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“Manual gospel” vai orientar sexshops sobre atendimento de público evangélico

 

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Com o objetivo de atender o público evangélico sem ferir suas convicções religiosas, a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico Sensual (Abeme) vai preparar um “manual gospel” para distribuidores e vendedores. A ideia, de acordo com a entidade, é “orientar o comércio de produtos íntimos dentro dos preceitos bíblicos, pensando em qualidade, saúde e na união do casal com respeito e amor”.

“É preciso haver uma capacitação apropriada dos profissionais do setor para atender este público (evangélico). São necessários conhecimentos sobre sexualidade humana, um estudo profundo sobre produtos íntimos, sensuais e eróticos (sob a ótica de qualidade, benefícios e usos) e, principalmente, sobre a palavra (bíblica)”, afirma Paula Aguiar, presidente da ABEME.

De acordo com a Abeme, a demanda é grande por parte dos fiéis evangélicos, que têm buscado nos produtos “o fortalecimento do amor conjugal, para a união do casal e consequentemente da família”.

A associação frisa ainda que atualmente os maiores consumidores de produtos de sexshops são as mulheres e que, em 90% dos casos, não tem nenhuma conotação pornográfica.

Fran Fisher: “A religião não pode se basear no celibato”

A sexóloga inglesa Fran Fisher foi freira na juventude. Agora, entrevista religiosas para entender a interferência do catolicismo na sexualidade

EX-NOVIÇA REBELDE A sexóloga Fran Fisher em seu consultório, nos Estados Unidos. Abaixo, uma fotografia de quando ela acabara de entrar no convento (Foto: Christopher Thomond/The Guardian e arq. pessoal)

EX-NOVIÇA REBELDE
A sexóloga Fran Fisher em seu consultório, nos Estados Unidos. Abaixo, uma fotografia de quando ela acabara de entrar no convento (Foto: Christopher Thomond/The Guardian e arq. pessoal)

Por Margarida Telles, na Revista Época

Quando a irmã Jane Frances de Chantal fugiu do convento em que morava, na Inglaterra, sabia que deixava para trás sua vida religiosa. Ela não imaginava que se tornaria especialista em sexo. Hoje, Fran usa seu sobrenome de casada, Fisher. Atende na Califórnia pacientes com problemas sexuais. A mudança de carreira ocorreu décadas depois de Fran sair do convento, onde viveu entre os 18 e os 20 anos. Ela se casou e teve dois filhos. Diz que só entendeu como a religião limitara seu prazer quando foi estudar sexologia, depois dos 40 anos. Decidiu, então, investigar a vida íntima de outras mulheres que abandonaram o hábito. O resultado está no livro In the name of God, why? (Em nome de Deus, por quê?), lançado nos Estados Unidos no fim de 2012.

ÉPOCA – Por que a senhora decidiu entrar para um convento?
Fran Fisher –
 Meus pais imigraram da Irlanda para a Inglaterra. Eram católicos fervorosos com pouquíssima educação. A escola em que fiz o ensino médio era católica. As freiras vinham conversar com as alunas, para sondar se alguma tinha interesse em entrar para o convento. Aos 15 anos, me senti atraída por esse estilo de vida. Tinha um interesse pessoal pela espiritualidade e era muito religiosa.

ÉPOCA – Em seu livro, a senhora relata que, aos 14 anos, acreditou estar grávida. Como esse momento influenciou a decisão de entrar para o convento?
Fran – 
Tive um encontro com um rapaz e não houve sexo, apenas preliminares. Não entendia muito bem como a gravidez ocorria. Tive medo de estar grávida e procurei minha mãe. Em vez de me acalmar, pois a gravidez naquele caso seria impossível, ela disse que eu poderia estar grávida. Disse ainda que eu fizera algo muito errado, que Deus desaprovaria. Fiquei apavorada e envergonhada. A partir daquele momento, passei a achar que o sexo arruinaria minha vida. Naquele dia, tornei-me muito mais religiosa.

ÉPOCA – Como era sua relação com a sexualidade enquanto estava no convento? A senhora lidava bem com eventuais desejos físicos?
Fran – 
Não tinha nenhum desejo, estava dormente. Num único momento, tive noção de minha sexualidade durante meus anos no convento. Quando nosso padre ficou doente, um substituto passou a vir ao convento para fazer a missa diária. Ele era jovem, e me lembro de sentir atração, mas não fiz nada a respeito. Não se podia discutir nada ligado ao corpo com as outras freiras. Tudo era reprimido.

ÉPOCA – A senhora se lembra de algum exemplo de repressão que sofreu?
Fran –
 A repressão estava no cotidiano. Por baixo do hábito, usávamos uma anágua feita de algodão bem pesado. Dessa forma, quando estávamos limpando o chão, poderíamos levantar o hábito para não sujá-lo. Lembro uma vez em que estava limpando uma escadaria com meu hábito enrolado na cintura, quando meu padre confessor apareceu inesperadamente. Eu me levantei para saudá-lo e fui repreendida por outra freira por estar com meu hábito levantado. Para ela, eu estava seminua.

ÉPOCA – Por que decidiu abandonar o convento?
Fran –
 Por uma série de razões. Tínhamos uma madre superiora paranoica e muito rígida. A pressão me deixou doente. Tive pneumonia duas vezes, perdi peso e sofri muito. O controle mental que nos impunham era muito difícil para mim. As perguntas que eu fazia eram consideradas inaceitáveis por minhas superioras. Lembro uma vez em que perguntei como Maria poderia ser virgem até sua morte, se pariu um filho. A madre superiora ficou chocada. Disse que aquilo era um desrespeito. A gota d’água foi quando minha irmã se casaria e me disseram que eu não poderia ir ao casamento, mesmo que comparecesse somente à cerimônia religiosa, com uma acompanhante. Todo esse dogma e paranoia foram demais para mim. Fugi enquanto todos estavam na missa da manhã.

ÉPOCA – Qual é sua relação com a religião hoje em dia? Ainda é católica?
Fran – 
Não me considero mais católica. Pessoalmente, não gosto de religiões organizadas. Se você atribui tanto poder a uma organização, ela se torna corrupta. Minha relação com Deus hoje em dia está cada vez mais forte e pura. Mas não é o Deus punitivo da minha infância.

ÉPOCA – Por que decidiu estudar sexualidade?
Fran –
 Quando me interessei por sexualidade, meu casamento já tinha 25 anos. Sua única área problemática era o sexo. Conheci uma sexóloga numa conferência. Fiquei fascinada, porque nunca tinha ouvido falar dessa profissão. Ela sugeriu que eu fosse a um curso. Achei que seria interessante. Fui e fiquei chocada com o que ouvi naquele fim de semana. Jurei que nunca voltaria. Acabei voltando, mesmo com medo, porque a curiosidade foi maior.

ÉPOCA – Quais eram os problemas relacionados ao sexo em seu casamento?
Fran –
 Fui educada para ficar de boca fechada e não expressar minha opinião. A raiz disso estava no lugar destinado às mulheres na sociedade em que fui criada e na religião católica. Infelizmente, me casei muito cedo, aos 22 anos, menos de dois anos depois de sair do convento. Não tinha aprendido a ser dona de meus próprios pensamentos com convicção. Depois de ter meus filhos, passei a ter relações só por obrigação. Minha resposta-padrão para qualquer sugestão de inovação sexual era “não”. Quando decidi estudar sexualidade, meu marido ficou animadíssimo. Passei a ser tão curiosa quanto ele, e, no lugar de dizer não, quando ele sugeria alguma coisa, eu pedia para ele me contar mais sobre aquilo.

ÉPOCA – Em seu livro, são entrevistadas outras ex-freiras. O que as histórias dessas mulheres têm em comum com a sua?
Fran –
 A principal similaridade entre todas era o silêncio sobre o sexo durante a infância. As mulheres que saíram cedo do convento, como eu, se casaram rapidamente. A proibição do sexo antes do casamento ainda era muito forte, então a maioria acabou se casando com o único homem com quem se envolveu, como eu. Aquelas que ficaram muito tempo no convento acabaram tendo vida sexual lá, com padres ou fiéis. Duas das 69 ex-freiras que pesquisei se relacionaram sexualmente com outras freiras. Quando uma freira se envolvia com um padre, havia uma dinâmica de poder, em que a mulher deveria ser subserviente. Uma delas me contou que só ela fazia sexo oral no padre. A contrapartida nunca ocorreu em muitos anos de relação. A exceção foi uma mulher que adorava sexo e estava na faixa dos 50 anos.

ÉPOCA – O perfil das jovens freiras mudou?
Fran –
 As freiras continuam vindo de onde sempre vieram, de países muito pobres, onde mulheres veem na Igreja sua única oportunidade de uma boa educação e de escape de uma existência difícil. Na minha infância, uma grande quantidade de freiras católicas vinha da Irlanda. Quando o país entrou para a União Europeia e mudanças econômicas poderosas ocorreram por lá, a vocação religiosa diminuiu. Agora, as noviças quase não existem mais, e os conventos estão fechando.

ÉPOCA – O que a senhora acha do celibato?
Fran –
 É inconcebível que a Igreja ainda tente basear sua religião numa premissa tão pouco natural quanto o celibato. A maior parte das pessoas gosta muito de sentir prazer, mesmo devotando sua vida a Deus. A ideia de que a Igreja consegue controlar a sexualidade das pessoas acabou gerando reações contrárias. Existem muitos homossexuais em conventos e mosteiros. Se você é muito religioso e gay, para onde mais pode ir?

ÉPOCA – A senhora costuma atender em seu consultório pessoas com problemas sexuais ligados à religião?
Fran –
 Recebo muitos pacientes justamente por causa do meu histórico. É importante respeitar a crença em Deus, mas separá-la do que foi doutrinado durante a infância. Quando se fala de sexualidade, muitos continuam com os mesmos medos, julgamentos e restrições da infância. Não os superamos só porque nos tornamos adultos. É um aprendizado rever esses conceitos. E um desafio.

 

 

As falsas prioridades da Igreja Evangélica Brasileira

Feliciano saiu pelos fundos da igreja em Salvador para fugir de protesto e do assédio da imprensa (foto: Fernando Amorim | Ag. A TARDE)

Feliciano saiu pelos fundos da igreja em Salvador para fugir de protesto e do assédio da imprensa (foto: Fernando Amorim | Ag. A TARDE)

André Tadeu de Oliveira, no Facebook

Já cansou! Não quero analisar aspectos biológicos, psicológicos, sociológicos, antropológicos e teológicos da sexualidade humana. O tema é complexo demais e não tenho tempo para tal tarefa.

Apenas quero dizer algo: parte da igreja evangélica brasileira perdeu seu foco! E falo justamente de seu segmento mais engajado e militante. Tempo e dinheiro são jogados na lata do lixo a fim de impor uma agenda sexualizante no discurso cristão.

É claro que a Bíblia fala – e muito- sobre sexo. Mas o texto sagrado não possui uma visão única sobre o assunto, tampouco faz do sexo seu assunto primordial.

Mas essa parcela da igreja converteu a temática sexual, em sua forma mais repressora, como tema principal de sua agenda.

Não escuto mais pregações sobre o Cristo Salvador, Graça Salvadora, Pecado (na sua concepção integral), arrependimento, amor ao próximo e etc… Tudo virou sexo!

Não vejo comportamento profético diante das mazelas sociais que mantém o Brasil como um dos países mais injustos do mundo! Os profetas do AT, Jesus Cristo e os cristãos primitivos não se calaram diante da injustiça.

Agora, há um detalhe curioso. Parte dessa igreja bitolada na questão sexual, desejando impor seu padrão de “santidade”, é a mesma que, doutrinariamente, resvala na heresia! É o caso do senhor Marco Feliciano. Já ouviram suas pregações? Já leram algum artigo doutrinário de sua autoria? Tenho certeza que o citado pastor não poderia ser considerado um cristão ortodoxo, haja vista sua visão doutrinária baseada em aberrações como: teologia da prosperidade, confissão positiva, maldições hereditárias e etc…

Mas, estranhamente, o dito pastor se converteu em herói para cristãos fundamentalistas que se consideram “ortodoxos”. Mas a suposta ortodoxia dos fãs de Feliciano não passaria em uma sabatina teológica realmente séria.

Esta é a igreja que perdeu seu foco!

Fotos publicadas por pastor Marco Feliciano são motivo de piada no Instagram

Nas fotos, os internautas fazem brincadeira com a sexualidade do pastor, sugerindo que ele fosse homossexual Foto: Reprodução de internet

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publicado no Extra

Na mira dos internautas, principalmente após fazer declarações consideradas homofóbicas e racistas, o deputado evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) não tem descanso nas redes sociais. Nesta segunda-feira, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, recebeu em seu perfil no Instagram, página para publicação de imagens, uma “enxurrada” de comentários irônicos.

A foto, em que o pastor aparece de cabelos molhados e diz: “momento descontração… raridade”, foi uma das mais acessadas. Entre os comentários, usuários fazem chacota: “Pronta pra bater cabelo na boate”, “Tá lindo… Fêfê”, “Aproveita e platina essa juba. Fica bapho (sic)”.

Em outra imagem, na qual Feliciano está sentado sobre uma poltrona vermelha e usa um paletó da mesma cor, os internautas também ironizaram a sexualidade do pastor: “Que pintosa”, escreveu um usuário da rede. Na mesma imagem, outro publicou “Pastoras Ricas”, fazendo referência ao reality show “Mulheres Ricas”.

Feliciano é motivo de perseguição na internet, principalmente, após ser eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Feliciano é motivo de perseguição na internet, principalmente, após ser eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Foto: Reprodução de internet

O pastor responde a processo no Supremo Tribunal Federal por homofobia e estelionato. Ele ficou conhecido por declarações polêmicas sobre negros e homossexuais.

Feliciano já declarou que o amor entre pessoas do mesmo sexo leva ao ódio, ao crime e à rejeição. Em 2011, ele também criou polêmica ao escrever no Twitter que “os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé” e que essa “maldição” é que explica o “paganismo, o ocultismo, misérias e doenças como ebola” na África.

Opções ‘curtir’ podem revelar QI, idade e sexualidade, diz pesquisa

Estudo com usuários do Facebook mostra que opções “Curtir” podem revelar informações que pessoas não expõem

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e da Microsoft Research desenvolveram algoritmo com o botão \"curtir\" do Facebook Foto: AFP

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e da Microsoft Research desenvolveram algoritmo com o botão \”curtir\” do Facebook Foto: AFP

Publicado por AFP [via Terra]

A opção “curtir” no Facebook pode revelar muito mais do que se pretende. Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira mostra que analisar os padrões destas preferências pode dar estimativas supreendentemente precisas sobre informações pessoais que o usuário não expõe, tais como raça, idade, QI, sexualidade, etc.

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, e da Microsoft Research, divisão de pesquisas da gigante do softwate americano, desenvolveram um algoritmo que usa as opções “curtir” - publicamente disponíveis a menos que o usuário faça configurações de privacidade mais rígidas – para criar perfis de personalidade, revelando potencialmente detalhes íntimos sobre sua vida.

Estes modelos matemáticos demonstraram uma precisão de 88% ao diferenciar homens de mulheres e de 95% em distinguir afro-americanos de brancos. Estes algoritmos também conseguiram extrapolar informações como orientação sexual, se o usuário fez uso de drogas ou se seus pais se separaram.

Estes dados podem ser usados em estratégias de propaganda e marketing, mas também poderiam fazer os usuários ficarem retraídos por causa da quantidade de dados pessoais revelados, afirmaram os cientistas. “É muito fácil clicar no botão ‘curtir’, é sedutor”, afirmou David Stillwell, estudioso de psicometria e co-autor da pesquisa. “Mas você não percebe que anos depois todos aqueles ‘curtir’ são armazenados contra você”, acrescentou.

Stillwell explicou que, embora dados do Facebook tenham sido usados neste estudo, perfis similares poderiam ser produzidos usando outros dados digitais, incluindo buscas na internet, trocas de e-mails e telefonemas. “É possível chegar às mesmas conclusões com diferentes formatos destes dados digitais”, explicou.

O estudo examinou 8 mil usuários do Facebook nos Estados Unidos, que voluntariamente disponibilizaram suas opções “curtir”, perfis demográficos e resultados de testes psicométricos. Enquanto alguns padrões parecem óbvios – democratas curtiram Casa Branca, enquanto republicanos curtiram George W. Bush -, outros foram menos diretos.

Extrovertidos curtiram a atriz e cantora Jennifer Lopez, enquanto os introvertidos demostraram preferência pelo filme Batman: o Cavaleiro das Trevas. Aqueles que se disseram “liberais e artísticos” curtiram o cantor Leonard Cohen e o escritor Oscar Wilde, enquanto os conservadores preferiram corridas de Nascar e o filme de comédia A Sogra.

Em grande parte, as previsões se basearam em dedução, feita a partir de enormes quantidades de dados. Aqueles apontados como homossexuais foram classificados como tais não porque clicaram em sites sobre casamento gay, mas por causa de suas preferências musicais e televisivas, por exemplo.

Cristãos e muçulmanos foram corretamente classificados em 82% dos casos e uma boa precisão nas previsões foi alcançada nos status de relacionamento e uso de substâncias, entre 65% e 73%.

As pessoas com QI mais elevado costumaram curtir o talk show The Colbert Report e filmes como O Poderoso Chefão e O Sol é para Todos. Aqueles com QI mais baixo curtiram motos Harley Davidson e Bret Michaels, integrante da banda Poison.

O estudo, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, é divulgado em meio a um intenso debate sobre privacidade online e se os usuários sabem quanta informação é reunida sobre eles. Outra pesquisa recente demonstrou que os usuários do Facebook começaram a compartilhar mais dados pessoais depois que a rede social revisou suas políticas e interfaces.

Os cientistas de Cambridge afirmaram que os dados sobre as opções ‘curtir’ podem ser úteis para avaliações psicológicas e de personalidade, mas também mostra como detalhes pessoais podem ser tornados públicos sem o seu conhecimento.

Pesquisadores criaram aplicativo com versão mais curta do estudo

Pesquisadores criaram aplicativo com versão mais curta do estudo

“Previsões semelhantes poderiam ser feitas a partir de todo tipo de dado digital, com este tipo de ‘inferência’ secundária, feita com precisão notável – prevendo estatisticamente informação sensível que as pessoas podem não querer que seja revelada”, explicou o cientista de Cambridge Michal Kosinski.

Kosinski disse ser “um grande fã e usuário ativo das surpreendentes novas tecnologias, incluindo o Facebook”, mas afirmou que o estudo aponta para potenciais ameaças à privacidade. “Posso imaginar situações em que os mesmos dados e tecnologia são usados para antecipar visões políticas ou orientação sexual, trazendo riscos para a liberdade e até mesmo para a vida das pessoas”, afirmou.

Para uma versão mais curta do estudo, os cientistas criaram um aplicativo de Facebook, denominado You Are What You Like (Você é o que você curte), que faz uma avaliação da personalidade do usuário.