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Sem namorado desde novembro, Mulher Melão faz ensaio de noiva e quer casar: “Estou me guardando”

Renata Frisson sonha em se casar de branco (Foto: Gustavo Azeredo)

Renata Frisson sonha em se casar de branco (Foto: Gustavo Azeredo)

Lídia Azevedo, no Extra

Renata Frisson, a Mulher Melão, é uma nova pessoa! Ao ver a grana diminuir um pouco, e os “amigos” irem embora de fininho na maré baixa, a funkeira decidiu “tomar o rumo certo na vida”, como ela diz. Depois de se mudar para Vila Valqueire e passar a ter uma vida mais simples (fazendo comida, lavando roupa e cuidando das madeixas loiras em casa), Renata agora quer casar.

— Estou num laboratório para ser esposa — decreta Melão, que adorou todos os detalhes das duas produções que fez para este ensaio: — Estou num momento de pensar muito nisso. Já tive a fase de querer só curtir. Sempre tive o sonho de construir uma família, acho que agora é o momento.

E Melão é daquelas que quer casar vestida de branco, entrando de véu e grinalda na igreja, ou numa casa de festas, ou num castelo. E para poucos convidados. Mas uma vez só! Nada de muitos casamentos:

— Casamento é uma vez só na vida. Quero um homem para a vida inteira.

Para conquistar esse homem, Renata Frisson, que revela estar sem namorar e sem sexo desde novembro, diz que pretende se manter casta até o casamento. Se assumindo “quase virgem”, ela entrou de cabeça na personagem do ensaio, revelando que quer ter no máximo dois filhos. E que pretende juntar dinheiro para investir no futuro.— Homem sério é machista, não gosta de mulher fácil, não posso dar o que tenho de mais precioso. O próximo namorado quero que seja para casar, e só vai me levar para a cama no dia da lua de mel — diz a funkeira, para quem não está sendo fácil se manter firme na promessa: — É difícil, mas quando se quer, se consegue. E eu tenho um objetivo. Hoje em dia não deixo qualquer homem se aproximar, estou me guardando, me preservando para o meu futuro marido. Vai ser como um prêmio.

Renata Frisson não faz questão de casar numa igreja, mas quer festa (Foto: Gustavo Azeredo / Agência O Globo)

Renata Frisson não faz questão de casar numa igreja, mas quer festa (Foto: Gustavo Azeredo / Agência O Globo)

Créditos

Beleza: Debora Alves

Roupas: Maison Sandra Magalhães

dica do Leandro Miranda da Gloria

Juiz de paz do Pará pede demissão para não celebrar casamento LGBT

Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus.

Juiz de paz José Gregório prefere se demitir a celebrar casamento gay em Redenção, no Pará. (Foto: João Lúcio/Arquivo pessoal)

Juiz de paz José Gregório prefere se demitir a
celebrar casamento gay em Redenção, no Pará. (Foto: João Lúcio/Arquivo pessoal)

Publicado originalmente no G1

O juiz de paz do Cartório do Único Ofício de Redenção, sudeste do Pará, pediu demissão do cargo após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele alega que “o casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”.

Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus, e trabalha como voluntário no cartório civil da cidade, fazendo conciliações e celebrando casamentos.

Segundo o pastor, ele protocolou a demissão porque se recusa a obedecer a decisão CNJ, publicada no último dia 14 de maio, que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.

“Deus não admite isso. Ele acabou com Sodoma por causa desse tipo de comportamento”, declarou José Gregório. “Acho essa decisão horrível. Ela rompe com a constituição dos homens, mas não vai conseguir atingir a constituição celestial”, completa.

Segundo Gregório, ele recebeu a notificação de que não poderia se recusar a fazer casamentos homoafetivos nesta segunda-feira (20) mas afirmou que, desde a publicação da decisão da Justiça, já havia tomado a decisão de abrir mão do cargo. “Não há lei dos homens que me obrigue a fazer aquilo que contrarie os meus princípios”, alega. “Existe ai uma provocação para um grande tumulto no nosso país. Deus fez o homem e a mulher para a procriação, para reproduzir. Não sei onde vai chegar isso”, questiona.

O pastor afirma ainda que solicitou a demissão ao titular do cartório, Isaulino Pereira dos Santos Júnior, mas que o tabelião pediu que ele permanecesse no cargo. “Ele me pediu para eu ficar e disse que caso alguém solicitasse o pedido de casamento homoafetivo, outro juiz de paz seria chamado para realizá-lo. Mas aqui, graças a Deus,  ainda não chegou ninguém pedindo o casamento homoafetivo”.

Cartório nega discriminação
Procurado pelo G1, o titular do cartório civil de Redenção negou a versão do pastor. “De fato, ele pediu afastamento do cargo na quarta-feira passada (15), alegando que iria mudar de cidade para cuidar da esposa que estaria internada na UTI de Goiânia, mas não falou nada sobre se recusar a fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo”, alegou Isaulino.

Ainda de acordo com o titular do cartório, caso o pastor tivesse pedido exoneração porque não aceita o casamento homoafetivo, ele seria imediatamente afastado do cargo. “Eu iria acatar o afastamento, porque não pode haver discriminação. Caso ele queira sair por esse motivo, eu vou solicitar imediatamente ao juiz da comarca outro juiz de paz”, afirma Santos Júnior, que garante ainda que o pastor não entregou ao cartório nenhuma solicitação oficial de demissão do cargo.

Segundo o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), Heyder Ferreira, o juiz de paz pode pedir demissão se discordar de uma decisão do CNJ. “Se ele continuar no cargo, é obrigado a cumprir a determinação, mas por ser voluntário, não podemos impor. O cartorário, em compensação, é obrigado a cumprir a determinação”, explica.

De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, no Censo 2010, 1.782 pessoas declararam viver em casamento entre pessoas do mesmo sexo no Pará.

CNJ obriga cartórios a celebrar casamento entre homossexuais

Uniões estáveis homoafetivas terão de ser convertidas em casamento civil, mesmo sem previsão legal para isso

Casamento gay em cartório do interior de SP

Casamento gay em cartório do interior de SP

Felipe Recondo, no Estadão

Os cartórios de todo o Brasil serão obrigados a celebrar casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios terão de converter as uniões estáveis homoafetivas em casamento civil, mesmo que ainda não haja previsão legal para isso.

A proposta foi apresentada pelo presidente do CNJ, Joaquim Barbosa, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF), e aprovada por 14 a 1. A conselheira Maria Cristina Peduzzi foi a única a votar contra a aprovação da resolução, sob o argumento de que, para permitir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o Congresso teria de aprovar um projeto de lei. Há projetos em tramitação no Congresso sobre o casamento civil de pessoas do mesmo sexo.

A resolução aprovada pelo CNJ diz que: “É vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”. E acrescenta que, se houver recusa dos cartórios, será comunicado o juiz corregedor para “providências cabíveis”.

O presidente do CNJ afirmou que a resolução remove “obstáculos administrativos à efetivação” da decisão do Supremo. “Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso.”

O subprocurador da República, Francisco de Assis Sanseverino, manifestou-se contra a aprovação da resolução e citou os votos dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que foram favoráveis ao reconhecimento da união homoafetiva, mas deixaram claro que a decisão não legalizava o casamento.

Artista recria rostos baseada no DNA que encontra em bitucas de cigarro e chicletes mastigados

Heather extrai o DNA desses objetos e estuda determinadas regiões do genoma que são diferentes para cada pessoa.

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Por Natasha Romanzoti, no Hype Science

Não é ficção científica de Hollywood: a artista americana Heather Dewey-Hagborg realmente recria os rostos de pessoas a partir de seu DNA, que ela encontra em vários objetos jogados nas ruas, como bitucas de cigarro e chicletes mastigados.

Heather extrai o DNA desses objetos e estuda determinadas regiões do genoma que são diferentes para cada pessoa. Em seguida, ela envia os resultados para um laboratório e recebe, basicamente, arquivos de texto cheios de sequências de As, Ts, Cs e Gs, os nucleotídeos que compõem o DNA.

Por fim, Heather coloca essas informações em um programa de computador personalizado, que ela mesma escreveu, para parametrizar um modelo 3D de um rosto. “Por exemplo, sexo, ascendência, cor dos olhos, cor do cabelo, sardas, pele mais clara ou mais escura, e algumas características faciais como largura do nariz e distância entre os olhos são alguns dos traços que estou em processo de estudar”, explica.

No entanto, os retratos não têm precisão extrema. Heather afirma que eles possuem linhas e ascendências semelhantes, mas podem se parecer mais com um possível primo do que com a pessoa em si. “A pesquisa sobre a morfologia facial ainda está em estágios muito iniciais”, conta.

Para entender essa relação, veja abaixo uma foto da pesquisadora ao lado de um modelo 3D de seu rosto feito a partir de seu DNA.

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O trabalho

Abaixo, é possível conferir algumas amostras do trabalho de Heather. A primeira imagem mostra a rua onde o objeto foi encontrado, depois o objeto do qual foi extraído o DNA, e por fim a reconstrução facial do rosto.[BoredPanda]

LegendaHaplogrupo de ADN mitocondrial (ADNmt): os haplogrupos podem ser usados para definir populações genéticas. O ADNmt é um haplogrupo transmitido somente através da linhagem matrilinear e determinado pelas variações encontradas no ADN mitocondrial humano. Este haplogrupo traz a ascendência matrilinear até as origens da espécie humana na África e, a partir deste ponto, sua subsequente dispersão por toda a superfície do planeta.

Gene SRY: SRY é o gene determinante sexual do cromossomo Y nos mamíferos térios (marsupiais e placentários).

Gene HERC2: é um dos dois principais genes que afeta a cor dos olhos.

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Amostra de 6 janeiro de 2013, às 12:25h, recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – Haplogrupo de ADN mitocondrial (ADNmt): D1 (Nativo Americano, América do Sul); Gene SRY: presente; Sexo: masculino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

Amostra de 6 janeiro de 2013, às 12:25h, recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – Haplogrupo de ADN mitocondrial (ADNmt): D1 (Nativo Americano, América do Sul); Gene SRY: presente; Sexo: masculino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

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Amostra de 6 janeiro de 2013, às 12:15h, recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – ADNmt: H2a2a1 (Leste Europeu); Gene SRY: presente; Sexo: masculino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

Amostra de 6 janeiro de 2013, às 12:15h, recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – ADNmt: H2a2a1 (Leste Europeu); Gene SRY: presente; Sexo: masculino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

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Amostra recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – ADNmt: T2b (Europeu); Gene SRY: ausente; Sexo: feminino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

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Amostra recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – ADNmt: T2b (Europeu); Gene SRY: ausente; Sexo: feminino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

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Amostra recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – ADNmt: L1B (Oeste Africano, Afro Americano); Gene SRY: presente; Sexo: masculino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

Amostra recolhida no Brooklyn, Nova York (EUA) – ADNmt: L1B (Oeste Africano, Afro Americano); Gene SRY: presente; Sexo: masculino; Gene HERC2: AA; Cor dos olhos: castanha.

Pastor Marcos Pereira é preso acusado de estupro

Ainda há acusações por homicídio, envolvimento com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O pastor Marcos nega as acusações (foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)

O pastor Marcos nega as acusações (foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo)

Leonardo Barros, em O Globo

RIO – Com dois mandados de prisão preventiva expedidos com base em acusações de estupros, o pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, foi preso na Rodovia Presidente Dutra, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, na noite de terça-feira. Policiais da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) realizaram a prisão quando o pastor estava em seu carro, um Passat branco, indo para o seu apartamento, na Avenida Atlântica, em Copacabana. A investigação, que durou um ano, ainda aponta a participação de Marcos Pereira em mais quatro estupros, quatro homicídios, além de envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Esses últimos três crimes baseados em denúncias do coordenador do Afroreggae, José Júnior.

Os mandados foram decretados pelos juízes Richard Fairclough, da 1ª Vara Criminal de São João de Meriti, e Ana Helena Mota Lima, da 2ª Vara Criminal da mesma comarca, na última quinta-feira. De acordo com informações da DCOD, o pastor realizaria ‘orgias’ no apartamento de Copacabana, avaliado em R$ 8 milhões. A maior parte das vítimas seria fiéis da igreja, chamadas até o local para a realização de cultos, em que Marcos Pereira, com ações violentas, obrigava as mulheres a fazerem sexo com ele e com outros homens da igreja. Também haveria sexo de mulheres com mulheres e homens com homens.

Das seis vítimas, três teriam sido atacadas quando eram menores de idade. Os crimes foram denunciados na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de São João de Meriti. Uma jovem relatou que foi estuprada pelo pastor dos 14 aos 22 anos. Em um dos seis casos de estupro, a vítima seria a sua própria ex-mulher, Ana Madureira da Silva, que também revelou ter sofrido abuso sexual. Os dois ficaram casados até 1998.

Um dos homicídios que o pastor está sendo acusado seria de uma jovem que descobriu as ‘orgias’ e teria tentado fazer denúncias. De acordo com o delegado da da DCOD, Márcio Mendonça, um sobrinho de Marcos Pereira também está envolvido no assassinato.

O pastor não possui formação em teologia e, por isso, deverá ser encaminhado, nesta quarta-feira, para uma prisão comum no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste. A Polícia Civil vai conceder uma entrevista coletiva para apresentar mais informações do caso.

Seguido por fiéis

O pastor Marcos Pereira no momento em que foi fichado pelos policiais (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

O pastor Marcos Pereira no momento em que foi fichado pelos policiais (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Na sede da delegacia, o pastor Marcos Pereira não quis falar com a imprensa. Porém, atendendo ao seu chamado, cerca de 30 dos seus seguidores foram até o local, além de seis advogados. Entre os fiéis, o ex-cantor de pagode, Waguinho, que é missionário da Assembleia de Deus dos Últimos Dias há nove anos. Ao sair da delegacia, Waguinho fez críticas a ação da polícia e as denúncias de José Júnior.

— Ficamos surpresos com a forma em que foi feita a prisão contra uma pessoa que comparece toda vez que é convocada para explicar essas acusações. Foi uma ação, em via pública. São acusações antigas que não há provas. Porém, todos nós aqui sabemos que existe uma guerra pública que foi declarada há cerca de dois anos, pelo José Júnior. O Afroreggae faz as suas ações e gasta milhões. O pastor Marcos Pereira faz o seu trabalho com o amor, sem receber nenhum dinheiro por isso. Quero ver o José Júnior explicar isso — disse Waguinho, defendendo Marcos Pereira.

— Todos que convivem com o pastor sabem que ele é uma pessoa que só faz o bem. O trabalho dele já tirou oito mil pessoas das drogas. Na história, várias pessoas que fizeram o bem já sofreram esse tipo de injustiça. Quem é do bem, conhece quem é do bem — encerrou o missionário, que disputou a prefeitura de Nova Iguaçu, nas eleições do ano passado.

José Júnior, do Afroreggae, elogia polícia por prisão do pastor Marcos: ‘Arrebentou’

Publicado no Extra [via O Globo]

O coordenador do Afroreggae, José Júnior, elogiou no Twitter a Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) pela prisão do pastor Marcos Pereira da Silva, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, na noite desta terça-feira.

A prisão do pastor Marcos, acusado de seis estupros, é resultado de uma investigação que começou após uma denúncia de José Júnior sobre o suposto envolvimento do pastor com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, há cerca de um ano.

“Quero agradecer a NOVA GESTÃO da DCOD pelo excepcional trabalho nessa prisão. Dr. Márcio Mendonça num curto espaço de tempo arrebentou”, afirmou o coordenador no microblog.