Arquivo da tag: Sérgio Pavarini

O último ditador

A cadeia de restaurantes Nando´s, da África do Sul, já é conhecida por seus comerciais bem humorados. Para a celebração do dia de Ações de Graças, comemorada em vários países nesta época do ano, o vídeo deste ano “brinca” com a queda dos ditadores.

Robert Mugabe, do Zimbábue, é considerado por muitos africanos o último ditador do continente. Pois esse ano ele estará sozinho na celebração de ação de graças, afinal seus ex-companheiros de ditadura não estão mais aqui. Sobraram para Mugabe as “doces” memórias. Recado dado!

“É preciso criar um sistema de moralidade fora da religião”, propõe criador do Ateísmo 2.0


Publicado originalmente na Folha.com

Em uma apresentação pontuada por provocações, o filósofo Alain de Botton, 41, autor de best sellers como ”A Arquitetura da Felicidade” e ”Como Proust Pode Mudar sua Vida”, arrancou risos e mexeu com os ânimos da plateia que quase lotou a Sala São Paulo para ouvi-lo, dentro do ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento.

A palestra marcou o lançamento no Brasil de sua mais recente obra, ”Religião para Ateus”. Botton iniciou sua fala apontando uma divisão básica entre os que creem e os que não creem em Deus.

O filósofo foi logo antecipando que não crê, e propôs a fundação do que chamou de um “ateísmo 2.0″. “Hoje é assim: ou você acredita em um conjunto de doutrinas e ingressa em uma comunidade religiosa, ou, com a ajuda da CNN e do Wal Mart, tenta dar conta de uma vida própria espiritualmente vazia”.

Em seguida, enumerou algumas características do culto religioso que deveriam servir de inspiração para o homem contemporâneo e defendeu sua ideia central, de que a cultura pode substituir a escritura. ”Muitos ateus como eu admiram catedrais, música sacra e se interessam pelos rituais. Os ateus deveriam se apropriar do legado das religiões”.

“De um modo geral o mundo está cada vez menos religioso. Talvez fosse possível ler Montaigne e Shakespeare ao invés do Evangelho”.

Ainda propôs que as universidades passassem a se preocupar não apenas com o conteúdo acadêmico mas também em ensinar como viver melhor, atribuição tradicionalmente associada à Igreja. “As pessoas querem não apenas aulas, mas também sermões, e as universidades deveriam pensar nisso”.

Também mencionou os rituais religiosos associados ao bem estar físico e emocional como os banhos de purificação ou a cerimônia do chá. E acrescentou: “Nossa mente é uma peneira. Hoje você ouve esta palestra e no final de semana já esqueceu. Uma das características da religião é a repetição, que trata de lembrá-lo sempre do que leu e ouviu”. Bottom enalteceu o calendário religioso em contraponto ao tempo desestruturado do homem contemporâneo.

E atacou o conceito da arte pela arte. “Hoje você vai a um museu de arte contemporânea e sai com a sensação de que não entendeu nada”. De acordo com Bottom, a abordagem das religiões é mais objetiva, e mostra que a arte serve para lembrar o que deveríamos amar e o que deveríamos temer.

Por fim, comparou as religiões às empresas multinacionais que prezam pela fixação de suas marcas nas cabeças dos consumidores.

Resumidamente, Bottom apontou a criação de comunidades laicas inspiradas nas instituições religiosas como solução para a doença moderna da solidão.

“Há um perigo real hoje que não é a ausência, e sim o excesso de liberdade. Precisamos abrir mão de parte dela por algo que pode ser bom para nós. É preciso criar um sistema de moralidade fora da religião”.

Criticou o Facebook e redes sociais: “As pessoas se juntam com base no que gostam em comum. Mas o verdadeiro propósito deveria ser o de juntar as pessoas que não se gostam”.

E assim encerrou sua palestra de 40 minutos. A seguir, mencionou que pretende abrir no Brasil, no ano que vem, uma filial de sua Escola da Vida –instituição fundada por ele em Londres, e que já recebeu mais de 40 mil alunos para cursos e palestras. “Assim como aprendemos a dirigir um carro ou fazer a declaração do imposto de renda, é preciso que nos ensinem como viver, e esta é a missão da escola”.

Foto: Eduardo Anizelli

Record recebe R$ 1,6 mi ao mês por programa da filha de Edir Macedo

Cristiane Cardoso, filha do bispo Edir Macedo, durante programa "The Love School - Escola do Amor", da Record
X
Publicado originalmente no F5

A Record recebe cerca de R$ 1,6 milhão por mês para exibir o programa “The Love School – Escola do Amor”.

Produzida pela Iurd TV (canal de TV da Universal na internet), a atração locou a faixa do meio-dia aos sábados e estreou na semana passada.

A apresentação é de Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta sexta-feira (25)

façamos as contas da $ investida pela Universal na Record: R$ 480 milhões pelo “Fala que eu te escuto” e agora R$ 19,2 milhões pelo programinha da herdeira, a bagatela de meio bilhão de reais por ano.

o fato de a maquiagem ñ esconder as imperfeições da pele da moça é emblemático e daria 1 bom texto.

Confissão de homicídio feita dentro do “Big Brother” gera polêmica

Publicado originalmente no F5

A uruguaia Florencia González, 26, participante do “Big Brother” na Argentina, causou polêmica após confessar que atropelou e matou um motoqueiro em 2008, segundo o jornal “La Nación”.

Como ainda está confinada na casa, o pai dela teve que ir ao programa para esclarecer o caso.

“Ela não abandonou ninguém [no meio da rua]“, afirmou. “Pablo [Maldonado, o motoqueiro] morreu nos braços dela.”

A família do morto, no entanto, refuta essa versão. “Está comprovado que houve omissão de socorro”, afirmou uma das irmãs de Pablo ao jornal uruguaio “El País”.

“É uma falta de respeito com a nossa família”, disse outra irmã. “Imagine ligar a televisão e ver a mulher que atropelou o seu irmão feliz da vida, como se nada tivesse acontecido. Dá muita impotência.”

Pablo tinha 18 anos quando ocorreu o acidente, que segundo a polícia foi motivado porque Florencia não parou no sinal vermelho. A namorada de Pablo, que estava na garupa, ficou gravemente ferida e continua com dificuldade motora.

O caso foi arquivado pela Justiça uruguaia por falta de provas.

Amor horizontal

Caroline Celico

Como podemos amar alguém que nos odeia, nos machuca, nos faz mal? É possível amar novamente depois de uma decepção? É possível amar depois de ser traído? É possível restaurar o amor que esfriou? É possível amar quando não se recebe nada em troca? É possível retribuir grosserias e maus tratos com amor?

Existiu uma vez a lei “olho por olho, e dente por dente”, que pregava: o que fizerem com você devolva na mesma moeda e se possível, pior ainda! Mas eu optei viver o que Jesus ensinou: quando te derem um tapa no rosto, ofereça ainda a outra face.

Isso ensina muito sobre uma grande lição: antes de vir o amor, vem o perdão. Se não pudermos perdoar, não vamos conseguir amar. A Bíblia diz que devemos amar quem está ao nosso redor (não só nossos namorados, maridos, pais, filhos, familiares, amigos, mas também nossos inimigos) assim como nós mesmos nos amamos. Nem menos, nem mais, mas tal como você se ama! Aí cabe a famosa frase: “Será que eu gostaria se isso acontecesse comigo?”. Se não, esforce-se e não faça com ninguém.

Tenho visto coisas que não desejo nem mesmo para o pior assassino dessa terra. E perdoo.  Mesmo que não seja comigo. É melhor, embora seja mais difícil, e fará tão bem para mim mesma, como para quem não esperava o perdão. Muitas vezes fui surpreendida e surpreendi pessoas ao dizer que as perdoava, mesmo quando elas me xingaram sem motivo, com tanto julgamento e maldade. Eu perdoo, do fundo do coração, não só da boca para fora, como muitos fazem para serem fiéis a alguma conduta que nem sempre acreditam.

Aquele que nos machuca, muitas vezes não é por mal. É por não saber demonstrar seu amor de outra forma. Pode ser que tenha aprendido maltratando e sem o desejo de pedir desculpas, insiste para mostrar como agiu da forma mais correta possível.

Amar verticalmente, falar que amamos a Deus, para alguns é muito fácil. Mas amar horizontalmente, aqueles que estão a nossa volta, esse é o verdadeiro amor a Deus. Isso é ter o seu coração diferenciado do resto do mundo.

Seja você mesmo um doador de amor, dando mesmo a quem não mereceria seu amor. Pois antes do seu, ele recebeu um amor muito menos merecedor que o seu: o de Deus. Lembre-se disso e ame, perdoe e peça perdão.

fonte: Tumblr da Carol Celico