Saiu na Folha de S.Paulo: “Ary Velloso: Pastor que mudou o jeito de pregar”

Estêvão Bertoni, na Folha.com

Na sala de casa, Ary Velloso da Silva fundou no fim dos anos 70 uma igreja. Com o tempo, o número de frequentadores pulou dos cinco iniciais para 15. Com 500, as reuniões ocorriam num hotel.

A igreja batista passou ainda por uma escola de São Paulo antes de ocupar a atual sede no Morumbi, na zona sul da cidade, onde recebe até cerca de 5.000 pessoas.

Ary, filho de um militar, nasceu na mineira Congonhas do Campo e cresceu em Belo Horizonte. Mudou-se para São Paulo para estudar. Na PUC, formou-se em letras.

O mestrado em teologia ele fez nos EUA. Voltou ao Brasil em 1968, já como pastor.

No ano seguinte, em Bauru, conheceu Carolina, uma pianista norte-americana que tinha vindo a São Paulo para se apresentar. Ela retornou ao seu país, mas os dois ficaram noivos por telefone.

Em 1970, Ary foi a Califórnia casar-se na igreja dela. Após oficializarem a união, o casal veio viver no Brasil

O pastor criou igrejas em Campinas, Vinhedo, São Bernardo do Campo, Florianópolis e Granja Viana. Em 2004, saiu da do Morumbi para criar mais uma em Londrina.

Segundo o pastor Lisânias Moura, o amigo modificou a forma dos cultos, tornando-os informais (sem a necessidade de paletó e gravata). Usava músicas e contava piadas –palmeirense, sempre tirava sarro do Corinthians.

Como conta a mulher, o marido vivia com base no versículo “para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”.

Nos últimos 13 anos, viveu com um coração transplantado. Morreu na quarta (25), aos 77, de problemas cardíacos. Teve dois filhos e três netos.

dica da Judith Almeida

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Uma em cada sete pessoas acredita que fim do mundo está próximo, diz pesquisa

Foto: Reuters

Publicado na BBC.

Um estudo realizado pela Ipsos Global Public Affairs, com sede em Nova York, revela que quase 15% da população mundial acredita que o fim do mundo ocorrerá durante sua vida, e 10% dos entrevistados acham que o calendário maia pode significar que vai acontecer em 2012.

Mas seriam os mais pessimistas os únicos que esperam testemunhar o fim do mundo? Como consequência da exposição na mídia da chamada profecia maia, que para alguns significa fixar a data do fim do mundo em 21 de dezembro 2012, era de se esperar análises e reflexões sobre este assunto – mas necessariamente não os impactos na pesquisa.

Embora acadêmicos e especialistas tenham dito que não é verdade que os Maias previram o fim do mundo, a ideia ressoou e foi a inspiração para exposições, livros, documentários e até mesmo para um filme.
Na pesquisa, um em dez acredita que “o calendário maia, que alguns afirmam terminar em 2012, marca o fim do mundo”, e outros 8% admitem ter sentido “ansiedade e medo de que o mundo vai acabar em 2012″.

Razões desconhecidas

Keren Gottfried, pesquisadora-chefe da Ipsos, disse à BBC que a própria agência foi surpreendida com as respostas das 16.262 pessoas, em mais de 20 países, que participaram no estudo.
“Pela primeira vez fizemos esta pergunta e, portanto, não se pode fazer uma comparação ao longo do tempo”, explica ela. “Uma em cada sete pessoas acredita que o mundo vai acabar no curso de sua vida. É um número bastante elevado e acreditamos que devemos continuar pesquisando”, acrescentou.

Para este estudo, os pesquisadores não perguntaram aos entrevistados quais eram suas razões para acreditar que o mundo poderia acabar porque, diz Gottfried, ninguém sabia quantas pessoas iriam dizer acreditar no fim iminente do mundo.
“Se fosse uma percentagem muito pequena, teríamos obtido uma mostra de pouco valor. Agora sabemos que há número suficiente de pessoas que acreditam no fim do mundo e podemos nos aprofundar nos acontecimentos que podem provocá-lo”, acrescenta.
Além disso, um em cada dez pessoas sentem ansiosos ou com medo reconhecido por acreditar que o fim do mundo ocorrerá em dezembro deste ano.

Mais velho, menos temeroso

Os chineses, turcos, russos, mexicanos e sul-coreanos são os mais creem na aproximação do fim do mundo, com 20% dos entrevistados, contra 7% na Bélgica e 8% no Reino Unido.
As pessoas com menor escolaridade ou renda, e aqueles com menos de 35 anos, são mais propensos a acreditar que o “Apocalipse” vai ocorrer durante a sua vida ou até mesmo em dezembro de 2012, e são mais propensos a sofrer de ansiedade ou medo com a perspectiva.
A tranquilidade dos mais velhos é explicada pelos anos já vividos ou talvez seja uma questão de sabedoria com certos tons de ceticismo? “Talvez aqueles que são idosos viveram o suficiente para não se preocupar com o que acontece no futuro”, diz Gottfried, que se diz atraída pela pela ideia de que os mais velhos são mais céticos por terem superado outras crises, o que poderá motivar estudo futuro.

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NASA revela mais evidências de que a vida na Terra pode ter vindo de cometas

Publicado originalmente por Terra

Estudo sugere que o choque de meteoros teria oferecido as condições ideais para a evolução química que originou a vida.

Cometa Holmes (Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia )

A forma como a vida se originou em nosso planeta é uma pergunta que continua sem resposta, pois não havia ninguém aqui para presenciar o acontecimento. Entretanto, podemos considerar que tudo começou a partir de reações químicas entre elementos presentes na atmosfera, nas águas dos oceanos e assim por diante. Contudo, existe um componente em especial que teria sido indispensável para que a vida surgisse, os aminoácidos.

Como os aminoácidos chegaram à Terra é um tema muito discutido, e uma das teorias sugere que eles teriam chegado até nós transportados por meteoros que se chocaram contra o nosso planeta. Mas como os aminoácidos sobreviveriam à viagem, já que a entrada de cometas e outros corpos em nossa atmosfera é extremamente acidentada?

Novas evidências

A NASA divulgou um estudo, liderado pela Dra. Jennifer Blank, que demonstraria que os aminoácidos não só sobreviveram à viagem, como também teriam sido eles os responsáveis por originar a vida em nosso planeta. De acordo com a pesquisadora, essas moléculas poderiam ter viajado em meteoroides — pequenos fragmentos de materiais que vagam pelo espaço — que se fragmentam ao entrar na atmosfera, dando origem aos meteoritos.

Simulações supersônicas

Os cientistas simularam a viagem que os aminoácidos teriam realizado através da nossa atmosfera, atingindo-os com uma espécie de pistola, que dispara gás em alta pressão e em velocidades supersônicas. Essas moléculas se encontrariam a salvo por estarem no interior dos cometas, e as adversidades da viagem — calor extremo, pressão, impacto etc. — não seriam suficientes para rompê-las.

Aliás, os pesquisadores descobriram que a pressão do impacto serviria para contrabalançar o calor extremo, e que inclusive geraria a energia necessária para que os aminoácidos começassem a formar as ligações peptídicas que resultam na formação de proteínas. Ou seja, o fato de que tenham se chocado, na verdade, teria oferecido todas as condições necessárias para que se iniciassem as transformações químicas que podem ter culminado na origem da vida.

De acordo com Blank, os cometas realmente podem ter sido os meios de transporte ideais para trazer os ingredientes necessários para a evolução química que originou a vida, e gostamos do cenário oferecido por esta teoria, pois ele apresenta todos os ingredientes necessários: aminoácidos, água e energia.

dica do João Flores

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