Curta: “Esta Terra é Minha”

KENTARO MORI, no S&H

Esta Terra é Minha, Deus deu esta Terra para Mim“, cantado na voz aveludada de Andy Williams, em uma tragicômica animação de Nina Paley sobre aquele pequeno pedaço de terra no Oriente Médio tão disputado desde os primórdios da história.

Dos primeiros habitantes coletores aos da terra de Canaã, passando pelos egípcios, assírios, aos “filhos de Israel” no antigo testamento, babilônios, macedônios, gregos, ptolemaicos, selêucidas, de volta aos hebreus, aos macabeus, romanos, bizantinos, califas, cruzados, mamelucos, otomanos, árabes e então aos tempos modernos, com a dominação europeia representada pelos britânicos, que então dividiram as terras entre palestinos e judeus… que continuam disputando esse pequeno pedaço de terra até hoje, na luta representada na animação pelo Hezbollah e o estado de Israel.

Paley deixa claro que esse é apenas um cartum, sem pretensão de ser uma representação histórica rigorosa de todo o sangue derramado, e na animação arrisca uma visão do futuro: ao final <spoiler>o verdadeiro dono da terra, o verdadeiro heroi do Antigo Testamento, é o Anjo da Morte</spoiler>.

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Feliz Dia da Reforma Protestante – comemorando à moda de Lutero

Postado originalmente em Domingo de Massa

Ontem à noite, enquanto escrevia um artigo sobre o dia 31 de outubro, veio-me uma vontade irresistível de sair pelas ruas de São Paulo afixando teses de conclamação à volta ao Evangelho puro e simples de Jesus. Mas, como fazer isso?

De improviso mesmo. Ligamos para algumas pessoas, e conseguimos a adesão do Josef. Então ele imprimiu a Declaração de Cambridge (que versa sobre as cinco solas: Sola Scriptura, Sola Fide, Solus Christus, Soli Deo Gloria e Sola Gratia) e, por volta da 1:00h da madrugada, saímos ele, o Paulo Siqueirae eu em direção à Moóca e ao Brás, onde se localizam as sedes de alguns ministérios que precisam se voltar ao Evangelho puro e simples.

Nossa primeira parada foi na R. Dr. Almeida Lima, onde se localiza o Renascer Hall. Havia alguns poucos carrões entrando àquela hora, possivelmente uma reunião de pastores ou bispos. As luzes internas estavam ligadas, e temíamos pela presença de seguranças (afinal sabemos dos seus métodos). Enquanto eu filmava, na minha “tecpix menos que genérica”, o Paulo e o Josef colaram as teses. Em seguida, saímos rapidamente.

De lá, fomos ao Brás, na Av. Celso Garcia, onde se localiza a sede da Adbras Ministério Madureira, do Pr. Samuel Ferreira. Colamos as teses no vidro de entrada, atravessamos a rua e fizemos o mesmo na Igreja Universal do Reino de Deus. Logo depois, partimos para a Rua Carneiro Leão, também no Brás, e afixamos as teses na entrada da Igreja Mundial do Poder de Deus. E então fomos embora, pois já era quase 3 da manhã.

Só posso dizer que toda a honra e toda a glória pertencem a Cristo, pois nada foi previamente planejado. Em poucas horas, imprimimos um texto e saímos pelas ruas, no início sem saber bem para onde ir. Mas creio que Deus nos direcionou, e que algumas pessoas puderam ler os textos antes que fossem arrancados. Se bobear, algum ainda deve estar afixado. A Deus toda a honra e toda a glória sempre.

Afixando as teses na Igreja Mundial do Poder de Deus Sede
Teses fixadas na entrada do Renascer Hall

Apesar da garoa, do frio, do medo de sermos pegos, foi uma experiência muito marcante para mim, e fico feliz de ter podido participar. Se hoje há milhares de crianças fantasiadas de bruxos e monstros batendo nas portas e divulgando o “dia das bruxas”, houve alguns cristãos que bateram nas portas das catedrais gospel “pregando” o Evangelho puro e simples de Jesus.

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Trollada com falso câncer de Justin Bieber faz fãs rasparem o cabelo

Trollada com falso câncer de Justin Bieber faz fãs rasparem o cabelo (Fonte da imagem: Reprodução/Music Feeds)

Renan Hamann, no Tecmundo

Se um dos seus maiores ídolos estivesse com câncer e, por causa do tratamento, começasse a perder cabelo, você rasparia a sua cabeça como forma de solidariedade? Pois uma notícia de que Justin Bieber estaria sofrendo com tumores começou a circular na internet e uma grande quantidade de jovens norte-americanos resolveram ficar “Carecas por Bieber” (BaldForBieber), em homenagem ao astro.

Uma história bonita de devoção dos fãs? Seria, mas a verdade é que Justin Bieber não está doente e as notícias que circularam sobre o caso eram falsas. Todo o processo começou no 4Chan, que criou os boatos, emitiu uma série de tweets sobre o caso e também montagens que mostram Bieber sem os cabelos. E é no vídeo produzido pelos trolls que os fãs são convocados a raspar suas cabeças (você pode conferir logo abaixo).

Não demorou muito tempo para que a hashtag #BaldForBieber se popularizasse. Isso levou muitos fãs a raspar seus cabelos, sendo que boa parte publicou imagens na internet. Você pode conferir uma galeria com fotografias de pessoas que caíram na pegadinha por este link. Há também como acompanhar o andamento do assunto no Twitter por aqui (pode conter linguagem ofensiva). A lição dessa história? Confira suas fontes antes de raspar os cabelos por um ídolo.






Fonte: Bald for Bieber e Music Feeds

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Coragem macunaímica

Ricardo Gondim

Coragem é uma virtude menos importante. Para ser intrépido ninguém precisa de caráter, basta atrevimento. Muitas vezes o corajoso, ao embarcar em alguma empreitada, necessita desvencilhar-se de certos escrúpulos. O arrojado abre mão da cautela. Na lógica do valente, quanto mais afoito, mais bem sucedido, pois coragem prescinde da prudência – daí os jovens se tornarem tão bons soldados e tão maus motoristas.

Outra característica dos audazes é a pressa. Arriscam-se porque não se dispõem ao longo processo de construir projetos passo a passo -acham melhor arriscar que trabalhar. Sérgio Buarque de Holanda afirmou que o processo de colonização, na verdade exploração, dos trópicos aconteceu pelo empenho do aventureiro e não do imigrante, que deseja construir um novo mundo: “Não se processou, em verdade, por um empreendimento metódico e racional, não emanou de uma vontade construtora e enérgica: fez-se antes com desleixo e certo abandono”. Abandono, marca típica dos corajosos.

A raiz brasileira foi macunaímica – do herói sem caráter. Os puritanos não conseguiram inserir religião ou cultura, embora tenham tentado em Pernambuco e no Rio de Janeiro. Os tipos que desembarcaram no vasto litoral da ilha de Santa Cruz só enxergavam a generosa amplitude da terra, vulnerável ao desvirginamento (estupro).

O Brasil se fez com poucos trabalhadores e com atrevidos aos montes. As incursões, que se diziam em nome do progresso nacional, tiveram protagonistas intrépidos – mas sempre restritos à ética da aventura. O Brasil engatinhou por séculos em esboçar uma ética do trabalho. Tais personagens no Brasil colonial só atribuíram valor moral positivo às ações que sentiam ânimo de enfrentar.

O atrevimento que alavancou a colônia, depois o império e mais tarde a república, prescindia do tipo trabalhador, que abraça a terra como sua. Eles ficavam mais próximos das qualidades do aventureiro, como detectou Buarque de Holanda: “audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem – tudo, enfim, quanto se relacione com a concepção espaçosa do mundo, característica desse tipo”.

Essa ética do aventureiro fez o caminho inverso dos puritanos na Nova Inglaterra. Por aqui buscava-se a recompensa imediata com o esforço mínimo. Sérgio Buarque notou que nas raízes do Brasil, os protagonistas viam o trabalho árduo, que busca uma existência estável, justa, solidária, como vicioso e desprezível. O historiador chegou a dizer que “na obra da conquista e colonização dos novos mundos coube ao ‘trabalhador’, no sentido aqui compreendido, papel muito limitado, quase nulo… a época predispunha aos gestos e façanhas audaciosos, galardoando bem os homens de grandes vôos”.

“O que o português vinha buscar era, sem dúvida, a riqueza, mas riqueza que custa ousadia, não riqueza que custa trabalho”. Para ser Bandeirante ninguém precisava necessariamente ser decente. Valentia bastava. O projeto colonialista se resumia a violentar nações indígenas com o intuito único de arrancar delas e do solo o máximo de pedra preciosa, de ouro e de prata – e depois voltar para a “civilização” para usufruir, pelo resto da vida, os dividendos da empreitada.

Séculos depois, a situação perdura. Brasileiros continuam engatinhando na ética do trabalho, embora se mantenham arrojados quando vislumbram qualquer chance de riqueza. Desperdiça-se energia em descobrir um “jeitinho” para a prosperidade. O atalho para o sucesso ou o macete para não ter que trabalhar, seduz.

Muita água já correu por baixo das pontes desde que retalharam o país em Capitanias Hereditárias. O mundo dos Bandeirantes enfronhados pelos sertões tropicais já não existe. Mas o país continua exposto a vigaristas parecidos com os de outrora. Nos quatro cantos do país sobram espertalhões ávidos em achar um novo filão de esmeraldas.

O meio religioso parece o mais fragilizado. Não faltam pregadores prometendo mundos e fundos. “Quem conseguir a sorte de ver-se apadrinhado pelo Todo Poderoso desfrutará o melhor dos mundos”. Então para que estudar ou trabalhar de sol a sol? Com uma oração forte Deus abre janelas e faz ricos – mais ricos que Salomão. Para que ter um currículo, montado tijolo por tijolo? Basta fé.

Talvez, como aconteceu com Israel no tempo do cativeiro da Babilônia, o Brasil só encontrará o seu caminho depois que bater no fundo do poço. Mas isso não seria bom. Uma enorme crise colocaria em risco o estado democrático e de direito. E nas grandes crises o chão se torna fértil para que surjam novos monstros: ditadores, torturadores, facínoras. Se faz parte do código genético cultural brasileiro querer levar vantagem em tudo, carecemos então de uma nova cultura. Resta continuar resistindo, denunciado e prendendo esses grandes corajosos que ainda povoam o nosso dia a dia – eles têm grande chance de serem corruptos, embusteiros e charlatões.

Soli Deo Gloria

Fonte: site do Ricardo Gondim

Foto: Elza Lima

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Lady Gaga vira nome científico de samambaia recém-descoberta na Costa Rica

Reportagem da EFE publicada no UOL

Três cientistas americanos que descobriram uma nova espécie de samambaia na Costa Rica decidiram batizá-la como Gaga Germanotta em homenagem à cantora Lady Gaga, informou nesta quinta-feira (25) o jornal costarriquenho La Nación.

“Queremos homenagear uma artista que desfraldou a bandeira da igualdade, do respeito à diversidade e à liberdade pessoal”, disse Kathleen M. Pryer, cientista que junto com Fay-Wei Li e Michael D. Windham descobriu este novo tipo de samambaia.

“Não a conhecemos (a artista), mas queremos conectar a botânica com o mundo através de uma cantora como ela”, acrescentou Kathleen, diretora do herbário da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Kathleen contou que ela e os outros dois cientistas pediram permissão ao empresário de Lady Gaga, cujo nome real é Stefani Joanne Angelina Germanotta, para usar seu nome na samambaia e em outras 18 espécies novas encontradas em outros países da América.

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