9 truques psicológicos que fazem você gastar mais em restaurantes

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publicado na Galileu

Sair para jantar é uma das coisas mais comuns – e legais – do nosso cotidiano. Mas, com a mesma frequência que vamos ao nosso restaurante preferido, somos vítimas de truques e peripécias dos donos de restaurantes, que contratam consultores para o desenvolvimento de cardápios mais atraentes e que nos fazem gastar mais. Lógico, isso não quer dizer que o quilo nosso de todo os dias contrate especialistas – mas algumas dessas práticas, usadas por grandes restaurantes, acabaram se popularizando e se tornando comuns até nos estabelecimentos mais simples.

1 – Eles não usam símbolos monetários

De acordo com o estudo realizado pela Cornell University School of Hotel Administration, menus com símbolos relacionados ao dólar vendem menos do que cardápios sem “$” ou algo do tipo. Para a pesquisa, assim que o consumidor nota o símbolo, a lembrança remete ao fato de gastar dinheiro e isso faz com que ele aja com mais cuidado. Então colocar valores só com os algarismos e sem o R$ no cardápio é uma forma de diminuir a cautela com que interpretamos o preço do prato.

2 – Números quebrados são importantes

Os designers de menus afirmam que valores terminados em 9, como 9,99, tendem a signifcar valor e não qualidade. E, segundo algumas pesquisas, valores quebrados podem ser considerados “amigáveis – mas disso você já sabe desde a moda das lojas de R$1,99.

3 – Descrever a comida aumenta o número de vendas

Um meno descritivo sempre anima o consumidor, afirma pesquisa da Cornell University. Especificamente, menus com pratos explicados de maneira até levemente romântica (sabor frutado, textura delicada e suave, etc. etc.) vendem 27% a mais do que menus comuns, diz o resultado do estudo da Universidade de Illinois.

Para o engenheiro de menus Greg Rapp , esse tipo de cardápio “traz o máximo da sensação ao consumidor, aumentando as chances do cliente se sentir satisfeito após a refeição”. Outro fator que também pesa para a formulação dos menus é o uso de grandes marcas dentro dessa descrição (sobremesa feita com sorvete X, por exemplo).

4 – Eles ligam comida à família

Consumidores gostam quando nomes os nomes dos estabelecimentos têm ligações familiares. Com esse tipo de conexão com o cliente, a meta dos restaurantes é apelar para a nostalgia. Então desconfie quando você encontrar a “Macarronada da Mama” ou o “Filé do Tio”.

5 – Restaurantes usam termos étnicos para parecerem mais autênticos

De acordo com o experimento realizado pela Oxford, um termo étnico ou geográfico pode atrair a atenção do consumidor para o tipo de comida daquele local, evocando sabores e texturas.

6 – Itens extremamente caros chamam a atenção para os mais baratos

De acordo com Greg Rapp, restaurantes usam artigos muito caros para destacar os baratos. A ideia é fazer com que você não compre o caro, mas crie razões para levar o “baratinho”, que nem sempre é tão barato quanto parece ao lado de um valor mais elevado. De acordo com um artigo da New York Magazine, a única função de um prato com valor de três dígitos no cardápio é dar a impressão de que todo o resto é uma grande barganha – mesmo que não seja.

7 – Restaurantes oferecem dois tamanhos de porções para um mesmo produto

Essa é uma estratégia chamada bracketing, em que o consumidor não possui ideia do tamanho da porção menor, mas assume que o valor vale a pena. Porém, a intenção do restaurante é a de que o cliente realmente compre a menor, para isso inflacionam a porção maior.

8 – Eles analisam os nossos padrões de leitura

Os restaurantes analisam padrões chamados scanpaths – pontos onde as pessoas fixam os olhos para a leitura.

De acordo com um estudo coreano, um terço das pessoas está suscetível a pedir o que lhe chamou a atenção de primeira. Por isso, restaurantes colocam os itens mais caros no canto superior esquerdo, já que é o caminho natural tomado pela nossa vista.

Essa estratégia também se dá em relação aos valores dos pratos. Colocando um primeiro item com maior valor, todos os outros poderão parecer ótimos preços, como explicamos no item 7.

9 – Eles criam um clima para gastar

De acordo com um estudo da Universidade de Leicester, tocar música clássica em um restaurante pode encorajar o cliente a gastar mais. No entanto, música pop faz com que pessoas gastem 10% a menos.

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Por que você não acha Paçoquita cremosa no seu supermercado

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publicado no EXAME

Já faz mais de um mês que o lançamento da Paçoquita cremosa causou uma corrida desenfreada até os supermercados – e deixou muitos de mãos abanando.

A procura pela pasta de paçoca ganhou a internet e até aplicativos que dizem onde é possível encontrar o doce, que mal chegou ao mercado e já é chamado de iguaria.

De acordo com a Santa Helena, empresa que produz a Paçoquita, isso acontece porque, todas as vezes que um produto novo chega ao mercado, existe uma burocracia para que os estabelecimentos obtenham licença para comercializá-lo.

O prazo para a obtenção da autorização é menor para as lojas independentes do que para as grandes redes, que têm mais pontos de vendas.

Além disso, há os próprios trâmites internos das grandes varejistas. “Para cada novo produto, é feita uma série de análises antes de colocá-lo à venda: categoria e qualidade do produto, se ele se encaixa no portfólio da rede, posicionamento de preço, entre outros”, diz a empresa.

Os estabelecimentos menores, por sua vez, recebem uma quantidade limitada do produto, até por uma questão de tamanho de estoque. Em resumo: as grandes lojas ainda não podem receber a Paçoquita, e as que recebem não podem recebê-la em quantidade suficiente.

A má notícia para os ávidos em experimentar (ou estocar) o novo doce é que a espera ainda não tem prazo definido. “Por questões logísticas ou de trâmites necessários para o cadastro, ainda não temos uma previsão de quando os grandes varejistas terão disponível o produto”, disse a Santa Helena, em nota.

A boa notícia é que, nos lugares onde a Paçoquita já pode ser vendida, tanto a produção quanto a distribuição aumentaram. “As vendas estão superando as expectativas iniciais previstas e, em função desta grande demanda e procura pelo produto, estamos trabalhando para disponibilizá-lo o mais rápido possível aos consumidores de todo o Brasil”, diz a companhia.

Enquanto a situação não se normaliza, resta entrar nas filas de espera dos pequenos mercados. A Santa Helena garante que a demanda será suprida.

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Academia faz delicada homenagem ao ator Robin Williams

publicado no Brainstorm9

Delicada, discreta, emocionante e feita para ‘entendedores’. Assim foi a homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao ator Robin Williams, que faleceu aos 63 anos.

A cena em que Gênio e Alladin se abraçam apareceu em postagens no Twitter e no Facebook, acompanhadas da mensagem “Genie, you’re free” (Gênio, você está livre), em memória à Robin Williams, que foi dublador do Gênio na versão norte-americana da animação da Disney.

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A delicadeza e cuidado ao lembrar do ator foram bem recebidos pelo público digital. No Facebook, foram mais de 3 mil curtidas e mais de 2.800 compartilhamentos, além de quase uma centena de comentários.

No Twitter, foram mais de 63 mil retuítes e 40 mil favoritadas.

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Fotógrafo mostra a ‘verdadeira’ carne dos fast food

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publicado no Catraca Livre

As imagens do fotógrafo texano Peter Augustus nos faz pensar duas vezes antes de cedermos às tentações do fast food. No seu mais recente trabalho, ele confronta a desconexão das pessoas com relação à origem dos alimentos que compõe alguns pratos tradicionais.

A ideia surgiu durante o intercâmbio de dois anos que Peter fez em Hong Kong, na China. Lá, os ‘mercadões’ e açougues exibem e vendem as peças de carne nas vitrines do mesmo jeito que os animais foram abatidos.

Com os tradicionais cortes e limpeza das peças nos supermercados, o relacionamento que os países ocidentais têm com a origem da carne, é bem diferente da realidade no Oriente. E é exatamente esta dissociação que o fotógrafo texano pretende mostrar no ensaio “Mystery Meat” (Carne Misteriosa, em português).

As imagens não têm a intenção de provocar repulsa, mas simplesmente mostrar como é a produção de alimentos nos Estados Unidos e outros países.

 

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Pai, eu não te amo como antigamente

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Ruth Manus, no Estadão

Pai,

Há muitos anos que não caibo mais no seu colo. Hoje meu peso já é demais para você me carregar nos seus ombros. E meus anos já não permitem certos mimos de antigamente.

Mas me flagro, às vezes, desejando que você ainda pudesse administrar minha vida, escolhendo os caminhos mais seguros para eu caminhar. Caminhada essa, livre de todo medo, por saber que você me observava a cada passo, tentando impedir meus tombos e tropeços.

Os anos passaram. E a vida não perdoa atrasos.

A cada dia, por mais que nenhum de nós tivesse pedido, menos controle você passou a ter sobre a minha vida. Não pôde escolher meus empregos como escolhia minhas escolas. Não pôde vetar aquela última dose de vodka como vetava o chocolate antes do almoço. Não pôde me ajudar com aquela baliza na vaga pequena como me ajudava com os pedais da bicicleta. Não pôde evitar a queda do meu celular na privada como evitou vasos quebrados por causa da bola dentro de casa.

E tudo aquilo que você fazia, e que um dia me pareceu infernal: horários estipulados para voltar para casa na noite de sábado, olhares tortos para amigos que não te pareciam boa coisa, reclamações por tempo demais no telefone, controle do dinheiro que eu tentava gastar, hoje faria todo sentido. Seria tão bom se hoje em dia você pudesse me garantir mais horas de sono, amigos mais confiáveis, uma conta de celular mais barata ou uma fatura de cartão de crédito um pouco menos imbecil…

Mas agora é comigo, pai.

E seria bom voltar ao tempo em que você me parecia imortal. Tempo em que era você quem se preocupava com a minha saúde e não eu com a sua. Tempo em que você tentava evitar meu resfriado ou ficava preocupado com meus 39 graus de febre. Mas hoje sou eu que cobro seus exames de sangue, seus exercícios físicos e tento te fazer ver que amendoim, álcool e carne vermelha não garantem uma velhice boa a ninguém.

Pois é, pai. No fundo, todo mundo já sabia que ia ser assim. Mas às vezes essa síndrome de Peter Pan nos invade e a vontade de ficar debaixo de suas asas é quase irresistível.

Mas a vida chama.

Então me levanto, lavo o rosto, vou trabalhar. Porque você me levou no colo, me carregou nos ombros, mas também me ensinou a caminhar com minhas próprias pernas. E se hoje estou na estrada, trilhando caminhos bonitos, você bem sabe que isso é obra sua.

E sabe, pai? Nesse domingo posso te dar um presente. Provavelmente não será grande coisa. Não é aquele super carro com o qual você ainda sonha, mas é fruto do meu trabalho. Fruto do que só existe por sua causa. Pela educação que você me deu, pelas notas das quais você reclamou na escola, pelas festas que você vetou em vésperas de prova.

E eu vou te olhar durante o almoço. Não com o encantamento que tinha aos 6 anos… Porque aos 6 anos era aquele amor cego das crianças. Já hoje, tenho esse olhar cirúrgico, avalio suas atitudes, aponto seus erros, reclamo dos seus defeitos. A verdade, pai, é que eu não te amo como antigamente. A verdade é que te amo ainda mais.

Te amo mais porque te vejo de verdade, com tudo de bom e de ruim, consciente de que você é um ser falho, como todos os outros, mas que, mesmo assim, consegue se manter como meu porto seguro, meu norte, aquele que me construiu, me guiou e ainda me guia, me acode nas quedas que não pode evitar, me ama com todos meus defeitos e é quem dá vida à ideia de “amor incondicional”.

É, pai, hoje você já não é tudo aquilo que foi para mim um dia.

Porque agora você é tudo aquilo que é para mim hoje. E hoje é amor dobrado, é amor firme e deliberado, desse filho, adulto e crítico, com um sentimento cada vez mais consolidado.

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