Tristeza é emoção que demora mais tempo para passar, diz estudo

Por Jairo Bouer, no UOL

Uma pesquisa revela que a tristeza é a emoção que demora mais tempo para passar. A sensação que temos após o rompimento de um namoro ou a perda de um ente querido dura 240 vezes mais do que a vergonha, a surpresa ou o tédio, segundo pesquisadores da Universidade de Leuven, na Bélgica.

Para chegar à conclusão, eles coletaram depoimentos de 233 estudantes universitários sobre episódios recentes que resultaram em emoções. Os resultados foram publicados na revista Motivation and Emotion.

De acordo com o levantamento, que avaliou 27 emoções, a tristeza leva uma média de 120 horas para passar. Já o ódio tem uma duração média de 60 horas e a alegria, de apenas 35 horas. O desespero costuma durar 24 horas e o ciúme, 15 horas.

No fim da lista, as emoções que passam mais rápido são a vergonha e o nojo – que desaparecem, em média, depois de meia hora.

Segundo os pesquisadores Philippe Verduyn e Saskia Layrijsen, o tédio também está entre as emoções mais fugazes – costuma durar duas horas – ainda que as pessoas tenham a sensação de que o tempo passa mais devagar ao ficar entediadas.

O estudo ressalta que emoções mais curtas têm relação com eventos que têm importância menor para as pessoas. No entanto, quando acontece algo de maior impacto na vida de uma pessoa, ela tende a repensar o acontecimento continuamente. Essa mania de “ruminar” faz com que certas pessoas sintam ansiedade e culpa, por exemplo, por longos períodos.

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Grupos pressionam pelo fim do celibato na Igreja Católica

Publicado na Folha de S. Paulo

Eles não planejavam se apaixonar. Não queriam ser alvo de fofocas maldosas. Não haviam imaginado manter encontros secretos, mas foi assim que aconteceu desde que uma mulher e um padre desafiaram um tabu da Igreja Católica e se envolveram.

“Algumas pessoas me veem como o diabo”, disse a mulher, que, em companhia do padre com o qual está envolvida, concordou em falar sobre sua situação.

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Os dois pediram anonimato temendo agravar a desaprovação dos pais, que sabem da situação, e o desdém de amigos e paroquianos, que suspeitam de que a amizade seja mais do que platônica.

“Corro o risco de perder tudo se isso se tornar público”, disse o padre. Eles aceitaram falar, diz sua parceira, porque “sofrer nos leva a tentar mudar essa injustiça”.

Uma busca online com o termo “apaixonada por um padre” leva a uma sucessão de blogs de amantes contestados pela igreja.

No Facebook, um grupo de 26 mulheres chegou a fazer uma petição ao papa Francisco pela mudança do celibato obrigatório para os sacerdotes católicos, o que aliviaria seu sofrimento.

“É realmente difícil explicar essa relação a alguém que não tenha passado por isso”, disse uma das signatárias, que também está envolvida com um padre. “Queríamos informar ao papa que esse sofrimento é generalizado.”

Ela voltou a escrever ao papa em setembro, pouco antes do Sínodo Episcopal, uma reunião de cerca de 200 religiosos convocados ao Vaticano para discutir questões que as famílias enfrentam nas sociedades contemporâneas.

Foi o sínodo acompanhado com mais atenção em décadas, e alguns vaticanistas traçaram paralelos com outro convocado pelo papa Paulo 6º em 1971, no qual o celibato obrigatório dos padres foi a questão central.

Naquele momento, após uma discussão acalorada, o sínodo reconfirmou o celibato obrigatório, e não houve revisão oficial dessa posição em 40 anos. Aqueles que esperavam que a questão fosse retomada no sínodo de outubro sofreram nova decepção.

Mas cada vez mais organizações de padres nos EUA, Austrália, Irlanda e outros países continuam a pressionar por mudanças.

Aqueles que contestam o celibato clerical apontam para a escassez mundial de padres e para estudos que demonstram que o celibato desencoraja jovens que desejam se tornar sacerdotes.

As estatísticas recolhidas pela Congregação para o Clero não especificam os motivos para que padres “desertem”, mas os críticos sugerem que o celibato clerical seja em parte a razão.

Embora não haja números específicos, o Advent, grupo de apoio a padres que deixaram a vida sacerdotal no Reino Unido, estima que cerca de 10 mil homens tenham abandonado o sacerdócio católico para se casar nos últimos 50 anos, e isso apenas na Inglaterra e País de Gales.

A escassez exerceu impacto significativo sobre várias paróquias, diz Alex Walker, líder da Advent, que deixou o sacerdócio para se casar.

“Os bispos podem continuar orando por mais jovens com vocação para o sacerdócio, ou podem estudar o que fazer a respeito”, completou.

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Facebook adiciona o botão de “doar” para campanha contra Ebola

A contribuição irá para qualquer uma das três instituições com fins não lucrativos envolvidas com o combate à doença – a Cruz Vermelha Americana, o International Medical Corps e o Save The Children.

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O Facebook está acrescentando mais um item ao feed de notícias de seus usuários: um botão de “doe agora” para contribuir na campanha contra o Ebola. A inclusão acontece a partir desta quinta-feira (06) na versão em inglês da rede social e provavelmente estará presente em seus idiomas alternativos. A contribuição irá para qualquer uma das três instituições com fins não lucrativos envolvidas com o combate à doença – a Cruz Vermelha Americana, o International Medical Corps e o Save The Children.

A atitude de Mark Zuckerberg para contribuir no combate à doença não é o único gesto tomado pelo CEO em relação ao assunto. No dia 15 de outubro, ele e sua esposa, Priscila Chan, doaram U$25 milhões para o Centers for Disease Control Foundation, para tentar pôr um fim ao alastramento do Ebola durante o mês passado.

Além do botão de “doe agora,” o Facebook incluirá uma parceria com a UNICEF para espalhar informações mais precisas sobre a situação da doença no oeste da África. As mensagens aparecerão no feed de notícias dos usuários da rede social que moram nas regiões afetadas, explicando como funciona a detecção, a prevenção e o tratamento. Segundo a equipe de engenheiros do Facebook, metade dos 200 milhões de usuários da internet do continente africano estão na rede social.

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5 cidades ideais para Lobão se exilar (caso mude de ideia novamente)

ATO PÚBLICO EM APOIO à CANDIDATURA DE AÉCIO

Publicado no Brasil Post

Tão logo Dilma Rousseff (PT) foi reeleita presidente do Brasil ontem (26), os usuários do Twitter passaram a cobrar uma promessa feita pelo músico Lobão dias depois do primeiro turno: sua partida para o exterior no caso de uma vitória petista.

Na coluna do dia 15 de outubro, Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, publicou em sua coluna algumas aspas atribuídas ao roqueiro:

Lobão, que diz que cogita até deixar o Brasil caso Dilma se reeleja, afirmava querer só um lugar onde possa “continuar fazendo música e escrevendo”. “Já que, no caso, parece que não vai ficar sendo possível por aqui [se o PT vencer]. Mas estou lutando desesperadamente para que isso não aconteça.” O cantor diz que o “exílio” é “muito mais uma coisa dramática do que um capricho”.

Diante dos pedidos populares na noite de ontem, Lobão mudou de ideia. Tal qual um D. Pedro de Alcântara pós-moderno — transgressor como aquele outro, que bradou sua contrariedade ao pedido da Coroa Portuguesa, em 1822 —, Lobão tuitou uma versão contemporânea de “Diga ao povo que fico”:

Entretanto, caso Lobão mude de ideia (novamente) e resolva exilar-se do Brasil, estes são os cinco lugares para onde ele pode seguir. Os países das cidades listadas abaixo encabeçam o Índice de Liberdade Econômica 2014, que contempla 178 nações e considera categorias como liberdade fiscal, grau de corrupção e direito à propriedade. Além do índice, o Brasil Post pesquisou valores de passagem (só de ida).

5º lugar: Auckland
Índice de Liberdade Econômica 2014
Pontuação: 81,2

Valor da passagem aérea (somente ida)
1.524 dólares, pela Etihad Airways
(voo de 1º de novembro)

4º lugar: Genebra
Índice de Liberdade Econômica 2014
Pontuação: 81,6

Valor da passagem aérea (somente ida)
1.044 dólares, pela Turkish Airlines
(voo de 1º de novembro)

3º lugar: Sydney
Índice de Liberdade Econômica 2014
Pontuação: 82,0

Valor da passagem aérea (somente ida)
1.315 dólares, pela Etihad Airways
(voo de 1º de novembro)

2º lugar: Cingapura
Índice de Liberdade Econômica 2014
Pontuação: 89,4

Valor da passagem aérea (somente ida)
1.120 dólares, pela Delta
(voo de 1º de novembro)

1º lugar: Hong Kong
Índice de Liberdade Econômica 2014
Pontuação: 90,1

Valor da passagem aérea (somente ida)
893 dólares, pela South African Airways
(voo de 1º de novembro)

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‘O pastor Silas Malafaia terá influência no governo Marina?’

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Sérgio Pavarini

Em meio ao tiroteio político nas redes sociais, militantes dos partidos alvejam sem piedade (e, muitas vezes, sem noção) outros candidatos. A situação se agrava quando jornalistas  acrescentam em suas receitas ingredientes como a desinformação e o preconceito, desandando a massa. Infelizmente, com trocadilho.

A pergunta que duas colegas fizeram nesta semana a um assessor de Marina Silva ilustra a série de equívocos no tratamento dispensado ao rebanho durante a campanha eleitoral. Segundo o chavão insanamente repetido, “os evangélicos podem decidir as eleições”. #zzzz

Apesar de o texto (excelente) do Ricardo Alexandre na CartaCapital ter mais de 103 mil likes, muitos jornalistas parecem não ter apre(e)ndido as lições e continuam tratando os crentes como um bloco ignaro monolítico. Embora seja meio constrangedor, é hora de fazer novamente uma confissão pública: somos desunidos e, pior, marcados por (in)diferenças.

Apressados na hora da pesquisa, alguns veem no Google que Malafaia é da Assembleia de Deus, a maior igreja pentecostal brasileira. Quase isso.  Malafaia é figura controvertida e contestada dentro da própria denominação. Basta pesquisar vídeos no Youtube para vê-lo surtado (como sempre) porque seus produtos eram boicotados na rede de lojas da denominação.

Com a morte do sogro em 2010, Malafaia assumiu a igreja Assembleia de Deus da Penha (RJ) e marotamente trocou o nome para “Vitória em Cristo”, o mesmo de seu programa de TV. Em números, a Convenção das Assembleias de Deus tem mais de 12 milhões de membros. Malafaia, 25 mil. O nome é o mesmo, porém o sobrenome e o grupo são beeem diferentes. Fácil entender os decibéis de seus tuitaços.

Dizer que Marina e Silas são assembleianos (e, por maldade eleitoreira inferência, muito parecidos) equivale a afirmar que Marisa Monte e Valesca Popozuda são cantoras. Campanhas pré- eleições sempre confirmam o provérbio iídiche que “uma meia-verdade é uma mentira inteira”.

Para reforçar um pouco mais a questão das divisões, quem conseguiria promover um prosaico aperto de mão entre Edir Macedo e o cunhado R.R. Soares? Vídeos da Universal mostram ~demônios~ dizendo que gostam da Mundial, igreja liderada por Valdemiro Santiago, outro desafeto máster de Macedo. Interpretações bíblicas nos separam e brigas denominacionais criam inimizades que só devem ser resolvidas na vida eterna. Qualquer que seja o destino das partes envolvidas.

charge: Internet
charge: Internet

Uma ilustração recorrente diz que “A igreja é como a arca de Noé, cheia de animais esquisitos” (de perto ninguém é normal, né, Caetano). Essa “fauna” reúne gente como Anivaldo Padilha, perseguido por sua luta pela democracia durante o regime militar, atletas como Kaká, David Luiz e Victor Belfort e celebridades como Heloísa Perissé, Claudia Leitte e Marlene Mattos.  Para confirmar a diversidade, não podemos nos esquecer de gente como Gretchen, Monique Evans e Kid Bengala (Kid Varão?) que (para desespero de alguns) em diferentes momentos testemunharam sobre sua relação com igrejas evangélicas. É ou Noé?

Em exames de sangue, uma amostra é suficiente para fazer a análise. O mesmo não acontece com o rebanho. Por favor, não tipifiquem os pastores usando os 5 que aparecem na lista da Forbes. Não tentem rotular os políticos cristãos tendo como parâmetro o histrionismo jeca de Marco Feliciano (até hoje chamado de “Marcos” por jornalistas distraídos).

Como acredito que política e religião se discutem (apenas o meu desmatado Palmeiras é assunto proibido), selecionei alguns trechos de uma matéria mega interessante publicada na Impacto. A revista circula há 15 anos e a última edição tem o duo às vezes desafinado “política e evangélicos” como tema.

Por aquele tipo de acaso que no dialeto brega-cristão é chamado de “jesuscidência”, quem assina a matéria também é o Ricardo Alexandre. Ele entrevistou meu amigo Carlos Alberto Bezerra Jr (deputado estadual pelo PSDB-SP) e Marina Silva, colunista do Pavablog, entre outros predicados de responsa. A entrevista aconteceu antes do acidente que vitimou Eduardo Campos.

O site da revista traz um trecho maior e, claro, os detalhes para adquirir (ou assinar) a publicação. #recomendo

ed79A liberdade, por exemplo, é um valor cristão. As sociedades que foram “salgadas” pelo evangelho normalmente experimentam mais liberdade. O respeito aos que pensam e vivem de forma diferente da nossa é uma realidade muito presente no Evangelho e isso de forma até revolucionária. O cristão que envereda pelo caminho da política precisa ter isso em mente. (Marina Silva)

Minha fé vale mais do que qualquer posição política, mas o que vejo nas bancadas religiosas não me parece reflexo dos princípios bíblicos. A contribuição evangélica na política precisa exceder o campo moral e a defesa de privilégios para impérios eclesiásticos. (Carlos Alberto Bezerra Jr)
 
Meu entendimento sobre a política como um serviço de natureza republicana e meus princípios pessoais, orientados pela fé que professo, me ensinam que devo procurar, nas ações políticas, o benefício de todas as pessoas, independentemente de suas diferenças políticas, socioculturais e religiosas. (Marina)
 
Sonho com o dia em que os cristãos do país farão “marchas para Jesus” pelas mulheres vítimas de violência, pela erradicação da miséria, da exploração sexual de crianças e do trabalho escravo. (Bezerra)
 
Ao longo de minha vida pública, tenho tido o cuidado de não fazer de púlpitos palanques e nem falar em palanques como se fossem púlpitos, por mais que essa mistura possa parecer pragmaticamente vantajosa em termos eleitorais. (Marina)
 
Onde sobra discurso, falta ação – não foi à toa que Jesus chamou de “guias cegos” aqueles que coavam mosquitos e engoliam camelos. Precisamos nos importar com temas morais. Mas é preciso ir além. Às vezes, parece que a única maneira de fazer com que certas bancadas evangélicas se importem com a corrupção, por exemplo, é tornando-a atentado ao pudor. (Bezerra)
 
Política é serviço. A visão republicana da política é servir ao bem comum. E a Bíblia orienta para que façamos isso com integridade, pois o sal evita a degradação, e com justiça, que é respeitar e defender direitos de todos. É defender o que traz luz para as trevas da injustiça. Às vezes, “ser sal e luz” significa nos posicionar em defesa dos interesses dos pobres, dos que não têm voz como os índios ou os negros, os que perambulam pelas ruas sem moradia. Às vezes, significa defender a integridade dos biomas, os “jardins” citados em Gênesis 2.15. Às vezes, é lutar por uma ideia mais do que por coisas práticas. (Marina)

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