Governador Sérgio Cabral (RJ) aprova lei da moral e dos bons costumes

Fábio Vasconcellos, em O Globo

Deputada Myrian Rios, na Alerj (foto: Simone Marinho - 29.09.2011 / O Globo)
Deputada Myrian Rios, na Alerj (foto: Simone Marinho – 29.09.2011 / O Globo)

RIO — O nome é pomposo e, pela extensão e conteúdo que sugere, vai exigir um esforço sem precedentes do governo do Rio: “Programa de resgate de valores morais, sociais, éticos e espirituais”. Sancionado na quinta-feira pelo governador Sérgio Cabral, o projeto de lei, de autoria da deputada Myrian Rios (PSD), tem a finalidade “promover o resgate da cidadania, o fortalecimento das relações humanas e a valorização da família, da escola e da comunidade como um todo”. Explicação muito genérica?

A deputada dá uma dica na justificativa do projeto: “infelizmente, a sociedade de uma maneira geral vem cada dia mais se desvencilhando dos valores morais, sociais, éticos e espirituais (…) Sem esse tipo de valor, tudo é permitido, se perde o conceito do bom e ruim, do certo e errado. Perde-se o critério do que se pode e deve fazer ou o que não se pode”. Para disseminar o que é certo e errado, a nova lei determina que o governo do estado deve fazer convênios e parcerias “articuladas e significativas” com prefeituras e sociedade civil.

Procurado, o governador deixou que a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos a missão de explicar como aplicará o programa, já que o órgão é quem deve pôr em prática nova lei. Mas até mesmo o secretário Zaqueu Teixeira (PT) foi pego de surpresa. Teixeira informou que terá ainda que discutir como regulamentar a lei, definindo quais serão os projetos para o “fortalecimento das relações humanas”.

Myrian Rios foi eleita em 2010 pelo PDT, depois foi para o PSD, hoje partido da base do governo. A ex-atriz e missionária já se envolveu numa polêmica em 2011 ao insinuar num discurso na Alerj haver semelhanças entre a pedofilia e a homossexualidade. Na época, disse que foi mal interpretada e pediu desculpas.

dica do Gustavo Frederico

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Juiz quebra sigilo bancário e fiscal de pastor das BMWs


Casal Maria Lúcia e Paulo Sérgio abraça o presidente da Assembleia de Deus, Lucas Martins

Allan de Abreu, no Diário Web

Justiça determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do pastor Paulo Sérgio Dutra de Moraes, ex-presidente da Assembleia de Deus em Catanduva, e de outros cinco membros da igreja, incluindo a mulher dele, Maria Lúcia Machado de Moraes, e o atual presidente, Lucas Martins.

O grupo é investigado em inquérito do 2º Distrito Policial do município pelos crimes de apropriação indébita, sonegação fiscal, estelionato e enriquecimento ilícito. O delegado que comanda o inquérito, Pedro Luís de Senzi Carvalho, havia pedido a quebra dos sigilos em novembro, mas o juiz Alceu Corrêa Júnior determinou que o delegado especificasse o período em que desejava analisar as movimentações financeiras dos investigados.

No caso de Paulo Sérgio e da mulher, o período será de 15 anos, desde que ele assumiu a igreja no lugar do pai, morto em 1999. Na época, segundo pastores da Assembleia, ele tinha um veículo Fiat 147 e morava no Gabriel Hernanes, periferia da cidade. Desde então, o pastor se tornou colecionador de BMWs – do ano passado até agora, teve cinco, todas de luxo, quatro delas zero quilômetro. É dono ainda de dois imóveis em bairros nobres de Catanduva, incluindo uma mansão que ocupa cinco terrenos, avaliada em R$ 1,5 milhão.

A suspeita é de que o patrimônio milionário tenha origem em desvios do dízimo da Assembleia, a maior igreja evangélica da cidade, com 6 mil fiéis espalhados em 38 templos, e arrecadação mensal estimada em R$ 300 mil mensais. Além disso, três cheques entregues como dízimo à igreja de 2012 para cá foram depositados diretamente nas contas de dois pastores, entre eles o atual presidente Lucas, sem passar pela conta bancária da entidade.

Outros seis cheques foram depositados em lojas de eletrodomésticos, pneus e um supermercado da cidade, conforme o Diário revelou com exclusividade em novembro. Procurados, os advogados do casal, Jean Carlo Abreu de Oliveira, e de Lucas, Gustavo Pedroni Carminati, disseram ontem que não tiveram acesso à decisão do juiz, e por isso não poderiam comentar o assunto.


Paulo Sérgio (na foto) sai da sua mansão de BMW

Pobreza

Em agosto deste ano, Paulo Sérgio renunciou à presidência da Assembleia, e sua mulher assumiu o posto. No mês seguinte, Maria Lúcia deu lugar a Lucas, então segundo tesoureiro da igreja e homem de confiança de Paulo Sérgio.

No entanto, Lucas e Paulo Sérgio entraram em conflito, e no fim de novembro o ex-presidente ingressou com ação cautelar na 2ª Vara Cível de Catanduva para que a Justiça proibisse o cartório de registro civil da comarca de registrar atas, estatutos e convenções que envolvam a Assembleia.

Ironicamente, o pastor da mansão e das BMWs requereu Justiça gratuita, alegando que não teria condições de arcar com as custas do processo. No entanto, o pedido foi negado pelo juiz. “Os documentos (recibo de entrega de Declaração de Imposto de Renda) apresentados pelo autor indicam que, em tese, ele tem condições de custear o feito.”

O mesmo juiz, não identificado no site do Tribunal de Justiça, negou liminar anteontem para que o cartório local deixasse de registrar documentos novos em nome da igreja. O julgamento do mérito do pedido de Paulo Sérgio não tem data para ocorrer.

bensdica do Gerson Caceres Martins

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Alemanha abandona uso de sua palavra mais longa

Mudança em regras de segurança animal da UE acaba com uso de palavra de 64 caracteres.

palavras

publicado no G1

O idioma alemão perdeu sua mais longa palavra graças a uma mudança numa lei de conformidade da União Europeia (UE).

‘Rindfleischetikettierungsueberwachungsaufgabenuebertragungsgesetz’, que significa ‘lei que delega monitoramento de rotulação de carne’, foi introduzida em 1999 no Estado de Mecklenburg-Oeste Pomerania.

A palavra perdeu razão para ser usada após mudanças na regulamentação de testes em gado de corte.

Na Alemanha é notório o uso de palavras compostas (sem hifens ou espaços), frequentemente para descrever termos da área científica ou do meio jurídico.

A palavra de 64 caracteres foi criada para ser usada no contexto dos esforços para combater a chamada ‘doença da vaca louca’ ou BSE (do acrônimo inglês bovine spongiform encephalopathy).

Mas depois que a UE pediu o fim dos testes em gado saudável nos abatedouros europeus, a palavra saiu de uso.

A imprensa alemã busca agora outras candidatos a palavra mais longa do idioma.

Entre as concorrentes, está ‘Donaudampfschifffahrtsgesellschaftskapitaenswitwe’, que significa ‘viúva de um capitão da companhia Donau de navios a vapor’.

Entretanto, especialistas dizem que palavras tão longas como estas são raramente utilizadas e dificilmente entrarão no dicionário alemão.

A mais longa palavra que já foi incorporada no dicionário alemão é a ‘Kraftfahrzeughaftpflichtversicherung’, que significa ‘seguro obrigatório de automóvel’.

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26 momentos que restauraram nossa fé na humanidade em 2012

Publicado por BuzzFeed [via Tá me zuando?]

Às vezes precisamos de um lembrete de que as pessoas podem fazer coisas maravilhosas.

1. Os pais deste menino transformaram a cadeira de rodas dele na fantasia mais legal de Halloween.

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2. Scott Wydak tem Síndrome de Down e sofre de hepatite.  Scott adora receber cartas e seu sobrinho Sean divulgou sua caixa postal no Reddit (uma mistura de rede social com fórum) e os usuários do site enviaram centenas de cartas, pacotes e presentes para Scott.

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Via: mashable.com
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3. O gesto de bondade de uma pessoa desconhecida fez com este carro não fosse inundado em um dia de chuva.

Via: i.imgur.com
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4. O médico que ofereceu atendimento médico gratuito após o furacão Sandy.

Via: shortformblog.com
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5. E outas pessoas que ajudaram como puderam, como compartilhar a energia elétrica para que as outros pudessem recarregar os celulares e falar com seus familiares.

Via: facebook.com
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6. Pessoas que fizeram doações para quem foi atingido pelo furacão.

Via: reddit.com
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7. Ou que ajudaram a salvar vidas.

Via: @ andjustice4some
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8. Empregados de um hospital fizeram uma corrente humana para passar galões de combustível por 13 lances de escadas até o gerador reserva do Hospital Bellevue em Nova York.

Via: facebook.com
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9. Um casal mais velho se colocando na lugar de um casal mais novo.

Tradução do bilhete: “Gostaria de me oferecer para cuidar do seu bebê para que vocês possam almoçar fora, mas meu marido disse que eu pareceria uma stalker (alguém que fica perseguindo, no caso, no intuito de roubar a criança). Então, eu comprei o almoço para vocês. Aproveitem este lindo bebê. Somos pais de adolescentes, então sabemos o que o futuro reserva para vocês. Aproveitem o máximo que puderem.”

Via: i.imgur.com
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10. Uma criança da Líbia que não acredita no ódio.

Via: facebook.com
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11. Pais que tatuaram uma bomba de insulina na barriga para que seu filho diabético não se sentisse diferente.

Via: 4.bp.blogspot.com
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12. Um policial de Nova York que, em uma noite fria e chuvosa, ao ver um morador de rua de pés descalços, calça em seus pés um par de meias e botas.

Via: facebook.com
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13. Policiais que realizaram o sonho de Gage Hancock-Stevens, um menino de 13 anos e cego, de ser policial por um dia.

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Via: millcreekmultimedia.com
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Eles ainda o presentearam com um bolo.

Via: millcreekmultimedia.com
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Amigos, amigos, Facebook à parte

Imagem: Google

Ruth de Aquino, na Revista Época

“Fingir orgasmos… quem nunca?” O post-alfinetada é da publicitária Mara Rocha, de 23 anos, no Facebook. Tinha endereço certo: seu ex-marido, Carlos Cavalcanti, de 43 anos. O “círculo de amizades” dos dois pegou fogo. Carlos cobrou explicações de Mara. Ela foi além: “Não citei nomes, mas, se a carapuça serviu, fique à vontade”. E deu a estocada maldosa: “O infeliz, em vez de ficar tentando satisfazer seu ego, deveria é aprender a satisfazer uma mulher na cama”.

O “infeliz” processou Mara, alegando que sua honra foi ferida pelos comentários da ex-mulher no Facebook. O juiz Antonio Ribeiro Rocha, do 2º Juizado Cível de Vitória, aceitou a denúncia por difamação e calúnia. Condenou Mara a indenizar o ex-marido em dez salários mínimos, de acordo com a história divulgada no site jurídico www.jusbrasil.com.br e na coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O Globo. Mara não se calou. Incansável no Facebook, disse: “Ele (Carlos) é tão consciente de sua incapacidade que só me processou por injúria e difamação, porque calúnia ele sabe que não é”.

É constrangedor para os amigos do ex-casal testemunhar tanta lavação de roupa suja. Esse tipo de episódio começa a ficar frequente nas redes sociais. Facebook, Twitter e outras redes têm benefícios imensos para a livre expressão de anônimos. Mas começam a virar confessionário. Há de tudo.

Há os depoimentos compungidos de amigos ou parentes que revelam estar falidos, sozinhos ou doentes, quase implorando uma atenção. Há uma turma cada vez maior que publica fotos de filhos, cachorros, gatos e netos para uma legião de gente que não está nem aí. Há quem aceite qualquer “amigo” em nome de uma popularidade fictícia. Há os que correm para o Facebook no minuto seguinte de levar um “pé na bunda” para mudar o status de relacionamento – e se declarar disponível. Há os militantes religiosos, políticos e esportivos, sempre torcendo para seu deus, seu partido e seu time. Há, como sempre, os malas invasivos, para quem você mesmo abriu as portas de sua linha do tempo, de sua página e até de sua casa.

As redes sociais viraram confessionário. É constrangedor testemunhar tanta lavação de roupa suja

A reportagem de capa desta edição de ÉPOCA destrincha mitos e verdades sobre o Facebook: 54 milhões de brasileiros estão lá, e muitos admitem ser dependentes dessa relação. Ficariam infelizes se perdessem essa troca, superficial ou profunda. Muitos são tão viciados que, antes de tomar café da manhã, dão “bom-dia” no “Face”, dizem que tiveram insônia ou dormiram bem, revelam o que sonharam, o que estão comendo, o que farão à noite.

E há os destrambelhados que perdem o pudor nas redes, fazendo das tripas coração. Isso é humano. É mais típico do humano brasileiro que do humano sueco. Duro é ser coagido a tomar uma posição nos barracos sentimentais e políticos. Quem acompanha o Facebook já percebeu broncas públicas e até amizades desfeitas, porque um se excede e ofende o amigo comum. Quantas saias justas de amigos que não compartilham a mesma ideologia. Por essas e por outras, aumenta o movimento dos que abandonam o “Face” e se dizem aliviados.

Já fui repreendida por amigos e amigas de verdade, porque não curti, nem cutuquei, nem compartilhei algo que foi postado – como se eu tivesse obrigação de ter visto aquilo e estar plugada dia e noite. Não adianta dizer que raramente entro no Facebook e uso a rede para mensagens particulares, de um para um. É uma heresia confessar isso hoje. Como se aplicasse na testa um adesivo: sou antissocial e arrogante, não me importo com meus amigos. Quando, na verdade, sinto o oposto.

O ator George Clooney, solteirão charmoso que adora um armário, afirmou preferir um exame de próstata em público a ter um perfil no Facebook. Não vou a esse extremo… mas está claro que a vulgarização do uso das redes sociais afugenta cada vez mais gente. A falta de regras de privacidade é outro temor real. O Facebook coleta nome de usuário, senha, contatos e localização. Cada vez que você visita uma página na web com o botão “curtir”, a rede social é avisada. Qualquer um acessa seus dados a partir de visitas a seu perfil por pessoas de sua rede de contatos.

Digamos que é isso mesmo que você deseja. Que todos – até mesmo desconhecidos – conheçam seus hábitos, seus sonhos, suas frustrações, suas conquistas, suas indignações, seus problemas, sua família. Quanto mais gente, melhor. Esse mundo foi feito para você. É preciso, porém, estar consciente das consequências, divertidas e nefastas, da festança virtual com penetras.

Mara deu um chute na etiqueta do “Face”. Não sei se Carlos era um marido atencioso na cama, mas acho que ele deveria ganhar o processo contra a ex-mulher.

dica do Marcos Florentino

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