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Igreja Universal: Muita fé no plano de saúde

Marcelo Onaga, na Exame.com

O empreendedorismo está em alta na Igreja Universal do Reino de Deus.

Depois de marcas de bebidas, alimentos e de uma rede de varejo, a igreja do bispo Edir Macedo está construindo um hospital em São Paulo e deverá lançar em breve um plano de saúde voltado principalmente para seus fiéis.

O novo hospital ficará localizado na região do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, em um terreno que já abrigou a sede da Rede Record, emissora que também pertence à Universal.

De acordo com pessoas que acompanham o processo, Macedo determinou que fossem instalados apenas equipamentos de última geração no hospital, principal atrativo do novo plano de saúde. Os cultos da Universal, que tem mais de 15 milhões de fiéis, serão o principal meio de divulgação da novidade.

ilustração: Foto Search

dica do Thiago Ferreira de Morais

Mulher destrói carro do ex após troca de status no Facebook

Mulher entrou com o carro na loja onde o namorado trabalhava (Foto: Reprodução/Daily Mail)Mulher entrou com o carro na loja onde o namorado trabalhava (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Thiago Barros, no TechTudo

Um ataque de ciúmes fez com que Claire Holley, de 31 anos, tivesse que enfrentar a corte britânica no último dia 11. Em janeiro deste ano, a britânica se irritou ao ver que o ex-namorado, Davy Jones, havia mudado o seu status de relacionamento do Facebook para “solteiro”. Ela, então, pegou o Ford Focus do rapaz e saiu desenfreada com ele, batendo na loja Hollywood Bool, em Horwich, próximo de Bolton, no Reino Unido, e destruindo tanto o veículo como o estabelecimento, onde o rapaz trabalhava.

O incidente causou prejuízo de £14 mil, cerca de R$ 42 mil, de acordo com estimativa feita pelos policiais que foram chamados ao local. Clientes e empregados do Hollywood Bool ficaram assustados e entraram em contato com as autoridades poucos minutos depois do ocorrido.

O carro bateu exatamente no local onde o ex-namorado trabalhava: um balcão de serviço de atendimento ao cliente. Algumas horas antes do crime, ele havia terminado o relacionamento com Holley, que ficou furiosa.

A mulher admitiu a culpa e revelou ter ingerido meia garrafa de vinho e algumas doses de vodka antes de dirigir. O promotor responsável pelo caso, Geoff Whelan, explicou que ela deixou o ex-namorado no trabalho um pouco antes do incidente e implorou para que ele não terminasse o namoro. No entanto, quando chegou em casa, leu a atualização do status do rapaz e perdeu o controle. “Ela escreveu no Facebook que estava com o coração partido”, resumiu Whelan.

O ato, no entanto, não passou em branco. Ela foi condenada a nove meses de prisão, mas a sentença ficará suspensa por dois anos. Holley ainda perdeu o direito de dirigir por um ano e meio, já que estava alcoolizada no momento da colisão e precisará obedecer, durante quatro meses, a um toque de recolher de 20h até 7h.

Via Daily Mail

Levaram meu vizinho

Marina Silva

Agora o rolo compressor quer atropelar os direitos indígenas. A PEC 215/2000 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e pretendem que seja votada rapidamente pelo plenário.

Os parlamentares querem ter exclusividade na demarcação de terras indígenas, de quilombolas e de unidades de conservação ambiental. Como os deputados que promovem essa mudança na Constituição são os mesmos que pregam as desastrosas mudanças no Código Florestal e em toda a legislação ambiental, os índios e as organizações civis que os defendem já dizem que daqui por diante a demarcação de suas terras vai parar de vez.

Não que estivesse andando. São mais de 650 terras indígenas e há mais de 300 sendo reivindicadas. Há conflito em centenas delas, com grande violência contra as comunidades. Aliás, o Brasil voltou a conviver com os assassinatos de líderes e massacres de indígenas, uma selvageria que torna ainda mais falsa a imagem “social” com que pretende dar lições ao mundo todo.

Todos sabemos o que motiva os congressistas “reformadores”: dar facilidades de acesso a maiores porções de terra para os grandes, que já têm tudo e querem mais. As terras indígenas, as terras de quilombolas e o ambiente são pedras no sapato do segmento com a visão mais retrógrada, que quer aumentar seu negócio, incorporando mais terra em vez de aprimorar tecnologia.

É difícil dialogar com quem nega a importância da diversidade econômica e sociocultural do Brasil. Mas o problema maior, atualmente, é que o governo e sua “base”, que deveriam mediar esse diálogo para que não fosse tão injusto, estão se omitindo, acuados, diante do trator do retrocesso ruralista, quando não o dirigem servil e alegremente.

Deveriam, ao menos, ter um cuidado: as instituições da República não podem ser reduzidas ao papel de despachantes e prestadoras de serviços, precisam preservar suas funções de mediadoras idôneas face aos diferentes interesses em disputa.

Índios, extrativistas, pequenos agricultores, quilombolas, assim como os moradores pobres na periferia das cidades, são o “elo mais frágil”. Mas não querem ser o “resto da conta” dos que têm poder para multiplicar seus ganhos, subtrair direitos socioambientais e dividir os prejuízos. Por isso, incomodam. Eles denunciam o que a febre consumista já disfarça, mas não consegue esconder: há um autoritarismo com maquiagem democrática.

Como era mesmo a poesia do pastor luterano Martin Niemöller, que citávamos nos anos de chumbo? “Um dia, vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista…”

via Folha de S.Paulo

Churrascaria de SP dá desconto de 50% para quem reduziu estômago

Márcio Pinho, no G1

Uma churrascaria localizada na região de Higienópolis, área nobre de São Paulo, está oferecendo 50% de desconto para clientes que tenham passado recentemente por uma cirurgia de redução de estômago. Eles têm que apresentar algum tipo de atestado, e a promoção vale pelo período de um ano após a cirurgia.

De acordo com João Peduto, gerente da Angélica Grill, a ideia surgiu no ano passado em razão do grande número de clientes que comiam pouco em razão da cirurgia. “As pessoas vinham porque gostam de frequentar o restaurante, mas diziam que não podiam comer muito durante seis meses. Pegavam verduras, um franguinho e quase não tocavam na carne”, explicou o gerente. O objetivo da promoção foi o de que a sensação de prejuízo não afastasse as pessoas da casa. O preço do almoço (sem o desconto) é de R$ 55.

Segundo Peduto, a promoção funcionou inicialmente de maneira informal. Logo, no entanto, o número de interessados cresceu, e a churrascaria passou a pedir que as pessoas levassem algum comprovante médico mostrando que passaram pela cirurgia. “As pessoas têm trazido de tudo. Atestados, receitas, carteirinhas”, afirmou João. “É necessário porque não posso pedir para as pessoas levantarem a camisa.”

A estratégia adotada pela churrascaria foi divulgada na coluna deste sábado (14) pelo jornalista Ancelmo Gois em sua coluna no jornal O Globo. Neste mesmo dia, eram poucos os clientes na churrascaria que pareciam conhecer a promoção. Para Rogério Prado, de 47 anos, que almoçou na casa, a ideia parece ser interessante. “É válido, sim. Pode ser atrativo. Mas a pessoa tem que ver se comer carne está dentro do que a dieta que o médico dela passou”, disse.

Segundo o especialista em cirurgia bariátrica José Luís Correa, normalmente o paciente começa a comer carne vermelha após o primeiro mês de cirurgia se a técnica usada não tiver anel de restrição. “Nos seis primeiros meses, pode ter um pouco de intolerância à carne vermelha, mas habitualmente pode comer bem”, afirmou Correa.