Paulistanos usam internet para aprender a fazer sexo e a cozinhar

costelinha

Rafael Balago, na Folha de S.Paulo

O que querem os paulistanos? Açúcar, carne, vinho e sexo. É o que aponta um levantamento feito pelo Google especialmente para a sãopaulo.

A maior empresa de buscas do mundo montou listas com os termos mais procurados na cidade ao longo deste ano em várias categorias.

Nas buscas iniciadas por “como fazer”, predomina a culinária. No topo da lista está “como fazer cupcake”. “O maior erro ao tentar fazer em casa é achar que vai acertar de primeira. Em dias quentes, o creme pode derreter rápido”, adverte Luana Davidsohn, dona da Confeitaria da Luana, na Vila Madalena. Confira aqui uma receita de cupcake.

O Google não divulga quantas vezes cada termo foi procurado.

Outras receitas que despertam curiosidade são costela, ganache (creme de chocolate), chantili e a versão caseira do Cinzano, um vermute (vinho combinado com ervas).

Prepará-lo exige paciência: o processo pode levar de uma semana a um mês. “A maior dificuldade é encontrar as ervas certas. Depois, é deixar a natureza trabalhar”, afirma Renan Tarantino, barman do restaurante BOS BBQ, no Itaim Bibi, região oeste.

Tarantino, que já produziu a bebida por conta própria, conta que houve aumento nos pedidos de coquetéis que levam vermute, como o negroni. “Faço no mínimo quatro por noite.”

Outra curiosidade frequente dos moradores da capital é “como fazer sexo”. Entretanto, a maior parte dos resultados não é muito didática em relação ao
beabá do ato. O que aparece são maneiras de sair do convencional, como transar no mato, na balada e tentar novas posições.

“É uma forma de descobrir como as outras pessoas fazem sexo. A maioria tem curiosidade, mas fica com vergonha de falar disso”, comenta Carmita Abdo, fundadora do Projeto de Estudos da Sexualidade da USP.

 

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Mulheres preferem abandonar sexo a chocolate, diz pesquisa

De acordo com o levantamento, as pessoas têm mais dificuldade de abrir mão de chocolate, álcool, sexo, cafeína e falar palavrões

Os especialistas justificam a escolha do chocolate por causa da endorfina que o alimento oferece,causando uma sensação de prazer e bem estar
Os especialistas justificam a escolha do chocolate por causa da endorfina que o alimento oferece,causando uma sensação de prazer e bem estar

Wendy Candido, no Virgula

Tomar decisão nunca é algo fácil. Mas se você tivesse que passar um mês sem algo, o que preferiria renunciar: chocolate ou sexo? Segundo um levantamento feito pela Instituição Pesquisa de Câncer, do Reino Unido, para as mulheres é mais difícil abandonar o doce e os homens não abrem mão do sexo.

Para chegar a essa conclusão foram entrevistadas duas mil pessoas; foi constatado que chocolate, álcool e sexo, não necessariamente nesta ordem, são as coisas mais complicadas de renunciar.

Enquanto 22% dos homens afirmaram que o sexo é uma das coisas mais difíceis de viver sem, apenas 9% delas concordaram, e em contrapartida, 22% das mulheres colocaram o chocolate como a coisa mais difícil de abandonar.

De acordo com o DailyMail, a pesquisa foi realizada para marcar o lançamento de uma campanha que incentiva testar sua força de vontade e abandonar o álcool.

“Indivíduos com mais força de vontade são provavelmente mais propensos a alcançar os seus objetivos. Alguns acreditam que a força de vontade é como um músculo, pode ficar cansado, mas também pode ser reforçado com o treinamento”, disse o psicólogo Robert West em entrevista ao tabloide britânico.

Em 2008, a Unilever realizou uma pesquisa com 13 países, incluindo o Brasil, para descobrir o que era mais irresistível para as mulheres e o estudo mostrou que as brasileiras são as maiores fãs do doce: 84% das participantes colocaram o chocolate no topo da lista e o sexo apareceu somente em quinto lugar, com 73% dos votos.

Na pesquisa, elas afirmam que comer um bom chocolate, além de garantir o bom humor, é como se presentar.

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Suspeito de divulgar vídeo de sexo faz acordo na Justiça, em Goiânia

Empresário terá que prestar serviços comunitários durante cinco meses.
Vítima, que teve imagens postadas na web, ficou revoltada: ‘Ele saiu rindo’.

inocente

Publicado no G1

O empresário de 23 anos, suspeito de divulgar vídeos de sexo de uma estudante, de 20, com que se relacionou e ficou conhecida como Fran, foi julgado na tarde desta quarta-feira (8), em Goiânia. O caso foi encerrado depois que ele aceitou um acordo proposto pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para prestar serviços comunitários por cinco meses.

A audiência, que durou cerca de 1h, ocorreu no 3º Juizado Especial Criminal de Goiânia, no Setor Parque Atheneu. O empresário, que respondia por injúria e difamação e sempre negou ter divulgado os vídeos, chegou e saiu sem falar com a imprensa. Já a vítima ficou revoltada com o resultado da sessão.

“[Sensação de] impunidade, porque cinco meses de pena para ajudar as pessoas não vai pagar o que ele me fez. Eu não me conformo. Ele saiu rindo da minha cara, disse que não é ele. Eu estou com muita raiva, sentida mesmo com essa situação toda”, afirmou chorando.

A advogada da vítima, Darlene Liberato, também lamentou a punição branda do empresário, mas disse que foi melhor do que ele ter sido inocentado. “Muito embora não tenha havido uma condenação como deveria, pelo menos foi um princípio. Ele não saiu impune e durante cinco meses ele vai ter que prestar serviços à comunidade”, pontuou.

O caso ocorreu há um ano. Mãe de uma menina fruto de outro relacionamento e atualmente com 3 anos, a estudante perdeu o emprego e interrompeu a faculdade devido a divulgação das imagens.

“A vida dele continua normal. Quem sofreu as consequências fui eu. Eu quero que o meu caso sirva de lição para outras meninas. que passem pelo que eu passei. Eu fui bastante forte em lidar com essa situação, mas várias meninas não”, afirmou.

No fim da audiência, o carro que foi buscar o empresário entrou pelo estacionamento exclusivo para funcionários do juizado. A juíza Sandra Regina Teixeira Mendes, responsável pelo caso, afirmou que abriu uma exceção para evitar tumulto na saída dele.

Sobre o processo, ela disse que não poderia conceder entrevista porque o caso corre em segredo de Justiça.

Vítima saiu chorando da audiência: 'Não me conformo' (foto: Sebastião Nogueira/O Popular)
Vítima saiu chorando da audiência: ‘Não me
conformo’ (foto: Sebastião Nogueira/O Popular)

Vídeos
Os vídeos foram divulgados em outubro do ano passado via mensagens de celular e na web. Nas imagens, é possível ver a estudante em atos sexuais. O caso ganhou repercussão e virou meme [termo usado para frases, imagens e vídeos que se disseminam na internet de forma viral].

As gravações se propagaram rapidamente pelo aplicativo de celular. Em um dos vídeos, a jovem aparece fazendo um sinal de ‘OK’. O símbolo virou piada nas redes, com montagens de políticos. Fotos de celebridades fazendo o gesto também começaram a ser usadas pelos internautas. No entanto, algumas imagens teriam sido tiradas antes da polêmica e não se referiam ao caso.

Na época em que as imagens foram divulgadas, Fran afirmou que não se arrependeu de gravar os vídeos porque fez por amor. “Era com uma pessoa que eu amava e em quem eu confiava”. Só que isso não deveria ter sido mostrado para ninguém”, disse. No entanto, por causa da publicação dos vídeos, ela disse que sua vida “virou um inferno”.

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Câmara paga até canal pornô para deputados

Parlamentares contratam pacotes de TV por assinatura com futebol, cinema e sexo explícito. Despesas são ressarcidas com dinheiro público por meio da cota parlamentar

fatura_sky_renatomolling1Fábio Góis, no Congresso em Foco

Mais uma modalidade de uso questionável de recursos públicos está em curso na Câmara, desta vez por meio de TV por assinatura. Ao menos três deputados aproveitaram as benesses da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), que garante fornecimento de produtos e serviços necessários ao exercício do mandato, para contratar pacotes especiais de televisão fechada. São mais de cem canais à disposição, dezenas deles em alta definição, com instalações nos gabinetes e até nas casas dos parlamentares. É de se imaginar que o interesse das excelências seja por notícias ou programas culturais. Mas há campeonatos de futebol e até canal pornô no conteúdo pago com o dinheiro do contribuinte.

O Congresso em Foco teve acesso às faturas de TV fechada de três deputados: Flaviano Melo (PMDB-AC), José Airton (PT-CE) e Renato Molling (PP-RS). Eles contrataram pacotes especiais e ainda aderiram às ofertas das operadoras, que preveem até a abertura do sinal dos chamados “canais adultos”. Houve também compra de filmes e campeonatos de futebol no sistema pay-per-view (pague para ver, em tradução livre). Obviamente, com mais custos para o contribuinte, que é quem de fato paga a conta.

O benefício vem por meio do chamado “cotão”, como é mais conhecida a Ceap, verba multiuso destinada ao pagamento de inúmeras despesas, principalmente passagens aéreas, combustíveis e aluguel de veículos. Com essa cota, a Câmara e o Senado gastam por ano cerca de R$ 253 milhões. A verba varia de estado para estado – deputados do Distrito Federal recebem R$ 27,9 mil; os de Roraima, por exemplo, R$ 41,6 mil. A média dos gastos com o cotão na Câmara é de R$ 35 mil mensais por deputado.

Sex Zone HD

Renato Molling: "O pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”
Renato Molling: “O pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”

Em seu segundo mandato, Renato Molling contratou o serviço “combo” da Sky, que oferece mais de cem canais e outros 34 itens opcionais em alta definição. No pacote de Renato, coube ainda o serviço de transmissão do futebol brasileiro (“Brasileirão série A ou B + 1 campeonato estadual”) e a “Sex Zone HD” (veja o site), uma zona digital dedicada a filmes, programas e demais atrações pornográficas. Nesse pacote, três equipamentos são fornecidos ao comprador – 1 Sky HDTV Plus, 1 Sky HDTV Slim e 1 Sky HDTV Zapper, entre outros mimos.

O valor, de R$ 279,60, sobe para R$ 299,60 com os itens opcionais. O ponto, de acordo com a fatura, está localizado em Sapiranga (RS), município da região metropolitana de Porto Alegre onde Renato mantém seu escritório político.

Em entrevista ao Congresso em Foco, Renato diz não ter ideia do que há em seu serviço de TV por assinatura. “É um pacote que foi feito. Não sou nem eu que faço. Fizemos essa assinatura para ficar por dentro das notícias, dos programas de política. Acredito que não deva ter isso [canais pornô, de futebol etc], porque o pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”, afirmou o deputado.

Renato Molling disse que seu gabinete vai devolver à Câmara o que foi gasto com canais extras em observância ao sistema de custeio da cota parlamentar. “Estamos vendo como ressarcir aquilo que não pode ser feito. Agora, não sei o [canal] que pode e o que não pode. Já orientei o pessoal para não ter mais esse pacote. A gente olha notícia ou a parte cultural [dos programas]. Foi um lapso, e estamos corrigindo para que nunca mais volte a acontecer”, declarou o deputado, ressalvando que possui trajetória política ilibada. “Sempre me elegi dentro do que é correto.”

"Foi um erro involuntário", diz Flaviano Melo, que pediu desculpas e mandou cancelar o pacote
“Foi um erro involuntário”, diz Flaviano Melo, que pediu desculpas e mandou cancelar o pacote

Combo “full top”

Já Flaviano Melo, também em seu segundo mandato, contratou o pacote mais caro, também da Sky, com serviços complementares e ampla oferta em transmissões de futebol – apenas este opcional custou, na fatura emitida em 4 de junho deste ano, R$ 69,90. Referente ao período entre 16 de junho e 15 de julho, o pacote escolhido pelo deputado é o “Combo Sky HDTV Full Top”, que dá direito a três campeonatos de futebol. O valor da fatura é de R$ 422,35, com “serviços do mês” em R$ 432,35.

Mas bastou uma ligação à Sky para saber que, no descritivo da fatura “Opcional 1 + Opcional 2″, o que se pede a mais é justamente o acesso a determinados filmes adultos, à livre escolha do usuário. O pedido especial foi feito entre os dias 16 de junho e 15 de julho, e custou R$ 42,90 a mais na conta final.

À reportagem, Flaviano não respondeu se foi ele quem pediu o filme adulto. Confrontado com a possibilidade de alguém de seu gabinete ou de sua convivência pessoal ter pedido o serviço extra, disse que tomaria providências para descobrir. Ele pediu desculpas à sociedade pelos excessos cometidos na contratação do pacote de TV fechada. Para Flaviano, a questão já foi resolvida.

“Já ressarci isso. Pedi à Câmara para me informar o valor que foi gasto com isso [canais extras]. Foi um erro meu? Foi. Mas foi um erro involuntário. Quando me alertaram, vi e corrigi. Nem estão debitando mais [na conta da Sky]”, declarou o peemedebista.

Dizendo ter havido confusão no instante em que o serviço foi instalado, o peemedebista admitiu que os canais estavam à disposição tanto na Câmara quanto em sua casa. E na mais vasta oferta. “Tem no meu escritório e tem em casa. Mas foi esse rolo todo, eles [instaladores] inverteram e colocaram também na minha casa. Está tudo [canais] lá, deve ter de tudo. Quando você compra esse pacote, compra tudo. Dei bobeira. Mas peço desculpa e já ressarci o pagamento. Estamos sujeitos a esses erros”, completou Flaviano.

Conexão Papicu

Deputado José Airton (PT-CE)
Deputado José Airton (PT-CE)

Já o deputado José Airton consumiu R$ 383 em TV a cabo, segundo a fatura emitida em 25 de junho, com vencimento em 7 de julho. Ao todo, no período entre 7 de julho e 6 de agosto, os “serviços do mês” totalizaram R$ 406,90 no pacote descrito como “Combos New Sky HDTV Super 2011 – M”, que custou R$ 299,90. Com o pacote opcional de futebol, esse valor foi acrescido de R$ 69,90. A fatura foi endereçada à Rua Riachuelo, 760, no bairro tradicional de Papicu, em Fortaleza (CE).

Procurado pela reportagem, tanto por e-mail quanto pelo telefone de seu gabinete em Brasília, José Airton não foi encontrado. O Congresso em Foco mantém o espaço aberto para que o deputado se manifeste sobre o assunto a qualquer momento.

Cotão

A Câmara e o Senado fazem análise apenas dos aspectos relativos à regularidade fiscal e contábil das prestações de contas dos parlamentares para autorizar o ressarcimento das despesas.  Os técnicos examinam apenas se o serviço contratado é contemplado pelo cotão.

No Ato da Mesa Diretora nº 43, que institucionalizou a Ceap em junho de 2009, registra-se que a verba é “destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”. Entre as descrições de serviços e produtos designados como necessários a tal atividade está a assinatura de TV a cabo “ou similar”, sem restrições de canal ou tipo de programação. Os valores são pagos aos congressistas na forma de reembolso mediante apresentação de comprovantes de pagamento.

“Não é pelo valor em si que a gente deve fiscalizar [o uso do dinheiro público], mas pelo ato em si. Porque quem mexe com um valor pequeno sem responsabilidade pode, também, não ter responsabilidade para lidar com valores altos de dinheiro público. Essa atitude de fiscalizar, de cobrar, tem de ser independente do valor. Cada cidadão brasileiro tem a obrigação, até, de ser um fiscal, e cobrar dos gestores públicos uma posição mais coerente, mais correta para lidar com o dinheiro público”, disse à reportagem o ativista digital Lúcio Big, que se dedica a analisar como os congressistas gastam o cotão e descobriu os gastos com a TV por assinatura.

 

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Estudo avalia conflitos de jovens que se casam virgens

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Publicado por Jairo Bouer

Manter a abstinência sexual antes do casamento é algo que, por muito tempo, esteve associado ao universo feminino. Mas hoje há muitos garotos que tomam a decisão e defendem essa bandeira, especialmente nos Estados Unidos. Por causa disso, uma socióloga da Universidade de Washington decidiu pesquisar como homens que fazem essa opção lidam com sua sexualidade antes e depois do casamento.

Sarah Diefendorf avaliou um grupo de 15 jovens cristãos evangélicos e percebeu que, antes de se casar, eles têm bastante abertura para falar sobre sexo com os amigos de confiança ou nos grupos de apoio ligados à igreja. Mas, uma vez trocadas as alianças, não há mais espaço para esse tipo de discussão, segundo a pesquisadora.

No início do estudo, em 2008, os participantes estavam perto dos 20 anos. Ao longo de um ano, a socióloga assistiu às reuniões do grupo de jovens e realizou entrevistas individuais. Alguns anos mais tarde, em 2011 e 2012, 14 deles estavam casados, e ela retomou as conversas para saber como estavam as coisas.

Os resultados mostraram que esses jovens casados não têm com quem compartilhar questões relativas à vida sexual e se sentem confusos em vários aspectos. Segundo a pesquisadora, falar sobre isso com amigos ou nos grupos da igreja é encarado como uma forma de desrespeito à esposa.

Eles também não se sentem confortáveis para discutir o assunto de forma aberta com suas mulheres. E, para piorar, muitos desses jovens ficam atordoados ao perceber que as tentações continuam depois do casamento e da vida sexual regular, conforme concluiu o trabalho.

Os resultados foram apresentados no último fim de semana na reunião anual da Sociedade Americana de Sociologia, em São Francisco. Diefendorf espera que eles ajudem a incentivar mais conversas sobre sexo, especialmente no contexto da educação sexual voltada para a abstinência.

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