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Por R$ 4 o minuto, disque-sexo ressuscita nas TVs aberta e fechada

Reprodução de site do programa "Babe Station", que exibe peladas rebolativas no canal Terra Viva e na Mix TV

Reprodução de site do programa “Babe Station”, que exibe peladas rebolativas no canal Terra Viva e na Mix TV

Ricardo Feltrin, no F5

Não durou muito a “abstinência” dos famigerados disque-sexo nas TVs aberta e fechada. Depois de uma breve temporada fora do ar, até por pressão de entidades de defesa do consumidor e de várias campanhas contra a baixaria na TV, o caça-níquel pornô está de volta com o programa (sic) “Babe Station”. São cinco horas diárias de peladas rebolativas no canal Terra Viva (fechado, pertence à Band) e três horas na Mix TV, canal UHF de propriedade de João Carlos Di Gênio, do educativo grupo Objetivo.

PAGUE SE FOR CAPAZ

O Babe Station não é nada modesto em termos de cobrança. Se o incauto telespectador fizer a bobagem de telefonar para o número que aparece na tela descobrirá na próxima conta que o serviço (sic) custa “apenas” R$ 4,00 por minuto. Para visitar o site, abarrotado de garotas nuas ou seminuas diante de webcams ao vivo, há uma fabulosa promoção (sic) que custa R$ 5 por cinco minutos. “Sem compromisso”; “100% seguro”; “discreto”, propagandeia o site.

E DEPOIS FALAM DAS PANICATS

O Babe Station tem uma apresentadora “desinibida”, que fica exibindo outras mulheres e alardeando-as como se fossem um produto de supermercado. “Veja que bumbum durinho!”; “Olha que espetáculo essa morena!”; “Ligue agora”; “Faça parte do Babe Station, seja você também uma Babe”. Enquanto isso, mulheres se exibem e oferecem a si próprias. Parece rodízio de carne. Algumas, nitidamente de segunda e terceira.

FIM DO MUNDO

Embora não seja proibido, e longe de fazer qualquer crítica ao comportamento sexual alheio, o “Babe Station” é deprimente. Certamente o produto (sic) mais constrangedor da TV brasileira na atualidade.

Após 3 meses em clínica, ‘mendigo gato’ coleciona presentes de fãs

Natália de Oliveira, no G1

Rafael Nunes visivelmente melhor após 3 meses de tratamento. (Foto: Divulgação/Q! Notícia)

Rafael Nunes visivelmente melhor após 3 meses
de tratamento. (Foto: Divulgação/Q! Notícia)

Ser famoso e, consequentemente, ter o reconhecimento do público sempre esteve entre os planos de Rafael Nunes, de 30 anos, que chegou a trabalhar como modelo entre os anos de 2003 e 2004. Porém, o que ele não imaginava é que isso aconteceria em meio à sua luta contra o vício nas drogas.

Aos 20 anos, o jovem – agora conhecido como ‘mendigo gato’ – tinha contrato com uma importante agência de modelos do Paraná. Ele chegou a fazer campanhas de conceituadas lojas de departamento e teve a oportunidade de fazer ensaios fotográficos para os catálogos das marcas e desfilar pelo país. Porém, o consumo de maconha e, posteriormente, de crack, desviou o rapaz do sonho de ser um modelo famoso mundialmente.

Desde que iniciou um tratamento, em outubro do ano passado, em uma clínica para dependentes químicos localizada em Araçoiaba da Serra (SP), Rafael não tem sido procurado apenas pela imprensa. Fãs do  ‘mendigo gato’, que se comoveram com sua história de vida, também têm tentado contato com o rapaz.

De acordo com o diretor do Centro Terapêutico Araçoiaba, Valter Lattanzio, depois de 30 dias que Rafael estava na clínica, várias pessoas entraram em contato querendo conhecer o jovem pessoalmente. Muitos até chegaram a enviar presentes para ele, como roupas, tênis, cintos, objetos de decoração, chocolates e várias cartas.

Os presentes chegaram de várias partes do país, sempre vindos de remetentes do sexo feminino. Até as redes sociais da clínica têm sido usadas pelos fãs do ‘mendigo gato’ para tentar qualquer tipo de contato com ele. A clínica informou que não autorizou visitas de desconhecidos e muitos dos presentes recebidos não foram entregues diretamente a Rafael.

Entre os presentes, Rafael ganhou três barquinhos e até um quadro (Foto: Natália de Oliveira/G1)

Entre os presentes, Rafael ganhou três barquinhos
e até um quadro (Foto: Natália de Oliveira/G1)

“Optamos por não repassar as cartas para que ele não perca o foco no tratamento. A iniciativa das pessoas é muito bacana, várias pessoas entram em contato com a gente querendo saber do Rafael, mas tudo isso não corresponde à realidade dele dentro da clínica”, explicou Lattanzio.

O diretor contou ainda que o ex-dependente, agora famoso, chegou até a receber pedido de casamento em uma das cartas. “Teve uma moça que enviou uma Bíblia para ele, com uma carta e uma foto do filho dela. Na carta, dizia para o Rafael já ir conhecendo seu filho, porque ele seria o padrasto da criança e que ainda iria ter um filho com ela quando eles se casassem.” Já em outra carta, uma mulher escreveu ter se emocionado com a história de vida de Rafael e disse que gostaria que ele soubesse que uma amiga o espera do lado de fora da clínica.

Uma admiradora de Rafael Nunes escreveu palavras de conforto e apoio (Foto: Natália de Oliveira/G1)

Uma admiradora de Rafael Nunes escreveu palavras de conforto e apoio (Foto: Natália de Oliveira/G1)

‘Mendigo gato’: início de uma nova vida

Em entrevista exclusiva para o G1, Rafael Nunes contou que se sente lisonjeado com o carinho que tem recebido e que fica surpreso com a rapidez com que tudo aconteceu em sua vida. “Eu não imaginava que aquela foto que eu pedi para tirarem há quase 4 meses iria repercutir de tal maneira”, confessa, aparentemente melhor e totalmente consciente de seus atos.

Rafael ainda destaca a importância da repercussão da foto para o tratamento, já que, antes de ser internado na clínica em Araçoiaba da Serra (SP), ele já havia passado por outros tratamentos, que não tiveram o mesmo resultado que agora. “Eu não tinha noção da minha realidade antes de tudo isso acontecer e, talvez por causa disso, o tratamento não funcionava”.

Rafael Nunes acha "estranho" ser conhecido como ‘Mendigo Gato’

Rafael Nunes acha “estranho” ser conhecido como
‘Mendigo Gato’

Para ele, hoje, após três meses de tratamento, ser reconhecido como ‘mendigo gato’ é algo “estranho”.  Isso porque a rotulação remete a uma época de sua vida que não corresponde mais à atual realidade: quando usava drogas e vivia na rua. Mesmo assim, Rafael tem total noção que, apesar do que o futuro lhe guarda, será sempre lembrado dessa forma e vê isso com bons olhos, mas pretende também conquistar reconhecimento com seu próprio nome.

“Eu pretendo retomar a minha carreira de modelo e até mesmo voltar aos estudos, fazer uma faculdade na área de marketing ou de publicidade, quem sabe. Eu sei que eu gosto do meio artístico e quero trabalhar com isso. Quero estar perto das pessoas que amo, casar e até ter filhos”, finaliza.

Quadro clínico
Após três meses de internação, Rafael está visivelmente melhor e até chegou a ganhar peso. Os últimos exames mostraram, segundo o direitor da clínica, que ele já recuperou suas percepções e vem se estabilizando com a realidade.

A primeira etapa do tratamento do rapaz, que é dividido em cinco partes, de acordo com a clínica, foi de adaptação e desintoxicação. Nesta fase, foram realizadas avaliações físicas e psícológicas, além de exames neurólogicos, que comprovaram que ele não teve nenhum tipo de comprometimento pelo uso prolongado das drogas.

Atualmente, Rafael iniciou a segunda etapa de seu tratamento. Ele, que já está participando mais ativamente do programa terapêutico, está sendo conscientizado sobre sua doença e a sua relação com as drogas. Bem como na primeira etapa, será feita uma desintoxicação, porém, desta vez, o foco do atendimento é a mente.

O tratamento na clínica de Araçoiaba da Serra só foi possível depois que a família do jovem procurou a direção da unidade. “A família nos procurou para tentar resolver os problemas que estavam acontecendo com ele, para ver se poderíamos ajudar. Nós entramos em contato com eles e nos disponibilizamos”, afirma Lattanzio.

Com relação aos custos da internação, o diretor informou que Rafael não tem nenhum tipo de despesa com o tratamento. Isso porque a clinica destina 10% das vagas da unidade para pacientes que não têm condições financeiras. “A família do Rafael é muito humilde, o pai é cego, a mãe é dona de casa e são os irmãos dele que trabalham para ajudar a pagar as contas da casa”.

Entenda o caso
O caso de Rafael Nunes ganhou grande repercussão após uma foto dele ser publicada em uma rede social, quando ele ainda morava nas ruas. De acordo com o relato da mulher que o fotografou e postou a foto em uma rede social, Rafael a viu com a máquina fotográfica e pediu para que tirasse uma foto dele, pois queria ficar famoso “na rádio”.

Dias depois da publicação da foto, descobriu-se que Rafael era um ex-modelo que tinha se afundado nas drogas e vivia nas ruas do centro de Curitiba (PR) há um ano. A família, que não tinha notícias do jovem há tempos, se mobilizou para buscar um novo tratamento, e Rafael foi encaminhado à clínica de Araçoiaba.

Durante o período de internação, ele chegou a receber um convite para participar de um importante evento de moda no Rio de Janeiro, mas a família, junto com os profissionais da clínica, optaram em não aceitar a proposta, alegando que a exposição poderia prejudicar o tratamento.

Chinesas solteiras ‘alugam’ namorados para apresentar à família

publicado no UOL

Nesta época do ano, milhares de chinesas solteiras se preparam para voltar para a casa dos pais para comemorar o Ano Novo Chinês e em muitos casos é grande a pressão para que levem junto um “companheiro”. As famílias chinesas esperam que as jovens que estão se aproximando da faixa dos 30 anos se casem o quanto antes e a frustração e ansiedade das que nem sequer têm um namorado para levar nas comemorações é grande.

Mas para essas chinesas a internet já oferece uma solução inusitada: os “namorados de aluguel” oferecidos em centenas de anúncios de classificados e websites. No site de compras online Taobao, por exemplo, por US$ 50 (R$ 99) por dia é possível contratar um jovem que finge ser namorado de uma chinesa solteira durante suas férias.

Alguns anúncios oferecem uma ampla gama de possibilidades relacionadas a esse “serviço”. Por US$ 5 (R$ 9,90) por hora o “namorado de aluguel” pode acompanhar uma moça em um jantar e por US$ 8 (R$ 15,80) pode lhe dar um beijo na bochecha.

china

Se o namorado falso tiver de passar a noite com a família de sua cliente para o Ano Novo Chinês, cobra US$ 80 (R$ 158) por noite para dormir em uma cama própria e US$ 95 (R$ 188,80) para dormir no sofá. Sexo não é uma opção.

Exemplo

Li Le, um vendedor de produtos agrícolas de Tianjin, é um dos jovens que oferecem seus serviços como namorado de aluguel.

Este é o primeiro ano em que ele está tentando trabalhar como “namorado falso” no Ano Novo Chinês em vez de viajar para casa para ver sua própria família, na província de Hebei, no centro da China.

Li diz que não entrou no ramo por dinheiro. “Eu poderia encontrar alguém que compartilha meus interesses, o que faria nós dois felizes”, afirma.

Até agora, trinta mulheres entraram em contato com o vendedor, mas ele diz que ainda não encontrou ninguém que confiasse nele suficientemente para convidá-lo para a casa de sua família no Ano Novo Chinês.

Li tem esperanças de que “alguém especial” responderá a seu anúncio: “O melhor resultado para mim seria encontrar alguém para casar.”

O vendedor tem de onde tirar inspiração. Uma série de grande sucesso da TV chinesa tem como enredo principal justamente um homem solteiro que se apaixona pela “namorada de aluguel” que contrata para apresentar para a família.

Clientes homens

Alguns homens solteiros também contratam “namoradas” – por exemplo, no caso de gays que não querem que os pais saibam sobre sua orientação sexual.

Mas Zhou Xiaopeng, consultora de relacionamentos, explica que em geral são as mulheres que mais se sentem pressionadas para encontrar um marido. Para ela, essa pressão social para que os jovens chineses casem e constituam uma família a qualquer custo tende a arrefecer com o tempo.

“Quando as pessoas nascidas nos anos 80 ou 90 tiverem filhos em idade de se casar, não vão querer que eles sofram a mesma pressão”, afirma. “Mas essa mudança deve levar 20 ou 30 anos.”

Se Zhou estiver certa, os acompanhantes de aluguel chineses ainda têm algumas décadas para aproveitar esse nicho de mercado.

Quem são os eunucos da vez?

eunuco

Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo

Nenhuma classe era tão menosprezada nos tempos bíblicos do que os eunucos. E a razão disso era muito simples: eles não podiam procriar. Fosse por razões orgânicas (costumavam ser castrados), ou por não sentirem-se atraídos pelo sexo oposto. Por conta disso, sofriam preconceito semelhante ao sofrido por mulheres estéreis. Na concepção judaica, a geração de filhos era a garantia da perpetuação da vida. A prole dava continuidade à saga da família. Na ausência destes, não haveria para quem deixar herança, que consistia não apenas em bens materiais, mas também no nome.

A Lei era dura com relação aos eunucos. Eles sequer podiam entrar na congregação do Senhor (Dt.23:1). Neste mesmo capítulo, a Lei também exclui da comunidade israelita os filhos bastardos e os estrangeiros.

Alguns pesquisadores propõem que esta exclusão pretendia apartar da assembleia da cidade os sacerdotes de deuses pagãos, dos quais muitos eram eunucos e bastardos (que por não terem direito a herança, eram entregues para o ofício sacerdotal). Enquanto Israel rejeitava completamente esses indivíduos, outras nações descobriram maneiras de aproveitá-los, envolvendo-os em atividades como o cuidado da rainha e do harém do rei.

A primeira vez que encontramos eunucos em Israel é durante o reinado de Acabe (2 Reis 9:32). Provavelmente cuidavam de Jezabel, mulher extremamente vaidosa e malévola que introduziu vários costumes pagãos em Israel. Vemos também que havia eunucos em Judá nos dias em que Jerusalém caiu nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia (Jer.29:2). É bem provável que tanto em Israel dos dias de Acabe, quanto em Judá dos dias de Jeremias, os eunucos fossem escravos estrangeiros adotados na corte real.

Quando o rei Ezequias recebeu os embaixadores da Babilônia, mostrando-lhes todos os seus tesouros, Isaías o advertiu dizendo que um dia eles voltariam e levariam seus descendentes para serem eunucos no palácio do rei da Babilônia (Is.39:6-7). Mas Ezequias não percebeu a gravidade e as implicações daquela profecia. Desde que houvesse paz durante seu reinado, tudo bem. Não importava o que o futuro reservasse aos seus descendentes. Ora, se estes fossem castrados, quem herdaria o trono de Judá?

Quando Ciro II, rei da Pérsia, em 537 a.C., invadiu a Babilônia, ele libertou o povo judeu, permitindo que retornassem a Jerusalém. Muitos dos que retornaram a cidade agora eram eunucos. Pela lei do Deuteronômio então seriam destituídos de sua cidadania e, com isso, da participação política e religiosa na cidade. Porém, em Isaías (livro escrito bem antes do cativeiro babilônio) há uma revisão desta regra. O mesmo profeta que anuncia a Ezequias o que aconteceria aos seus filhos ao serem levados cativos para a Babilônia, também diz: “O estrangeiro que por sua própria vontade se uniu ao Senhor, não deve dizer: Javé me excluirá de seu povo. Tampouco deve dizer o eunuco: Não sou mais que uma árvore seca. Porque assim disse o Senhor: Os eunucos que observem meus sábados, que escolhem o que me agrada e são fiéis ao meu pacto, concederei a eles ver gravado seu nome dentro do meu templo e de minha cidade; isso é melhor que ter filhos e filhas! Um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará” (Isaías 56:3-6). A partir de Isaías, então, se cria um mecanismo que torna mais flexíveis as leis do Deuteronômio, adaptando-as a uma nova realidade existente na vida social judaica.

Percebemos nitidamente que a graça está por trás desta “adaptação” à realidade. A Lei aponta para um mundo ideal, onde não haja homens incapazes de reproduzir. Porém, a graça lida com as demandas da realidade. A Lei acentua a distância entre o real e o ideal. A graça reverte este fluxo. Em vez de exclusão, inclusão. Em vez de distanciamento, aproximação.

Creio que, como igreja de Cristo, temos muito que aprender com este episódio. O mundo não é o que deveria ser. Há demandas atuais que exigem posicionamento. Devemos apegar-nos às exigências da Lei ou ceder à concessão da graça? Se marcarmos a opção um, então, nossos filhos terão que ser apedrejados em caso de flagrante rebeldia.

Nem mesmo no tempo de Jesus as pessoas sabiam lidar com a questão envolvendo os eunucos. Há conceitos que ainda hoje são difíceis de serem digeridos, principalmente pelos cristãos. Somos inflexíveis como a letra da Lei, esquecendo-nos de que a letra mata, e que somente o Espírito vivifica. Veja como Jesus lidou com o preconceito envolvendo os eunucos de sua época:

“Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” Mateus 19:11-12

Ora, se Jesus estivesse falando de algo simples, aceito pelo senso-comum, não teria dito: “Nem todos podem receber esta palavra…”Jesus elenca três tipos de eunucos:

• “Eunucos criados pelo homem”. Castrados. Esterilizados intencionalmente. Prática fartamente disseminada na antiguidade. Geralmente castravam-se os filhos de escravos capturados na guerra, para que, ao crescerem pudessem servir nos haréns dos reis sem oferecer qualquer risco.

 • “Eunucos por causa do reino dos céus”. Não castrados. Que optaram pelo celibato para que pudessem servir a Deus no ministério sem distração com esposa e filhos. Paulo, João Batista e o próprio Jesus poderiam ser contados entre esses. Alguns chegaram a se castrar, como no caso de Orígenes, para se livrar da tentação sexual.

 • “Eunucos desde o ventre materno”. São os que nasceram desprovidos de atração sexual pelo sexo oposto ou são hermafroditas. Muitos, por conta da pressão social para que tenham vida sexual ativa, acabam desenvolvendo atração por pessoas do mesmo sexo. Tais indivíduos possuem libido, porém esta é direcionada para outras atividades além do sexo. Geralmente, atividades ligadas à estética, às artes, que requerem certo grau de sensibilidade. Embora eu os tenha deixado por último em minha exposição, Jesus os coloca encabeçando a lista dos eunucos.

Em outras palavras, uns são eunucos por imposição social, outros por razões psicológicas ou fisiológicas, e outros por decisão própria, geralmente motivados por idealismo.O que faremos a esses indivíduos? Que rótulo lhes daremos? Qual será nossa sentença? Tomaremos Deuteronômio ou Isaías como base? E o que faremos com o que Jesus disse acerca deles? Será que estamos entre os que Jesus denunciou como não estando preparados para recebê-los?

Não foi à toa que Filipe foi o discípulo escolhido por Deus para introduzir o Evangelho ao eunuco etíope. Logo no início de sua caminhada cristã, ele testemunhou a maneira como Jesus lidava com os preconceitos humanos. O mesmo Natanael que comentara com Filipe que da região procedência de Jesus não poderia vir nada que prestasse, ouviu dos lábios do Mestre: Este sim é um verdadeiro israelita! Com este elogio, Jesus interrompeu o ciclo do preconceito. Em vez de rebater, Ele preferiu elogiar. Imagino a cara de Natanael diante de Filipe. O que este não podia supor era que aquela experiência o habilitaria para mais tarde ser tirado do meio das multidões em Samaria para pregar a um eunuco (que ainda por cima era negro!) no caminho de Gaza (At.8:27-39).

Filipe não perde tempo apontando as eventuais falhas morais do eunuco. Em vez disso, fala-lhe de Cristo, tomando como base um trecho do mesmo livro que diz que Deus receberia eunucos e lhes daria um nome eterno. Convencido da disposição divina em recebê-lo como filho, o eunuco diz: “Eis a água, o que me impede de ser batizado?” Se fosse hoje, influenciado por pregadores modernos, talvez Filipe dissesse: Bem, acho que você precisaria tomar um banho de loja primeiro. Trocar essas roupas espalhafatosas por um terno e gravata. Mudar esses trejeitos efeminados. Arrumar uma namorada para comprovar que foi curado. E depois de batizado, gravar um DVD de testemunho para a gente divulgar. Se um eunuco me fizesse a mesma pergunta hoje (o que me impede de ser batizado?), eu responderia: o preconceito. Daí, ele procuraria outro eunuco para evangelizar, conduzia-o a Cristo e abria uma igreja de eunucos.

É… Jesus tinha razão. Não estávamos preparados à época, e provavelmente, muito menos hoje. Chegamos a Gaza, mas nos recusamos a aproximar-nos da carruagem em movimento. Talvez por amá-los na mesma proporção de que amamos os bandidos… Dizemos amá-los, mas optamos por manter distância. E assim, preferimos a inflexibilidade da Lei ao Espírito da Graça. E é justamente a Lei que nos oferece a chave com a qual trancamos o armário no qual muitos se escondem (alguns dos quais exercem cargos eclesiásticos, usando o púlpito como armário). Somente um ambiente impregnado de graça oferecerá acolhimento e compaixão. Afinal, somos todos humanos, desesperadamente carentes desta graça capaz de fazer-nos renunciar às próprias paixões e concupiscências (Tt.2:11-12). Graça que, igualmente, nos capacita a vencer nossos preconceitos e medos.

Respondendo à pergunta proposta no título deste post. O eunuco da vez é todo aquele que desprezamos, do qual queremos distância. Pelo menos assim, não seremos obrigados a amá-los, já que esta obrigação só diz respeito ao próximo… só que não!

Cientistas revelam que sexo queima apenas 21 calorias

Publicado originalmente no UOL

Segundo os estudiosos, só é possível perder 21 calorias na hora H porque os casais gastam, em média, 6 minutos durante a atividade

Segundo os estudiosos, só é possível perder 21 calorias na hora H porque os casais gastam, em média, 6 minutos durante a atividade

A ideia de queimar 300 calorias durante o sexo foi difundida pelos que arranjam qualquer desculpa para faltar na academia. No entanto, um artigo publicado no New England Journal of Medicine revela que isso não passa de um mito, bem como outros fatos e recomendações que são divulgados e seguidos por quem deseja emagrecer.

Segundo os estudiosos, só é possível perder 21 calorias na hora H porque os casais gastam, em média, 6 minutos durante a atividade. Em entrevista a NBC, David Allison, da Universidade do Alabama, em Birmingham, que participou do estudo, afirmou que a única pesquisa que chegou perto de medir as calorias queimadas durante o sexo foi realizada em 1984 com apenas 10 homens, ou seja, uma amostra pouco representativa.

Outros mitos também foram refutados pelo artigo. Um deles é das aulas de educação física na escola ajudarem a prevenir a obesidade infantil. O estudo revela que não existe nenhuma evidência comprovativa de que essa disciplina contribua para reduzir o IMC (Índice de Massa Corpórea) ou a obesidade à medida que as crianças crescem.

Os cientistas também declaram que o fato de definir metas realistas para perder peso não ajuda a evitar a frustração e fracasso, como dito anteriormente em sites e livros para emagrecer. Além desse tipo de meta não interferir no emagrecimento, vários estudos indicam o oposto, ou seja, fixar uma meta de peso ambiciosa ajuda a eliminar os quilinhos a mais.

Até mesmo recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) foram contestadas pelos cientistas. A organização afirma que bebês amamentados são menos propensos a se tornarem obesos. Mas, de acordo com o estudo clínico realizado com 13 mil crianças durante seis anos, nenhuma evidência foi encontrada de que esse tipo de alimentação na infância previne a obesidade.

Outro fato muito preconizado, e considerado mito pelos estudiosos, é de que pequenas mudanças no dia a dia, como comer um pouco menos ou se exercitar mais, leva a uma perda significativa de peso em um longo período. Segundo o artigo, as alegações de que queimar 100 calorias por dia resultaria em 50 quilos perdidos em alguns anos, é irreal. “O que ele não leva em conta é que, quando eu perco peso, fico menor e preciso de menos energia para me deslocar “, afirma Allison, que destaca ainda que o máximo de peso perdido nessa situação seria de 10 quilos.

O relatório também desmitifica que disposição é um fator chave para a manter a dieta, já que segundo evidências, isso não basta para ter bons resultados. Outro mito desvendado é o de que pessoas que perdem muito peso de forma rápida voltam a engordar novamente. Segundo os cientistas, esse tipo de emagrecimento ajuda a pessoa a manter o peso alcançado a longo prazo.

No entanto, o estudo tem sido alvo de críticas. Em entrevista à NBC, Marion Nestle, da Universidade de Nova York, questionou o fato dos pesquisadores terem vínculos com várias empresas. “Para eles as únicas coisas que funcionam são drogas, cirurgias bariátricas e substitutos de refeição, todos fabricados por companhias que eles têm vínculos”, observa.