Câmara paga até canal pornô para deputados

Parlamentares contratam pacotes de TV por assinatura com futebol, cinema e sexo explícito. Despesas são ressarcidas com dinheiro público por meio da cota parlamentar

fatura_sky_renatomolling1Fábio Góis, no Congresso em Foco

Mais uma modalidade de uso questionável de recursos públicos está em curso na Câmara, desta vez por meio de TV por assinatura. Ao menos três deputados aproveitaram as benesses da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), que garante fornecimento de produtos e serviços necessários ao exercício do mandato, para contratar pacotes especiais de televisão fechada. São mais de cem canais à disposição, dezenas deles em alta definição, com instalações nos gabinetes e até nas casas dos parlamentares. É de se imaginar que o interesse das excelências seja por notícias ou programas culturais. Mas há campeonatos de futebol e até canal pornô no conteúdo pago com o dinheiro do contribuinte.

O Congresso em Foco teve acesso às faturas de TV fechada de três deputados: Flaviano Melo (PMDB-AC), José Airton (PT-CE) e Renato Molling (PP-RS). Eles contrataram pacotes especiais e ainda aderiram às ofertas das operadoras, que preveem até a abertura do sinal dos chamados “canais adultos”. Houve também compra de filmes e campeonatos de futebol no sistema pay-per-view (pague para ver, em tradução livre). Obviamente, com mais custos para o contribuinte, que é quem de fato paga a conta.

O benefício vem por meio do chamado “cotão”, como é mais conhecida a Ceap, verba multiuso destinada ao pagamento de inúmeras despesas, principalmente passagens aéreas, combustíveis e aluguel de veículos. Com essa cota, a Câmara e o Senado gastam por ano cerca de R$ 253 milhões. A verba varia de estado para estado – deputados do Distrito Federal recebem R$ 27,9 mil; os de Roraima, por exemplo, R$ 41,6 mil. A média dos gastos com o cotão na Câmara é de R$ 35 mil mensais por deputado.

Sex Zone HD

Renato Molling: "O pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”
Renato Molling: “O pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”

Em seu segundo mandato, Renato Molling contratou o serviço “combo” da Sky, que oferece mais de cem canais e outros 34 itens opcionais em alta definição. No pacote de Renato, coube ainda o serviço de transmissão do futebol brasileiro (“Brasileirão série A ou B + 1 campeonato estadual”) e a “Sex Zone HD” (veja o site), uma zona digital dedicada a filmes, programas e demais atrações pornográficas. Nesse pacote, três equipamentos são fornecidos ao comprador – 1 Sky HDTV Plus, 1 Sky HDTV Slim e 1 Sky HDTV Zapper, entre outros mimos.

O valor, de R$ 279,60, sobe para R$ 299,60 com os itens opcionais. O ponto, de acordo com a fatura, está localizado em Sapiranga (RS), município da região metropolitana de Porto Alegre onde Renato mantém seu escritório político.

Em entrevista ao Congresso em Foco, Renato diz não ter ideia do que há em seu serviço de TV por assinatura. “É um pacote que foi feito. Não sou nem eu que faço. Fizemos essa assinatura para ficar por dentro das notícias, dos programas de política. Acredito que não deva ter isso [canais pornô, de futebol etc], porque o pacote que foi feito é o mínimo. Mas não sei o que tem lá”, afirmou o deputado.

Renato Molling disse que seu gabinete vai devolver à Câmara o que foi gasto com canais extras em observância ao sistema de custeio da cota parlamentar. “Estamos vendo como ressarcir aquilo que não pode ser feito. Agora, não sei o [canal] que pode e o que não pode. Já orientei o pessoal para não ter mais esse pacote. A gente olha notícia ou a parte cultural [dos programas]. Foi um lapso, e estamos corrigindo para que nunca mais volte a acontecer”, declarou o deputado, ressalvando que possui trajetória política ilibada. “Sempre me elegi dentro do que é correto.”

"Foi um erro involuntário", diz Flaviano Melo, que pediu desculpas e mandou cancelar o pacote
“Foi um erro involuntário”, diz Flaviano Melo, que pediu desculpas e mandou cancelar o pacote

Combo “full top”

Já Flaviano Melo, também em seu segundo mandato, contratou o pacote mais caro, também da Sky, com serviços complementares e ampla oferta em transmissões de futebol – apenas este opcional custou, na fatura emitida em 4 de junho deste ano, R$ 69,90. Referente ao período entre 16 de junho e 15 de julho, o pacote escolhido pelo deputado é o “Combo Sky HDTV Full Top”, que dá direito a três campeonatos de futebol. O valor da fatura é de R$ 422,35, com “serviços do mês” em R$ 432,35.

Mas bastou uma ligação à Sky para saber que, no descritivo da fatura “Opcional 1 + Opcional 2″, o que se pede a mais é justamente o acesso a determinados filmes adultos, à livre escolha do usuário. O pedido especial foi feito entre os dias 16 de junho e 15 de julho, e custou R$ 42,90 a mais na conta final.

À reportagem, Flaviano não respondeu se foi ele quem pediu o filme adulto. Confrontado com a possibilidade de alguém de seu gabinete ou de sua convivência pessoal ter pedido o serviço extra, disse que tomaria providências para descobrir. Ele pediu desculpas à sociedade pelos excessos cometidos na contratação do pacote de TV fechada. Para Flaviano, a questão já foi resolvida.

“Já ressarci isso. Pedi à Câmara para me informar o valor que foi gasto com isso [canais extras]. Foi um erro meu? Foi. Mas foi um erro involuntário. Quando me alertaram, vi e corrigi. Nem estão debitando mais [na conta da Sky]”, declarou o peemedebista.

Dizendo ter havido confusão no instante em que o serviço foi instalado, o peemedebista admitiu que os canais estavam à disposição tanto na Câmara quanto em sua casa. E na mais vasta oferta. “Tem no meu escritório e tem em casa. Mas foi esse rolo todo, eles [instaladores] inverteram e colocaram também na minha casa. Está tudo [canais] lá, deve ter de tudo. Quando você compra esse pacote, compra tudo. Dei bobeira. Mas peço desculpa e já ressarci o pagamento. Estamos sujeitos a esses erros”, completou Flaviano.

Conexão Papicu

Deputado José Airton (PT-CE)
Deputado José Airton (PT-CE)

Já o deputado José Airton consumiu R$ 383 em TV a cabo, segundo a fatura emitida em 25 de junho, com vencimento em 7 de julho. Ao todo, no período entre 7 de julho e 6 de agosto, os “serviços do mês” totalizaram R$ 406,90 no pacote descrito como “Combos New Sky HDTV Super 2011 – M”, que custou R$ 299,90. Com o pacote opcional de futebol, esse valor foi acrescido de R$ 69,90. A fatura foi endereçada à Rua Riachuelo, 760, no bairro tradicional de Papicu, em Fortaleza (CE).

Procurado pela reportagem, tanto por e-mail quanto pelo telefone de seu gabinete em Brasília, José Airton não foi encontrado. O Congresso em Foco mantém o espaço aberto para que o deputado se manifeste sobre o assunto a qualquer momento.

Cotão

A Câmara e o Senado fazem análise apenas dos aspectos relativos à regularidade fiscal e contábil das prestações de contas dos parlamentares para autorizar o ressarcimento das despesas.  Os técnicos examinam apenas se o serviço contratado é contemplado pelo cotão.

No Ato da Mesa Diretora nº 43, que institucionalizou a Ceap em junho de 2009, registra-se que a verba é “destinada a custear gastos exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar”. Entre as descrições de serviços e produtos designados como necessários a tal atividade está a assinatura de TV a cabo “ou similar”, sem restrições de canal ou tipo de programação. Os valores são pagos aos congressistas na forma de reembolso mediante apresentação de comprovantes de pagamento.

“Não é pelo valor em si que a gente deve fiscalizar [o uso do dinheiro público], mas pelo ato em si. Porque quem mexe com um valor pequeno sem responsabilidade pode, também, não ter responsabilidade para lidar com valores altos de dinheiro público. Essa atitude de fiscalizar, de cobrar, tem de ser independente do valor. Cada cidadão brasileiro tem a obrigação, até, de ser um fiscal, e cobrar dos gestores públicos uma posição mais coerente, mais correta para lidar com o dinheiro público”, disse à reportagem o ativista digital Lúcio Big, que se dedica a analisar como os congressistas gastam o cotão e descobriu os gastos com a TV por assinatura.

 

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Estudo avalia conflitos de jovens que se casam virgens

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Publicado por Jairo Bouer

Manter a abstinência sexual antes do casamento é algo que, por muito tempo, esteve associado ao universo feminino. Mas hoje há muitos garotos que tomam a decisão e defendem essa bandeira, especialmente nos Estados Unidos. Por causa disso, uma socióloga da Universidade de Washington decidiu pesquisar como homens que fazem essa opção lidam com sua sexualidade antes e depois do casamento.

Sarah Diefendorf avaliou um grupo de 15 jovens cristãos evangélicos e percebeu que, antes de se casar, eles têm bastante abertura para falar sobre sexo com os amigos de confiança ou nos grupos de apoio ligados à igreja. Mas, uma vez trocadas as alianças, não há mais espaço para esse tipo de discussão, segundo a pesquisadora.

No início do estudo, em 2008, os participantes estavam perto dos 20 anos. Ao longo de um ano, a socióloga assistiu às reuniões do grupo de jovens e realizou entrevistas individuais. Alguns anos mais tarde, em 2011 e 2012, 14 deles estavam casados, e ela retomou as conversas para saber como estavam as coisas.

Os resultados mostraram que esses jovens casados não têm com quem compartilhar questões relativas à vida sexual e se sentem confusos em vários aspectos. Segundo a pesquisadora, falar sobre isso com amigos ou nos grupos da igreja é encarado como uma forma de desrespeito à esposa.

Eles também não se sentem confortáveis para discutir o assunto de forma aberta com suas mulheres. E, para piorar, muitos desses jovens ficam atordoados ao perceber que as tentações continuam depois do casamento e da vida sexual regular, conforme concluiu o trabalho.

Os resultados foram apresentados no último fim de semana na reunião anual da Sociedade Americana de Sociologia, em São Francisco. Diefendorf espera que eles ajudem a incentivar mais conversas sobre sexo, especialmente no contexto da educação sexual voltada para a abstinência.

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Dor de cabeça pode ser tratada com sexo, diz estudo

De acordo com a especialista, o sexo pode dar melhores resultados no combate à dor de cabeça que analgésicos

O uso do sexo como analgésico natural para aliviar as crises de dor de cabeça é mais comum entre homens do que mulheres
O uso do sexo como analgésico natural para aliviar as crises de dor de cabeça é mais comum entre homens do que mulheres

Publicado no Virgula

Quem diria que a clássica desculpa para não transar, como “essa noite não dá porque estou com dor de cabeça”, poderia ser aliviada justamente com…sexo! Isso porque um estudo recente mostrou que as mulheres que sofrem de enxaqueca e dor de cabeça e fizeram sexo tiveram uma diminuição de 50% na intensidade e frequência das dores.

A pesquisa desenvolvida pela Southern Illinois University, dos Estados Unidos, explica que o ato sexual libera endorfina, uma substância natural produzida pelo cérebro que regula a emoção e a percepção da dor, ajudando a relaxar e gerando bem-estar e prazer.

Além das dores de cabeça, o ato sexual também pode ajudar a tratar outros tipos de dores, no entanto, quando o incômodo é persistente e forte, é válido recorrer aos analgésicos. E segundo a ginecologista Lauren Streicher, em entrevista ao Huffington Post, manter relações sexuais durante crises de dor não é simples.

“Sexo pode melhorar dor de cabeça, dores musculares, dor de estômago e qualquer outra dor que você possa imaginar. Apesar da dor e da falta de vontade, fazer sexo nessas horas pode ser uma boa solução”, explica a ginecologista.

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Parceiro sexual de 5% dos jovens foi conhecido na internet, diz pesquisa

Entre os pais, 1% sabe que os filhos conheceram os namorados na internet.
Estudo do Portal Educacional ouviu 4 mil jovens entre 13 e 16 anos.

Brasileira acessa a internet em Garça (SP) (foto: Reprodução/TV TEM)
Brasileira acessa a internet em Garça (SP) (foto: Reprodução/TV TEM)

Helton Simões Gomes, no G1

Conversas iniciadas na internet foram o atalho para jovens brasileiros abrirem sua vida íntima a pessoas até então desconhecidas que se tornaram parceiros sexuais, de acordo com a edição 2014 da pesquisa “Este Jovem Brasileiro”, realizada pelo Portal Educacional e obtida com exclusividade pelo G1. Entre os jovens ouvidos, 5% disseram já ter feito sexo com pessoas conhecidas pela internet. Nem todos os contatos nascidos na internet, porém, terminam na cama, mas não são raras as relações que pulam do mundo virtual para o real: 11% dos adolescentes entrevistados já namoraram com alguém conhecido na internet. O mais comum, porém, é não passar de alguns beijinhos, coisa que 22% dos jovens disseram já ter ocorrido. Enquanto isso, os pais nem suspeitam: pouco mais de 1% sabe que os “ficantes” ou namorados dos filhos foram conhecidos na internet.

Para traçar o perfil sobre o comportamento dos jovens na internet, a pesquisa ouviu 4 mil estudantes de 13 a 16 anos, 300 pais e 60 professores de 36 escolas particulares em 14 estados brasileiros. Eles responderam às perguntas de forma anônima por meio de um formulário on-line entre 5 de maio e 27 de junho deste ano. O estudo foi feito em parceria com o psiquiatra Jairo Bouer.

As novas amizades virtuais geralmente são apresentadas por amigos, surgem nas redes sociais ou são feitas por meio de aplicativos para celular. Segundo a pesquisa, no entanto, 60% dos jovens não confiam nas pessoas conhecidas assim. Mas há os que confiam. Dos 4 mil jovens, 600 já abriram a webcam de seus computadores para completos desconhecidos. Quando encontram pessoas conhecidas pela internet, possuem estratégias para garantir a segurança: marcam em algum lugar público ou levam um amigo a tiracolo.

‘Stalkear’ pode

A internet é parte importante da vida desses adolescentes. A pesquisa aponta que 85% dos jovens passam ao menos duas horas conectados. A preponderância da internet na vida deles faz dela uma ferramenta para que construam seus relacionamentos. Isso porque pouco mais da metade dos jovens recorreram à rede para pesquisar a vida de potenciais “ficantes” ou namorados.

Mas também usam para miná-los. Entre os adolescentes que já estão comprometidos, mais de 40% não acha que paquerar na rede seja problema. Três em cada dez tiveram que discutir a relação com amigos ou namorados devido a alguma postagem em redes sociais.

Mentindo a idade

Estudantes em escola de Piracicaba (foto: Fernanda Zanetti/ G1 Piracicaba)
Estudantes em escola de Piracicaba (foto:
Fernanda Zanetti/ G1 Piracicaba)

Apesar de os pais não estarem a par do que os filhos fazem na rede, não quer dizer que não monitorarem as ações dos adolescentes de algum tipo. O problema é que quando controlam o acesso à rede, a tentativa não é aceita por um terço dos jovens. O controle ao acesso não é respeitado mesmo quando exercido pelos próprios serviços. Mais de 90% entraram em redes sociais antes dos 12 anos – a idade mínima permitida no Facebook, por exemplo, é de 13 anos. Como fizeram isso? Simples: 86% admitiram ter mentido a idade.

Quando os pais impõem alguma restrição, os jovens surgem com meios para driblar métodos de controle. Para 63% deles, é mais fácil evitar a vigilância paternal com o uso de tablets e smartphones. Quando querem privacidade, são esses os aparelhos usados por um a cada quatro jovens. Identificado como um aparelho pessoal, os celulares não são controlados pelos pais de 80% dos jovens.

A conexão frequente dos jovens causa atritos dentro de casa. Quatro a cada cinco pais dizem ter problemas com os filhos pelo uso exagerado da internet. E tem motivos para se preocupar: quase um terço dos jovens já compartilhou dados pessoais na rede, como telefone, endereço ou documentos. A maioria deles (65%), porém, sabe que o rastro digital pode ser usado para avaliá-los futuramente. Saber que expor informações pessoais pode prejudicá-los no futuro, mas, mesmo assim ir adiante, ocorre porque os jovens sofrem um apagão quando usam o celular. Um terço dos adolescentes diz que não pensam muito antes de postar pelo celular.

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Jovens que optaram pela virgindade viram tema de filme evangélico

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

Lucas Lima, 24, já sabe o que fazer se uma linda garota se materializar na sua cama. Nua. “Vou vestir essa mulher e ajudá-la. Possivelmente, ela não está dentro de si.”

Não é uma decisão muito popular, diz. “Os amigos zoam mesmo: ih, o ‘virjão’!”

Quando Sandy anunciou a gravidez, a galera até brincou com Lucas, que tem os mesmos nome e sobrenome do marido da cantora: agora foi?

A resposta vem do gogó. “Leve o tempo que levar/ Mas não tenho pressa/ Meu tempo é perfeito/ Vou te esperar”, ele canta a plenos pulmões.

Lucas é um garoto determinado. A não fazer sexo. Ao menos até o casamento –ainda fora do horizonte do jovem, que nunca namorou.

Ele será um dos protagonistas de “Eu Escolhi Te Esperar”, projeto de filme e série on-line produzido pela evangélica Purpose Films.

Nesta espécie de “Friends” gospel, seis jovens lidam com “as complicações e dificuldades de falar sobre sexo e virgindade”, explica o diretor, Maurício Bettini, 32, debruçado sobre um laptop com o adesivo “keep calm and wait” (fique calmo e espere).

Lucas e a colega de elenco Larissa Felix, 18, são virgens e adeptos do movimento Eu Escolhi Esperar. Durante a Copa, o jogador David Luiz, 27, se destacou como porta-voz desta causa: ninguém deve transar antes do matrimônio, pois diz a Bíblia que se abster da “fornicação” é “a vontade de Deus”.

A proposta tem 2,5 milhões de simpatizantes nas redes sociais e 208 mil participantes ativos, segundo seu idealizador, o pastor Nelson Júnior, 38, do Espírito Santo.

Ele próprio diz ter se guardado até subir ao altar, com 21 anos. Não cedeu nem quando o pai tentou levá-lo a uma “casa de especialidades do sexo”, cinco anos antes.

“Era um domingo na igreja com minha mãe, outro no futebol com meu pai. Ele não era cristão e sempre duvidava da minha masculinidade.”

Larissa Felix, 18, que vai atuar no filme e série sobre virgindade antes do casamento (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
Larissa Felix, 18, que vai atuar no filme e série sobre virgindade antes do casamento (foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

VOCÊ CONSEGUE

No Twitter, o perfil @EscolhiEsperar posta pílulas de incentivo: “O jeito mais simples de fazer a vontade de Deus é não fazendo a sua”. Até o presidente americano Abraham Lincoln (1809-1865) é citado para domar a manada hormonal: “Determine que algo pode e deve ser feito e achará o caminho para fazê-lo”.

Pastor Nelson estima que 75% dos que curtem a campanha tenham entre 17 e 27 anos -muitos já transaram, mas abraçaram a abstinência. Para ele, a proposta é refrescante. “Assim como dá vontade de comer um pote inteiro de sorvete e a gente não come porque não faz bem.”

Famílias desestruturadas e adolescentes grávidas estão entre os males que o canto de Lucas quer espantar na sede da Purpose Films, em São José dos Campos (SP). “Sexo não é algo banalizado, algo para me divertir. É coisa séria, para fazer com a pessoa que Deus separou pra mim, dentro de ambiente seguro.”

Com brincos da Minnie e aparelho odontológico no sorriso, Larissa é toda ouvidos à mensagem casta. “A gente pode ser chamado de louco. ‘Nossa, nada a ver!’ Mas é uma escolha. Quando você espera, as coisas fluem de uma maneira diferente.”

A vontade, claro, continua lá. Pastor Nelson dá dicas práticas. “Evitem ficar no escuro e sozinho em casa, sarrar, se esfregar. E faça exercícios físicos!” Se nada adiantar, Lucas tem um ás na manga: “Imagina uma tia morta, ensanguentada no chão. Pronto, não tem mais nada.”

Preliminares, ele diz, são uma ratoeira. “O problema não é nem a mão na bunda, é para onde ela vai depois.”

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