Artista fotografa crianças fumando

Publicado na Galileu As imagens de um garoto indonésio de dois anos de idade que fuma chocaram muitas pessoas em 2010, quando foram divulgadas. Impressionaram inclusive o fotógrafo belga Frieke Janssens, que se inspirou no bebê fumante para produzir a série de fotos intitulada Smoking Kids, em que diversas crianças posam com cigarros nas mãos. A escolha por modelos mirins, que têm entre 4 e 9 anos, foi feita para levantar questões a cerca da proibição de fumar – na Bélgica, é vetado o fumo em restaurantes e bares desde 2007. A ideia de Frieke é fazer as pessoas refletirem se os fumantes são tratados como crianças, que não conseguem discernir entre o que é bom ou ruim para a sua saúde.

Leia Mais

Com Falcão como pastor pop-star e vocalista do Natiruts como assaltante, “Um Assalto de Fé” satiriza igrejas evangélicas

Natalia Engler, no UOL

Três pilantras pés-rapados, uma igreja evangélica não exatamente idônea e um plano de assalto – é essa a receita da comédia “Um Assalto de Fé”, estreia da diretora brasiliense Cibele Amaral na direção de longas-metragens, que chega aos cinemas nesta sexta-feira (2), depois de ser exibida nos festivais de Brasília e do Rio em 2010, com o título de “O Galinha Preta”.

Com potencial para causar polêmica entre evangélicos, o filme tem Alexandre Carlo, vocalista do Natiruts, como protagonista, além da participação do cantor e humorista Falcão como um pastor pop-star.

Falcão, que já fez graça com religiões em músicas como “Onde Houver Fé, que Eu Leve a Dúvida”, conta que existe muita expectativa sobre como sua atuação como pastor. “Ainda não recebi críticas de evangélicos, porque o filme só está estreando agora, mas estou preparado. O cinema em geral é feito para criar discussão. Achei muito interessante o roteiro e a critica que o filme faz dessas igrejas mafiosas”, diz Falcão, que também compôs as músicas que seu personagem canta no filme, junto com o diretor musical Patrick de Jongh.

O roteiro de “Um Assalto de Fé” se baseia no conto “Trabalho do Galinha Preta”, do escritor e músico brasiliense Evandro Vieira, e acompanha os ex-assaltantes Galinha Preta (Alexandre Carlo) e Lapão (Lauro Montana), que estão na pior, durante o planejamento e execução de um assalto a uma igreja evangélica, proposto por outro malandro, Jerônimo (André Deca), que se infiltrou na congregação para planejar o roubo. O longa foi rodado na cidade-satélite de Brasilândia.

Alexandre conta que o convite para viver o protagonista da comédia surgiu depois de o marido da diretora Cibele Amaral ter trabalhado na produção de um DVD do Natiruts. “Frequentei a casa deles algumas vezes. Foi no jeito de me expressar, no meu estilo de ser, que ela viu que o personagem caberia”, diz.

O filme é a estreia do músico no cinema, que diz ter receado em aceitar o papel, por não ser ator e nunca ter estudado técnicas de atuação. “Mas antes da técnica vem a arte, a beleza de você soltar a sua imaginação e transmitir isso através do corpo, da voz, seja como for”, afirma Alexandre. “Foi dentro dessa ótica que me guiei para aceitar o convite. O personagem é o típico estereótipo do negro da periferia, quase uma caricatura do gueto. Fala palavrões, tem aquele jeito de bandido destemido, mora numa favela. Fazer esse papel sempre é mais fácil para qualquer negro. Apesar de contrariar isso na vida real, aceitei por se tratar de uma comédia, onde tudo vai soar como brincadeira”.

Falcão, por outro lado, já tinha feito algumas pontas em filmes de diretores cearenses, como “A Saga do Guerreiro Alumioso” (1993) e “Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio” (2002), ambos de Rosemberg Cariry. “Essa participação foi um pouco maior”, conta Falcão. “Foi muito legal, porque eu adoro cinema. É diferente de teatro e TV. É mais gostoso. Se eu tivesse me engajado e estivesse nos Estados Unidos, não tinha Robert de Niro que me segurasse”, brinca.

O cantor conta que tem um projeto antigo de fazer um filme, ao qual espera poder se dedicar em 2012. “Seria uma viagem por todo Brasil atrás de tudo que é brega. Uma verdadeira saga ‘bregoriana’, roteirizada e protagonizada por mim, mas dirigida por outra pessoa. Preciso encontrar um cara que seja doido, mas competente”.

Alexandre, que fez uma turnê por 13 países com o Natiruts em 2011, ainda não tem planos de voltar a trabalhar no cinema e está se preparando para gravar o acústico da banda em janeiro, no Rio, que deve ser lançado ainda no primeiro semestre de 2012.

Cena do filme Um Assalto de Fé, de Cibele Amaral

Leia Mais

Fernanda Brum: ‘Pirataria é pecado, é crime’

Publicado no G1

Além de responsável pelo sucesso de artistas como Aline Barros, Thalles e a banda Diante do Trono, a popularidade alcançada pela música gospel no Brasil vem ajudando os músicos também em relação à pirataria. É o que revela a cantora carioca Fernanda Brum, que participou de um chat no G1, na tarde desta segunda-feira (28), ao lado da também cantora evangélica Bruna Karla.

“Nosso público é muito fiel, que entende que pirataria é pecado, é crime. Essa nossa pregação é muito clara. O povo não quer comprar o que é ilegal”, disse Fernanda, contando que a própria plateia denunciou a venda de CDs piratas durante uma apresentação no município de Açu, no Rio Grande do Norte, há dois dias: “Falaram que era uma promoçao minha”, acrescentou.

Apesar de considerar a internet uma aliada na comunicação com os fãs, Fernanda revela que ainda não pretende em lançar suas músicas digitalmente.

“Não temos a menor pretensão de colocar música na internet, mas não acho que seja errado. Mas hoje nós ainda vendemos muito CD. Essa realidade tem que ser mantida”, justificou Fernanda, referindo-se também à pirataria digital. “Espero que esse maremoto não nos alcance.”

Fernanda e Bruna são duas das finalistas do Troféu Promessas, que premia o melhor da música gospel nacional. Os vencedores serão revelados na cerimônia de premiação da noite desta terça-feira (29). Assim como aconteceu com os finalistas, os premiados também foram escolhidos por voto popular, em eleição que já está encerrada.

“tenho saudade dos anos 70 e 80, quando os crentes eram ridicularizados por sua fé e não pela maneira capitalista selvagem com a qual conduzem suas Igrejas agora” (um dos + de 100 comentários no site)

Leia Mais

Justiça condena Caio Fábio por dossiê contra PSDB em 98

Publicado na Folha.com

A Justiça Eleitoral condenou o pastor evangélico Caio Fábio D’Araújo Filho a quatro anos de prisão por seu envolvimento no chamado “dossiê Cayman”, informa reportagem de José Ernesto Credencio, publicada na Folha desta terça-feira.

O conjunto de papéis comprovadamente falso surgiu como tentativa de incriminar a cúpula do PSDB na campanha de 1998.

Caio Fábio, o único condenado pelo episódio até agora, foi considerado responsável por elaborar e divulgar o dossiê, incorrendo em crime de calúnia, agravado por ter envolvido o então presidente da, Fernando Henrique Cardoso. Ele pode recorrer.

A sentença, da juíza de primeira instância Léa Maria Barreiros Duarte, é baseada em uma investigação da qual participou também o FBI, a polícia federal norte-americana.

OUTRO LADO

O pastor nega participação na elaboração e na divulgação do dossiê. “Tenho a consciência absolutamente tranquila. Não estou nem um pouco preocupado com isso.”

Ele afirmou que os papéis apenas passaram por suas mãos. “Nunca vou mudar minha versão. Não tenho nada mais a falar do caso.”

Seu advogado, Edi Varela, disse que entrou com recurso e nega crime eleitoral. “Esse assunto só surgiu depois das eleições, não entrou na campanha, ninguém usou.”

dica do Alex Fajardo

Leia Mais

Padre Marcelo prepara inauguração de mega-templo para 100 mil fiéis

Rafael Barifouse, na Época SP

Padre Marcelo completa 17 anos de sacerdócio em 1º de dezembro. A data será festejada em Interlagos, na Zona Sul, durante a missa de inauguração do Santuário Theótokos (mãe de Deus, em grego). Projetado por Ruy Ohtake, o templo tem capacidade para 100 mil fiéis – mais que o dobro do Santuário do Terço Bizantino, sua paróquia desde 1997. A abertura irá coroar a fase mais produtiva da carreira do padre desde sua aparição, no fim dos anos 1990. Após superar uma crise vocacional que o levou a três anos de reclusão, padre Marcelo voltou à cena, em 2010, com o maior sucesso literário alcançado por um brasileiro nos últimos tempos. Há dois meses, lançou o CD mais vendido do ano. A renda obtida com os dois produtos bancou a maior parte dos R$ 31 milhões usados até agora no santuário. “Diziam que a obra era inviável em razão da grandiosidade”, diz. “Mas Deus me fez cantar e escrever. Ele não escolhe os capacitados, capacita os escolhidos. Deus me escolheu.”

Aos 44 anos, o padre mais famoso do Brasil diz que a ideia do novo templo surgiu em 1997, depois de um encontro com João Paulo II. Na ocasião, o papa pediu aos clérigos presentes que buscassem se reaproximar dos fiéis. Cinco anos depois, padre Marcelo começou a coletar doações e a buscar o terreno, comprado em 2006, por R$ 6 milhões. Ao encomendar o projeto a Ruy Ohtake, fez questão de que o altar pudesse ser visto de qualquer ponto da plateia (por isso a igreja não tem colunas) e que o complexo fosse acessível a deficientes (daí o chão sem desníveis). Em seguida, pediu a construção de uma cripta sob o altar e de uma lanchonete. Por fim, quis que coubesse o maior número de pessoas possível. Foi prontamente atendido em tudo.

Com 5 mil metros quadrados, a igreja comporta 30 mil pessoas sentadas, em bancos de madeira. O padre espera reunir outras 70 mil de pé, dentro e fora da nave. Ohtake, conservador, estima em 70 mil a lotação máxima – o que já representaria o dobro da capacidade da Basílica de Aparecida, ou a mesma audiência reunida no Estádio do Morumbi em dias de megashows. “Ele tem um carisma impressionante”, diz Ohtake. “Tornou a Igreja mais aberta, com menos foco na culpa. Quis refletir essa leveza no projeto.” O teto do santuário se eleva em forma de onda, até atingir 22 metros de altura. As cores branco e azul predominam. Uma ampla claraboia ilumina o altar, com espaço para 120 pessoas. O complexo ainda inclui um edifício administrativo com salas para ensino religioso e salão para casamentos, 500 banheiros, 800 vagas de estacionamento e uma capela para 250 peregrinos. Um cruzeiro de 42 metros abençoa o prédio.

Iniciadas em 2006, as obras quase pararam há três anos, por falta de recursos. “Foi quando Deus me permitiu quebrar a perna”, diz padre Marcelo. Ele sofreu uma queda na esteira ergométrica e teve de passar sete meses de molho. Aproveitou a quarentena para escrever um diário. O texto deu origem ao livro Ágape (Globo Livros) no ano passado. Nele, padre Marcelo usa o Evangelho de São João para narrar a vida de Jesus Cristo, entremeando orações e episódios vividos por personalidades como Ghandi e Mandela. Amor ao próximo, humildade e perdão são temas recorrentes no título de autoajuda, desde agosto de 2010 no topo da lista dos mais vendidos publicada por Época. Com 7 milhões de exemplares comercializados em 15 meses, superou por aqui best-sellers mundiais como Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e A cabana, de William P. Young. Agora, padre Marcelo negocia traduções para inglês, francês, italiano e espanhol. “Uma comissão cuida de cada centavo”, afirma.

Ágape significa amor divino em grego e também serviu de título a seu nono CD. O álbum também foi um sucesso: 1,4 milhão de cópias vendidas desde o fim de setembro. O repertório mistura músicas de autores católicos e evangélicos. Em sua maioria, são baladas que em nada lembram a aeróbica do Senhor que o tornou famoso. Nas gravações, em julho, padre Marcelo chegava pontualmente e só dava início aos trabalhos depois de rezar com a equipe. “Ele estava receoso”, diz Guto Graça Melo, produtor do álbum. “Era como se alguém tivesse dito que ele não cantava bem. Depois, ganhou confiança.” Com quatro discos de platina amealhados em dois meses, o padre é o maior sucesso do mercado fonográfico desde janeiro de 2010, superando Paula Fernandes, Ivete Sangalo e Luan Santana.

Em obras desde 2006, o templo projetado por Ruy Ohtake tem visão integral do altar. Vai custar R$ 57 milhões.

Leia Mais