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‘Até a maçã não teremos mais, não pode personagem na embalagem’

<br /> Monica de Souza , filha do cartunista Mauricio de Souza, que inspirou a personagem dos quadrinhos. Com ela, seus “amigos” Cascão e Magali.<br /> Foto: Marcos Alves

Publicado em O Globo

A resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que considera abusiva publicidade dirigida a crianças é alvo de elogios de alguns e críticas de outros. Entre estes, a filha de Mauricio de Sousa, que pede um debate mais racional sobre a questão.

Qual é a relação da Turma da Mônica com a questão da infância?
Nossa meta sempre foi trabalhar para o bem-estar da criança. Passamos valores como amizade, respeito aos pais, aos mais velhos, uma sociedade mais ou menos equiparada, onde todo mundo tenha pai e mãe cuidando com carinho.

No que a resolução impacta o negócio de vocês?

A resolução quer, de alguma maneira, sumir com todos os personagens infantis. Estende-se a embalagens, que não podem ser coloridas, bonecos, que não podem ter som… É muito radical. Podemos trabalhar em conjunto com as instituições para chegar a um denominador comum. A sociedade está consumindo mais, a doença do século é a obesidade, mas isso tem que ser trabalhado com educação, não proibição.

Proibir não é o melhor para proteger a criança?

Se você proíbe uma criança de ver alguma coisa, a está deixando mais alienada. Ela tem que crescer e saber discernir entre certo e errado. A família tem que passar isso. É simplista proibir comerciais de televisão e personagens. Isso vem de uma sociedade que está com problema emocional. Pais e mães estão substituindo o convívio por dar presentes. Isso não é culpa da publicidade, e sim dessa sociedade, que está carente dessa relação.

A resolução ajuda a lidar com o consumismo exagerado?

Empresas deixaram de anunciar para crianças. Qual foi a consequência? Deixou de existir o espaço infantil nas TVs abertas. quando se proíbe uma publicidade dirigida à criança, esta não deixará de ver televisão e vitrines, vai começar a consumir um produto que não é para ela, mas para um adulto. Produtos voltados para crianças são mais bem preparados para elas. Tiraram todo horário infantil da criança da TV, agora os canais passam receitas.

É a publicidade infantil que garante programas infantis na TV?

Sim. Refrigerante não anuncia mais para criança. Mas os comerciais dele são vistos por elas. Esse tipo de resolução é tapar o sol com a peneira. Não vai melhorar o que está acontecendo, o fato, que é a obesidade. Três fatores fazem a criança comer demais: genético, emocional e exemplo da família. Colocar o governo para proibir qualquer publicidade é muito fácil. Educar é que é mais difícil.

As regras que já existem vão no caminho da resolução?

Existem alguns abusos. Merchandising em programa infantil é absurdo. De alguma maneira, você está colocando um ídolo ali dizendo que usa aquele produto. Mas a Maurício de Sousa tem suas regras. A gente não tem licenciamento de refrigerante e bala, porque mudou a sociedade. Faz 16 anos que trabalhamos com frutas no licenciamento. De alguma maneira, estamos fazendo com que a mãe tenha a força do personagem para incentivar a criança a experimentar frutas e verduras.

A resolução inviabiliza isso?

Tudo. Até a maçã não teremos mais, não pode ter personagem na embalagem.

Algo que promove a boa alimentação não estaria preservado?

Não, porque não pode estar associado ao produto. Miram em uma caixa de marimbondo e pegam todos os passarinhos em volta. Que empresa vai licenciar produto para crianças, se vai ter que se defender o tempo inteiro?

Qual é hoje a ética interna da Mauricio de Sousa Produções?

Os personagens ilustram a embalagem, mas não testemunham sobre o produto. A Mônica não fala “essa minha força vem em função disso!”, nunca fizemos isso.

Por quê?

O Maurício proíbe falta de ética, de maneira que desqualifique a criança. Meu pai, por exemplo, não aceita nem ser júri de desenhos, porque não consegue dizer para uma criança que o desenho dela não está bom. Meu pai é um artista. E quer que a arte dele sobreviva a tudo isso.

Quando um personagem aparece em uma embalagem, ele apoia a compra do produto?

Ele não está fazendo com que (a criança) consuma, mas com que escolha aquele produto entre outros.

Isso não é usar uma relação que ela estabeleceu com o personagem em outro lugar, fora do mercado, para sugerir uma compra?

Não é só isso. Tem o aval do Mauricio, que toma cuidado com quem fabrica o produto dele. A gente se pergunta: você daria esse produto para seu filho? Todo mundo quer licenciar, negamos a maioria. E com propostas boas financeiramente.

O uso de personagens infantis em produtos para adultos é uma forma de se aproveitar da influência da criança na família?

A criança já manda na família, está com força fenomenal. Eu não concordo com isso, no meu tempo quem decidia eram a mãe e o pai. Não tem a ver com o personagem, é o poder que a criança está tendo.

Anunciante se aproveita da vulnerabilidade da criança?

É o contrário, a criança está percebendo a vulnerabilidade dos pais, sabe o que quer vestir ou com o que quer brincar. Não vai deixar de consumir, pois a família está consumindo.

O bombardeio mercadológico não contribui para este problema?

Com certeza.

Mas não é contra isso que a resolução quer atuar?

Nas classes A e B há diminuição de obesidade e de consumo, porque se tem mais informação. Por que não se faz a mesma coisa com o personagem? O personagem promovendo educação familiar, educação de consumo, isso é interessante. Vamos pegar essa força para isso também. Não destruindo os personagens.

Garoto negro mostra racismo na rede social Vine

Rashid Polo

publicado na INFO

Rashid Polo geralmente usa os sete segundos de vídeo no Vine para trivialidades. Ora reclama de professores, ora comenta como se sente ao ver a ex com outra pessoa, ora encena um suicídio no caso de ter de ouvir Happy, de Pharrel Williams, mais uma vez.

Mas também gosta de flagrar (e comentar) o racismo velado com o qual atendentes de lojas tratam rapazes negros como ele, de acordo com uma postagem do BuzzFeed. Basta entrar em um mercado ou uma loja de conveniência e lá está o funcionário, rondando-o para ver se o rapaz não furta algo.

“Ela está me seguindo pela loja o tempo to… Olha lá! Ela pensa que eu estou roubando!”

“Ela pensa que eu estou roubando! Ela pensa que eu estou roubando! Reparem.”

Acessório para iPhone promete facilitar o uso do celular permitindo segurar aparelho de maneira “mais confortável”

Inútil? Acessório para iPhone promete facilitar o uso do celular permitindo segurar aparelho de maneira "mais confortável"

publicado no TecMestre

Se você acha cansativo o movimento de levantar o braço e levá-lo até o ouvido com o celular, terá agora a chance de ter uma vida mais confortável. Um acessório (bizarro) foi criado para permitir segurar o iPhone de modo incomum.

Apelidado de Fonhandle, o dispositivo, disponível essencialmente para aparelhos iPhone, conta com um cabo extensor anexado. Com isso, o usuário pode segurá-lo na ponta de tal cabo, fazendo com que o telefone chegue até a altura dos ouvidos com “menos trabalho”.

O dispositivo também possui uma função interessante para aqueles fissurados por selfies. Com ele é possível ter um ângulo maior para registrar esses tipos de conteúdos.

A invenção é de Yonatan Assouline, empresário que vive em Tel Aviv, em Israel. Ele afirma que o dispositivo fica “mais chique” com a presença do acessório.

O produto foi colocado no Kickstarter, a fim de arrecadar fundos para sua produção. Ele estará disponível nas cores preta, branca, rosa, verde e marrom. Os modelos disponíveis até então são apenas dos iPhones 5 e 5S.

Uma casa onde o morador decide o que fica dentro (ou fora)

Inspirada em projeto conceitual, casa construída em Bauru, pelo escritório FGMF, traz cobertura e pérgolas deslizantes

publicado no Estadão

Em 2009, a revista britânica Wallpaper elencou o escritório paulistano FGMF, dos arquitetos Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz, em seu Architects Directory: uma edição especial que elenca, a cada ano, os 30 escritórios de arquitetura considerados pela publicação como os mais promissores do mundo.

Para constar no diretório, que pela primeira vez incluía um escritório brasileiro, o trio elaborou, a pedido, um projeto conceitual batizado de Casa Tic Tac, uma residência unifamiliar na qual paredes dotadas de trilhos permitiriam a seus moradores recriar permanentemente a planta do imóvel.

Capa da edição 251 de nosso suplemento, o projeto encantou um leitor residente na cidade de Bauru, interior de São Paulo, que não hesitou em contatar o FGMF movido pelo desejo de morar em uma casa nos moldes da apresentada pela reportagem. E ele conseguiu.

“Desde nosso primeiro encontro, ficou claro que ele gostaria de algo no espírito, mas não de construir uma réplica da Tic-Tac”, conta Gimenes. “A mulher dele disse até aceitar paredes móveis, mas a casa deveria ser ‘normal’ e não ultrapassar 200 m²”, completa Forte.

Com esses condicionantes em mente, a equipe foi visitar o terreno, em um condomínio. “Era uma área no limite do empreendimento, sem grandes vistas a privilegiar. Optamos, então, por criar uma casa-pátio, voltada para dentro e na qual, no lugar das paredes, seria a cobertura que se movimentaria”, diz.

“Percebemos que, enfatizando as transparências com painéis de vidro abertos para uma sequência de pequenos pátios, poderíamos sugerir uma área construída ampliada, diminuindo a sensação de confinamento. Além disso, a construção ficaria mais orgânica, apesar do traçado ortogonal”, explica Gimenes.

Outra consequência é que, uma vez finalizada, a obra não contaria com fachadas definidas, com exceção da frontal. Não haveria, por exemplo, um jardim da frente ou dos fundos. Áreas externas seriam tratadas como as internas e, por fim, não existiria uma hierarquia espacial.

“Existe nesse projeto uma investigação sobre a casa enquanto objeto construído: não se trata simplesmente de um abrir e fechar de portas. Aqui o morador pode transgredir essa regra, vivendo em ambientes intermediários”, resume Forte, diante da obra, recém-construída, passados pouco mais de dois anos desde o primeiro encontro com o casal de proprietários.

Com fechamento realizado por meio de paredes de concreto aparente intercaladas com grandes áreas envidraçadas – e tendo sua cobertura deslizante como grande trunfo –, a casa Tic Tac de Bauru é bastante eficiente em termos de ventilação. Além de dispor de farta oferta de luz natural durante qualquer hora do dia.

Bem estudado, o jogo de cheios e vazios torna muito tênue a divisão entre o que é dentro e o que é fora e, como consequência, a sensação que se tem é de uma casa muito maior do que realmente é. “A separação entre paisagismo e construção se diluiu”, comenta outro autor do projeto, Rodrigo Marcondes Ferraz.

“Os clientes não faziam questão de piscina. No entanto, durante o desenvolvimento do projeto, nos pareceu que um trecho de água, era algo bastante importante. Pelo frescor, pelo reflexo do sol, pela importância paisagística”, diz Ferraz. Para ele, trata-se de um projeto em que foi possível, na prática, fazer ensaios construtivos, funcionais e formais – uma espécie de laboratório. Mas não sem esforços.

Acostumado a construir galpões industriais, o fornecedor das paredes de concreto, por exemplo, teve certa dificuldades em entender alguns dos detalhes propostos. “O ideal seria que todos os projetos tivessem esse viés de investigação. Para nós, isso faz parte da responsabilidade da arquitetura”, completa Gimenes.

Artista filipino transforma famosos em bonecos perfeitos

publicado no Papel Pop

Será o fim daquelas bonecas medonhas que os famosos costumam ganhar? O artista filipino Noel Cruz te chamado atenção por seu trabalho incrível que transforma grandes personalidades da TV , do cinema e da música em bonecas quase perfeitas.

Ele utiliza bonecas pré fabricadas, modelos conhecidos como Gene, Sidney e Tyler e transforma em verdadeiras obras de arte.

Fica tudo muito lindo!

Noel (2)

Nas fotos de divulgação, a gente pode conferir os trabalhos que ele fez com Harry Potter, Jack Sparrow, Malévola, Michael Jackson, Miranda Priestly, entre outros.

Noel (15)

Harry Potter

Noel (4)

Michael Jackson em “Thriller”

Noel (5)

A Malévola ficou muito perfeita!

Noel (7)

Uau!

Noel (18)

Miranda Priestly

Noel (8)

Olha ele “construindo” o Harry Potter…

Noel (9)

Zombie Man

Noel (11)

Lady Gaga

Noel (13)

Jack Sparrow

Noel (14)

Ian Somerhalder

Noel (16)

Cher!

Noel (19)

A gente tá morrendo com o Michael antes da tranformação. Hahahaha. Olha como o resultado final fica incrível!

Para saber mais sobre o Noel, acesse a página oficial dele.

Ah, ele costuma colocar algumas obras para leilão no Ebay, então se você se interessou, tem que ficar de olho.