avenida Perú’ e imita abertura de ‘Avenida Brasil’

Abertura do programa, lançado nessa segunda-feira, tem “Oi Oi Oi” e visual semelhante ao da novela brasileira

Série peruana imita abertura de 'Avenida Brasil' Foto:  Reprodução Internet

Série peruana imita abertura de ‘Avenida Brasil’
Foto: Reprodução Internet

publicado no O DIA

Pelo visto, não é só no Brasil que “Avenida Brasil” deixou saudades. A novela, exibida em 2012 – e um dos maiores sucessos da Globo nos últimos anos – inspirou uma série peruana que começou a ser exibida pelo canal ATV nessa segunda-feira.

Apesar da história diferente, a abertura do programa é bem semelhante à da trama da Globo, com direito até ao “Oi Oi Oi”, trecho da música “Kuduru” que embalava a introdução de “Avenida Brasil”.

Em entrevista a um site peruano, Michel Gómez , produtor da série, disse que “Avenida Perú” abordará temas políticos que irão chamar a atenção dos telespectadores do País. Confira a sinopse da trama, divulgada no site oficial da série, e assista ao vídeo da abertura:

“Hildebrando chega à Lima (capital do Peru) injustamente perseguido e se envolve com duas jovens mulheres opostas entre si: a milionária María Alejandra e a humilde María Fe. Hildebrando não tem consciência clara de sua identidade: não sabe muito bem quem é, nem o que quer da vida. De certo modo, representa a confusão de uma nova geração supostamente hipercomunicativa e globalizada. Vive no bairro de San Gastón, cuja avenida principal é a Avenida Perú, um microcosmo do País onde acontece de tudo”.

Assista ao vídeo (em espanhol e sem legendas):

Marilena Chauí: Classe média é fascista, violenta e ignorante

chaui

Publicado no Portal Vermelho [via Brasil 247]

O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes estão sendo analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. O primeiro deles ocorreu no último dia 13, em São Paulo, e contou com presença de Lula, Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.

Sem as sutilezas filosóficas das aulas emocionantes que costuma dar em eventos desse tipo, ela foi direto ao assunto. Chauí falou sobre o Bolsa Família para exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior de pobres e negros.

Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, concluiu ovacionada.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

Câmara de SP torna lei ‘Dia da Independência Corintiana’

Sheik comemora gol na vitória do título da Libertadores: 4 de Julho passa a ser “Dia da Independência Corintiana”

Sheik comemora gol na vitória do título da Libertadores: 4 de Julho passa a ser “Dia da Independência Corintiana”

Diego Zanchetta, no Estadão

O presidente da Câmara Municipal, José Américo (PT), promulgou hoje o projeto de lei que inclui o 4 de julho no calendário oficial da cidade como “Dia da Independência Corintiana” em São Paulo.

A proposta dos vereadores Goulart (PSD), David Soares (PSD) e Juscelino Gadelha (PSB) “tem como objetivo instituir uma data comemorativa que representa a conquista da Copa Libertadores da América pelo Sport Clube Corinthians Paulista.”

Com pareceres favoráveis das comissões de Justiça, Educação e Finanças, a proposta não precisou ser votada em plenário. O próprio Executivo informou à presidência de que caberia ao Legislativo fazer a promulgação da lei.

Como justificativa para instituir a data, os autores do projeto argumentam que “a data deve ser comemorada anualmente”, já que “trouxe a libertação do Corinthians”, e “merece entrar no calendário oficial”. O clube paulista derrotou o Boca Juniors, da Argentina, na decisão, que aconteceu no mesmo dia da independência dos Estados Unidos.

“Quem é corinthiano jamais vai esquecer aquela noite, tínhamos que vencer e, finalmente, conseguimos tirar esse fardo das nossas costas”, argumenta Goulart.

É a terceira data incluída do calendário oficial da cidade em homenagem ao Corinthians. O dia 1º de setembro é desde 2011 o “Dia do Corinthians”, em homenagem à data de fundação do clube, aberto em 1910. O “Dia do Torcedor Corintiano” é celebrado no dia 13 de outubro, data da vitória do Corinthians sobre a Ponte Preta na final do Campeonato Paulista de 1977 – na época o clube conseguiu quebrar um jejum de 23 anos sem títulos.

A seguir, o despacho que tornou lei o “Dia da Independência Corintiana”, publicado hoje no Diário Oficial da Cidade:

LEI Nº 15.741 DE 10 DE MAIO DE 2013
(PROJETO DE LEI Nº 342/12)
(VEREADORES DAVID SOARES – PSD, GOULART – PSD
E JUSCELINO GADELHA – PSB)
Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de
2007, para incluir o Dia da Independência
Corintiana, a ser comemorado anualmente
no dia 04 de julho, e dá outras providências.
José Américo, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo,
faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo
com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São
Paulo, promulga a seguinte lei:
Art. 1º Fica inserida alínea ao inciso CXXXII do art. 7º da
Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a seguinte redação:
“o Dia da Independência Corintiana;” (NR)
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Câmara Municipal de São Paulo, 14 de maio de 2013.
JOSÉ AMÉRICO, Presidente
Publicada na Secretaria Geral Parlamentar da Câmara Municipal
de São Paulo, em 14 de maio de 2013.
KAREN LIMA VIEIRA, Secretária Geral Parlamentar

dica do Guilherme Massuia

CNJ obriga cartórios a celebrar casamento entre homossexuais

Uniões estáveis homoafetivas terão de ser convertidas em casamento civil, mesmo sem previsão legal para isso

Casamento gay em cartório do interior de SP

Casamento gay em cartório do interior de SP

Felipe Recondo, no Estadão

Os cartórios de todo o Brasil serão obrigados a celebrar casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios terão de converter as uniões estáveis homoafetivas em casamento civil, mesmo que ainda não haja previsão legal para isso.

A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovada por 14 a 1. A conselheira Maria Cristina Peduzzi foi a única a votar contra a aprovação da resolução, sob o argumento de que, para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o Congresso teria de aprovar um projeto de lei. Há projetos em tramitação no Congresso sobre o casamento civil de pessoas do mesmo sexo.

A resolução aprovada pelo CNJ diz que: “É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”. E acrescenta que, se houver recusa dos cartórios, será comunicado o juiz corregedor para “providências cabíveis”.

O presidente do CNJ afirmou que a resolução remove “obstáculos administrativos à efetivação” da decisão do Supremo. “Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso.”

O subprocurador da República, Francisco de Assis Sanseverino, manifestou-se contra a aprovação da resolução e citou os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que foram favoráveis ao reconhecimento da união homoafetiva, mas deixaram claro que a decisão não legalizava o casamento.