Maré vermelha no Ceará é interpretada como “sinal do Apocalipse”

marevermelhaPost na Fan Page Cantora Aline Barros provocou celeuma no Facebook. Mais de 100 mil pessoas já o compartilharam e a publicação foi curtida mais de 60 mil vezes.

ISSO ACONTECEU NESSA SEMANA NA BARRA DO CEARÁ – FORTALEZA

Apocalipse C8: V6-13 (“E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las…. e tornou-se em sangue a terça parte do mar. SERÁ O FIM DO MUNDO ? iram fala que é fenômeno, ou coisa parecida mas os filhos de Deus sabe bem o que é isso. ENTÃO MEU POVO ABRAM OS OLHOS E VEJAM. JESUS ESTA VOLTANDO.

Na área de comentários, internautas apontaram corretamente que esses ~sinais~ são simplesmente um fenômeno da natureza.

  • Gente sou evangélica e creio profundamente em Deus! Mas tbm sou bióloga e isso se chama mare vermelha causada pelas algas que crescem em algumas épocas do ano! Isso ocorre a milênios e em várias localidades do mundo. Então mesmo sendo profundamente religiosa isso não é sinal da volta de Jesus rs. E sim um fenômeno da natureza que ocorre por causa das algas!!
  • É Aline, e Deus também criou as algas… E vc fugiu da aula de biologia!
  • Oo sou cearense e sou crente, isso sao algas marinhas nao devemos espiritualizar o que nao existe. E é bom estudar a biblia esses fenomenos so aconteceram apos p arrebatamento.
  • Vamos esperar a volta de Jesus rezando para que ortografia correta não seja uma exigência pra entrar no céu… Amém???

dica da Jeane Almeida e do Anso Rodrigues

atualização: a página oficial da cantora é esta: Aline Barros

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Governador de Mato Grosso do Sul promete a sargento uma medalha “para cada bandido mandado ao inferno”

Governador fala sobre reação de assalto que terminou com dois bandidos mortos (Foto: Cleber Gellio)
Governador fala sobre reação de assalto que terminou com dois bandidos mortos (Foto: Cleber Gellio)

Edivaldo Bitencourt e Leonardo Rocha, no Campo Grande News

O governador André Puccinelli (PMDB) elogiou o sargento da Polícia Militar, Evanildo Gomes, que reagiu a um assalto na Lotérica Parati e matou os dois assaltantes. “Vou dar uma medalha para cada bandido que ele mandou para o inferno”, afirmou, durante a solenidade de formação de novos sargentos.

Ele parabenizou o trabalho do sargento Gomes. “Ele mostrou eficiência e que a PM tem um ótimo treinamento”, ressaltou Puccinelli. Ele disse que a ação de Gomes foi em legítima defesa. “Foi (um ato) em proteção da sua vida e da vida de terceiros que estavam no local”, contou. No momento da troca de tiros, sete clientes estavam na fila.

Por volta das 15h40 de ontem, o sargento Gomes estava na Lotérica Parati, na rua da Divisão, quando dois assaltantes chegaram e anunciaram o assalto. Eles começaram a agredir um funcionário da lotérica e estavam armados com pistola 9 mm e um revólver 38.

O policial estava a paisana e aguardou o momento certo para reagir. Ele escondeu o revólver calibre 38 no capacete. “Foi uma ação de cinco a 10 segundos”, contou Gomes, em entrevista ao Campo Grande News ontem. Ele atirou e matou os dois ladrões, Helton Esquiver da Cunha, 19 anos, e William Mercado Nunes, 24 anos.

Prioridade – O governador ressaltou que a segurança pública é

Evanildo virou "herói" no bairro e nas redes sociais após reagir a assalto (Foto: Cleber Gellio)
Evanildo virou “herói” no bairro e nas redes sociais após reagir a assalto (Foto: Cleber Gellio)

prioridade desde o início do Governo, em 2007. Ele contou que vai continuar investindo em efetivo e no sistema de inteligência. “Vamos fazer o trabalho mais modernizado”, frisou.

Ele contou que na semana passada, durante evento no Ministério da Justiça, o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, foi elogiado pelo desempenho da polícia em Mato Grosso do Sul. O Estado, segundo André, é um dos melhores no País no combate à criminalidade e na redução da violência.

O comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto Davi dos Santos, disse que a realização de concurso público para contatar 524 novos policiais foi a grande realização deste ano. Ele disse que os índices sul-mato-grossenses são ótimos, mas os investimentos não podem parar. “É preciso ter mais efetivo e novas formas de combate ao crime, que se organiza cada vez mais, afirmou o coronel.

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Juíza norte-americana muda nome de criança batizada como Messias

"A palavra Messiah é um título e é um título que só foi recebido por uma pessoa e essa pessoa é Jesus Cristo", disse a juíza.
“A palavra Messiah é um título e é um título que só foi recebido por uma pessoa e essa pessoa é Jesus Cristo”, disse a juíza.

Publicado originalmente por BBC News

Uma juíza americana ordenou que o primeiro nome de um bebê fosse mudado de Messiah (Messias, em inglês) para Martin, argumentando que o único e verdadeiro messias é Jesus Cristo.

Os pais do bebê de sete meses Messias DeShawn Martin tinham ido ao Tribunal no estado americano do Tennessee para tratar da mudança do sobrenome da criança.

Mas a magistrada da vara de apoio à criança, Lu Ann Ballew, ordenou que o primeiro nome também mudasse, segundo a reportagem da emissora local WBIR-TV.

De acordo com a administração do departamento de Segurança Social, somente no ano passado mais de setecentos bebês receberam o nome Messiah em todo o território americano.

Para o cristianismo, Jesus é Messias, enquanto no Judaísmo o termo significa o salvador esperado dos judeus.

Várias definições de dicionários apontam para qualquer um visto como salvador ou libertador.

“Nenhuma escolha”

A juíza do Condado de Cocke disse que o nome Messias poderia causar dificuldades para o menino se ele crescer em uma área predominantemente cristã:

“(O nome) poderia colocá-lo em conflitos com um monte de pessoas e, ao nascer, ele não teve escolha sobre qual seria seu nome”, disse a juíza Ballew.

A juíza pôde fazer a alteração porque os pais já estavam na vara de apoio à criança para serem ouvidos em uma disputa sobre qual deveria ser o sobrenome de seu filho.

Ela determinou que o bebê teria seu nome mudado para Martin DeShawn McCullough, que incluiu o sobrenome de ambos os pais.

“A palavra Messiah é um título e é um título que só foi recebido por uma pessoa e essa pessoa é Jesus Cristo”, disse.

A mãe do bebê, Jaleesa Martin, disse à reportagem da WBIR que iria apelar contra a ordem da juíza.

“Não acho que um juiz possa mudar o nome do meu bebê por causa de suas crenças religiosas”, disse ela.

A mãe disse que escolheu o nome não por suas conotações religiosas, mas porque ela gostava de como soava com os nomes de seus outros dois filhos, Micah e Mason.

O nome Messiah está na posição 387 na lista dos nomes de bebês mais populares nos EUA em 2012, contra 633 em 2011.

dica do Gustavo K-fé

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Quem são os anarquistas de preto que vandalizam SP

Grupo de anarquistas mascarados tenta usar o calor das manifestações de junho para fazer arruaça e impor o terror nas ruas da capital paulista

Manifestantes do grupo denominado Black Bloc deixaram um rastro de destruição na avenida Paulista, durante ato em apoio aos protestos no Rio de Janeiro contra o governador, Sérgio Cabral (26/07/2013) - Fabio Braga/Folhapress
Manifestantes do grupo denominado Black Bloc deixaram um rastro de destruição na avenida Paulista, durante ato em apoio aos protestos no Rio de Janeiro contra o governador, Sérgio Cabral (26/07/2013) – Fabio Braga/Folhapress

Publicado originalmente na Veja on-line

Quinta-feira, 20h40, correria na Avenida Paulista. Cercados por uma barreira de policiais por todos os lados, dezenas de jovens com o rosto coberto e roupas pretas partem em direção à drogaria Onofre, na esquina com a Rua Bela Cintra. Conseguem abrir distância do cordão de policiais, tentam atacar a farmácia, mas um grupamento da Polícia Militar os impede. Os arruaceiros recuam ante os golpes de cassetete e começa um confronto. Dois morteiros são jogados em meio ao caos. Seis pessoas são algemadas e levadas pelos policiais até a viatura da Força Tática.

Todos os seis, entre eles dois menores, foram detidos e passaram a madrugada da última sexta-feira nas celas do 78º DP, nos Jardins. Foram enquadrados por lesão corporal, resistência à prisão e favorecimento. Além deles, outros sete foram detidos pela PM por volta das 23 horas depois que a passeata dispersou na noite de quinta-feira. Eles foram acusados de dano qualificado, pichação e ato infracional. Segundo a PM, uma denúncia chegou por ligação telefônica: os vândalos estariam depredando três agências bancárias na Rua Augusta e destruindo seis caixas eletrônicos. Com o grupo, a PM apreendeu uma marreta de borracha, sprays, barras de ferro e objetos usados em depredação, máscaras contra gás lacrimogêneo e óculos de segurança. Na manhã desta sexta, os treze foram liberados. Só será aberto inquérito se os bancos apresentarem queixa da depredação.

O grupo de anarquistas mascarados que tem vandalizado a capital paulista se autodenomina “Black Bloc” e começou a agir à margem da onda de protestos que sacudiu o país em junho. Quando as passeatas perderam fôlego, passou a organizar seus próprios quebra-quebras pelas redes sociais. No Facebook, é possível encontrar páginas dos anarquistas de preto agendando mobilizações em São Paulo, no Rio de Janeiro e nas principais capitais do país. Em geral, os padrões são idênticos e terminam com um rastro de destruição de estabelecimentos comerciais e do patrimônio público. Os mascarados bradam contra os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Também cobram informação sobre o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, na Favela da Rocinha, no Rio.

Perfil – Apesar da presença de menores de idade, a ampla maioria dos encapuzados é composta por jovens na faixa dos 20 anos, estudantes universitários de cursos como História e Ciências Sociais – da pública USP às particulares PUC, FMU e FAAP. São brancos e de classe média, com alguma familiaridade com pensadores da esquerda política – a lista de detidos inclui um professor universitário. Usam calças e casacos pretos. A indumentária também inclui lenços no rosto, mochilas nas costas e tênis, embora alguns prefiram um calçado mais forte: “Cara, estou sem meu coturno hoje”, disse um manifestante em tom de preocupação, na noite de quinta-feira.

Nesta quinta, horas antes do grupo se reunir em frente à prefeitura paulistana para um novo ato, o Ministério Público se manifestou a favor da libertação de cinco manifestantes que seguiam detidos após o protesto de terça-feira. Eles foram soltos nesta sexta, por determinação da Justiça. Na ocasião, as câmeras de TVs flagraram cenas lamentáveis de violência explícita, com o apedrejamento de agências bancárias, viaturas da Polícia Militar e uma concessionária de carros na Avenida Rebouças – um modelo branco foi pichado um símbolo anarquista. Ao defender a liberação, ocorrida nesta sexta, os promotores endossaram a defesa dos advogados, segundo quem os detidos não se conheciam e agiram autonomamente – a intenção é evitar a acusação de formação de quadrilha. “Há vídeos mostrando que estavam sozinhos, sem praticar vandalismo, quando foram presos”, disse o advogado dos detidos, Luis Guilherme Ferreira ao jornal O Estado de S.Paulo

A PM enquadrou os baderneiros por dano qualificado contra uma viatura, desacato à autoridade, resistência à prisão e formação de quadrilha. Na ocasião, foram detidos o publicitário e artista plástico Thiago Frias, de 31 anos; os estudantes Francisco de Campos Lopes e Nicolas Gomes de Deus, ambos de 20; Bruno Torres Mendes Soares e a estudante Andresa Macedo dos Santos, ambos de 19. Os quatro primeiros passaram três dias no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. Andresa, no CDP de Franco da Rocha.

Tática – O termo “black bloc” (bloco negro, em inglês) se refere a uma tática de promover atos de vandalismo e depois se misturar à multidão, empurrando a massa para comportamentos similares. O método foi usado na década de 1990 por anarquistas europeus – surgiu na Alemanha nos anos 1970 e foi replicado em outros países. Em sua página no Facebook, o “Black Bloc SP” usa uma citação do ativista anarquista italiano Errico Malatesta e ataca políticos.

O grupo líder forma uma linha com cerca de quinze pessoas, braços entrecruzados, que marcham à frente das faixas de protesto. Para se agrupar, a palavra de ordem é: “Bloco!”. Pelo menos cinco dos líderes dão o tom dos gritos de ordem e definem o itinerário a ser seguido. A comunicação é feita por gestos.

“Não temos um coletivo organizado por trás, por isso ainda cometemos erros, nos dispersamos muito, mas vamos aprendendo na rua, na prática”, disse na quinta-feira um rapaz que afirmou ser anarquista há “alguns anos”, mas não quis se identificar.

O grupo de anarquistas de preto que saiu às ruas da capital paulista nas últimas semanas é significativamente menor que as multidões de junho. Mais: se as passeatas que reuniram milhares ainda são um caso a ser estudado na história recente do país, os atos promovidos pelo “Black Bloc” se configuram em um caso – cada vez mais claro – de polícia.

 

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Em dez anos, 50 mil presos não voltam de saída temporária em SP

Marina Gama, na Folha de S.Paulo

Mais de 50 mil detentos beneficiados com a saída temporária nas datas comemorativas, como Dia das Mães e Natal, não retornaram aos presídios do Estado de São Paulo nos últimos dez anos.

É o que mostra um levantamento de 2003 a 2012 feito pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) a pedido da Folha.

O total, 50.108 presos, equivale a quase toda população carcerária de Minas e preencheria 65 unidades prisionais em São Paulo –o Estado tem 156.

O índice dos que não voltaram oscila muito durante os dez anos. Em 2003, era de 7,5%. Em 2012, de 5,5%.

A saída temporária é um direito previsto em lei e depende de autorização judicial. Os condenados que cumprem pena em regime semiaberto e têm bom comportamento podem pedi-la.

Na prática, porém, quase todos os presos que estão no regime semiaberto são colocados nas ruas. No final do ano passado, por exemplo, dos 23.254 presos no regime semiaberto, apenas sete deles não tiveram o benefício concedido.

Para o procurador de Justiça Pedro Juliotti, grande parte dos que não voltam o faz para cometer crimes.

É o caso de Diego Campos, 20, suspeito de matar o menino boliviano Brayan Capcha, 5, mês passado. Condenado por roubo, ele fora beneficiado pela Justiça com a saída do Dia das Mães.

Também foi numa dessas saídas que o preso Francisco Antonio Cesário da Silva, o Piauí, ligado ao PCC, ordenou a morte de seis PMs em 2012, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Ele foi preso meses depois em Santa Catarina.

PROJETO DE LEI

Casos com o de Brayan e Piauí levaram a senadora Ana Amélia (PP-RS) apresentar um projeto de lei para endurecer a concessão do benefício. O projeto deve ser voltado na Comissão de Constituição e Justiça ainda este ano.

Atualmente, a lei permite o benefício após o preso entrar no regime semiaberto, independentemente de o detento ser ou não reincidente. No projeto de lei, a saída temporária deverá ocorrer apenas uma vez ao ano e ser concedida somente aos primários.

Ana Amélia admite que as prisões são “oficinas do crime”, mas diz que o projeto responde ao “sentimento de impunidade” da população. “O pessoal dos direitos humanos vai achar que isso é muito radical, mas estou preocupada com a população, com as pessoas que estão reféns do crime.”

O comandante-geral da PM, coronel Benedito Meira, defende a mudança da legislação e diz que a recaptura dos presos é um “retrabalho” para a polícia. “Um dos grandes fatores que contribuiu para essa sensação de insegurança não é a falta de policiamento, mas principalmente a impunidade (…). E a impunidade está relacionada com a benevolência da lei.”

Segundo, o coronel, há muitos casos de detentos que cometem crime no mesmo dia em que saem às ruas.

A ideia é corroborada pelo procurador de Justiça Pedro Juliotti, que vai mais além ao afirmar que o benefício deveria acabar.

“Não deveríamos ter mais a saída temporária. Ela deveria ser extinta pois não se justifica na situação de criminalidade que nós enfrentamos”, disse o procurador que, no final do passado, pediu à Justiça que detentos comprovadamente ligados a facções, como o PCC, tivessem suas saídas barradas. O pedido foi negado. Na ocasião, 1.478 presos (6,5% dos beneficiários) não retornaram a prisão.

MODELO PROGRESSIVO

Para o coordenador do programa de justiça da ONG Conectas, Rafael Custódio, o projeto de lei propõe o rompimento do modelo progressivo do cumprimento de pena adotado no país–que prevê o retorno do preso ao convívio social gradativamente.

“Esse modelo deve ser fortalecido e melhorado. Não é o caso de regredirmos nessa discussão”, disse. Entre suas características estão a concessão do regime semiaberto e as saídas temporárias após o detento cumprir um período da pena.

“No Brasil é comum se fazer políticas públicas do sistema prisional com base nas exceções do sistema”, afirmou ao apontar a minoria não retorna às prisões. Segundo Custódio, o projeto de lei da senadora pode aumentar a tensão entre os presos, que já vivem em condições desumanas.

O sociólogo e professor da USP Álvaro Gullo corrobora a ideia. Segundo ele, um dos principais fatores que contribuí para os presos não retornarem são as condições das prisões do país.

Ele ressalta ainda que se a mudança da lei pode culminar numa rebelião em todo o sistema carcerário. “A criminalidade não reduz com o endurecimento das leis, mas com a melhoria das condições de vida da população.”

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