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Jornalista Ricardo Boechat é condenado por ofensas contra senador Roberto Requião

Osny Tavares, no UOL

O jornalista da Band Ricardo Boechat

O jornalista da Band Ricardo Boechat

O jornalista do Grupo Bandeirantes Ricardo Boechat foi condenado a seis meses e 16 dias de prisão por crime de calúnia contra o senador Roberto Requião (PMDB-PR). A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal do Fórum Regional de Pinheiros, em São Paulo. A juíza Aparecida Angélica Correa converteu a pena para três meses de trabalho comunitário.

Boechat foi condenado por comentário feito no dia 11 de maio de 2011 na Rádio Band News, onde ancora o noticiário matinal. Após reportagem sobre o incidente em que o senador pemedebista tomou o gravador das mãos de um repórter, Boechat acusou o senador de corrupção e nepotismo.

O jornalista fez acusações sobre a atuação do irmão do senador como gestor do Porto de Paranaguá e afirmou que a aposentadoria que Requião recebe como ex-governador do Paraná era “um roubo”.

No mesmo comentário, Boechat disse que Requião o perseguia por atribuir a ele a divulgação de uma notícia que acusava o político paranaense de haver violentado uma menor, e tratou de esclarecer que jamais havia feito tal afirmação.

Após a sentença, Requião comentou a vitória judicial em comentário gravado enviado a emissoras de rádio e órgão de imprensa: “Eu sou absolutamente a favor da liberdade de imprensa, mas a irresponsabilidade de alguns jornalistas tem que ser questionada e as pessoas devem ir à juízo. A juíza acertadamente converteu a pena em trabalho social. Preso numa cadeia brasileira, Ricardo Boechat com certeza ficaria junto com pessoas piores que ele, e poderia sair pior que entrou”.

Requião também defendeu a inclusão do direito de resposta na legislação brasileira. Nesta quinta-feira (8), pouco após saber da decisão, disse em discurso no plenário do Senado que trocaria a condenação pelo direito de resposta.

Um projeto de autoria dele tramita na Câmara e prevê que pessoas ou organizações citadas na imprensa teriam o mesmo espaço no veículo de comunicação para se defender, caso comprovem judicialmente a inverdade ou ofensa.

A Band, por meio da assessoria de imprensa, informou que vai recorrer da decisão.

Ao Portal Imprensa, Boechat declarou que mantém as declarações sobre o senador “Me avisaram que tinha uma condenação e o jurídico da Band vai recorrer. Não tem muito o que comentar, mas não mudo uma vírgula daquilo que eu disse”, disse o jornalista.

De novo, Jader Barbalho foi o mais ausente no Senado

Peemedebista, que já havia sido o mais faltoso em 2012, não compareceu a quase 40% das sessões da Casa em 2013

Em 2012, Jader faltou a quase metade das sessões reservadas a votação no Senado

Em 2012, Jader faltou a quase metade das sessões reservadas a votação no Senado

Publicado no Congresso em Foco

Pelo segundo ano consecutivo, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) foi o campeão de faltas no Senado – somadas todas as ausências, justificadas ou não, excluídas as licenças médicas. Em 2013, o peemedebista paraense deixou de comparecer a 46 sessões (39%), 37 delas abonadas por algum tipo de licença. Ainda assim, um retrospecto melhor do que o de 2012, quando faltou a 57 (45%) das 126 sessões deliberativas. Os dados são de levantamento da mais nova edição da Revista Congresso em Foco, que já pode ser acessada por assinantes em sua versão digital ou comprada, em sua versão impressa, tanto pela internet quanto nas bancas.

Discreto desde que voltou à Casa há dois anos, Jader ainda não apresentou nem relatou qualquer projeto de lei ou proposta de emenda à Constituição no período, apesar de ter sido o segundo senador que mais gastou a verba para o exercício do mandato, o chamado cotão. O peemedebista também foi o terceiro em faltas injustificadas. Deixou sete sem explicações até o início de janeiro.

O segundo senador com mais ausências foi Zezé Perrella (PDT-MG), que deixou de comparecer a 39 sessões. Dessas, apenas três ficaram sem esclarecimento. Em novembro, a Polícia Federal apreendeu um helicóptero da família do pedetista com quase 500 kg de cocaína. O delegado que cuida do caso diz que não há qualquer indício de envolvimento da família com a droga apreendida. Mas o senador teve de subir à tribuna para se explicar.

Completam a relação dos senadores com mais ausências Roberto Requião (PMDB-PR), com 35 faltas, José Sarney (PMDB-AP) e Fernando Collor (PTB-AL), com 33 cada. Requião justificou todas as ausências. Collor e Sarney deixaram sem justificar duas e quatro, respectivamente.

Em resposta à reportagem, a assessoria de imprensa de Requião atribuiu as ausências do senador às suas atividades parlamentares fora do Brasil, em países como México e Polônia. Muitas das viagens, informou o gabinete, estavam relacionadas à sua função de vice-presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e, mais recentemente, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável da Eurolat, entidade que reúne parlamentares europeus e latino-americanos.

Sem justificativa

Entre os que mais tiveram faltas não justificadas, a primeira colocação ficou com o senador Lobão Filho (PMDB-MA), filho e suplente do senador licenciado Edison Lobão (PMDB-MA), atual ministro de Minas e Energia. Até janeiro, ele não havia explicado o motivo de 14 ausências do ano passado. O senador, no entanto, não aparece entre os mais faltosos. Esteve presente em 101 das 119 sessões.

Em 2011, Lobão Filho havia conquistado o ingrato troféu de parlamentar com mais faltas totais na Casa, mesmo ano em que sua mãe, Nice Lobão (PSD-MA), alegando problemas de saúde, foi a mais faltosa entre os deputados federais (leia mais). Naquele ano, o senador também se recuperava de um acidente automobilístico. Procurado, ele não retornou o contato da reportagem desta vez.

De acordo com os registros oficiais do Senado aos quais a revista teve acesso, o segundo senador em faltas injustificadas no ano passado foi o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). A reportagem identificou dez sessões em que não houve o registro de comparecimento nem de esclarecimento sobre a ausência do peemedebista.

A assessoria de Renan reconhece a existência de apenas três faltas injustificadas e alega que as informações sobre o presidente do Senado são registradas à parte. “As presenças e faltas de presidentes do Senado são lançadas em separado dos demais senadores”, justifica a assessoria.

O curioso é que o nome do senador aparece 106 vezes na mesma relação de presença em que figuram os demais, publicada no Diário Oficial do Senado. Ou seja, ao menos no caso das presenças, não há distinção no registro entre o presidente e os demais senadores. Conforme revelou a Revista Congresso em Foco, o Senado mantém um relatório secreto com o quadro de comparecimento de cada parlamentar, mas restringe seu acesso ao próprio congressista. Uma prática bem diferente da Câmara, que permite ao eleitor acompanhar a frequência de seus representantes dia a dia. Quarto colocado entre os que não justificaram, Vicentinho Alves (SDD-TO) atribuiu suas ausências a compromissos partidários e com sua base eleitoral no Tocantins.

Senador denuncia massacre de mais de 100 em cidade cristã na Nigéria

Publicado por AFP [via UOL]

Mais de 100 moradores do povoado de Izghe, no estado de Borno (nordeste da Nigéria), foram mortos por homens armados que seriam islâmicos, denunciou um senador da região neste domingo.

“Até agora, segundo informações que recebi de Izghe, 106 pessoas, entre elas uma idosa, foram mortas pelos agressores, suspeitos de serem combatentes do Boko Haram”, disse à AFP o senador Ali Ndume.

“Sessenta mortos foram enterrados, e os outros ainda vão ser”, declarou o senador Ndume, alertando que “os ataques (do Boko Haram) se tornam, a cada dia, mais frequentes e mais letais”.

Antes das declarações do senador Ndume, o governador de Borno, Maina Ularamu, havia dito à AFP: “segundo as últimas informações que eu tive, mais de 60 pessoas foram mortas” em Izghe.

Um agricultor, que disse ter escapado do massacre, contou que os agressores iam de porta em porta procurar quem quer que fosse.

“Os agressores vieram por volta das 21h30 (17h30 de Brasília) em seis caminhões e em várias motos. Eles usavam uniformes militares”, declarou essa testemunha, que se identificou como Barnabas Idi.

“Eles disseram para os homens se reunirem um lugar, e começaram a massacrá-los”, completou.

Ainda segundo Idi, não havia forças de segurança na cidade, quando o grupo chegou.

O Boko Haram diz lutar pela instauração de um Estado islâmico no norte da Nigéria, uma região de maioria muçulmana.

O ataque aconteceu no sábado, no povoado de maioria cristã de Izghe, em Borno, que se encontra em estado de urgência desde maio de 2013. As autoridades tentam pôr fim à rebelião islâmica que já deixou milhares de mortos nessa área desde 2009.

Como a raiva reelegerá Dilma

Dilma-após-votarElio Gaspari, em O Globo

A recuperação da popularidade do governo da doutora Dilma foi audaciosamente prevista pelo marqueteiro João Santana, durante o rescaldo das manifestações de junho, quando ele disse que tudo não passava de um desabafo temporário. A doutora, que tivera 57% de aprovação, tomara uma vaia de estádio e caíra para 30%. Acredita-se que já retornou à faixa dos 40%.

Santana tinha motivos para acreditar na força de Dilma. Não foi ela quem aumentou as tarifas de transporte (pelo contrário, torceu o braço dos prefeitos Eduardo Paes e Fernando Haddad para baixá-las).

Enquanto a doutora tocava o expediente, a oposição dedicou-se a fortalecê-la. É uma oposição que converte crentes.

Seu primeiro alvo foi o programa Mais Médicos, que trouxe profissionais estrangeiros. Em vez de discutir também a reserva de mercado que as associações médicas estimulam, as pegadinhas do programa Revalida ou a burocracia das universidades federais, partiram para baixarias e ameaças. Uma equipe de repórteres da “Folha de S. Paulo” descobriu um rombo no programa: em 11 cidades de quatro estados, prefeitos pretendem demitir médicos brasileiros que estão em suas folhas, trocando-os por estrangeiros que serão pagos pela Viúva federal. “Mais médicos” onde não os há é uma coisa. Menos médicos brasileiros, bem outra. Basta lançar o programa “trocou, dançou”.

A desqualificação dos cubanos tem um ingrediente de ingenuidade. O Raúl Castro não está mandando para o Brasil médicos que flanavam por Havana. Ele já enviou 113 mil profissionais para 103 países e fez da iniciativa uma fonte de dólares. São quadros selecionados, com formação política. Em tempos passados, cubanos iam para guerras onde morreram pelo menos três mil deles. O governo trabalha com a certeza de que o programa trará benefícios. A oposição, com o desejo de que dê tudo errado.

No caso da solidariedade que deram ao diplomata que desovou o senador boliviano no Brasil, esqueceram-se de pedir uma avaliação da sua conduta aos notáveis que estão entre seus quadros. Disputam a bola atrás da linha de fundos, pois pode-se detestar o PT, mas, no dia em que um encarregado de negócios fizer o que acha melhor, a diplomacia vira bagunça.

Dilma vai para a reeleição (isso se não for preciso tirar Lula do banco de reservas) porque o PSDB tem mais ressentimentos que planos e mais queixas que projetos. Em 2010, o PT teve 55,7 milhões de votos. Desse jeito, a oposição corre o risco de sair da eleição de 2014 com os mesmos 43,7 milhões de 2010, satisfeita por ter conseguido que esse eleitores ficassem com muito mais raiva dos comissários.

Petista é acusado de trazer senador boliviano escondido na cueca

Para amenizar a crise diplomática, Dilma importou 400 lhamas bolivianas

Para amenizar a crise diplomática, Dilma importou 400 lhamas bolivianas

Publicado impagavelmente no the i-Piauí Herald

CORUMBÁ – Um peruano que vivia na Bolívia foi detido ontem ao tentar entrar no país com um senador boliviano escondido na cueca. Identificado apenas como “Petista”, o homem calvo de estatura mediana dirigia um Opala Diplomata modelo 86 quando foi abordado por agentes similares aos policiais do DOI-CODI. “Não sou cubano”, defendeu-se Petista, antes de ser vaiado.

Ciente da necessidade de colocar panos quentes na crise diplomática entre Brasil e Bolívia, a presidenta Dilma Rousseff prometeu levar, na garupa de sua moto, o senador Pinto Molina de volta. “Trago a pessoa refugiada de volta em sete dias”, garantiu a Evo Morales, enquanto mascava uma folha de coca.

No final da tarde, de volta ao Senado boliviano, Pinto Molina prometeu colocar em prática o que aprendeu no Brasil. “Até el final del miês, terey duas concessiones de TV, siete jornales locales e empregaré mis parentes en la compania boliviana de petroleo”, discursou.